sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Dia da Árvore: 7 espécies brasileiras ameaçadas de extinção

Meio Ambiente/Sustentabilidade  🌱🌴

A informação é de um estudo desenvolvido em 2017 pela Botanical Gardens Conservation International com base nos dados de 500 jardins botânicos. Completando esse cenário, a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, feita pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, indica que 2.113 espécies de árvores presentes no Brasil encontram-se ameaçadas.

Revista Amazônia
foto - ilustração/Pregopontocom
Cerca de 14% das mais de 60 mil espécies de árvores catalogadas no mundo são encontrados no Brasil, o que dá ao país o título de detentor da maior biodiversidade de árvores do planeta. A informação é de um estudo desenvolvido em 2017 pela Botanical Gardens Conservation International com base nos dados de 500 jardins botânicos. Completando esse cenário, a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, feita pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, indica que 2.113 espécies de árvores presentes no Brasil encontram-se ameaçadas.
“Quando pensamos na extinção de uma espécie, precisamos pensar nela como integrante de uma realidade maior. Com o desaparecimento de uma árvore, é como se o ecossistema perdesse um órgão. Isso enfraquece todo o bioma”, explica o professor do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Carlos Augusto Figueiredo.

Confira abaixo sete espécies de árvores ameaçadas no Brasil:
Pau-brasil: a árvore que batizou o país começou a ser explorada em 1503. Com altura entre 10 e 15 metros, a espécie era encontrada em grande quantidade na Mata Atlântica e chegou a ser considerada extinta. Foi redescoberta em Pernambuco, em 1928. Em 1978, por meio da Lei nº 6.607, o dia 3 de maio foi instituído como o dia oficial do pau-brasil.
Castanheira-do-Brasil: nativa da Amazônia, pode atingir entre 30 e 50 metros de altura e chegar a 2 metros de diâmetro. É uma das árvores mais altas da região amazônica, crescendo nas margens de grandes rios.
Braúna: natural da Mata Atlântica e com altura que varia entre 20 e 25 metros, a braúna possui cor acastanhada e, quanto mais o tempo passa, mais escura sua casca se torna.
Cedro-rosa: de grande porte, essa espécie pode ser encontrada em diferentes biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e também na Mata Atlântica, sendo mais abundante entre os estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Alcançando até 30 metros de altura, a árvore produz um fruto que, ao abrir para soltar suas sementes, assume a forma de uma flor de madeira.
Araucária: também conhecida como pinheiro-do-paraná, a árvore símbolo do estado produz uma semente conhecida como pinhão, usada na alimentação de animais silvestres, domésticos e do homem. “Uma árvore que se encontra em perigo impacta o ecossistema de duas formas. A primeira é que muitos animais, em especial as aves, usam as árvores como suas ‘casas’, como é o caso do pica-pau. O outro fator é que esses animais dependem de algumas espécies de árvores para se alimentar, como é o caso da araucária. Com uma quantidade cada vez menor desta espécie na natureza e com os frutos também sendo consumidos pelo homem, aves que dependem da semente para alimentação, como o papagaio-charão e o papagaio-de-peito-roxo, que atualmente estão ameaçados de extinção, são prejudicados. Uma alternativa para este problema é o plantio de Araucárias de forma comercial, o que seria uma maneira sustentável para a produção dos frutos para a alimentação humana e da fauna, reduzindo conflitos”, ressalta Paulo de Tarso Antas, biólogo, consultor da Fundação Pró-Natureza (FUNATURA) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.
Mogno: também conhecido como Aguano, Araputanga e Acapú. Natural da Amazônia, a espécie tem sua cor como uma característica predominante – varia do marrom avermelhado ao vermelho. Com crescimento rápido, a árvore pode atingir 4 metros com apenas dois anos de idade.
Jequitibá-rosa: chega até 50 metros de altura e é nativa da Mata Atlântica. O exemplar de jequitibá-rosa de Santa Rita do Passa Quatro é considerado a árvore mais antiga do Brasil, com idade estimada de 3.000 anos.
Fonte - Revista Amazônia  21/09/2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Metrô de Salvador amplia funcionamento neste domingo(23) para evento no Parque de Exposições

Transportes sobre trilhos  🚇

De qualquer lugar da cidade é possível chegar ao evento de metrô. Do centro, na Estação Lapa, basta pegar a Linha 1 do metrô até a estação Acesso Norte. Lá, é só pegar o trem que vai seguir pela Linha 2 e desembarcar em Mussurunga. A viagem dura, em média, 30 minutos. O ponto de partida pode ser de todos os cantos da cidade

Da Redação
divulgação/CCR
No próximo domingo (23), o metrô terá seu horário de funcionamento estendido para atender ao público do Salvador Fest, que acontecerá no Parque de Exposições de Salvador. A operação estendida até 1h será para embarques na Estação Mussurunga de Metrô, que fica em frente ao local do evento. As demais estações das linhas 1 e 2 estarão abertas, após meia-noite, apenas para o desembarque de passageiros. No domingo, o intervalo entre trens é de 10 minutos. Porém, devido ao evento, a CCR Metrô Bahia vai ampliar a quantidade dos trens na operação, de acordo com a demanda do dia.
De qualquer lugar da cidade é possível chegar ao evento de metrô usando a integração. Do centro, na Estação Lapa, basta pegar a Linha 1 do metrô até a estação Acesso Norte. Lá, é só pegar o trem que vai seguir pela Linha 2 e desembarcar em Mussurunga. A viagem dura, em média, 30 minutos. O ponto de partida pode ser de todos os cantos da cidade, basta pegar um ônibus urbano e metropolitano e utilizar a integração com o metrô, pagando apenas uma tarifa de R$ 3,70 com o uso dos cartões de integração da CCR Metrô Bahia, SalvadorCARD e Metropasse. Quem partir de Lauro de Freitas e Região Metropolitana também pode seguir da Estação Aeroporto e, em menos de cinco minutos, chegar à festa.
Com informações da CCR Metrô Bahia  20/09/2018

Aluguel de Alcântara ameaça programa espacial brasileiro

Ciência & Tecnologia  🚀

Esse polêmico projeto de arrendamento do CLA com base em um projetado faturamento de R$ 140 milhões por ano, um pouco mais de R$ 10 milhões por mês, parece incompatível com o plano de negócio necessário para o Brasil ter competitividade na área espacial. Nesse sentido, ao se considerar o mercado, o produto e estratégia geopolítica, com prudência para evitar que o desejo de crescer exerça efeito perverso sobre a estratégia. Essa reflexão necessária talvez mostre ser conveniente iniciar a análise de mercado pelo Mercosul.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A correta afirmação do major-brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais, para quem “o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) é uma mina de ouro”, convém promover ações que evitem postergar ainda mais o Brasil buscar a recuperação do seu programa espacial. Criado na década de 40, em 2003 sofreu duras perdas, quando explodiu na rampa de lançamento o Veículo Lançador de Satélite (VLS), e morreram 21 pessoas, técnicos, militares e engenheiros.
Esse polêmico projeto de arrendamento do CLA com base em um projetado faturamento de R$ 140 milhões por ano, um pouco mais de R$ 10 milhões por mês, parece incompatível com o plano de negócio necessário para o Brasil ter competitividade na área espacial. Nesse sentido, ao se considerar o mercado, o produto e estratégia geopolítica, com prudência para evitar que o desejo de crescer exerça efeito perverso sobre a estratégia. Essa reflexão necessária talvez mostre ser conveniente iniciar a análise de mercado pelo Mercosul. Posto que a pesquisa na engenharia espacial pode atender a muitas e urgentes demandas regionais.
O sucesso do projeto da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) confirma que é possível o Brasil competir globalmente no mercado de tecnologia de ponta. Não se pode duvidar mais que a tecnologia espacial vai expressar a competitividade deste milênio. Para participar dessa corrida com posição exclusiva e valiosa, o CLA tem uma situação diferente e vantajosa daquelas dos países rivais. Tempo e combustível são componentes sensíveis nesse negócio, assim como a soberania nacional nas estratégias do programa aeroespacial. Como condição operacional, por sua localização privilegiada na linha do Equador, é mais ágil lançar foguetes de Alcântara.
Quando se fala de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia de produção aeroespacial a abordagem abrange múltiplas atividades, da defesa e segurança à agricultura e medicina, bem como tantas outras onde se aplique tecnologia de ponta. O controle e segurança do Planeta Terra, por exemplo as áreas de desmatamento e tempestade, vêm sendo realizados, cada vez mais, por satélites.
A tecnologia espacial tornou realidade o GPS e o famoso aplicativo Waze. O domínio de toda essa tecnologia, do projeto, fabricação, lançamento e navegação dos foguetes e satélites, é estratégico. Ironicamente, a vantagem do aluguel da CLA pode parecer um bom negócio. Na realidade que se chega por análise ampla, a verdade é exatamente o contrário.
O imperativo de se resguardar a soberania do País exclui a possibilidade de se tratar e definir uma solução no governo Temer sobre o uso do CLA por paises estrangeiros. Para dizer o mínimo, falta-lhe representatividade e confiabilidade. Promover uma democratização institucional para debater o programa espacial brasileiro, garante a necessária participação dos setores ditetamente interessados.
O Centro de Lançamento de Alcântara é nosso.
Fonte - Portogente  20/09/2018

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

InnoTrans 2018: a digitalização chegou aos trilhos

Transportes sobre trilhos/Tecnologia  🚅  🚇

O tema digitalização foi destacado pelas autoridades que estiveram presentes na cerimônia de abertura da InnoTrans 2018, que aconteceu ontem (dia 18), em Berlim. O desenvolvimento de plataformas para análise de Big Data no setor ferroviário de passageiros é a aposta da Siemens. A empresa levou para a InnoTrans 2018 os mais recentes projetos desenvolvidos nessa área. Entre eles, a Estação Digital, um sistema de gerenciamento de operações que tem o objetivo de melhorar a experiência do usuário e fornecer informações valiosas para o aperfeiçoamento e otimização do transporte e redução de custos das operadoras.

Revista Ferroviária
Foto - ilustração/Railly News
Como a inovação digital vai transformar o futuro da mobilidade? A resposta está nos estandes da InnoTrans 2018, onde empresas apresentam uma série de tecnologias que prometem colocar de vez o setor ferroviário no universo da digitalização. Aplicativos para smartphones que transformam a experiência de mobilidade dos passageiros, recursos baseados em big data para gerar informações inteligentes sobre os usuários de transporte sobre trilhos, janelas de trens touch-screen e conectividade all time são algumas novidades apresentadas pelas empresas na feira.
O tema digitalização foi destacado pelas autoridades que estiveram presentes na cerimônia de abertura da InnoTrans 2018, que aconteceu ontem (dia 18), em Berlim. O ministro federal dos Transportes da Alemanha, Andreas Scheuer (CSU), referiu-se à InnoTrans como “Innovation Trans”.
"A Alemanha precisa das ferrovias para poder atingir seus objetivos climáticos", disse ele, referindo-se também à questão da sustentabilidade e redução de emissão de poluentes, outro assunto em pauta no evento. A digitalização também faz parte desse processo de tornar a ferrovia mais sustentável , segundo Scheuer, "por meio do uso de aplicativos, da manutenção preditiva dos trilhos e do material rodante com o auxílio de tecnologias digitais".

Nos estandes
O desenvolvimento de plataformas para análise de Big Data no setor ferroviário de passageiros é a aposta da Siemens. A empresa levou para a InnoTrans 2018 os mais recentes projetos desenvolvidos nessa área. Entre eles, a Estação Digital, um sistema de gerenciamento de operações que tem o objetivo de melhorar a experiência do usuário e fornecer informações valiosas para o aperfeiçoamento e otimização do transporte e redução de custos das operadoras.
"Esse sistema tem como diferencial a disponibilização de dados que permitem desenvolver estratégias para otimização de energia e segurança das estações, além de aumentar a capacidade de previsão do fluxo de passageiros e garantir a conectividade de usuários dentro e fora das estações", comentou Alexander Spyra, Head de Vendas e Sistemas de Gerenciamento para Comunicação Ferroviária da Siemens.
A Siemens também desenvolveu em parceria com startups um aplicativo voltado para intermodalidade. O app fornece ao passageiro todas as etapas pré e pós-viagem, como o planejamento de trajeto, incluindo a opção de diversos meios de transporte, busca pelo melhor preço, compra de bilhete e validação por meio de QR Code (assim como acontece no transporte aéreo) e informações sobre a viagem. A ferramenta, disse o diretor, já esta sendo utilizada por 100 milhões de pessoas no mundo, na Europa, EUA e Oriente Médio.
"Para assegurar que os sistemas de transporte público permaneçam como uma alternativa viável no futuro, os operadores devem oferecer mobilidade integrada aos viajantes. A chave para a viagem intermodal reside na combinação perfeita de várias tipos de transporte, infraestrutura confiável e participação ativa dos passageiros nas operações", ressaltou o Head de Vendas da Siemens, Geert Vanbeveren.

Fibra de carbono
O lançamento do trem de metro Cetrovo levou o publico ao estande da CRRC. O modelo é o primeiro do mundo a ser fabricado com fibra carbono, assim como as aeronaves mais recentes. Segundo executivos da chinesa, o material proporciona redução de 13% do peso da composição. A velocidade máxima que o trem pode atingir é de 140 km por hora. As janelas do trem com telas sensíveis ao toque também são novidade. “Como um iPad gigante, eles podem ser usados para reservar ingressos, os passageiros podem até navegar na internet. Alternativamente, os operadores de trem podem usar a tela para exibir informações de entretenimento ou passageiro ”, explicaram os gerentes do grupo, que admitem: o preço do novo modelo pode ser de duas a três vezes mais caro do que o do modelo tradicional. A novidade chamou a atenção do diretor de Operações do Metro de São Paulo, Milton Gioia, que quis conhecer de perto a composição. "Ainda vamos demorar a ver esse trem circulando no Brasil, ate porque existe apenas uma empresa que oferece esse tipo de composição. Mas não tenho duvida de que esse e o futuro do transporte sobre trilhos", disse.
Fonte - Revista Ferroviária  19/09/2018

Paulistanos gastam quase 3 horas diariamente para se deslocar

Mobilidade  🚗 🚌 🚇

A avaliação da frequência dos paulistanos que utilizavam o transporte público caiu, em 2017 eram 84%, e em 2018 ficou em 80%. Já os que utilizam o carro,os dados ficaram em 72% para os dois períodos. Essa questão vai contra todo o movimento que outras cidades do mundo, do mesmo porte de São Paulo, estão fazendo. Essas outras grandes cidades estimulam e avançam no transporte coletivo, aumentam essa proporção,e desestimulam a utilização do automóvel.A pesquisa mostra que entre aqueles que usam o carro todos os dias ou quase todos os dias, 41% diziam que, com certeza, deixariam de utilizar o veículo se as alternativas de transporte público fossem melhores.  

Por Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Os moradores da cidade de São Paulo gastam 2h43 por dia para se deslocar para todas as suas atividades, de acordo com a Pesquisa de Mobilidade Urbana na Cidade, feita pelo Ibope Inteligência a pedido da Rede Nossa São Paulo (integrada por mais de 700 organizações da sociedade civil), e divulgada hoje (18). Na pesquisa anterior, de 2017, esse tempo era de 2h53. Os moradores das regiões norte e sul são os que gastam mais tempo, 2h49min e 2h56min, respectivamente. Já aqueles que vivem nas regiões centro e oeste gastam 1h58min e 2h13min, respectivamente. Para a atividade principal, o tempo de deslocamento é de 1h57.
“As pessoas gastam muito tempo no transporte diariamente, o que denota um desperdício de tempo muito grande para que as pessoas possam ter acesso ao que for, seja educação, saúde, trabalho, se encontrar com as pessoas, e isso não é saudável para uma cidade. Temos que reduzir esse tempo”, disse o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão.
O ônibus continua sendo o principal meio de transporte dos paulistanos, com 43% das menções, seguido pelo carro (24%), metrô (12%) e a pé (7%). Aqueles que afirmaram ter como principal meio de transporte o transporte particular por meio de aplicativos somaram 3%; por trem foram, 2%, e bicicleta, 1%. Ao todo, a porcentagem de paulistanos que usam transporte coletivo é de 59% e os que usam transporte privado é de 30%. Em 2017 eram 25%.
Quando avaliada a frequência com que os paulistanos utilizavam o transporte público, em 2017 eram 84%, passando para 80% em 2018. Já para a utilização do carro, os dados ficaram em 72% para os dois períodos. A pesquisa mostra que entre aqueles que usam o carro todos os dias ou quase todos os dias, 41% diziam que, com certeza, deixariam de utilizar o veículo se as alternativas de transporte público fossem melhores. Em 2017, esse percentual era de 51%.
“Essa questão vai contra todo o movimento que outras cidades do mundo, do mesmo porte de São Paulo, estão fazendo. Essas outras cidades grandes estimulam e avançam no transporte coletivo, aumentam essa proporção, reduzem e desestimulam a utilização do automóvel. Isso é um sinal de alerta importante para verificarmos o que devemos fazer para que retome uma ideia de reduzir o carro e use o coletivo”, disse Abrahão.
Para o grupo de paulistanos que não utilizam o transporte público, os principais motivos são a lotação (37%), a preferência por utilizar o carro (32%) e a demora do trajeto (31%). Em 2017, 31% dos paulistanos diziam que a lotação os fazia não utilizar os ônibus na capital e 24% alegava a demora no trajeto.

foto - ilustração/Fotos Publicas
Entre os paulistanos que utilizam os ônibus como meio de transporte principal, os principais problemas apontados são também a lotação (25%) e o preço da tarifa (20%). A pesquisa destaca ainda que para 54% dos entrevistados a lotação dos ônibus em São Paulo aumentou em relação aos últimos 12 meses; para 42% aumentou também o tempo de espera pelos ônibus nos pontos ou terminais em São Paulo; e para 39% aumentou tempo de duração da viagem em São Paulo.

“Essas causas podem explicar o desestímulo que está havendo em relação ao transporte coletivo. Tudo isso são importantes ferramentas para que o poder público possa atuar e encaminhar soluções para cada um desses itens, para que possamos melhorar essa qualidade. As pessoas estão demonstrando claramente que houve um retrocesso na qualidade e cada uma está tentando se virar individualmente”, disse o coordenador da Rede Nossa São Paulo.
No caso das bicicletas, a pesquisa mostrou que a segurança é o ponto principal para os que nunca utilizaram esse meio de transporte. Entre aqueles que não utilizam, 30% disseram que a melhoria na segurança poderia mudar isso. Outros 18% disseram que a cidade deveria ter mais ciclovias para que aderissem à bicicleta e 17% disseram que teriam que fazer percursos com distâncias menores para passarem a utilizar a bicicleta na cidade. Também foram destacados os roubos e furtos (37%) e o desrespeito aos ciclistas (29%) como um obstáculo para o uso da bicicleta.
Segundo os dados, 23% dos entrevistados sempre se informam sobre a qualidade do ar e 39% com alguma frequência; 13% se informam sobre a qualidade do ar raramente e 24% nunca se informam sobre a qualidade do ar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 15 de agosto e 3 de setembro, com 800 moradores da cidade de São Paulo, com 16 anos ou mais.
Fonte - Agência Brasil  18/09/2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Duas tuneladoras para obras da Linha Leste do metrô de Fortaleza já estão montadas e testadas

Transportes sobre trilhos  🚇

Duas das chamadas tuneladoras – ou tatuzões – estão “prontas para serem utilizadas na Fase 1 da Linha Leste do Metrô”.No entanto, a utilização destes equipamentos tem como limitador o questionamento sobre a nova licitação para as obras da Linha Leste feito na Justiça pelo consórcio Metrô Linha Leste Fortaleza.Outros dois tatuzões estão em processo de montagem e teste, que deve ser finalizado por completo até o fim do primeiro semestre do próximo ano.

Diário do Nordeste
foto - ilustração/arquivo
Dois dos quatro equipamentos comprados pelo Governo do Estado para abrir os túneis da Linha Leste do Metrofor já estão completamente montados e testados, segundo informou a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra). Duas das chamadas tuneladoras – ou tatuzões – estão “prontas para serem utilizadas na Fase 1 da Linha Leste do Metrô”.
No entanto, a utilização destes equipamentos tem como limitador o questionamento sobre a nova licitação para as obras da Linha Leste feito na Justiça pelo consórcio Metrô Linha Leste Fortaleza – formado pelas empresas Acciona Construcción e Marquise – contra o consórcio FTS – das empresas Sacyr Construccíon e Ferreira Guedes).
A abertura de um novo processo licitatório foi feito pelo Governo do Estado após mudanças estruturais significativas no projeto inicial da Linha Leste, o que, segundo já justificou o secretário Lúcio Gomes (Infraestrutura) fundamenta a mudança nas empresas responsáveis pela obra por completo.
Cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) analisar o caso e decidir pela liberação ou não das obras, para que o novo consórcio já contratado – o FTS – dê seguimento ao projeto remodelado pelo governo cearense.
Outro empecilho para a Linha Leste do Metrofor diz respeito aos recursos. Com a previsão de R$ 1,85 bilhão para conclusão da primeira fase do trecho, só na última semana o Estado conseguiu assegurar o R$ 1 bilhão pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O restante do investimento vem do Governo Federal, com R$ 673 Caixa Econômica, e os demais pelo próprio Ceará.

Outras unidades
A Seinfra informou ainda que outros dois tatuzões estão em processo de montagem e teste, que deve ser finalizado por completo até o fim do primeiro semestre do próximo ano. “Depois de montados, os dois equipamentos vão ficar armazenados em galpões no Pátio João Felipe, no Centro de Fortaleza, para serem utilizados na Fase 2”, acrescentou a Secretaria.
Fonte - Abifer  18/09/2018

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Metrô de Santiago(Chile) coloca em operação comercial o 1º novo trem NS16 da Alstom

Transportes sobre trilhos  🚇

Os novos trens medem 121,8 m de comprimento,2,60m de largura,e tem capacidade para transportar até 1340 passageiros.Os carros de aço inoxidável dos primeiros 11 trens serão produzidos na fábrica da Alstom na Lapa no Brasil.A produção será depois transferida para a fábrica de Taubaté em São Paulo/Brasil.

Da Redação
foto - ilustração/Twiter
O primeiro trem NS16 da Alstom entrou em operação comercial em 13 de setembro nas linhas 2 e 5 do metrô de Santiago no Chile
O contrato do Metrô de Santiago com a Alstom para compra das 35 novas composições com sete carros e pneus de borracha no valor de 270 milhões,ocorreu em função da desistência da reforma das 35 atuais composições NS74  que operam no sistema.
Os novos trens medem 121,8 m de comprimento,2,60m de largura,e tem capacidade para transportar até 1340 passageiros.
Os carros de aço inoxidável dos primeiros 11 trens serão produzidos na fábrica da Alstom na Lapa no Brasil.sendo a produção transferida depois para fábrica de Taubaté em São Paulo/Brasil.
Após serem fabricadas no Brasil,os trens são enviadas para a unidade da Alstom no Chile, para a conclusão da montagem e entrega final ao Metrô.Os trens NS16, marcam a retomada da produção da fábrica da Alstom em Taubaté/SP,paralisada após a fabricação e entrega dos VLTs Citadis para o Rio de Janeiro.
Toda nova frota de trens NS16 deverá estar em operação comercial no Metrô de Santiago até o mês de maio de 2021 com a entrega da ultima composição.
Pregopontocom  17/09/2018


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Proposta que liberava caça de baleias é derrotada em conferência

Ecologia  🐳

Por maioria de votos, foi derrotada uma proposta apresentada pela delegação japonesa que trazia duas mudanças. A primeira era a criação de um comitê de caça sustentável. O órgão seria responsável por avaliar situações em que a atividade poderia ser permitida e apresentaria à Comissão Internacional da Baleia para avaliação e deliberação.

Por Jonas Valente
Repórter Agência Brasil
Projeto Baleia Jubarte/Petrobras/Agência Brasil
Terminou hoje (14) a Conferência Internacional da Baleia (CIB), realizada nesta semana em Florianópolis. No último dia, uma votação importante terminou com a garantia da proteção desses animais contra a caça comercial. Com isso, fica mantida a moratória desta prática, com a exceção de casos para subsistência de alguns grupos, como esquimós.
Por maioria de votos, foi derrotada uma proposta apresentada pela delegação japonesa que trazia duas mudanças. A primeira era a criação de um comitê de caça sustentável. O órgão seria responsável por avaliar situações em que a atividade poderia ser permitida e apresentaria à Comissão Internacional da Baleia para avaliação e deliberação.
A segunda proposta era a mudança na forma de votação. Atualmente, para emendar ou alterar a convenção internacional sobre o tema, são necessários três quartos dos votos, ou apoio de pelo menos 75% dos países presentes aos encontros internacionais. Pela redação sugerida pelo Japão, essa exigência cairia para pelo menos 51%, ou maioria absoluta.
Segundo a coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Fábia Luna, a negativa foi importante para não abrir uma brecha que poderia ser explorada nos anos seguintes.
“Isso acabaria flexibilizando para que na próxima reunião o Japão pudesse ter mais países para votar com eles, por exemplo a queda da moratória”, explica Luna. A moratória é a proibição da caça comercial prevista na convenção e que é questionada pelo Japão e por outros países, como Noruega e Islândia. A delegação brasileira votou contra a proposta japonesa, informou a representante do ICMBio à Agência Brasil.
No encontro foi discutida também a liberação da caça para alguns grupos populacionais com tradição de consumo do animal, como aborígenes. Houve a permissão em alguns casos. Segundo Fábia Luna, o Brasil se absteve por concordar com alguns casos, como o de populações do Alasca, e discordar de outros, como espécies que transitam entre a Groenlândia e a região do Caribe.

Declaração
Ontem (13), as delegações já haviam aprovado a declaração do encontro, que reafirmou a manutenção da moratória da caça comercial. O documento também rejeitou o uso de métodos letais de pesquisa envolvendo o animal, em privilégio daquelas técnicas que não resultem em morte.
Quanto à subsistência de grupos aborígenes, o texto enfatiza que esta deve ir ao encontro dos objetivos de conservação da convenção internacional, levando em conta a segurança de caçadores e o bem estar de mamíferos aquáticos.
Fonte - Agência Brasil  14/09/2018

Linha 10-Turquesa de SP está há um ano sem manutenção nos trilhos

Transportes sobre trilhos  🚄

O problema, segundo funcionários, se arrasta desde agosto de 2017 quando o contrato com empresa terceirizada até então responsável pelas atividades se encerrou.Embora a CPTM afirme que tem realizado os serviços com equipe própria, até a contratação de nova empresa, funcionários da companhia afirmam que a situação tem exposto cerca de 181,4 mil passageiros da região que circulam pelo ramal ferroviário diariamente a riscos de acidentes.

Diário do Grande ABC

Responsável por ligar municípios do Grande ABC à Capital, a Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) está há mais de um ano sem serviços de reparo e manutenção preventiva. O problema, segundo funcionários, se arrasta desde agosto de 2017 quando o contrato com empresa terceirizada até então responsável pelas atividades se encerrou.
Embora a CPTM afirme que tem realizado os serviços com equipe própria, até a contratação de nova empresa, funcionários da companhia afirmam que a situação tem exposto cerca de 181,4 mil passageiros da região que circulam pelo ramal ferroviário diariamente a riscos de acidentes.
“O que temos feito é apenas remendo e reparos emergenciais, a manutenção era realizada por uma empresa especializada”, disse um funcionário em condição de anonimato.
A possível relação entre falta de conservação com ocorrências no ramal ferroviário, inclusive, é alvo de inquérito civil aberto pelo Ministério Público de São Paulo, que apura se a companhia tem tomado providência para resolver os seus diversos problemas nas linhas de trem, o que provoca desconforto aos usuários.
Uma das irregularidades apontadas pelo órgão é a diminuição da velocidade dos trens entre as estações Capuava e Mauá. Neste trecho, as composições reduzem de 90 km/h para 20 km/h, “pois o trilho é antigo e deve ser substituído”, conta o funcionário.
Revoltados com a situação, usuários do sistema reclamam de problemas diários no ramal ferroviário. Ontem, trens da Linha 10-Turquesa chegaram a circular com velocidade reduzida por 11 horas entre as estações Mauá e Rio Grande da Serra devido a furto de cabos do sistema.“Praticamente todo dia tem alguma falha”, desabafa a vendedora Juliana de Alencar, 28 anos.
De janeiro a abril deste ano, segundo a CPTM, já foram seis ocorrências de interrupção total na circulação de trens na Linha 10-Turquesa. O levantamento, no entanto, não contabiliza falhas que provocam redução de velocidade no sistema.
Na tentativa de amenizar os problemas, a CPTM afirma ter aberto no ano passado licitação para contratação de empresa para prestação de serviços de manutenção na Linha 10-Turquesa. O processo que já está sua quarta republicação, no entanto, foi suspenso nesta semana para o julgamento dos recursos administrativos de participantes. O certame deverá ser retomado neste ano. Até lá, a companhia diz contar com equipe própria para realizar “os serviços que garantem a total segurança operacional”.
A CPTM ressalta ainda que está colaborando com as investigações do Ministério Público, “inclusive já respondeu ao órgão sobre esse inquérito, e está fornecendo todas as informações que comprovam que a ferrovia é altamente segura”.

CPTM reduz a zero receita para modernizar ramal ferroviário da região
A falta de investimentos no ramal ferroviário da região não se limita apenas a serviços de manutenção. Dados obtidos pelo Diário, via Lei de Acesso à Informação, mostram que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) reduziu a zero, neste ano, os repasses reservados em seu orçamento para modernização de trens que circulam no Grande ABC pela Linha 10-Turquesa, que liga Rio Grande da Serra ao Brás, na Capital.
O caso denunciado pelo Diário em junho, mostra que a diminuição do montante quebra sequência de três anos consecutivos em que o ramal recebeu investimentos do Estado. No período, a CPTM repassou cerca de R$ 25,2 milhões para a manutenção de composições que atendem nove estações no Grande ABC.
Com média diária de 370 mil passageiros, sendo 181,4 mil usuários somente na região, a Linha 10-Turquesa tem uma das frotas mais antigas do Estado. São ao menos 25 trens com ano de fabricação entre 1974 e 1977.
Fonte - Revista Ferroviária  13/09/2018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Preço da gasolina atinge máxima histórica a partir de hoje

Economia 

Petrobras anuncia que valor de venda para as distribuidoras passa de R$ 2,20 para R$ 2,22 por litro. O último aumento havia ocorrido no dia 5 de setembro, quando o preço médio do litro do combustível passou de R$ 2,17 para R$ 2,20. Pela estratégia adotada pela Petrobras, os reajustes podem acontecer com grande periodicidade, inclusive diariamente, e estão relacionados às variações do preço internacional do petróleo e do câmbio. 

Ag.CNT de Notícias
foto - ilustração/arquivo
A Petrobras anunciou que, a partir de hoje (13), o preço do litro da gasolina nas refinarias passa de R$ 2,20 para R$ 2,22. Isso significa que o valor de venda para as distribuidoras alcança o seu ápice desde o início da política de reajustes adotada pela empresa em julho de 2017. O último aumento havia ocorrido no dia 5 de setembro, quando o preço médio do litro do combustível passou de R$ 2,17 para R$ 2,20. Pela estratégia adotada pela Petrobras, os reajustes podem acontecer com grande periodicidade, inclusive diariamente, e estão relacionados às variações do preço internacional do petróleo e do câmbio.
Ainda não é possível prever o impacto do reajuste ao consumidor final, visto que o repasse do aumento é discricionário de cada posto de combustível. Na semana passada, entretanto, os preços médios da gasolina na bomba subiram 1,8%, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), passando de R$ 4,44 para R$ 4,52. O valor representa uma média calculada pela agência e, portanto, pode variar de acordo com a região.

Alternativa​
A fim de amortecer possíveis flutuações cambiais, a Petrobras anunciou que está autorizada, desde o dia 6 de setembro, a usar um instrumento financeiro chamado de hedge cambial, uma espécie de seguro contratado para situações de elevada volatilidade do dólar. Ele protege o valor do combustível e pode assegurar estabilidade de preço por até 15 dias. Na prática, isso significa que a Petrobras poderá manter o valor da gasolina congelado por até duas semanas.
Em caso de ajustes no preço internacional do barril do petróleo, o que ocorre muito durante a temporada de furacões no Golfo do México devido às avarias nas plataformas, o hedge se apresenta como um mecanismo eficaz porque ele atenua o impacto da oscilação cambial, minimizando, assim, a variação do valor pago pelas distribuidoras.
O instrumento também poderá ser adotado para a política de reajuste do preço do diesel. O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, disse, nesta semana, que o objetivo da medida é evitar o excesso de volatilidade nos reajustes do combustível a partir de 31 de dezembro, quando se encerram os subsídios implementados pelo governo após a greve dos caminhoneiros.
Ele afirmou, ainda, que a intenção da empresa é observar como funciona a adoção do hedge cambial no caso da gasolina e, eventualmente, aplicar a mesma fórmula para o diesel. Segundo Monteiro, a temporada de furacões chega a provocar reajustes de 6% a 7% no valor dos combustíveis em um único dia. Sem o mecanismo do hedge cambial, esse valor pode ser ainda maior e alcançar o patamar de 8%, considerando a volatilidade do câmbio no Brasil.
Fonte - Agencia CNT de Notícias  13/09/2018

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Alstom fornecerá novos bondes Citadis(VLTs) para cidade de Lyon

Transportes sobre trilhos  🚄

O custo do pedido inicial de 11 VLTs(bondes elétricos) será no valor de 40 milhões de euros,O primeiro veículo deve ser entregue até o final de 2019. A fabrica da Alstom em La Rochele fará a montagem final dos veículos.

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
A Alstom assinou um contrato com administradora de transportes de Lyon, Sytral, para fornecer novos VLTs(bondes) Citadis para a rota T4,que liga Feyzin Venissieux a Gare Part Dieu, com 22 estações ao todo em seu percurso
O custo do pedido inicial de 11 VLTs(bondes elétricos) será no valor de 40 milhões de euros.O primeiro veículo deve ser entregue até o final de 2019. A fabrica da Alstom em La Rochele fará a montagem final dos veículos.
Os bondes terão piso baixo total(100%),43 metros de comprimento e capacidade para 300 passageiros,Os VLTs contarão com sistema CCTV e informações audiovisuais para passageiros e serão climatizados(ar condicionado).
A cidade de Lyon,conta atualmente com 5 linhas de VLTs administradas pela Sytral,sendo elas: a T1 (Feyssine / Debourg),a T2 (St-Priest Bel Air. / Grange Blanche),a T3 (Gare Part Dieu / Meyzieu les Panettes),a T4 (Gare Part Dieu / La Doua - G. Berger) e a T5 (Eurexpo. / Grange Blanche).
Pregopontocom 12/09/2018

Lombofaixa: dispositivo de sucesso, que pode desaparecer

Mobilidade/Trânsito  🚗 x 👪

Meli Malatesta (blog Pé de Igualdade) critica resolução do Contran que traz regras restritivas às faixas elevadas, dispositivo que garante a travessia segura de pedestres. E surpreende mais uma vez porque já tivemos outras determinações recentemente, como a que instituiu multa a pedestres e ciclistas, desconsiderando a realidade urbana brasileira, que deixa muito a desejar no atendimento aos mínimos direitos destes cidadãos quanto ao uso dos espaços públicos destinados à mobilidade.

Meli Malatesta - Mobilize
créditos - Visão Oeste/Carapicuíba
Com surpresa constatamos que mais uma surpreendente resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a de nº 738, publicada no último dia 6 de setembro, cria uma série de restrições para o uso da faixa elevada, ou lombofaixa como é conhecida popularmente.
E surpreende mais uma vez porque já tivemos outras determinações recentemente, como a que instituiu multa a pedestres e ciclistas, desconsiderando a realidade urbana brasileira, que deixa muito a desejar no atendimento aos mínimos direitos destes cidadãos quanto ao uso dos espaços públicos destinados à mobilidade.
Para começar, vamos resgatar um pouco da história da faixa elevada, que surgiu como um dispositivo no desenho urbano voltado para o “acalmamento” do tráfego, ou traffic calming. Juntamente com outros dispositivos, como o avanço de calçada (alargamento da calçada para reduzir a extensão de via a ser atravessada pelo pedestre), o refúgio (uma ilha situada no eixo da via, que permite ao pedestre administrar melhor a brecha veicular para realizar a travessia em casos de vias de mão dupla ou muito largas) e as chicanas (o redesenho da pista criando traçado sinuoso que obriga à redução da velocidade veicular), a faixa elevada é, como o próprio nome indica, a elevação da pista veicular nos locais de travessia dos pedestres, na mesma altura da calçada.
Com este formato ela consolida o conceito de total prioridade do pedestre na travessia, ao proporcionar a continuidade do plano da calçada. Ao mesmo tempo obriga o condutor a reduzir a velocidade de seu veículo, por partir do mesmo princípio do redutor de velocidade conhecido como lombada, ou “guarda deitado”, como também é chamado.
Cada vez mais numerosas nas cidades brasileiras, juntamente com os demais princípios do tráfego acalmado, as intervenções na via utilizando faixas elevadas foram sendo implantadas e cadastradas no Contran como projetos pilotos. Até que em 2014 foram finalmente oficializadas como dispositivo de travessia, por meio da Resolução nº 495 do Contran.
Essa resolução, além de estabelecer normas relativas à dimensão e sinalização da faixa elevada, estabeleceu critérios para sua utilização, regulamentando a velocidade veicular máxima de 40 km/h. Os impedimentos à sua utilização limitavam-se aos seguintes quesitos: curva ou interferência que comprometa a visibilidade, rampas superiores a 6%, salvo se justificada pelo órgão de trânsito local, pista não pavimentada e não existência de calçadas (Art. 4º e 5º Resolução 495/2014).
A nova resolução que invalida a anteriormente citada tem como ponto positivo a preocupação com aspectos de drenagem e especificações mais detalhadas do projeto da faixa elevada, resultado do desempenho das já implantadas. Entretanto, como aspecto preocupante, ela institui uma série de novas restrições ao uso de um dispositivo que tem se mostrado tão eficiente para apoiar com segurança a travessia dos pedestres.
Muitos dos incisos do Art 5º criam uma série de impeditivos e dificuldades que, além de inibirem o uso da faixa elevada em futuras situações, ameaçam a existência de uma série de dispositivos deste tipo já implantados e que tem se mostrado com bom desempenho, sem registro de acidentes veiculares e atropelamentos. Como exemplo citamos os seguintes:
III – em via rural, exceto quando apresentar características de via urbana: em muitas cidades brasileiras vias rurais são itinerários de transporte coletivo ou tem ao longo de seu traçado a existência de pólos de viagens a pé como escolas rurais ou outros pontos de interesse sem que por este motivo se tornem urbanas;
V – em via com faixa ou pista exclusiva para ônibus: cabe lembrar que as redes de transporte coletivo são alimentadas pelas redes de mobilidade a pé, ou seja, o usuário do transporte coletivo, o passageiro, é antes e depois de terminar sua viagem de ônibus, u pedestre que necessita realizar travessias destas vias;
VIII – em curva ou situação com interferências visuais que impossibilitem a visibilidade do dispositivo à distância: há vários casos implantados nesta situação e que não ofereceram até o momento risco de acidentes, até porque a faixa elevada é uma lombada muito suave. O cumprimento do disposto neste inciso poderá desviar a localização da travessia elevada do local de continuidade do trajeto a pé e, portanto, o local onde o pedestre deseja atravessar, ocasionando sua rejeição e desrespeito.
IX – em locais desprovidos de iluminação pública ou específica: o cumprimento desta exigência poderá deixar locais de interesse desprovidos de faixa elevada, mesmo considerando o tipo de material que é utilizado para a pintura da faixa e a obrigatoriedade de uso do farol no período noturno pelo condutor. Neste caso então também não se sinaliza com faixa de travessia normal?
XI – defronte à guia rebaixada para entrada e saída de veículos: é muito complicado o convívio com este impeditivo porque a regulamentação de rebaixamento de guia para saída do lote privado é estabelecida geralmente pelos códigos de obras dos municípios (alguns nem tem) e é mais do que sabido que se extrapola no rebaixo da guia defronte aos lotes com os mais variados usos e pelos mais variados motivos. Os postos de gasolina e outros tipos de estabelecimentos comerciais confirmam a prática.
Além destes mencionados há outros (incisos IV, VI, XII), que, por depender de estudos de engenharia de tráfego, colocam a mercê da tecnologia de trânsito a maior ou menor boa vontade em garantir a prioridade do pedestre garantida pela legislação de trânsito (CTB) e pela PNMU (Lei Federal de Mobilidade Urbana).

Fluidez ou segurança?
Assim teremos que tentar salvar nossos locais seguros de travessia, proporcionados pelas faixas elevadas já implantadas nas cidades brasileiras. Temos como prazo o dia 30 de junho do próximo ano, dado pelo Contran, para os municípios se adequarem às normas propostas pela nova resolução. Ou sonharmos com saudades das ótimas intervenções de proteção de travessia, que nunca causaram maiores problemas quanto à ocorrência de acidentes veiculares e atropelamentos, e que foram suprimidas.
Ao que tudo indica, as dificuldades criadas para a adoção de um dispositivo tão eficaz para a Rede da Mobilidade a Pé, como a faixa elevada, só faz sentido porque certamente compromete a fluidez do fluxo veicular que “não pode ser prejudicado”. Até o quanto e quando não sabemos. Só testemunhamos, dia após dia, cidades brasileiras que tanto privilegiam o automóvel cada vez mais paradas...
Fonte - Mobilize  12/09/2018

terça-feira, 11 de setembro de 2018

CBTU-BH realiza novos testes para compra de bilhete unitário com QR Code

Transportes sobre trilhos  🚇

Integrados ao atual sistema de bilhetagem do metrô, os testes acontecem diariamente, com total aproveitamento de recursos e processos já implantados na estação, das 5h15 às 23h, e vão até o dia 11 de outubro. Duas bilheterias e dois validadores instalados na Estação Central, devidamente identificados, farão a venda dos bilhetes unitários. 

CBTU
Divulgação/CBTU
A CBTU Belo Horizonte realiza a partir desta terça-feira (11/9) novos testes para uso de bilhete unitário com QR Code, exclusivamente na Estação Central. O projeto piloto é desenvolvido pela Autopass, empresa de tecnologia e serviços associados à mobilidade urbana e, responsável pela operação da bilhetagem eletrônica na Grande São Paulo.
Integrados ao atual sistema de bilhetagem do metrô, os testes acontecem diariamente, com total aproveitamento de recursos e processos já implantados na estação, das 5h15 às 23h, e vão até o dia 11 de outubro. Duas bilheterias e dois validadores instalados na Estação Central, devidamente identificados, farão a venda dos bilhetes unitários.
Uma máquina de autoatendimento instalada ao lado da Bilheteria 2 (Entrada Pça Rui Barbosa) permitirá o uso de cartão de débito para a compra unitária. Cada Bilhete QR Code terá validade de 72 horas. Durante a execução, equipes da Autopass e da CBTU-BH prestarão atendimento ao público, informando sobre a nova opção de serviços e como utilizá-la.
Saiba mais: Para embarcar, após adquirir seu bilhete, no qual estará impresso um QR Code, o usuário deverá aproximá-lo do leitor da catraca exclusiva – adaptada para a leitura desse tipo de bilhete - e terá o acesso liberado.
A proposta da Companhia segue a tendência que já vem sendo testada em outras operadoras do país e lança mão de novas soluções em bilhetagem eletrônica, visando a adoção de novas soluções que ofereçam mais rapidez e praticidade aos mais de 58 milhões de usuários que utilizam o metrô anualmente. Todos os testes serão desenvolvidos sem custos para a empresa.
A adoção de novos tipos de bilhetes é uma das mudanças que a CBTU-BH vem considerando no seu processo de modernização da bilhetagem eletrônica, que passa por estudos. A iniciativa é encarada como “um primeiro passo” para ampliar a integração com os transportes metropolitanos, implantada desde 2003 no Metrô de BH. Outras melhorias que vêm sendo estudadas pelo metrô incluem a instalação de terminais de autoatendimento para facilitar o embarque.
A viabilidade da implantação definitiva do novo sistema de bilhetes com QR Code será analisada durante a fase de testem unicamente na Estação Central. E, somente após esse prazo, a CBTU terá elementos para avaliar a possibilidade de implantação do serviço nas 19 estações, o que será precedido de processo licitatório.
Fonte - CBTU  11/09/2018

Inicio das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza só depende de aval do TCU

Transportes sobre trilhos  🚇

Aval do TCU é única pendência para início das obras do metrô.- Já passa de um mês desde a suspensão da licitação das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor).O processo foi supenso devido à medida cautelar expedida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no dia 1º de agosto em resposta a questionamento impetrado pelo antigo consórcio responsável pela obra – de acordo com o governador Camilo Santana, o último obstáculo para o início dos trabalhos.

Diário do Nordeste
foto - ilustração/arquivo
Já passa de um mês desde a suspensão da licitação das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor). O processo foi supenso devido à medida cautelar expedida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no dia 1º de agosto em resposta a questionamento impetrado pelo antigo consórcio responsável pela obra – de acordo com o governador Camilo Santana, o último obstáculo para o início dos trabalhos.
Quando o plenário do TCU decidir pela liberação do processo, não haverá mais qualquer impedimento para o início das obras, segundo o governador. “O financiamento já está garantido. A única coisa que está faltando é a liberação do Tribunal. Estive lá com o ministro, já apresentamos todas as respostas técnicas que foram solicitadas. Estamos andando para que se possa autorizar o início das obras”, aponta Santana.
A suspensão se deu em resposta ao questionamento das empresas Acciona Construcción e Marquise, que formam o Consórcio Metrô Linha Leste de Fortaleza, antigo administrador das obras, contra o consórcio FTS (Sacyr Construcción e a construtora Ferreira Guedes), atuais responsáveis pelo equipamento. No processo, acusam o novo consórcio de não atenderam a alguns itens do edital, como o registro de autorização do poder executivo, no caso da Sacyr.

Imbróglio
O conflito teve início quando, no primeiro semestre, a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) relicitou a obra da Linha Leste atendendo à solicitação de financiadores externos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a União. Em fevereiro, o consórcio da Acciona e da Marquise, então responsável pelas obras, havia defendido continuar à frente do projeto. Ainda assim, a quebra do contrato foi feita pelo governo sob o argumento de que o projeto teve alterações significativas, exigindo mais das construtoras e alterando valores contratados. O trecho que iria da estação Chico da Silva, no Centro, ao bairro Edson Queiroz foi reduzido até o Papicu e denominado Fase I para viabilizar o financiamento pelo BNDES. A Fase II, até destino final original, ficará para outra oportunidade.

Recursos
Antes da decisão do TCU, o governo tinha a expectativa de assinar a ordem de serviço para o início das obras pelo consórcio FTS no mês passado. Antes esperada para junho, a burocracia para aprovação do financiamento de R$ 1 bilhão pelo BNDES, que precisa da análise da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), vinha adiando o processo, mas ela já foi encaminhada com parecer favorável à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A primeira fase da Linha Leste deve contar com R$ 1,85 bilhão de três fontes de recursos. O maior volume tem origem no BNDES (R$ 1 bilhão).
Já o Ministério das Cidades, em nome do governo federal, entrará com R$ 673 milhões por meio da Caixa Econômica Federal e o restante será de responsabilidade do Estado.

Fonte - Abifer  11/09/2018

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Consórcio do monotrilho de Salvador tem até 10 de outubro para assinar PPP

Transportes sobre trilhos  🚄

A Comissão de Licitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) da Bahia publicou o resultado dia 8 de agosto no Diário Oficial. A previsão dada pelo diretor da BYD é que o sistema entre em operação em um prazo de 28 meses contados a partir da assinatura do contrato.O sistema trará uma substancial melhoria na qualidade do transporte público e no cotidiano das pessoas por meio da redução dos tempos de viagens, conforto e segurança proporcionados pelo novo sistema”, diz Eduardo Copello, presidente da CTB (Companhia de Trens da Bahia).

Revista Ferroviária
foto - ilustração/arquivo
O diretor da chinesa BYD (Build Your Dreams) no Brasil, Alexandre Liu, disse que o Consórcio Skyrail Bahia (formado pela sua empresa e pela Metrogreen) tem até o dia 10 de outubro para assinar o contrato de Parceria Público-Privada do leilão do monotrilho de Salvador, um negócio de R$ 1,5 bilhão. A Comissão de Licitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) da Bahia publicou o resultado dia 8 de agosto no Diário Oficial. A previsão dada pelo diretor da BYD é que o sistema entre em operação em um prazo de 28 meses contados a partir da assinatura do contrato
Liu disse que já foi dado início ao processo de constituição da SPE (Sociedade de Propósito Específico) e que se trata de um projeto muito importante para a BYD. “Vamos fazer esse negócio dar certo”. Segundo ele, a maior dificuldade diz respeito à documentação. “São duas culturas diferentes e tudo tem que ser traduzido da China. É um processo bem trabalhoso”.
“O sistema trará uma substancial melhoria na qualidade do transporte público e no cotidiano das pessoas por meio da redução dos tempos de viagens, conforto e segurança proporcionados pelo novo sistema”, diz Eduardo Copello, presidente da CTB (Companhia de Trens da Bahia).

foto - ilustração/arquivo
Funcionários dos trens de subúrbio
Os ferroviários dos trens suburbanos ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Ferroviário e Metroviário dos Estados da Bahia e Sergipe (Sindiferro) realizaram greve entre os dias 04 e 05 de setembro. Entre os motivos para a paralisação está a possível demissão em massa de 400 trabalhadores com o advento do VLT/Monotrilho, afirmou, em nota, Paulino Moura, coordenador-geral do Sindiferro.
Copello disse que a própria nota do sindicato afirma que o governador Rui Costa sinalizou, em suas redes sociais, que os trabalhadores dos trens de subúrbio deverão permanecer na empresa mediante treinamento e capacitação. “A empresa continua e os funcionários passarão por readequação para desempenho de novas funções ajustadas ao perfil da empresa”, afirmou.
Fonte - Revista Ferroviária  10/09/2018