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sábado, 22 de agosto de 2015

Congresso lança Frente Parlamentar Pró-ferrovia Bioceânica

Ferrovias

A ferrovia deverá ter R$ 40 bilhões em investimentos e faz parte de um programa de investimentos do governo federal. A ferrovia possui 4,4 mil quilômetros e faz parte do Programa Integrado de Logística (PIL), lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff (PT), tendo um grupo de chineses interessados em sua implantação. 

Agro Olhar
foto - ilustração
O Congresso Nacional lançou na quinta-feira, 20 de agosto, a Frente Parlamentar Mista Pró-Ferrovia Bioceânica (ou Transoceânica). O objetivo é viabilizar a construção da ferrovia que ligará o Oceano Atlântico ao Pacífico passando por Mato Grosso. A ferrovia permitirá o escoamento da produção de grãos do estado para China através do Oceano Pacífico
A ferrovia deverá ter R$ 40 bilhões em investimentos e faz parte de um programa de investimentos do governo federal. A ferrovia possui 4,4 mil quilômetros e faz parte do Programa Integrado de Logística (PIL), lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff (PT), tendo um grupo de chineses interessados em sua implantação. O modal irá ligar os oceanos Atlântico e Pacífico, saindo do litoral norte do Rio de Janeiro, passando por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, seguindo pelo Peru até o Porto de Ilo.
A Frente Parlamentar tem como objetivo resolver os entraves e burocracias para que a ferrovia saia do papel. A idealização da Frente é do deputado federal Fabio Garcia (PSB-MT). Também estão na coordenação o deputado federal Cézar Messias (PSB-AC) e os senadores Wellington Fagundes (PR-MT), Jorge Viana (PT-AC), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Acir Gurgacz (RO). O lançamento da Frente Parlamentar contou com a presença do diretor executivo da China Nacional Eletronics, Wang Jianxun.

foto - ilustração/Opção FIOL
O grupo deverá reunir-se com representantes políticos dos países envolvidos. Também serão organizados seminários, debates e audiência públicas visando à implantação do modal.
“Projetos desta dimensão somente saem do papel com otimismo, ousadia e muito trabalho. Os parlamentares desta frente estão dispostos a enfrentar os desafios necessários para viabilizar este importante investimento. Este é um projeto muito estratégico para o Brasil e também para a China. Nossa produção continuará crescendo e o mercado consumidor da China também. A ponte mais eficiente para conectar estas duas demandas é exatamente esta ferrovia”, declara Fábio Garcia.
Hoje, os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) são as principais rotas de escoamento da produção de grãos de Mato Grosso, principalmente a soja, para o exterior. A China é responsável pela aquisição de aproximadamente 60% da soja em grão de Mato Grosso.
Segundo estudos apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), para se levar uma tonelada de soja em grão de Sorriso à China, são desembolsados cerca de US$ 113, dos quais US$ 90 correspondem ao frete rodoviário até o porto de Santos e US$ 23 do porto até a China. Montante este inferior aos US$ 51 à tonelada de soja de Illinois (EUA) até a China, sendo US$ 20 a tonelada do transporte hidroviário de Illinois até New Orleans (EUA) e US$ 31 a tonelada de New Orleans até a China.
“Esta Ferrovia traz ao Brasil e a Mato Grosso a possibilidade de acessarmos o maior mercado consumidor do mundo de forma mais rápida e mais barata. Isso garante uma enorme segurança ao futuro econômico de nosso estado. Este é sem dúvida alguma um dos mais importantes e estratégicos investimentos em logística para futuro do estado de Mato Grosso”, salienta o deputado federal Fábio Garcia.
Segundo a Frente Parlamentar, a primeira reunião ocorrerá na próxima semana com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.
Fonte - ABIFER  21/08/2015

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Países fecham acordo para Ferrovia Peru-Brasil

Internacional

Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico.

France Presse
foto montagem - ilustração
Os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram nesta quarta-feira (12) um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho trilateral, que permitirá o avanço do projeto de conexão ferroviária bioceânica entre Peru e Brasil com participação chinesa.
Este foi um dos sete acordos que Xi e Humala assinaram na reunião realizada no Grande Palácio do Povo de Pequim. O roteiro faz parte da visita oficial que o líder peruano realiza à China após sua participação na cúpula do fórum da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês).
Fontes da delegação peruana indicaram que, junto ao pacto sobre o corredor ferroviário, os líderes selaram também um acordo sobre cooperação econômica que prevê a doação de US$ 11,5 milhões da China ao Peru, entre outros projetos no setor de mineração e de petróleo.

Corredor
Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico.
O acordo trilateral foi assinado pelo Ministério de Transportes e Comunicações do Peru, o Ministério de Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e de Reforma da China.
Xi e a presidente Dilma Rousseff já assinaram em julho um memorando de cooperação que permite o investimento de empresas chinesas em ferrovias brasileiras.
Ainda no encontro de hoje, foram trocadas notas sobre o projeto de construção e implementação do COEN (Centro de Operações de Emergência Nacional), do Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru, e sobre a doação de um lote de cadeiras de rodas da China ao Peru.
Antes da reunião com Xi, Humala foi recebido pelo presidente do Comitê Permanente da Assembleia Nacional Popular, Zhang Dejiang, em um encontro para aprofundar os laços entre os países.
Humala também deve inaugurar hoje o Festival Gastronômico do Peru em Pequim.
Fonte - Revista Ferroviária  12/11/2014