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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Povos e comunidades tradicionais terão incentivos da SDR na Bahia

Inclusão Social

De acordo com o chefe de gabinete da SDR, Edson Valadares, o tema é muito importante para a secretaria. Ele adiantou que, em 2016, cerca de R$ 28 milhões do orçamento da secretaria serão destinados a políticas públicas para os povos e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, fundo e fecho de pasto, pescadores artesanais, marisqueiras, ciganos e geraizeiros).

Da Redação
Ascom/SDR
Gestores e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) participaram, nesta terça-feira (27), da primeira Oficina de Aplicação das Políticas Relacionadas aos Povos e Comunidades Tradicionais. A iniciativa tem o objetivo de estabelecer ações para o cumprimento do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate a Intolerância Religiosa. Até o mês de novembro, todos os profissionais da SDR que atuam na elaboração e execução de programas e projetos participarão da oficina.
De acordo com o chefe de gabinete da SDR, Edson Valadares, o tema é muito importante para a secretaria. Ele adiantou que, em 2016, cerca de R$ 28 milhões do orçamento da secretaria serão destinados a políticas públicas para os povos e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, fundo e fecho de pasto, pescadores artesanais, marisqueiras, ciganos e geraizeiros).
O valor representa 18,4% do orçamento total da SDR, superando os 10% estabelecidos na Lei nº 13.182/2014, que institui o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate a Intolerância Religiosa. Valadares destacou também a criação de uma assessoria específica, vinculada ao gabinete do secretário da SDR, voltada para esse público. “É no campo que se concentra a maior população quilombola, indígena, de pescadores artesanais. E nós temos o compromisso efetivo de reduzir ao máximo a desigualdade racial que ainda existe no nosso estado”.
O assessor de Povos e Comunidades Tradicionais da SDR, Ivonei Pires, ressaltou que com o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, o governo decidiu que políticas públicas como educação, saúde, eletrificação, habitação, água, devem chegar para os Povos e Comunidades Tradicionais. “Somos uma secretaria nova e precisamos avançar de forma organizada e rápida”.
A oficina desta terça envolveu profissionais de três superintendências da SDR, que participaram da palestra sobre 'Racismo Institucional', ministrada por Antônio Cosme, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Temas como modernização da agricultura e saberes tradicionais, e a agroecologia e desenvolvimento sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, também foram discutidos no evento. Segundo Ivonei Pires, como resultado das oficinas, será elaborado um documento que “norteei e facilite a movimentação dos técnicos da SDR na aplicação das políticas públicas”.
Com informações da Secom Ba.  28/10/2015

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cheiro forte dificulta catadores de marisco andarem no VLT de Maceió

Transportes sobre trilhos

Ar-condicionado de veículos modernos acentua o odor. O sistema ferroviário transporta cerca de 10 mil pessoas por dia em Alagoas....
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Maceió decidiu manter duas locomotivas antigas em funcionamento para o transporte de catadores de marisco....

G1
foto Jonathan Lins
Apesar da modernização do transporte ferroviário de Alagoas, que ganhou Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) em outubro de 2011, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Maceió decidiu manter duas locomotivas antigas em funcionamento para o transporte de catadores de mariscos. Eles são impedidos de utilizar o transporte mais moderno, que conta com sistema de refrigeração, por causa do cheiro forte do marisco.
Este é o caso da catadora de sururu, Maria Cícera da Silva, 59, que acorda antes do nascer do sol para apanhar o primeiro trem de Rio Largo em direção à capital, às 4h59. Em companhia de outras catadoras de marisco, ela trabalha durante grande parte da manhã na Lagoa Mundaú, em Maceió.
De lá, ela consegue diariamente de três a quatro baldes do alimento, que depois são vendidos por cerca de R$ 100. “Há 10 anos eu faço isso. Acordo cedo e venho trabalhar. Só volto quando esse trem [locomotiva antiga] passa . Divido em saquinhos e saio pelas ruas de Rio Largo vendendo de porta em porta, assim eu garanto o sustento da minha família”, relatou Maria Cícera.
O trem antigo é utilizado pela população de três municípios da Região Metropolitana da capital: Maceió, Rio Largo e Satuba. São duas locomotivas, restauradas recentemente, que se revezam para puxar os carros de passageiros.
De acordo com o superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Maceió, Marcelo Aguiar, o trem antigo é mantido principalmente por causa desses comerciantes. “Ele foi idealizado com esse propósito, de transportar essas pessoas com alimentos que, se fossem levados no VLT, trariam problemas aos outros usuários devido ao cheiro forte, que se agrava por causa do sistema de refrigeração”, disse.
Responsável pelo transporte de cerca 10 mil pessoas diariamente, o sistema ferroviário alagoano sofreu diversas transformações em seus quase 150 anos de existência. Foram bondes de tração animal, elétrica, a vapor, diesel e, há dois anos, ocorreu a implantação da frota do VLT.
Fonte - São Paulo Trem Jeito 11/02/2013

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Cargueiro incendiado deixa o porto Aratu

Notícias

Rayllanna Lima
foto - mercoshipping
O navio que pegou fogo no Porto de Aratu, na noite do dia 17 deste mês, foi removido na manhã da última terça-feira (24). As equipes técnicas continuam com a contenção e limpeza do resíduo de óleo que se espalhou pela Baía de Todos os Santos. Enquanto isso, pescadores e marisqueiras reclamam da falta de informação sobre a contaminação da água e sofrem com produtos congelados, sem conseguir vender.
Uma semana após o incêndio, o navio cargueiro, Golden Miller, de bandeira das Bahamas, foi retirado do píer no Porto de Aratu, onde estava atracado quando pegou fogo. Um pescador que está ajudando na retirada do óleo do mar informou que a embarcação foi removida por volta das 9h30, e que a limpeza deve continuar pelos próximos cinco dias.
Segundo informações da assessoria do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), a operação de retirada foi controlada e autorizada pela Capitania dos Portos após uma série de inspeções. O navio Golden Miller será encaminhado, pela empresa armadora, para manutenção.
Enquanto aguardam a análise sobre a água, pescadores e marisqueiras sofrem sem conseguir vender a mercadoria que havia sido pescada antes do grave acidente. “Estamos com todo o pescado na geladeira, sem conseguir vender. Algumas pessoas aproveitam da situação para querer comprar por menos da metade do preço, mas não temos condições de vender assim”, desabafou a marisqueira Marizélia Carlos Lopes, uma das militantes do Movimento de Pescadores de Ilha de Maré.
Marizélia ainda informou que o verão é o melhor período para o pescado. Um momento de bastante lucro para quem vive de pesca. “Nosso produto está sendo desvalorizado. Quase toda a população de Ilha de Maré vive exclusivamente da pesca. Não sabemos o que fazer com essa situação e o Inema não se pronuncia para informar se teve contaminação na água”, relatou.
Técnicos do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) estão fazendo uma análise para descobrir se a água do mar da Baía de Todos os Santos foi infectada. De acordo com informações da instituição, o resultado sai nessa sexta-feira. A assessoria do Inema ressaltou que a pesca não foi proibida, e as informações de proibição foram boatos que se espalharam.
A também marisqueira Eliete Paraguaçu que está com 9kg de pescado na geladeira sem conseguir vender, contou que não está havendo consideração alguma com os pescadores. “Informaram que daqui a três meses que irá sair o resultado. Com toda a repercussão na mídia, ninguém quer comprar conosco por medo. Não temos outro meio de vida. Estamos sendo muito prejudicados. O Inema disse que a proibição de pesca é falácia, mas isso é uma irresponsabilidade. Como vamos pescar sem saber do resultado? Sem saber o risco de contaminação?”, indagou Eliete.
De acordo com a Cofic, as equipes técnicas continuam concentradas no esforço de contenção e limpeza do resíduo de óleo decorrente do combate ao fogo. A estratégia de proteção inclui seis quilômetros de barreiras para absorção do óleo, 18 embarcações e uma equipe de 98 técnicos especializados em proteção ambiental. A contenção e limpeza do mar estão sendo realizadas pelas empresas Hidroclean e Ocean Pact.
Fonte - Tribuna da Bahia  26/12/2013