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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Cargueiro incendiado deixa o porto Aratu

Notícias

Rayllanna Lima
foto - mercoshipping
O navio que pegou fogo no Porto de Aratu, na noite do dia 17 deste mês, foi removido na manhã da última terça-feira (24). As equipes técnicas continuam com a contenção e limpeza do resíduo de óleo que se espalhou pela Baía de Todos os Santos. Enquanto isso, pescadores e marisqueiras reclamam da falta de informação sobre a contaminação da água e sofrem com produtos congelados, sem conseguir vender.
Uma semana após o incêndio, o navio cargueiro, Golden Miller, de bandeira das Bahamas, foi retirado do píer no Porto de Aratu, onde estava atracado quando pegou fogo. Um pescador que está ajudando na retirada do óleo do mar informou que a embarcação foi removida por volta das 9h30, e que a limpeza deve continuar pelos próximos cinco dias.
Segundo informações da assessoria do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), a operação de retirada foi controlada e autorizada pela Capitania dos Portos após uma série de inspeções. O navio Golden Miller será encaminhado, pela empresa armadora, para manutenção.
Enquanto aguardam a análise sobre a água, pescadores e marisqueiras sofrem sem conseguir vender a mercadoria que havia sido pescada antes do grave acidente. “Estamos com todo o pescado na geladeira, sem conseguir vender. Algumas pessoas aproveitam da situação para querer comprar por menos da metade do preço, mas não temos condições de vender assim”, desabafou a marisqueira Marizélia Carlos Lopes, uma das militantes do Movimento de Pescadores de Ilha de Maré.
Marizélia ainda informou que o verão é o melhor período para o pescado. Um momento de bastante lucro para quem vive de pesca. “Nosso produto está sendo desvalorizado. Quase toda a população de Ilha de Maré vive exclusivamente da pesca. Não sabemos o que fazer com essa situação e o Inema não se pronuncia para informar se teve contaminação na água”, relatou.
Técnicos do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) estão fazendo uma análise para descobrir se a água do mar da Baía de Todos os Santos foi infectada. De acordo com informações da instituição, o resultado sai nessa sexta-feira. A assessoria do Inema ressaltou que a pesca não foi proibida, e as informações de proibição foram boatos que se espalharam.
A também marisqueira Eliete Paraguaçu que está com 9kg de pescado na geladeira sem conseguir vender, contou que não está havendo consideração alguma com os pescadores. “Informaram que daqui a três meses que irá sair o resultado. Com toda a repercussão na mídia, ninguém quer comprar conosco por medo. Não temos outro meio de vida. Estamos sendo muito prejudicados. O Inema disse que a proibição de pesca é falácia, mas isso é uma irresponsabilidade. Como vamos pescar sem saber do resultado? Sem saber o risco de contaminação?”, indagou Eliete.
De acordo com a Cofic, as equipes técnicas continuam concentradas no esforço de contenção e limpeza do resíduo de óleo decorrente do combate ao fogo. A estratégia de proteção inclui seis quilômetros de barreiras para absorção do óleo, 18 embarcações e uma equipe de 98 técnicos especializados em proteção ambiental. A contenção e limpeza do mar estão sendo realizadas pelas empresas Hidroclean e Ocean Pact.
Fonte - Tribuna da Bahia  26/12/2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Minc reconhece que despoluição da Baía de Guanabara está longe do ideal

Meio Ambiente

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Apesar de reconhecer que as águas da Baía de Guanabara ainda estão longe das condições necessárias à realização dos Jogos Olímpicos de 2016, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (21) que os programas do governo do estado já em andamento, aliados a outros que estão “saindo do papel”, garantirão o cumprimento dos compromissos firmados para os Jogos de 2016.
“Que a Baía de Guanabara é poluída todos sabem. A novidade é que algum esforço está sendo feito. Em sete anos nós acabamos com todos os lixões da Baía de Guanabara o que significa a retirada do equivalente a um Maracanã de chorume por semana”, disse o secretário. O governo do Rio firmou compromisso com o Comitê Olímpico Internacional (COI) prevendo que 80% das águas da Baía de Guanabara estariam despoluídas para a competição.
Embora admita que os programas de saneamento em curso não serão suficientes para alcançar as metas acordadas com o COI, o governo fluminense diz ter um planejamento de complementação com a implantação de cinco unidades de Tratamento de Rios (UTRs). No entanto, apenas uma está pronta, enquanto quatro ainda serão lançadas nos próximos dois anos. “Embora elas não recuperem da melhor maneira a água, vão servir de paliativo para tirar o lixo do local”, admite o secretário.
Minc explicou, ainda, que as ações de combate ao lixo flutuante ajudarão nesse processo. “Estão programadas as ampliações de ecobarreiras em volta da Baía de Guanabara e um aumento no número de barcos responsáveis pela coleta de objetos. Hoje, já são retirados do local cerca de 15 mil quilos de sujeiras por dia”.
Fonte - Agência Brasil  21/11/2013