Mostrando postagens com marcador sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociais. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de dezembro de 2013

Petrobras destina mais de R$ 110 milhões à Amazônia

Meio Ambiente


Nos últimos seis anos, os investimen- tos da Petrobras em projetos sociais e ambientais no bioma amazônico atingiram R$ 110,8 milhões – o que viabilizou a proteção de 28 espécies de animais nativos. No período, foram beneficiadas mais de 110 mil pessoas, envolvendo 124 projetos.....

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Nos últimos seis anos, os investimentos da Petrobras destinados a projetos sociais e ambientais no bioma amazônico atingiram R$ 110,8 milhões – o que viabilizou a proteção de 28 espécies de animais nativos.
No período, foram beneficiadas mais de 110 mil pessoas envolvendo 124 projetos, que ganharam apoio para desenvolver atividades de educação ambiental e geração de renda. No total, a empresa investiu R$ 1,9 bilhão em projetos ambientais e sociais em todo o país.
A estatal destaca, entre os projetos que vêm sendo implementados na região, o de Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert), o Pacto das Águas e o Encauchados Vegetais da Amazônia, que utiliza uma técnica tradicional para impermeabilizar fibras vegetais com uso do látex da árvore do caucho.
O Projeto Aquavert, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, tem como objetivo a conservação e o monitoramento de espécies nativas ameaçadas de extinção, nas reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, na região do Médio Solimões, no Amazonas, abrangendo uma área de mais de 3 milhões de hectares. Cada hectare corresponde, aproximadamente, a um campo de futebol.
A iniciativa, que vem sendo patrocinada pela Petrobras desde que foi iniciada, em 2010, garantiu, segundo informações da empresa, o nascimento de aproximadamente 42 mil filhotes de quelônios (animais como tartarugas, cágados e jabutis), além de possibilitar o monitoramento de mil tartarugas-da-amazônia - espécie mais ameaçada da região.
Além disso, pesquisadores marcaram e monitoraram 40 fêmeas de jacaré-açu e reabilitaram dez filhotes de peixe-boi amazônico, sendo que três deles serão devolvidos à natureza no ano que vem. Ao todo, o projeto envolveu 6 mil pessoas em atividades de educação ambiental, pesquisa e tratamento de animais.
Já os projetos Pacto das Águas e Encauchados Vegetais da Amazônia têm, desde a sua criação em 2007 e 2009, respectivamente, a floresta como foco de suas atividades, preservando, juntos, uma área de cerca de 2,3 milhões hectares.
Somente este ano, o Pacto das Águas conseguiu ampliar a área protegida de 800 mil hectares para 1,9 milhão de hectares, abrangendo a região amazônica localizada entre o noroeste de Mato Grosso e o sudeste de Rondônia e beneficiando uma população de 3 mil pessoas.

O projeto conta com a participação de povos indígenas e seringueiros que, de 2007 a 2012, fizeram o plantio de 1,2 milhão de mudas de espécies nativas, como o açaí, a pupunha, castanheira e cerejeira, e a produção de 90 toneladas de borracha e de cerca de 1,5 milhão de quilos de castanha do Brasil, “que gerou R$ 4,8 milhões para os povos da floresta”, segundo a companhia.
As informações indicam ainda que, desde 2009, o Projeto Encauchados Vegetais da Amazônia já beneficiou mais de 1.500 pessoas em 17 municípios do Acre, Amazonas, Pará e de Rondônia.
Povos indígenas, seringueiros, ribeirinhos, quilombolas e agricultores familiares que participam da iniciativa desenvolveram a tecnologia social em parceria com pesquisadores do Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais.
Por meio de inciativas como a produção de látex extraído de seringueiras nativas misturado a fibras vegetais, tais como caroço e fibra do açaí, são feitos artesanatos, vendidos em feiras regionais e no exterior. A iniciativa aumentou em 60% a geração de renda dos produtores e protegeu uma área que hoje totaliza aproximadamente 370 mil hectares.
A cada dois anos, a Petrobras faz seleção pública de projetos, como forma de democratizar o acesso aos recursos e garantir a transparência do processo de patrocínio, o que incentiva o surgimento de novas iniciativas, como a da Associação Vida Verde da Amazônia, no município de Silves, a 200 quilômetros de Manaus.
Selecionada pela companhia em 2012, ela capacita 133 mulheres de comunidades locais para a extração e produção sustentável de óleos vegetais e cosméticos naturais, com a meta de plantio de 3 mil mudas nativas para a reposição florestal na região.
Fonte - Agência Brasil  29/12/2013

sábado, 9 de março de 2013

SALVADOR...e um povo...Pacifico ou Passivo???...

Nada contra o futebol...eu até gosto e aprecio,nada contra o carnaval também gosto de dar os meus pulinhos.Mais além disso o que faz o nosso povo se juntar e se aglomerar em quantidade suficiente para gritar contra algo que lhe incomode nessa cidade, além dos estádios de futebol das cordas de um trio,de algum evento religioso ou dos grandes shows dos axes e pagodes da vida???.A cidade fervendo como uma enorme panela de pressão prestes a explodir resultado da desordem urbana implantada na cidade que já a bastante tempo tornou-se refém do descaso dos seus administradores,da fúria da especulação imobiliária e do crescente caos na mobilidade urbana, que beneficia o transporte individual,os arcaicos buzus e os interesses em volta dos mesmos,...e haja pneu,poluição,concreto,desmatamento,aquecimento...E o povo o que faz???...boa pergunta. Embora já a mais de 12 anos com promessas prometidas e reeditadas inúmeras vezes principalmente nas campanhas eleitorais (aliais nas campanhas eleitorais os nossos políticos costumam resolver rapidamente todos os problemas da cidade, muito embora  os compromissos com os seus financiadores de campanha  geralmente andem na contramão do caminho das soluções preconizadas), quando afirmam e garantem por todos os Santos amém,a solução para todos os problemas da cidade,mais que maravilha,... mais o  nosso "lendário" e folclórico Metrô que o diga,...quantas e quantas vezes já foi alvo das eternas promessas de conclusão e inauguração... entre tantas outras ."Santo" povo,os mais radicais dizem povo gado(eu não gosto). Mais será mesmo que existe uma  caveira de burro enterrada em algum canto por ai,que tanto atrapalha e atrasa a vida da nossa cidade???....Seria apenas uma ???...E o povo o que faz???...vai para frente da sede de algum time de futebol aos bandos cobrar e pedir o pescoço do seu Presidente,ou tentar decepar a cabeça de um técnico incompetente (para a torcida é claro), e haja protesto e revolta.Quantas promessas já ouvimos de que o diabo desse metrô um dia em fim começaria a operar e transportar o nosso povo feliz da vida pra la e pra cá,pra cima e pra baixo e nada,...parado estava parado continua.E o povo o que faz??...chacota,piada,acham engraçado,motivos de risos e piadas,tiram sarro da sua própria "desgraça"...ou nome desgraçado(Cruz credo).Enquanto isso apertam-se,espremem-se num trambolho chamado  de "coletivo" onde são tratados como "gado" (infelizmente), pois são sempre desrespeitados e ainda obrigados a passar por um curral dentro dos tais buzus sem conforto,calorentos,zuadentos,fumaçentos,caros(só a tarifa) e tão rápidos quanto um cagado preguiçoso.Mas as promessa não param nunca,passeiam pela folhinha,mudam de data, de dia de mês e de ano,muda o promitente, como sempre com a promessa  que um dia "festivamente"sera cumprida e honrada... mais,quando cara pálida???...E o povo o que faz???...nada,...não só na praia, mais também no eterno mar de promessas feitas e refeitas prometidas e reprometidas,sobre os aplausos dos eternos e iludidos súditos,por que gostam,por que sempre acreditam piamente na mentira toda vez que ela se repete.Mas até quando???qual o limite para tudo isso???...será que essa passividade e essa complacência permanecerá para todo sempre amém???...ou será que um dia  explodirá como uma bola soprada ao ponto máximo da sua pressão chegando no limite extremo da sua resistência???...e ai o que acontecerá depois???...Parece é que certos governantes  fingem ou se recusam a enxergar o óbvio,o triste cenário que hora se apresenta em nossa cidade,será que como diz o velho ditado,estão esperando que o mar pegue fogo pra comer peixe frito???....mas se assim for,correm o risco de se engasgarem com as espinhas.É uma vergonha que a cidade de Salvador,atualmente considerada a 3ª maior cidade do país,(?????) seja vítima de  politicagem,onde vaidades,interesses políticos,pessoais e privados são sempre colocados a frente dos interesses maiores e prioritários da nossa cidade e da sua população,que com a sua passividade e por ignorar o seu pleno direito a cidadania aceitam situações das quais tornam-se sempre as suas próprias vítimas.Não confundir... ser "pacifico" com ser "passivo",um é com "c" o outro é com  "ss "Ainda são poucos e magros os grupos e movimentos que já se organizam se manifestam e se movimentam em defesa da nossa cidade e das suas demandas,é preciso ampliar esse cenário.O movimento em prol da defesa da mobilidade urbana e da Cidadania em Salvador precisa sair da "rede",sem trocadilhos,e ganhar as ruas,precisa ganhar voz e corpo,precisa de um GRITO retumbante. VAMOS SALVAR SALVADOR.
Pregopontocom

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A chegada de Yoani em Coité (Ba) e o papel do Juiz de Direito


Por: Gerivaldo Neiva  em seu blog

Para quem ainda não conhece, Yoani Sánchez é cubana, apresentada por boa parte da mídia mundial como sendo uma blogueira que rompeu as barreiras da censura em Cuba e faz oposição ao regime. Pois bem, esta moça está visitando o Brasil, depois de várias tentativas de sair da Ilha, e resolveu aceitar o convite para palestrar em Conceição do Coité-Ba, comarca da qual sou o Juiz de Direito.
Sabendo da visita, os estudantes da cidade e políticos de esquerda começaram a se organizar para impedir a entrada da moça na cidade e também impedir a realização do evento. Em seguida, fui procurado pelos organizadores do evento, acompanhado de dois bons advogados, para garantir que sua convidada pudesse entrar em Coité e realizar a palestra.
Primeiro, tentei mediar um diálogo entre os estudantes e os organizadores do evento, mas não obtive êxito. Os primeiros estavam irredutíveis e não admitiam de forma alguma a presença da moça cubana em terras coiteenses e os segundos não abriam mão de realizar o evento, pois contavam com a presença de políticos famosos e convidados de toda a região.
Diante do impasse, convidei o comandante local da polícia militar e lhe determinei que garantisse, sem violências ou repressão, a realização dos dois eventos. Primeiro, preparasse uma escolta desde a entrada da cidade e conduzisse a moça cubana por onde pretendesse circular na cidade, garantindo-lhe a integridade física. Segundo, preparasse uma boa guarnição para garantir a realização do protesto dos estudantes, mesmo barulhenta, desde que não impedisse a realização da palestra. Enfim, comandante, seu papel é garantir a realização da palestra e também do protesto dos estudantes.
E decidi assim com a Constituição aberta sobre minha mesa de trabalho. O Brasil é um “Estado Democrático destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”,conforme, escrito em seu preâmbulo; o Estado brasileiro tem como fundamentos a cidadania, a dignidade da pessoa humana e o pluralismo político (art. 1o) e, por fim, é livre a manifestação do pensamento, a liberdade de consciência, a expressão da atividade intelectual e de reunião, dentre outras garantias previstas no artigo 5o da Constituição.
Pois bem, decidindo assim, a moça chegou à cidade sob vaias e protestos, mas teve garantido o seu direito de locomover-se em território nacional e expressar seu pensamento. Da mesma forma, garantiu-se o mesmo aos contrários ao seu pensamento.

Sabendo da minha decisão a seu respeito, para minha surpresa, fui o primeiro a receber a visita da moça cubana. Depois de alguns cumprimentos e agradecimentos, já na saída, ela me pediu uma sugestão de roteiro na cidade. Pensei um pouco e, já que tinha sido solicitado, respondi: olhe, conhecendo os que te acompanham, sei que irão te oferecer um saboroso jantar acompanhado de bons vinhos; depois, não se assuste se algum deles, para te impressionar, saque de sua caixinha um dos mais finos charutos cubanos (saudades de casa?); depois, não irão te permitir repousar em um dos hotéis da cidade, pois teu quarto de hóspede já está preparado. Então, apesar do conforto, durma pouco e acorde na madrugada para conversar com pessoas que já estão nas filas dos postos de saúde para marcar uma consulta para alguns meses, apesar da urgência do seu caso; depois, visite os bairros periféricos da cidade, completamente abandonados pelo poder público, e converse com os jovens dependentes de crack para tentar entender suas razões; mais tarde, visite a zona rural do município para ver os estragos causados pelo seca e as condições de vida dos pequenos produtores rurais e entenda que milhões de nordestinos ainda estão vivos graças aos programas sociais do governo federal; na saída, passando na cidade vizinha, visite o presídio regional e veja as condições em que vivem os presos deste país, quase todos analfabetos, sem profissão e delinquentes comuns; por fim, quando tomar a rodovia para Salvador, não deixe de visitar um assentamento do Movimento Sem Terra e então poderá entender as consequências de tantas cercas por este país… Depois disso, creio que você será capaz de entender que o Brasil não se resume aos jantares das elites, ao luxo do Congresso Nacional, a alegria do carnaval e o que divulga a mídia brasileira. Enfim, o Brasil que irão te mostrar talvez não seja o Brasil real. De qualquer forma, conte comigo para ver assegurado o seu direito de ir e vir, mas principalmente de ir e ver as contradições desse país.
Com ironia, despedi-me de Yoani: seja portadora de saudações ao Comandante Fidel e, estando em Santa Clara, deposite por mim uma flor no mausoléu de Che Guevara! Ela sorriu meio sem graça, mas não se esquivou de me apertar a mão.

* Juiz de Direito (Ba), membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD) e do Law Enforcement Against Prohibition (Leap- Brasil)
Fonte -  Do Blog Maria Frô 25/02/2013