Folha de S. Paulo 10/12/2012
Depois de meses de debates que envolveram a participação de 8.500 internautas por meio do portal e-Democracia, do Congresso Nacional, deve chegar nesta semana à Comissão de Constituição e Justiça um amplo e polêmico projeto de reforma da lei das licitações.
Quase 20 anos depois de sua aprovação, no auge da CPI do Orçamento, quando escândalos envolvendo empreiteiras pipocavam no país, a lei 8.666/93 não só não reduziu a corrupção como é vista como uma das principais amarras que impedem o setor público de ser mais ágil e mais eficiente.
Pelo texto a ser apresentado pelo deputado Fabio Trad (PMDB-MS), empresas ou indivíduos que fizerem doações de campanha não poderão participar de licitações na esfera de administração do político ou partido eleito.
Entre outras medidas, o projeto também acaba com a brecha das OS (Organizações Sociais) e das Oscip (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) ao exigir que sejam submetidas ao processo licitatório para firmar contratos de gestão com a administração pública.
Exceção E Regra
Sob a justificativa de dar mais celeridade a obras essenciais, o Executivo passou por cima da lei 8.666 ao aprovar, no ano passado, o chamado RDC (Regime Diferenciado de Contratação).
Incluído de última hora em um projeto de lei de conversão de medida provisória, o RDC nasceu para acelerar obras de portos e aeroportos da Copa do Mundo de 2014.
Foi modificado posteriormente para incluir também obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e, mais recentemente, obras do sistema público de ensino. Há duas semanas, o Congresso aprovou mais uma ampliação do RDC, para abarcar obras da pasta da Saúde.
"O RDC era para ser exceção", diz o deputado Trad. "Para evitar que vire regra, estamos mudando a lei."
O projeto de lei incorpora melhorias introduzidas pelo RDC, como a inversão de fases --a qual permite que as empresas deixem para apresentar certidões e documentos de habilitação só depois de terem suas propostas técnica ou de preço aprovadas.
Mas o texto rejeita a "contratação integrada", prevista no RDC, que é um regime de execução de obras que libera o setor público de apresentar o projeto básico da obra.
Sem o projeto básico, dizem os críticos, é mais difícil calcular o preço final da obra e também fiscalizá-la.
"A contratação integrada é a institucionalização do direcionamento da licitação", afirma o advogado Augusto Neves Dal Pozzo, vice-presidente do Ibeji (Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos da Infraestrutura).
Durante dois meses, especialistas do Ibeji, instituto ligado à faculdade de direito da PUC-SP, ajudaram na elaboração do texto do projeto.
Foram analisadas as mais de 50 propostas de alteração da lei apresentadas nos últimos 19 anos no Congresso e também quase 5.000 proposições via e-Democracia e audiência pública. O tema foi o terceiro mais popular no portal no último ano: só ficou atrás do Marco Civil da internet e do novo Código de Processo Civil.
Para Trad, o grande desafio foi conciliar o maior rigor contra desvios com a necessidade de agilizar os processos. "Para cada dispositivo que acelera a gestão, é preciso contrapor outro que dê segurança jurídica e iniba desvios de finalidade."
Fonte - Revista Ferroviária 10/12/2012
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Lei de licitações do país poderá ficar mais rigorosa
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Transporte público na Suíça enfrenta desafios
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O governo tem promovido o uso do transporte público, e com amplo apoio popular. Como resultado, mais de dois milhões de pessoas - um quarto da população - detém um passe-livre que dá direito a 50% de redução nas viagens. O slogan da empresa "Os que têm cérebro pegam o trem" não se tornou apenas popular no país, mas muitos também seguiram essa dica.
Em 2010 cada habitante do país viajou o equivalente a 2.873 quilômetros em transportes públicos, um aumento de quarenta por cento desde a virada do século. O número médio de viagens anuais subiu em 30 por cento, atingindo a marca de 225 por pessoa, de acordo com a Associação do Transporte Público.
Porém manter esse eficaz sistema custa fortunas aos cofres públicos. O Parlamento aprovou subvenções da ordem de 9,5 bilhões de francos (US$ 10,2 bilhões) para a manutenção da rede nos próximos quatro anos. Em média, no ano de 2010, os suíços gastam dez por cento do seu orçamento familiar em mobilidade, como demonstrou uma pesquisa oficial.
O número de passageiros deve aumentar ainda mais. O governo prevê um crescimento de 60% no tráfego de passageiros e 70% no transporte de mercadorias até 2030. De acordo com a ministra suíça dos Transportes, Doris Leuthard, a expansão da infraestrutura será um dos principais desafios enfrentados pelo país nos próximos quarenta anos.
"Teremos de encontrar soluções para a nossa crescente mobilidade", declarou Leuthard aos participantes de um encontro recente sobre infraestrutura. "Não apenas temos de questionar se estamos dando os incentivos corretos, investindo nas áreas certas, mas nossas políticas precisam ser aceitas pelos políticos e o povo", afirmou a ministra.
Para lidar com as limitações de capacidade e expansões de rede, a Suíça construirá novas linhas, desvios e túneis. O governo também está trabalhando em melhoras na utilização das redes, trazendo de volta às estradas uma parte do tráfego e desenvolvendo novos esquemas de tarifação. Todos esses elementos serão necessários, junto com novas ideias e modelos, declarou Leuthard.
Uma solução simples para nivelar os picos de tráfego nas horas de rush - proposta pelos iniciadores do projeto Mobilidade Urbana Futura - é, por exemplo, promover o trabalho à distância um dia por semana, uma proposta que poderia diminuir as taxas de uso a níveis semelhantes aos dos dias mais tranquilos no verão.
Incentivos incorretos
Mas a implementação muitas vezes não é tão simples. A Companhia Suíça de Trens financia uma pesquisa realizada na Universidade de St. Gallen para estudar as mudanças nos hábitos do consumidor. Dentre outros, os especialistas estão investigando como as políticas de tarifas podem ser utilizadas para influenciar no fluxo de clientes, explica o chefe do projeto, Christian Laesser.
"Já faz anos que a mobilidade está sendo promovida através de falsos incentivos. Agora o sistema se tornou inviável e nos deslocamos com demasiada frequência e longe demais", diz Laesser, acrescentando que "hoje não é mais uma questão saber se as pessoas que se deslocam terão de contribuir mais para cobrir os custos, mas sim como elas podem contribuir mais e com que sistema."
Mas qualquer mudança nos padrões de mobilidade também afeta a vida das pessoas, pois a política de transportes está ligada historicamente às políticas social e ambiental, como alerta Laesser. Como resultado, modificar uma parte do sistema pode causar um efeito cascata, afetando os preços no mercado imobiliários e disponibilidades de trabalho, como explica Laesser.
De acordo com ele, no entanto, entende-se que os custos de mobilidade devem se tornar mais transparentes e, um pouco mais, mas não inteiramente, causais. Hoje em dia, aproximadamente metade das tarifas é subsidiada pelos cofres públicos.
Os investimentos em infraestrutura são financiados através da cobrança de serviços e impostos como taxas sobre valor agregado, a taxa aplicada a veículos pesados ou empréstimos do Tesouro. Projetos de longo termo de alto custo, como novos túneis nas rotas alpinas de trânsito, conexões à rede europeia de alta velocidade e redução de ruídos, deverão custar aproximadamente 30 bilhões de francos (US$ 32,6 bilhões).
Ato de equilíbrio
"É um ato de equilíbrio: você não quer terminar com estruturas que não sejam financiáveis no futuro", retruca Markus Giger, responsável pelo tráfego ferroviário no Departamento Federal de Transportes. "Todo investimento inicial tem custos consequentes e qualquer expansão de rede será mais custosa para operar e manter."
E é precisamente essa rede ramificada junto com um horário regular de intervalos, preços acessíveis de bilhetes ferroviários e a existência de um bilhete único que permite a viagem com diferentes operadoras, que torna o sistema tão popular, explica Andreas Theiler, do grupo lobista Pro Bahn Schweiz.
"Para resumir: nosso grupo, cuja função é de criticar a qualidade do transporte público na Suíça, atualmente está quase supérfluo", diz Theiler. "Estamos reclamando em alto nível."
As principais objeções são a redução de serviços, o fechamento das linhas de trens não rentáveis e aumento de tarifas. Neste ano, elas devem sofrer um aumento médio de 5,6%. O preço de um passe-livre em primeira classe deve aumentar em 8,4%, passando a custar 5.800 francos suíços.
A "Pro Bahn" compreende as preocupações dos passageiros pendulares, mas ao mesmo tempo ressalta que esses cartões anuais, que não cobrem os custos provocados pelos usuários, canibalizam as tarifas comuns. O cartão de meia-passagem custa dez vezes menos do que deveria, acredita Theiler.
Pouca aceitação
De qualquer forma, os aumentos propostos nas tarifas são apenas uma amostra do que está por vir. Após anos de promoção do uso desse meio de transporte ecológico, hoje existem cada vez mais defensores do principio de custos e causa.
"Os consumidores serão obrigados pagar preços mais elevados no futuro", afirma Giger. Apesar de todas as discussões sobre mudanças nos sistemas de pagamento terem sido polêmicas no passado, os especialistas consideram que o sistema de passe-livre nos trens estão com seus dias contados, pelo menos no formato atual.
"Olhe o lado positivo: se não existem mais esses passe-livres, o uso geral deve cair", calcula Theiler. "Nesse cenário, pelo menos não seria mais necessário se preocupar com a sobrecarga dos serviços."
Swissinfo - Chantal Britt – 09/12/2012
Fonte - São Paulo Trem Jeito via e-mail 09/12/2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
Monotrilho de São Paulo
Bombardier
sábado, 8 de dezembro de 2012
ANDANDO DE VLT DA PÇA. DA SÉ AO CAMPO GRANDE
Seria bom se fosse assim...
Atentem para o traçado e o percurso percorrido pelos VLTs,ruas largas ou estreitas,para eles apesar do tamanho não existe empecilhos.
Atentem para o traçado e o percurso percorrido pelos VLTs,ruas largas ou estreitas,para eles apesar do tamanho não existe empecilhos.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
SALVADOR... O "TREM" PEDE SOCORRO
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| Tue ACF/GE |
Pregopontocom
Russos já podem levar seus carros em viagens de trem
Transportes sobre trilhos 🚄
Desde a semana passada, o passageiro que viaja para a capital finlandesa e não quiser depender de transporte público da cidade, pode levar seu carro no mesmo trem que estiver viajando. Uma viagem de ida e volta de Moscou para Helsinque, em cabine de primeira classe, custa cerca de 380 euros por passageiro.
| foto - ilustração |
Uma viagem de ida e volta de Moscou para Helsinque, em cabine de primeira classe, custa cerca de 380 euros por passageiro. Se o viajante optar em levar seu carro junto, gastará aproximadamente de 450 euros e precisa seguir algumas regras para o transporte do veículo.
O proprietário do carro precisa fazer um requerimento de transporte do automóvel cinco dias antes da partida do trem, apresentar documento do carro em seu nome e apólice de seguro do veículo.
Dentro do carro não pode ser transportada nenhum tipo de bagagem, apenas os acessórios pertencentes ao veículo, como: kit de primeiros socorros (obrigatório pelas leis de trânsito russas), extintor de incêndio, estepe e triângulo. Os vidros também não podem ter película escura.
Por enquanto, apenas no trajeto entre Moscou e Helsinque é possível levar o carro, mas já estão previstas viagens para as cidades russas de Sochi e Astrakhan, que deverão começar em julho de 2013. Já está em negociação a possibilidade de expandir o serviço para viagens até a Ucrânia.
Fonte - Revista Ferroviária 07/12/2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Arquitetos britânicos projetam ciclovia suspensa por falta de espaço
Lydia Cintra
Andar de bike em ciclovias suspensas. Já pensou nisso? Um grupo de arquitetos britânicos colocou a ideia no papel e criou o projeto SkyCycle. A prefeitura de Londres gostou e deve implementá-lo a partir de 2015, em parceria com a Network Rail, empresa que administra o metrô londrino. A previsão é que demore dois anos para ficar pronto.
Segundo Sam Martin, diretor do estúdio Exterior Architecture, idealizador do projeto, o número de viagens de bicicleta triplicará até 2020, chegando a 1,5 milhão. “Para onde vai todo mundo? O SkyCycle é o passo mais lógico, pois realisticamente não é mais possível construir ciclovias no chão”, disse em entrevista ao Daily Mail.
A previsão é que os ciclistas paguem 1 libra por viagem, o que torna o uso da bicicleta nas rotas do SkyCycle mais baratas que o transporte público. O vídeo abaixo mostra uma animação do projeto:
Fonte - Jorge Espeschit.com 03/12/2012
Segundo Sam Martin, diretor do estúdio Exterior Architecture, idealizador do projeto, o número de viagens de bicicleta triplicará até 2020, chegando a 1,5 milhão. “Para onde vai todo mundo? O SkyCycle é o passo mais lógico, pois realisticamente não é mais possível construir ciclovias no chão”, disse em entrevista ao Daily Mail.
A previsão é que os ciclistas paguem 1 libra por viagem, o que torna o uso da bicicleta nas rotas do SkyCycle mais baratas que o transporte público. O vídeo abaixo mostra uma animação do projeto:
Fonte - Jorge Espeschit.com 03/12/2012
SkyCycle: um ícone de transporte para Londres
SALVADOR TEM UMA CAVEIRA DE "BURRO"...
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| Foto - cangablog |
Produção de VLTs de João Pessoa e Natal começa em dezembro 06/12/2012
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| Foto - VLT Bom Sinal |
Os veículos irão substituir os atuais trens movidos a diesel. A CBTU adquiriu 20 VLTs, dos quais oito serão destinados para a capital da Paraíba e 12 para Natal, uma das sedes da Copa do Mundo. O contrato para a instalação dos novos trens foi assinado no dia 26 de novembro, no Rio de Janeiro.
Na ocasião, o presidente da CBTU, Francisco Colombo, destacou a importância desses contratos assinados, com o foco na modernização das regiões. "Essa aquisição representa um ganho substancial e uma nova realidade para a mobilidade urbana de João Pessoa e Natal. A chegada dos VLTs trará melhores condições ao transporte público, com qualidade, rapidez, segurança, economia e conforto”.
Cada veículo terá a capacidade de transportar 600 pessoas. Eles serão equipados com assentos preferências, ar-condicionado, acesso a cadeirante e circularão em uma velocidade de 40 km/h.
Estima-se que o volume de passageiros de João Pessoa passará de 10 mil para 33 mil pessoas ao dia. Enquanto em Natal, passará de sete mil para 60 mil passageiros ao dia. O primeiro VLT tem um prazo de 15 meses para entrar em operação, sendo mais três meses para os subsequentes.
Fonte - Revista Ferroviária 06/12/2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Fiol tem só um trecho em construção
Valor Econômico - 05/12/2012 -
A construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) anda em ritmo lento. O trecho entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com 536 quilômetros de extensão e custo estimado em R$ 2,4 bilhões, é o único em construção. O trecho seguinte, de Caetité a Barreiras, apesar de ter sido contratado em diferentes lotes, ainda não foi iniciado em função de pendências com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No total, a Fiol foi projetada para ter 1,5 mil quilômetros de extensão, chegando a Figueirópolis (TO), onde se interligará com a Ferrovia Norte-Sul (FNS). A via é considerada importante para o transporte de grãos e minério e permitirá interligar quatro Estados a dois portos: Ilhéus - e Itaqui (MA). Os investimentos totais previstos somam R$ 4,2 bilhões. Os contratos do primeiro trecho foram assinados em 2010, mas diversos problemas atrasaram a construção da obra.
Josias Cavalcante, presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pelo projeto, disse que o nível de execução do primeiro trecho da Fiol chega a 12%. Uma fonte que conhece a obra disse que o percentual não significa que 12% dos 536 quilômetros estejam prontos, mas sim que 12% de todos os serviços, incluindo terraplenagem e colocação de trilhos, foram realizados. A previsão da Valec agora é concluir esse primeiro trecho da Fiol em julho de 2014.
Cavalcante acredita que agora será possível cumprir o novo cronograma. O que paralisou as obras, segundo ele, foram questões ambientais. "O Ibama suspendeu a licença [ambiental] parcialmente", disse o executivo. Outro problema é que nem todo o trecho havia sido desapropriado. O TCU também apontou falhas. "Nenhuma empresa queria mobilizar muitas máquinas porque sabia que tinha fazendas em que ela [a empreiteira] não iria poder passar. Esses obstáculos foram vencidos, temos condições de deslanchar com a obra."
Na Ferrovia Norte-Sul, outro projeto da Valec de difícil execução, a previsão é concluir o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) em setembro de 2013. "O trecho está praticamente pronto, mas os contratos não foram suficientes para terminar todas as obras." Cavalcante informou que estão em andamento quatro licitações, no total de R$ 375 milhões, para a parte final da obra.
Os serviços incluem cinco quilômetros de trilhos até o porto seco de Anápolis, obras no pátio ferroviário do município, cruzamentos, obras de contenção, plantio de grama e outros complementos que fazem parte do tratamento ambiental. A expectativa é que, quando a obra puder ser inaugurada, o arcabouço jurídico do novo modelo esteja pronto para que esse trecho da ferrovia seja o primeiro a ser usado pelos operadores interessados, no modelo de livre acesso.
Fonte - Revista Ferroviária 05/12/2012
| Foto ilustração - agenciat 1.com |
No total, a Fiol foi projetada para ter 1,5 mil quilômetros de extensão, chegando a Figueirópolis (TO), onde se interligará com a Ferrovia Norte-Sul (FNS). A via é considerada importante para o transporte de grãos e minério e permitirá interligar quatro Estados a dois portos: Ilhéus - e Itaqui (MA). Os investimentos totais previstos somam R$ 4,2 bilhões. Os contratos do primeiro trecho foram assinados em 2010, mas diversos problemas atrasaram a construção da obra.
Josias Cavalcante, presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pelo projeto, disse que o nível de execução do primeiro trecho da Fiol chega a 12%. Uma fonte que conhece a obra disse que o percentual não significa que 12% dos 536 quilômetros estejam prontos, mas sim que 12% de todos os serviços, incluindo terraplenagem e colocação de trilhos, foram realizados. A previsão da Valec agora é concluir esse primeiro trecho da Fiol em julho de 2014.
Cavalcante acredita que agora será possível cumprir o novo cronograma. O que paralisou as obras, segundo ele, foram questões ambientais. "O Ibama suspendeu a licença [ambiental] parcialmente", disse o executivo. Outro problema é que nem todo o trecho havia sido desapropriado. O TCU também apontou falhas. "Nenhuma empresa queria mobilizar muitas máquinas porque sabia que tinha fazendas em que ela [a empreiteira] não iria poder passar. Esses obstáculos foram vencidos, temos condições de deslanchar com a obra."
Na Ferrovia Norte-Sul, outro projeto da Valec de difícil execução, a previsão é concluir o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) em setembro de 2013. "O trecho está praticamente pronto, mas os contratos não foram suficientes para terminar todas as obras." Cavalcante informou que estão em andamento quatro licitações, no total de R$ 375 milhões, para a parte final da obra.
Os serviços incluem cinco quilômetros de trilhos até o porto seco de Anápolis, obras no pátio ferroviário do município, cruzamentos, obras de contenção, plantio de grama e outros complementos que fazem parte do tratamento ambiental. A expectativa é que, quando a obra puder ser inaugurada, o arcabouço jurídico do novo modelo esteja pronto para que esse trecho da ferrovia seja o primeiro a ser usado pelos operadores interessados, no modelo de livre acesso.
Fonte - Revista Ferroviária 05/12/2012
Ficava gelada quando ouvia o apito do TREM', recorda idosa sobre FERROVIA...
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G1 – Rosiane Vargas – 30/11/2012
Parte da centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, localizada no pacato distrito do Iata, distante cerca de 30 quilômetros de Guajará-Mirim (RO), está esquecida no meio do mato. Pioneiros da região, que viram o trem funcionar e andaram na locomotiva, lamentam a situação de abandono em que se encontra a ferrovia e relembram momentos que fizeram parte de suas vidas.
“A gente ficava toda gelada quando ouvia o apito do trem. Lá vem o trem. Ai todo mundo se assanhava e pegava suas coisinhas para entrar no trem”, relembra com emoção Maria Furtado de Lima, de 76 anos, que mora em frente ao prédio onde funcionava a estação ferroviária, até meados de 1972, quando a Madeira-Mamoré foi desativada pelo governo federal.
O distrito, conta dona Maria, não lembra em nada a época da ferrovia. “Vinha muita gente para pegar o trem no Iata. Me lembro das pessoas carregando as coisas para vender na feira.
“Era um tempo animado aquele. Pelo menos para mim foi”, confirma Afonso de Lemos, de 86 anos, que trabalhou como bombeiro, abastecendo o trem durante 10 anos. “Se voltasse a funcionar, seria muito bom para carregar essa juventude que nunca ouviu o apito do trem. Se voltasse era bom”, diz, com lagrimas nos olhos, o ex-bombeiro.
Ao falar da experiência de bombeiro da locomotiva, Lemos conta que o trem fazia duas viagens por semana e carregava, principalmente, borracha e castanha. “Naquele tempo era tudo ‘demoroso’. O trem partia às 7 horas de Porto Velho, parava às 17 horas em Abunã, pernoitava e saia 7 horas do outro dia, chegando às 14 horas em Guajará-Mirim”, relata.
José Raimundo de Oliveira, 65 anos, passa de bicicleta ao lado dos trilhos todos os dias e sempre lembra do tempo em que eles eram úteis. “Ta tudo desmanchado, o garimpo destruiu muito. Os trilhos estão se acabando, pedacinhos por pedacinhos estão se acabado”, reclama com tristeza.
As margens do Rio Mamoré, onde cachoeiras formam uma divisão natural de pedras no centro do rio, passam os trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Divisa com a Bolívia, o local, se restaurado, poderia se tornar um dos maiores atrativos turísticos da região, segundo o comerciante José Messias Rodrigues da Silva, 65 anos, que possui um restaurante ao lado dos trilhos da ferrovia.
“Isso é uma relíquia para a nossa comunidade. O governo poderia reativar a estrada para o turismo, pelo menos entre o Iata e o Abunã. Chamaria muitos turistas para nossa região”, acredita Messias.
Assim como os trilhos, a antiga estação ferroviária também está entregue ao tempo. “A cumeeira [sustento do telhado] da casa se quebrou. As telhas caíram e ai foi se acabando de vez”, conta Maria Furtado. Atualmente, segundo Maria, o que resta da estrutura do prédio, serve apenas de abrigo de abelhas e morcegos.
Em estudo
Está em estudo, segundo o governo do estado, a reativação de cerca de 10 quilômetros de trilhos, entre Guajará-Mirim e a localidade Praia do Acácio. Por enquanto, segundo o governo, não há projeto para o distrito do Iata.
O trecho da ferrovia no município de Guajará-Mirim não é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Apenas oito quilômetros em Porto Velho, entre a praça e a igreja de Santo Antônio, o pátio ferroviário e as caixas d'água são tombados pelo Iphan.
Fonte - São Paulo Trem Jeito 05/12/2012
Trem do Metrô SP bate em outro no Jabaquara
O Estado de S.Paulo - 05/12/2012
Um trem sem maquinista acelerou sozinho e acertou uma outra composição do Metrô no pátio de manobras do Jabaquara, na zona sul da capital paulista. O acidente foi no sábado e não deixou feridos. As informações foram divulgadas ontem pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que informou ainda que um técnico teve de pular para evitar ser atingido pelos trens.
Segundo o sindicato, o trem que acelerou, a composição I 12, é um dos trens recém-reformados pela Companhia do Metropolitano. Ela atingiu a composição A 33, um trem que estava estacionado alguns metros à frente.
O técnico que, segundo o sindicato, escapou de ser atingido foi alertado da aceleração do trem por um colega, que gritou. O Metrô informou, em nota, que o acidente não interrompeu a operação comercial e a Comissão Permanente de Segurança (Copese) investigará as causas da batida e eventuais responsabilidades.
"O Metrô também solicitou que a Secretaria de Segurança Pública acompanhe as investigações", diz nota da companhia. A empresa não informou as linhas em que os trens trabalhavam nem o prejuízo com o caso.
Fonte - Revista Ferroviária 05/12/2012
| Foto ilustração - Pregopontocom |
Segundo o sindicato, o trem que acelerou, a composição I 12, é um dos trens recém-reformados pela Companhia do Metropolitano. Ela atingiu a composição A 33, um trem que estava estacionado alguns metros à frente.
O técnico que, segundo o sindicato, escapou de ser atingido foi alertado da aceleração do trem por um colega, que gritou. O Metrô informou, em nota, que o acidente não interrompeu a operação comercial e a Comissão Permanente de Segurança (Copese) investigará as causas da batida e eventuais responsabilidades.
"O Metrô também solicitou que a Secretaria de Segurança Pública acompanhe as investigações", diz nota da companhia. A empresa não informou as linhas em que os trens trabalhavam nem o prejuízo com o caso.
Fonte - Revista Ferroviária 05/12/2012
Bondes de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, deverão voltar a funcionar em 2014
Portugal Digital – 04/12/2012
Desde um grave acidente em 2011, que matou seis pessoas e feriu mais de 50, os bondes foram retirados de circulação para reforma do sistema de transporte.
Rio de Janeiro - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse, segunda-feira (3), que os tradicionais bondes de Santa Teresa, na capital fluminense, voltam às ladeiras do bairro em 2014. Desde um grave acidente em 2011, que matou seis pessoas e feriu mais de 50, os bondes foram retirados de circulação para reforma do sistema de transporte.
"O bonde de Santa Teresa, que entregaremos em 2014, é um novo transporte, que não é de massa, mas que será de alta qualidade, confortável e eficiente e se integrará ao VLT (veículo leve sob trilhos) da prefeitura e a outros modais", afirmou o governador.
O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, esclareceu que serão devolvidos 14 bondes, o sistema elétrico, além de trilhos reformados. Ele não antecipou quem administrará o sistema, que sempre foi subsidiado pelo governo. Até acidente, as passagens custavam R$ 0,60 para os passageiros sentados e era de graça para os que viajavam em pé.
"Isso aí vai ser visto oportunamente", declarou Julio Lopes. "Em princípio, o governo recupera o sistema integralmente e, depois, deverá discutir com a prefeitura o processo de municipalização ou de concessão", informou, sem dar mais detalhes sobre a volta dos bondinhos.
Em abril deste ano, atendendo pedido dos moradores, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concedeu o tombamento provisório ao Sistema de Bondes de Santa Teresa, por sua importância histórica e paisagística. No entanto, não especificou o modelo de trilho ou de bondes, para possibilitar atualizações de segurança nos equipamentos. As informações são da ABr.
Fonte - São Paulo TremJeito 04/12/2012
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Rio de Janeiro - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse, segunda-feira (3), que os tradicionais bondes de Santa Teresa, na capital fluminense, voltam às ladeiras do bairro em 2014. Desde um grave acidente em 2011, que matou seis pessoas e feriu mais de 50, os bondes foram retirados de circulação para reforma do sistema de transporte.
"O bonde de Santa Teresa, que entregaremos em 2014, é um novo transporte, que não é de massa, mas que será de alta qualidade, confortável e eficiente e se integrará ao VLT (veículo leve sob trilhos) da prefeitura e a outros modais", afirmou o governador.
O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, esclareceu que serão devolvidos 14 bondes, o sistema elétrico, além de trilhos reformados. Ele não antecipou quem administrará o sistema, que sempre foi subsidiado pelo governo. Até acidente, as passagens custavam R$ 0,60 para os passageiros sentados e era de graça para os que viajavam em pé.
"Isso aí vai ser visto oportunamente", declarou Julio Lopes. "Em princípio, o governo recupera o sistema integralmente e, depois, deverá discutir com a prefeitura o processo de municipalização ou de concessão", informou, sem dar mais detalhes sobre a volta dos bondinhos.
Em abril deste ano, atendendo pedido dos moradores, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concedeu o tombamento provisório ao Sistema de Bondes de Santa Teresa, por sua importância histórica e paisagística. No entanto, não especificou o modelo de trilho ou de bondes, para possibilitar atualizações de segurança nos equipamentos. As informações são da ABr.
Fonte - São Paulo TremJeito 04/12/2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Luiz Fux será punido pelo STF?...
Por Altamiro Borges
Saiu hoje na coluna Painel da Folha:
Liturgia 1 - Colegas de Luiz Fux no STF esperam que o ministro use a sessão de turma, hoje, para explicar detalhes dos encontros com próceres petistas que admitiu à Folha ter tido durante sua campanha pela nomeação.
Liturgia 2 - Pegou mal principalmente Fux atribuir sua proximidade com o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci a uma decisão que proferiu quando era do STJ.
*****
Tudo indica que a notícia não passa de pura “liturgia”. Os ministros do STF se consideram “supremos” e dificilmente cobrarão explicações de um dos seus pares – muito menos, aplicarão qualquer punição. O certo é que a entrevista de Luiz Fux à jornalista Mônica Bergamo serviu para quebrar o encanto difundido pela própria mídia sobre a “pureza” do Supremo Tribunal Federal. Antes demonizados por alguns jornalões, os ministros do STF foram endeusados durante o julgamento do chamado “mensalão”. Agora, cai a máscara!
Num momento em que se alardeia o tráfico de influência arquitetado por Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, o ministro Luiz Fux explicitou, com ares infantis, que a prática também é comum na mais alta Corte de Justiça do país. E ela não foi exercida apenas pelo guitarrista, cantor e praticante de jiu-jítsu que hoje é juiz do Supremo. Conforme aponta Janio de Freitas, outros ministros também fizeram “política” para chegar ao cargo. Há muitos interesses políticos e econômicos em jogo no STF!
“O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, confirma e conta com os devidos pormenores que o então procurador Joaquim Barbosa lhe pediu para levá-lo a José Dirceu. E Dirceu, por sua vez, tanto confirma haver recebido Joaquim Barbosa como o motivo da conversa... Se houve, a diferença de trampolins anulou-se no pouso. Nas votações, o cantor-ministro faz uma espécie de ‘back voice’ dos votos entoados pelo ministro Joaquim Barbosa, cantores da mesma música”, relata o jornalista da Folha.
Na sua posse como presidente do Supremo, Joaquim Barbosa defendeu que as carreiras do magistrado devem se desligar das relações com políticos. Ele teria feito uma autocrítica do passado? Quais outros interesses políticos estão em jogo no Supremo? A alardeada autonomia do STF é real? A entrevista de Luiz Fux, na qual ele afirma que “colou no pé” de pessoas influentes para chegar ao cargo, só confirma que é urgente uma profunda reforma no Poder Judiciário, inclusive com a mudança da forma de escolha dos ministros.
Postado por Miro
Fonte - Blog do Miro 04/12/2012
Saiu hoje na coluna Painel da Folha:
Liturgia 1 - Colegas de Luiz Fux no STF esperam que o ministro use a sessão de turma, hoje, para explicar detalhes dos encontros com próceres petistas que admitiu à Folha ter tido durante sua campanha pela nomeação.
Liturgia 2 - Pegou mal principalmente Fux atribuir sua proximidade com o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci a uma decisão que proferiu quando era do STJ.
*****
Tudo indica que a notícia não passa de pura “liturgia”. Os ministros do STF se consideram “supremos” e dificilmente cobrarão explicações de um dos seus pares – muito menos, aplicarão qualquer punição. O certo é que a entrevista de Luiz Fux à jornalista Mônica Bergamo serviu para quebrar o encanto difundido pela própria mídia sobre a “pureza” do Supremo Tribunal Federal. Antes demonizados por alguns jornalões, os ministros do STF foram endeusados durante o julgamento do chamado “mensalão”. Agora, cai a máscara!
Num momento em que se alardeia o tráfico de influência arquitetado por Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, o ministro Luiz Fux explicitou, com ares infantis, que a prática também é comum na mais alta Corte de Justiça do país. E ela não foi exercida apenas pelo guitarrista, cantor e praticante de jiu-jítsu que hoje é juiz do Supremo. Conforme aponta Janio de Freitas, outros ministros também fizeram “política” para chegar ao cargo. Há muitos interesses políticos e econômicos em jogo no STF!
“O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, confirma e conta com os devidos pormenores que o então procurador Joaquim Barbosa lhe pediu para levá-lo a José Dirceu. E Dirceu, por sua vez, tanto confirma haver recebido Joaquim Barbosa como o motivo da conversa... Se houve, a diferença de trampolins anulou-se no pouso. Nas votações, o cantor-ministro faz uma espécie de ‘back voice’ dos votos entoados pelo ministro Joaquim Barbosa, cantores da mesma música”, relata o jornalista da Folha.
Na sua posse como presidente do Supremo, Joaquim Barbosa defendeu que as carreiras do magistrado devem se desligar das relações com políticos. Ele teria feito uma autocrítica do passado? Quais outros interesses políticos estão em jogo no Supremo? A alardeada autonomia do STF é real? A entrevista de Luiz Fux, na qual ele afirma que “colou no pé” de pessoas influentes para chegar ao cargo, só confirma que é urgente uma profunda reforma no Poder Judiciário, inclusive com a mudança da forma de escolha dos ministros.
Postado por Miro
Fonte - Blog do Miro 04/12/2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Rio lança o edital do VLT da Zona Portuária
| Projeto do VLT da Zona Portuária na Praça Mauá |
A sessão para o recebimento das propostas será no dia 10 de janeiro, às 10h, na sede da gerência de licitações (Rua Afonso Cavalcanti, 455, 15º andar, sala 1501, Cidade Nova, Rio de Janeiro). O edital está disponível no link - http://ecomprasrio.rio.rj.gov.br/editais/banners_lista.asp#topo -. As dúvidas sobre o edital podem ser esclarecidas através do e-mail - comissaogbp@pcrj.rj.gov.br - ou na gerência de licitações.
O VLT da Zona Portuária integra o projeto Porto Maravilha, que visa à revitalização da região. O sistema terá 30 quilômetros e 42 estações divididas em seis linhas. A construção do sistema de VLT será em duas etapas. A primeira será a implantação do trecho Vila de Mídia – Santo Cristo – Praça Mauá – Cinelândia, com prazo para ser concluída em 2015. Já a segunda etapa contempla os trechos Central - Barcas, Santo Cristo – América – Central – Candelária, América – Vila de Mídia e Barcas – Santos Dumont, a serem implantados em 2016.
Fonte - Revista Ferroviária 03/12/2012
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