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sexta-feira, 8 de março de 2019

Pesquisa do IBGE mostra que mulher ganha menos em todas as ocupações

Desigualdade  👨 👩

As maiores proximidades de rendimento, ainda que não haja igualdade, ocorreram no caso dos professores do ensino fundamental, em que as mulheres recebiam apenas 9,5% menos que os homens, afirmou a analista da Coordenação de Trabalho do IBGE, Adriana Beringuy.Entretanto, estão na agricultura e nos comércios varejistas e atacadistas as maiores desigualdades salariais entre homens e mulheres. As mulheres agricultoras e as gerentes de comércios varejistas e atacadistas, recebem, respectivamente, 35,8% e 34% menos que os homens.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que as mulheres ganham menos do que os homens em todas as ocupações selecionadas na pesquisa. Mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país.
“As maiores proximidades de rendimento, ainda que não haja igualdade, ocorreram no caso dos professores do ensino fundamental, em que as mulheres recebiam apenas 9,5% menos que os homens”, afirmou a analista da Coordenação de Trabalho do IBGE, Adriana Beringuy.
Em seguida, destacam-se os dos trabalhadores de central de atendimento e de limpeza de interiores de edifícios, escritórios e outros estabelecimentos: as mulheres recebiam, respectivamente, 12,9% e 12,4% menos que os homens.
Entretanto, estão na agricultura e nos comércios varejistas e atacadistas as maiores desigualdades salariais entre homens e mulheres. As mulheres agricultoras e as gerentes de comércios varejistas e atacadistas, recebem, respectivamente, 35,8% e 34% menos que os homens.
O estudo do IBGE feito para o Dia Internacional da Mulher teve como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2018. Ele mostra que a diferença entre carga horária diária trabalhada de homens e mulheres vem diminuindo.
“Verificamos isso todos os anos, essa diferença já foi de seis horas. É uma característica do mercado de trabalho, uma vez que isso indica apenas as horas nesse setor”, disse Adriana Beringuy. Entretanto, este resultado se deu muito mais por conta de uma redução na carga horária de trabalho dos homens. Em 2012, a diferença era de 6h, mas caiu em 2018 para cerca de 4h48min.
Adriana ressalta, no entanto, que a jornada apresentada na pesquisa não reflete de fato o que a mulher trabalha em todo o seu dia. “A menor jornada da mulher no mercado de trabalho está associada às horas dedicadas a outras atividades, como os afazeres domésticos e os cuidados com pessoas”, afirmou.
Reflexos na participação da mulher no mercado
Hoje, as mulheres respondem por 43,8% dos 93 milhões de brasileiros ocupados. Na população acima de 14 anos, por exemplo, a proporção é diferente: 89,4 milhões (52,4%) são mulheres, enquanto 81,1 milhões (47,6%) são homens, constata o estudo.
Quando a comparação entre os rendimentos das mulheres e dos homens é feita de acordo com a ocupação, o estudo mostra que a desigualdade é disseminada no mercado de trabalho, embora varie de intensidade.
“A mulher acaba tendo participação maior na população desocupada e na população fora da força de trabalho. Temos muitas procurando trabalho ou na inatividade, ou seja, não procuram emprego, por inúmeras questões”, avalia Adriana.
Fonte - Agência Brasil  08/03/2019

domingo, 6 de dezembro de 2015

Caminhada em Ipanema pede o fim da violência contra as mulheres

Direitos humanos

Grupo participa de caminhada, organizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, pelo fim de todas as formas de violência contra a mulher.Coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias (CAO) de Justiça de Violência Doméstica Contra a Mulher, Lúcia Iloizio disse que, em 2015, o MPRJ recebeu cerca de 32 mil denúncias de violência contra a mulher

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil
A Caminhada pelo Fim de Todas as Formas de Violência Contra as Mulheres, neste domingo (6), na orla da Praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, teve como principal objetivo passar para a população uma mensagem sobre a necessidade de dizer não a qualquer forma de violência, principalmente contra as mulheres.
Todo os meses, a Ouvidoria do Ministério Público do estado (MPRJ) recebe quase duas mil denúncias, sendo que 5% delas estão relacionadas à violência doméstica contra a mulher. Citando o Mapa da Violência, a promotora Lúcia Iloizio lembrou que o Brasil ocupa a 5º posição em um ranking envolvendo 83 países, como um dos que mais praticam assassinatos contra as mulheres, à frente inclusive, de nações em guerra.
Coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias (CAO) de Justiça de Violência Doméstica Contra a Mulher, Lúcia Iloizio disse que, em 2015, o MPRJ recebeu cerca de 32 mil denúncias de violência contra a mulher, das quais 70% diziam respeito à violência doméstica. Por isso, a ideia da passeata foi “conscientizar a população, de uma maneira geral, da necessidade de não se praticar a violência doméstica, principalmente contra as mulheres, as maiores vitimas”.
O evento que contou com a participação de entidades da sociedade civil e de cerca de 150 pessoas, em sua maioria ligadas ao MPRJ e à Polícia Militar, inclusive a banda da PM. Uma equipe de atendentes da Ouvidoria Itinerante do Ministério Público recebeu denúncias de violência contra a mulher.
A promotora Lúcia Iloizio falou do aspecto abrangente e das implicações da violência contra as mulheres: “Os danos decorrentes dessa violência atingem a todos nós, refletindo inclusive no aspecto econômico. Em muitos casos, a situação gera uma redução da capacidade produtiva da mulher, temporária ou definitiva, quando não resulta na sua incapacidade para o trabalho, além de traumas de ordem psicológica e outros danos, inclusive para os filhos”.
Presente à caminhada, o comandante-geral da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto, anunciou a assinatura de um protocolo entre a PM e o MPRJ para integrar os canais técnicos já existentes, de modo a que haja um aumento do número de casos de notificações de violência contra a mulher.
“A ideia é adotar um canal instantâneo nos hospitais onde já existe a presença da Policia Militar para, em que os casos em que haja suspeita de agressão contra a mulher, o Ministério Público venha a ser informado de imediato da ocorrência, a fim de a aumentar o escopo da cobertura das ações de apoio às mulheres que venham a sofrer algum caso de agressão”.
As denúncias ao Ministério Público do estado sobre violências contra mulheres podem ser feitas pelo telefone 127, da Ouvidoria do MPRJ, ou pelo site do Ministério Público.
Fonte - Agência Brasil  06/12/2015

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Graça Foster é a mulher mais poderosa do mundo fora dos EUA

Economia


É o segundo ano consecutivo em que a presidenta da Petrobras é apontada pela revista Fortune como a executiva mais poderosa do ranking global, entre 50 candidatas de diversos países e setores, como a Inglaterra, Austrália, Suécia, Turquia

Presidenta da Petrobras é eleita a mulher mais poderosa do mundo fora dos EUA

Flávia Villela*
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A presidenta da Petrobras, Graça Foster, foi eleita pela revista norte-americana Fortune a mulher mais poderosa do mundo fora dos Estados Unidos. A revista fez dois rankings, um com executivas norte-americanas e outro com internacionais. A classificação levou em consideração quatro critérios: a importância e o tamanho do negócio liderado pela executiva na economia global, o sucesso e a condução dos negócios, a trajetória de carreira da executiva e sua influência social e cultural.
Este foi o segundo ano consecutivo em que Graça Foster foi apontada pela revista como a executiva mais poderosa do ranking global, entre 50 candidatas de diversos países e setores, como a Inglaterra, Austrália, Suécia, Turquia.
Maria das Graças Foster é engenheira química e funcionária de carreira da Petrobras, onde ingressou como estagiária há mais de 30 anos. É a primeira mulher a comandar a estatal. Assumiu a presidência em fevereiro do ano passado e antes foi diretora de Gás e Energia da empresa e presidenta da Petrobras Distribuidora, entre outros cargos executivos.
Também neste ano, Graça Foster foi eleita a melhor executiva do setor de petróleo, gás e petroquímica na América Latina pela Revista Institucional Investor, a mulher mais poderosa no setor de negócios do Brasil e uma das 20 mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes, e uma das 500 pessoas mais poderosas do mundo, segundo a revista Foreign Policy.
A Petrobras vem sendo citada como uma das maiores empresas do mundo pela revista Fortune. Neste ano, a empresa ficou em 25º lugar, com receitas de US$ 144 bilhões. A estatal brasileira planeja investir US$ 236 bilhões até 2017.
A estatal, que já responde por mais de 90% da produção de petróleo e gás no país, terá papel importante na exploração da camada pré-sal brasileira, que concentra grandes reservatórios de óleo de boa qualidade. Segundo a legislação brasileira, a Petrobras será operadora de todos os campos do pré-sal licitados a partir de agora, com pelo menos 30% de participação no bloco.
A primeira licitação do pré-sal sob o contrato de partilha está marcada para o próximo dia 21 e permitirá a exploração e produção na área de Libra, na Bacia de Santos, que tem reservas recuperáveis de petróleo entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris. Com o pré-sal e também com a ajuda de outros campos de petróleo, a empresa espera dobrar sua produção de óleo até 2020, da média de 2 milhões de barris por dia, para 4,2 milhões.
A Petrobras também tem investido na construção de novas refinarias para reduzir a dependência do Brasil em relação a combustíveis e a outros derivados de petróleo. Pelo menos quatro grandes complexos petroquímicos estão em construção e devem ser inaugurados até 2020: no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e Ceará. A ideia é ampliar a capacidade de refino nacional de 2 milhões para 3 milhões de barris por dia.
Fonte - Agência Brasil  11/10/2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Dilma é a segunda mulher mais poderosa do mundo no ranking da revista Forbes



Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff é a segunda mulher mais poderosa do mundo, de acordo com o ranking da revista norte-americana Forbes divulgado hoje (22). Dilma, que tinha ficado em terceiro lugar na última lista, conquistou a posição até então ocupada por Hillary Clinton, que deixou a Secretaria de Estado dos Estados Unidos e agora aparece em quinto. A chanceler alemã, Angela Merkel, manteve a primeira colocação dos últimos anos.
Segundo a revista, Dilma tem, na metade de seu primeiro mandato, o desafio de reverter o menor crescimento econômico do país registrado nos dois últimos anos, em relação à última década. A publicação ressalta, no entanto, que “sua ênfase no empresariado inspirou uma nova geração de empreendimentos”.
A Forbes também destaca que agora Dilma tem um novo aliado, com a eleição, no início do mês, do brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo como diretor-geral da Organização Mundial do Comércio.
Outra brasileira que também subiu no ranking é a presidenta da Petrobras, Graça Foster, que passou da 20ª para a 18ª posição. A publicação apresenta Graça Foster como comandante da maior empresa do hemisfério sul por vendas e valor de mercado e destaca a Bacia de Santos como “uma das fronteiras de petróleo mais promissoras do mundo”, e o aumento da demanda por gasolina no Brasil nos últimos dez anos, mais de quatro vezes maior do que a média mundial.
Fonte - Agência Brasil  22/05/2013