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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Governador Rui Costa discute com governo chinês novos investimentos para a Bahia

Infraestrutura 🚄🚃

Na embaixada da China, Rui apresentou ao embaixador Li Jinzhang o projeto da Ponte Salvador – Itaparica, do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio de Salvador, do Porto Sul e a obra da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).

Da Redação
Reunião com o embaixador da China, Li Jinzhang
foto -  Camila Peres/GOVBA
Projetos estruturantes que colocarão a Bahia num novo patamar de atração de negócios estão na mira do governador Rui Costa e são pauta de viagem a Brasília nesta quarta-feira (7). Na embaixada da China, Rui apresentou ao embaixador Li Jinzhang o projeto da Ponte Salvador – Itaparica, do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio de Salvador, do Porto Sul e a obra da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).
A discussão na embaixada permitiu o detalhamento da missão que o governador fez à China, em março deste ano, e a continuidade das negociações. O entendimento comum entre o Governo da Bahia e o Governo Chinês sobre o trajeto da Fiol e seu uso para viabilizar a Ferrovia Bioceânica foi comemorado. Os chineses estudam este investimento, que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico, chegando ao Peru.
Os dois governos atestam a viabilidade do projeto, sendo então a Fiol e o Porto Sul parte deste canal de ligação e escoamento. "Estamos trabalhando firme para ter a presença chinesa nesses grandes projetos da Bahia. E abertos para sermos parceiros, entrando com investimento dentro de nosso território, retirada do peso tributário para viabilizar a Bioceânica, passando pela Bahia", afirmou Rui.
No encontro, o embaixador Li Jinzhang indagou: "Por que não vamos iniciar agora este projeto?". Em resposta, o governador rapidamente pegou a caneta e afirmou que estava pronto para assinar. O representante da China garantiu que a embaixada está com total atenção à Fiol e garantiu ao governador: "Vou te dar todo apoio neste projeto".
A Fiol tem 70% executados no trecho Ilhéus/Caetité e 10% de Caetité ao Rio São Francisco. Na despedida, o embaixador assinalou que não pode-se esperar muito para ver a obra concluída. O governador concordou, acrescentando: "Meu estilo é trabalhar muito e falar pouco".
A próxima agenda de Rui será com o presidente da República, Michel Temer, ainda na tarde desta quarta (7), quando solicitará rapidez nas definições que cabem ao governo federal para que o investimento chinês chegue logo e a estrada de ferro comece a operar na Bahia, sendo ponto de partida para a Bioceânica.
A comitiva que acompanhou o governador foi formada pelo vice-governador, João Leão, o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, e o coordenador da Representação da Bahia em Brasília, Jonas Paulo.
Com informações da Secom Ba.  08/12/2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Peru quer que trem bioceânico com o Brasil inclua a Bolívia

Ferrovias

A autoridade peruana, que ocupa a pasta dos Transportes, disse que sua presença na reunião técnica sobre Transporte Sustentável de Países em Desenvolvimento sem Litoral, inaugurada nesta quinta-feira em Santa Cruz (leste), "tem o propósito de impulsionar novos projetos de integração".

AFP
foto - ilustração/arquivo
O Peru expressou nesta quinta-feira sua vontade de que o projeto de trem bioceânico que poderá unir seu território com o Brasil, inclua a Bolívia no trajeto que, segundo o vice-presidente peruano Martín Vizcarra, está em "ativa avaliação".
A autoridade peruana, que ocupa a pasta dos Transportes, disse que sua presença na reunião técnica sobre Transporte Sustentável de Países em Desenvolvimento sem Litoral, inaugurada nesta quinta-feira em Santa Cruz (leste), "tem o propósito de impulsionar novos projetos de integração".
Entre eles, "o corredor ferroviário central Peru-Bolívia-Brasil, destinado a unir portos peruanos no sul do Peru, no Oceano Pacífico com a Bolívia e com o Porto de Santos do Brasil, no Oceano Atlântico".
O traçado inicial planejado pela China, que se ofereceu como financiadora, não contemplava essa passagem pela Bolívia.
Segundo Vizcarra, citado pela agência oficial ABI, "este projeto se encontra em ativa avaliação neste momento e esperamos poder empreender logo os estudos de viabilidade".
Fonte - Abifer  13/10/2016

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Senadores recebem comitiva chinesa para debater obra da Ferrovia Bioceânica

Ferrovias

Composta por profissionais da área de ferrovia e engenharia da China, a comitiva veio ao Brasil trocar informações referentes à obra e disponibilizar sua experiência nessa área a fim de colaborar com as dificuldades apresentadas pelos relatórios preliminares, intermediários e final dos estudos de viabilidade econômica.

Agência Senado
foto - ilustração
Os senadores Jorge Viana (PT-AC), Valdir Raupp (PMDB-RO), Acir Gurgacz (PDT-RO) e Wellington Fagundes (PR-MT), membros da Frente Parlamentar Mista Brasil-Peru-China Pró Ferrovia Bioceânica, receberam nesta quarta-feira (17) uma comitiva de empresários chineses interessados na construção da Ferrovia Bioceânica que vai ligar o oceano Atlântico ao Pacífico.
Composta por profissionais da área de ferrovia e engenharia da China, a comitiva veio ao Brasil trocar informações referentes à obra e disponibilizar sua experiência nessa área a fim de colaborar com as dificuldades apresentadas pelos relatórios preliminares, intermediários e final dos estudos de viabilidade econômica.
Para o senador Valdir Raupp é preciso que o Governo dê celeridade às análises dos relatórios e aceite os estudos preliminares para avançar nas próximas etapas de execução do empreendimento.
— A China já demonstrou total interesse em colaborar com o projeto e o trecho entre os estados de Mato Grosso e Rondônia já tem carga garantida para escoar. Mas precisamos de agilidade nesse processo — avaliou o peemedebista.
Wellington Fagundes enfatizou a importância do projeto para o desenvolvimento do País, para o escoamento da produção e para relação comercial entre Brasil e China.
— Com a ferrovia o custo de produção vai diminuir, a competitividade dos produtos brasileiros vai aumentar e vamos estreitar a relação econômica entre os dois países — previu Wellington.
Além dos senadores também participaram da reunião os deputados federais Angelim (PT-AC), César Messias (PSB-AC) e Fábio Faria (PSD-RN), que igualmente demonstraram preocupação e ressaltaram a importância desse empreendimento para o desenvolvimento econômico do país.
Lin Zhouyan, presidente do Conselho do Grupo Hsinchong Constructions, agradeceu a receptividade dos parlamentares e governo brasileiro, colocando o grupo à disposição para ajudar a solucionar os entraves apresentados.
— Já ficou claro o entusiasmo de ambos para a construção dessa ferrovia. Todos reconhecemos os desafios a serem enfrentados por se tratar de uma obra gigantesca, mas diante dessa vontade as dificuldades serão vencidas — afirmou.
Ao final do encontro o senador Jorge Viana esclareceu que a proposta da Frente Parlamentar, composta por mais de 200 deputados e senadores, é trabalhar com a embaixada de China e o governo brasileiro para agilizar o projeto. E informa ainda que serão realizados seminários nas regiões onde a ferrovia será construída e que uma visita à China será agendada para conhecer as dificuldades enfrentadas pelos chineses na construção de obras como a Bioceânica.
Fonte - Revista Ferroviária  17/02/2016

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Trem bioceânico será prioridade do diálogo entre Dilma e Evo Morales

Ferrovias

O ministro de Obras Públicas da Bolívia, Milton Claros, disse aos meios de comunicação que seu escritório proporá o tema com prioridade no encontro bilateral previsto para 2 de fevereiro em um lugar que ainda não foi confirmado pelas autoridades.

UOL - RF
foto - ilustração
A construção de um trem bioceânico que una os territórios de Brasil, Bolívia e Peru será um dos temas centrais que o presidente boliviano, Evo Morales, pretende abordar com Dilma Rousseff, na reunião que terão em fevereiro, informou nesta segunda-feira uma fonte oficial.
O ministro de Obras Públicas da Bolívia, Milton Claros, disse aos meios de comunicação que seu escritório proporá o tema com prioridade no encontro bilateral previsto para 2 de fevereiro em um lugar que ainda não foi confirmado pelas autoridades.
"Já trabalhamos com o Peru, agora vamos trabalhar com o Brasil. Temos certeza que vamos chegar a bons acordos. A ideia é priorizar o (trem) bioceânico", afirmou.
O projeto do trem bioceânico promovido pelo governo Morales procura unir através do território boliviano as costas pacífica e atlântica para facilitar o tráfego comercial com a Ásia.
O Executivo boliviano pretende conectar com 3.360 quilômetros de ferrovias o porto brasileiro de Santos com os terminais peruanos de Ilo ou Matarani, atravessando o território boliviano.
Claros sustentou que o Peru está "praticamente acoplado ao projeto" porque, segundo disse, já iniciou um processo de licitação para determinar sua "viabilidade".
Sobre o financiamento e a construção do trem, o ministro afirmou que o governo analisa atualmente as propostas formuladas pela missão empresarial alemã que visitou a Bolívia há dez dias.
Dentro daquela visita, Claros assinou com o presidente da empresa alemã-suíça Molinari, Michel Molinari, um convênio para avançar no estudo do citado projeto.
Outro tema que a Bolívia proporá para a reunião de Dilma e Morales será a integração viária, acrescentou Claros.
A última vez que Dilma visitou Bolívia foi há um ano, por ocasião da posse presidencial de Morales após as eleições de outubro de 2014.
As relações entre ambos países atravessaram momentos tensos nos últimos anos devido à fuga e posterior solicitação de refúgio ao Brasil de um senador opositor acusado de corrupção, em 2013, e um ano depois, de um ex-promotor que esteve a cargo de um polêmico caso de selecionismo.
Fonte - Revista Ferroviária  25/01/2016

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Acordos com China começam a entrar em prática

Economia

Em transportes, o principal destaque foi a assinatura do memorando para a viabilidade da Ferrovia Bioceânica, um projeto de R$ 40 bilhões que atrai o interesse do governo chinês, que busca uma rota alternativa ao Canal do Panamá. A obra, que no lado brasileiro teria cerca de 3,5 mil quilômetros em trilhos, envolveria a interligação do Brasil com o Peru, com financiamento chinês. 

Valor Econômico - RF
foto montagem - ilustração
No setor de infraestrutura, o interesse chinês no Brasil está nas áreas de energias renováveis, com destaque para usinas hidrelétricas, eólicas e solares, em petróleo, na área de transportes, com destaque para o segmento portuário e ferroviário, e em mineração. Na vinda do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao Brasil, em maio, foram assinados 35 acordos de cooperação entre os países. Algumas medidas já começaram a ser efetivadas.
No memorando, um dos acordos apontava o contrato de afretamento entre a Vale e a Cosco, armador e transportador de granéis sólidos e operador global de granéis sólidos. A mineradora brasileira e a empresa chinesa fecharam em setembro do ano passado um acordo de parceria pelo qual quatro navios grandes, com capacidade de 400 mil toneladas, que atualmente pertencem e são operados pela Vale, foram transferidos para a Cosco e afretados para a Vale em contrato de 25 anos. Em paralelo, a Vale também anunciou expansão do acordo que já tinha com a China Merchants Energy Shipping (CMES), subsidiária da China Merchants Group. O acerto ainda contempla a cooperação estratégica de longo prazo no transporte marítimo de minério de ferro.
Como resultado, em julho, o governo chinês liberou a proibição até então vigente e anunciou a permissão para que os navios gigantes, com capacidade para 400 mil toneladas, atraquem nos portos do país, oficialmente encerrando mais de três anos de embargo que havia afetado principalmente o transporte de minério da Vale.
Na parte de financiamento, foi anunciada a intenção de criação de linhas de investimento e de fundos para investimento em infraestrutura. Um fundo envolveria US$ 20 bilhões em recursos, sendo três terços deles aportados pela China e um terço pelo Brasil. A intenção do governo brasileiro, nas conversas com Pequim, é desvincular ao máximo os desembolsos de eventuais exigências para o fornecimento de bens e serviços chineses. Ainda se discute como mitigar o risco das oscilações cambiais. Um outro fundo de US$ 50 bilhões, que poderia contar com a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), também está em negociações preliminares para viabilizar sua formação.
Em transportes, o principal destaque foi a assinatura do memorando para a viabilidade da Ferrovia Bioceânica, um projeto de R$ 40 bilhões que atrai o interesse do governo chinês, que busca uma rota alternativa ao Canal do Panamá. A obra, que no lado brasileiro teria cerca de 3,5 mil quilômetros em trilhos, envolveria a interligação do Brasil com o Peru, com financiamento chinês. O projeto foi anunciado na visita do governo chinês ao Brasil e deverá ter uma parte dos estudos entregue em maio de 2016. "Vejo esse projeto com ceticismo, ele envolve muitos quilômetros de trilhos percorrendo diversos biomas, a questão ambiental é complexa e em alguns trechos até o Peru envolve construções em altas altitudes", diz o ex-ministro da Fazenda e diretor da Faculdade de Economia da FAAP, Rubens Ricupero.
Outro foco de empresas chinesas é o setor portuário. O governo federal está trabalhando na licitação de 50 terminais, com investimentos de quase R$ 12 bilhões. A primeira etapa englobará terminais em Santos e no Pará, que podem ser licitados ainda este ano. A ideia é que a licitação seja feita pela cobrança de outorga onerosa. "Empresas chinesas estão estudando o setor, querendo ver como ele funciona e avaliando as oportunidades de portos ligados ao agronegócio, eles querem o controle da logística", diz um advogado de um dos cinco maiores escritórios do país, que está representando um grupo de empresários chineses.
Em petróleo, foram assinados financiamentos de US$ 7 bilhões para a Petrobras. Os chineses têm interesse no pré-sal. Em 2013, as estatais chinesas CNPC e CNOOC obtiveram 20% do consórcio que pagou R$ 15 bilhões para explorar petróleo no campo de Libra, o primeiro licitado na área do pré-sal e que pode conter até 8 bilhões de barris recuperáveis. A participação chinesa no setor de petróleo nacional vem crescendo, segundo estudo dos professores Edmar de Almeida e Helder Consoli, do Instituto de Energia da UFRJ. O Brasil representa menos de 5% do petróleo importado pelos chineses. Ainda há muito espaço para crescer.
Para Alexandre Szklo, professor de planejamento energético da Coppe da UFRJ, a China, que é o maior importador de petróleo do mundo e responde por cerca de 15% do consumo mundial, deve ser um dos principais destinos do petróleo no pré-sal. As matrizes dos países emergentes ainda são dependentes do combustível fóssil. Na China, consome-se muito carvão para gerar energia, usando-se muito ferrovias, que usam muito diesel, enquanto o minério de ferro segue em navios, que consomem muito combustível. " O país ainda tem demanda grande de petroquímicos, por conta da construção civil e bens de consumo", diz.
Fonte - Revista Ferroviária  28/09/2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Governo prevê R$ 190 bi em investimentos para infraestrutura

Infraestrutura

A estimativa originalmente em discussão estava em torno de R$ 134 bilhões, mas na reunião de ontem, que durou quase cinco horas, foi definida uma turbinada dos investimentos.
O aumento do valor, em cerca R$ 50 bilhões, se deve à inclusão do acordo internacional para a construção da ferrovia bioceânica (entre o Peru e o Brasil com participação chinesa), da Rio-Vitória e dos processos já iniciados em 2014 de Manifestação de Interesses (PMIs), no qual as empresas interessadas nas concessões se candidatam para elaborar o projeto. 

Estado de S. Paulo
foto - ilustração
O novo plano de concessões de infraestrutura que a presidente Dilma Rousseff vai anunciar amanhã deve chegar a R$ 190 bilhões em investimentos da iniciativa privada. A ampliação do valor, que ainda poderá sofrer revisão, foi discutida ontem em reunião da presidente com ministros envolvidos na elaboração do pacote, que é a aposta do governo para estimular o crescimento da economia. O pacote prevê também a ampliação de investimentos já existentes.
A estimativa originalmente em discussão estava em torno de R$ 134 bilhões, mas na reunião de ontem, que durou quase cinco horas, foi definida uma turbinada dos investimentos.
O aumento do valor, em cerca R$ 50 bilhões, se deve à inclusão do acordo internacional para a construção da ferrovia bioceânica (entre o Peru e o Brasil com participação chinesa), da Rio-Vitória e dos processos já iniciados em 2014 de Manifestação de Interesses (PMIs), no qual as empresas interessadas nas concessões se candidatam para elaborar o projeto. A elevação das projeções deve se somar aos R$ 134 bilhões de investimentos já definidos em rodovias (R$ 69,4 bilhões), ferrovias (R$ 18,3 bilhões), portos (R$ 37,5 bilhões) e aeroportos (R$ 8,5 bilhões).
Segundo fontes, o governo pode incluir no pacote um reequilíbrio de contrato, não só para ferrovias, mas também para rodovias já concedidas a partir de um acordo de mais investimento. Nesses casos, haveria uma negociação de mais investimento em ativo e reequilíbrio de contrato com a prorrogação do prazo da concessão.
Um auxiliar de Dilma disse que a presidente, ao decidir turbinar o valor do programa, quer enviar a sinalização de que o pacote é para valer e que alguns leilões poderão ser realizados ainda neste ano.
Rodovias. Estão previstos, ainda este ano, quatro leilões de projetos iniciados em 2014: BR-476/153/282/480(PR/SP); BR-163(MT/PA); BR-364/060 (MT/GO) e BR-364 (GO/MG). Os novos leilões, somados à renovação da concessão da Rio-Niterói, totalizam R$ 19,6 bilhões em investimentos.
Também estão previstos na segunda etapa do programa 11 novos projetos rodoviários, abrangendo 4.867 km que somam R$ 31,2 bilhões, além de novos investimentos em concessões existentes (R$ 15,3 bilhões).
Ferrovias. - O modelo de concessão das ferrovias será aperfeiçoado. O governo federal poderá optar entre realizar os leilões por maior valor de outorga, menor tarifa ou compartilhamento de investimento. A escolha do modelo se dará de acordo com as características de cada ferrovia. Em todos os casos, haverá garantia de acesso a terceiros (direito de passagem e tráfego mútuo).
Portos. -  Foram definidos arrendamentos de 29 terminais no primeiro bloco e 21 terminais no segundo bloco. Além disso, outros 63 novos Terminais de Uso Privados (TUPs) estão em análise pela Secretaria de Portos.
Aeroportos. - Nesse setor, foi definida a concessão ao setor privado dos aeroportos de Porto Alegre (R$ 2,5 bi), Salvador (R$ 3 bi), Florianópolis (R$ 1,1 bi) e Fortaleza (R$ 1,8 bi), com previsão do início dos leilões no 3º trimestre. Os leilões estão previstos para o terceiro trimestre de 2016.
Fonte - Revista Ferroviária  08/06/2015

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Países fecham acordo para Ferrovia Peru-Brasil

Internacional

Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico.

France Presse
foto montagem - ilustração
Os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram nesta quarta-feira (12) um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho trilateral, que permitirá o avanço do projeto de conexão ferroviária bioceânica entre Peru e Brasil com participação chinesa.
Este foi um dos sete acordos que Xi e Humala assinaram na reunião realizada no Grande Palácio do Povo de Pequim. O roteiro faz parte da visita oficial que o líder peruano realiza à China após sua participação na cúpula do fórum da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês).
Fontes da delegação peruana indicaram que, junto ao pacto sobre o corredor ferroviário, os líderes selaram também um acordo sobre cooperação econômica que prevê a doação de US$ 11,5 milhões da China ao Peru, entre outros projetos no setor de mineração e de petróleo.

Corredor
Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico.
O acordo trilateral foi assinado pelo Ministério de Transportes e Comunicações do Peru, o Ministério de Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e de Reforma da China.
Xi e a presidente Dilma Rousseff já assinaram em julho um memorando de cooperação que permite o investimento de empresas chinesas em ferrovias brasileiras.
Ainda no encontro de hoje, foram trocadas notas sobre o projeto de construção e implementação do COEN (Centro de Operações de Emergência Nacional), do Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru, e sobre a doação de um lote de cadeiras de rodas da China ao Peru.
Antes da reunião com Xi, Humala foi recebido pelo presidente do Comitê Permanente da Assembleia Nacional Popular, Zhang Dejiang, em um encontro para aprofundar os laços entre os países.
Humala também deve inaugurar hoje o Festival Gastronômico do Peru em Pequim.
Fonte - Revista Ferroviária  12/11/2014