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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Telescópio russo vai proteger os céus no Brasil

Ciência & Tecnologia  📡

O projeto é uma parceria entre o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e a Roscosmos, a agência espacial da Rússia, que financiou o projeto, cujo custo foi de R$10 milhões. O novo telescópio é fruto de um convênio de cooperação científica dentro do acordo dos BRICs, assinado em 2016, e é o primeiro telescópio da Roscosmos no hemisfério sul.

Sputnik
Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e
Comunicações (MCTIC)
Esta quarta-feira, 5 de abril, os satélites de comunicação na órbita da Terra terão menos risco de colisão com detritos espaciais, graças à inauguração do novo telescópio russo instalado pela Roscosmos no Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis (MG), para monitorar o lixo espacial.
O projeto é uma parceria entre o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e a Roscosmos, a agência espacial da Rússia, que financiou o projeto, cujo custo foi de R$10 milhões. O novo telescópio é fruto de um convênio de cooperação científica dentro do acordo dos BRICs, assinado em 2016, e é o primeiro telescópio da Roscosmos no hemisfério sul.
A instalação do telescópio faz parte do projeto da Agência Espacial Russa intitulado Panoramic Electro-Opical System for Space Debris Detection (PanEOS), que prevê a construção e operação de uma rede de instalações desse tipo de telescópio na Rússia e em vários outros pontos do planeta para ampliar o mapeamento da órbita terrestre e o monitoramento do lixo espacial.
A agência Sputnik Brasil conversou com o diretor do LNA, Bruno Castilho, que explicou a importância prática e teórica dessa parceria.
"A importância prática para o Brasil é o fato do acordo que já existe, entre a Agência Espacial da Rússia e a Agência Espacial Brasileira, para construção de satélites e utilização pacífica do espaço ser ainda mais reforçado. Quando o Brasil for lançar um satélite novo vai poder ter acesso aos dados do mapa de detritos espaciais feito pela Roscosmos, colocado assim o seu satélite em uma órbita mais segura e protendo um investimento brasileiro. Além disso, os pesquisadores da área de astronomia no Brasil vão poder usar todos os dados obtidos por este telescópio para pesquisarem supernovas, estrelas variáveis, asteroides, bem como para outras atividades científicas, reutilizando assim esses dados e dando mais utilidades para eles", explicou o especialista.
"Um aspecto muito importante desse projeto é o fato de abrir portas para novos projetos de desenvolvimento de tecnologia em parceria. O Brasil e a Rússia são dois países que possuem muitas possibilidades de cooperação, mas têm aproveitado muito pouco por motivos de distanciamento. Existem várias cooperações em andamento, mas de pesquisador para pesquisador. No nível institucional ou de ministérios tem muito ainda a ser feito nessa área de cooperação Brasil-Rússia. Esse projeto está demonstrando que esses dois países têm muito a contribuir e que isso pode ser feito. Em apenas um ano, desde a assinatura do acordo, que foi no dia 7 de abril de 2016, o projeto foi executado e está pronto para operar este mês. É um sucesso de desenvolvimento. Em apenas um ano, o projeto saiu do papel para o funcionamento", destacou o Bruno Castilho.
Segundo o diretor do LNA, o projeto ainda possui um significado especial, pois foi feito no âmbito da cooperação entre os BRICs.
"Existe a importância do projeto em si, bem como a importância de estar dentro desse acordo dos BRICs. O Brasil tem investido nessa cooperação com esses países. São países que têm muito a contribuir um com outro. E esse acordo com a Rússia é um exemplo de sucesso bilateral. A próxima reunião do Grupo de Astronomia dos BRICs será na Índia, e esse projeto será comunicado ao grupo, durante a reunião, como um projeto já concluído", comemorou o interlocutor da agência Sputnik Brasil.
Fonte - Sputnik  05/04/2017

domingo, 22 de março de 2015

Papa Francisco pede à comunidade internacional que proteja o acesso de todos à água

Água

"A água é o elemento mais essencial à vida e da nossa capacidade de salvaguardá-la e de partilhá-la depende o futuro da humanidade", disse, no Dia Mundial da Água.

Da Agência Lusa
foto - ilustração/culturamix
Cidade do Vaticano - O papa Francisco apelou hoje (22) à comunidade internacional para que proteja a água e garanta o acesso universal a este bem. "A água é o elemento mais essencial à vida e da nossa capacidade de salvaguardá-la e de partilhá-la depende o futuro da humanidade", disse, no Dia Mundial da Água.
O bispo de Roma fez essas declarações a partir da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, durante a Oração do Angelus. "Exorto, portanto, a comunidade internacional que esteja vigilante para que as águas do planeta estejam adequadamente protegidas e que ninguém seja excluído ou discriminado do uso deste bem, que é um bem comum por excelência", acrescentou.
Fonte - Agência Brasil  22/03/2015

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Brasil quer cooperação com Argentina contra espionagem

Brasil


O Brasil quer a parceria para se proteger de espionagem eletrônica, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, que está em Buenos Aires. O tema ganhou destaque após denúncias de que tanto a presidenta Dilma quanto a Petrobras foram espionadas pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA)

Monica Yanakiew
Correspondente da Agência Brasil/EBC

Buenos Aires - O Brasil quer cooperar com a Argentina na área defesa cibernética para se proteger de espionagem eletrônica, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, que chegou hoje (12) à capital argentina para uma visita de dois dias. O tema adquiriu especial relevância a partir das denúncias de que tanto a presidenta Dilma Rousseff como a Petrobras foram espionadas pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA).
A informação sobre a espionagem foi divulgada pela imprensa com base em documentos sigilosos revelados ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald por Edward Snowden, ex-consultor de informática de uma empresa que prestava serviço à NSA.
Segundo Amorim, a defesa cibernética "é a mais importante área de defesa no século 21", mas o Brasil ainda está "dando os primeiros passos". Por isso quer discutir, com a Argentina, uma aliança. "Queremos ter uma ação coordenada, conjunta com a Argentina”, disse o ministro. Ele lembrou que a presidenta Dilma - além de cobrar explicações dos Estados Unidos - pediu "interesse redobrado nas questões de defesa”.
Amorim teve um encontro nesta quinta-feira com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. Amanhã (13), ele vai se reunir com chanceler argentino, Hector Timerman, e o ministro da Defesa, Agustín Rossi.
O comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército, general José Carlos dos Santos, também participará dos encontros. Pelo menos 100 políticos e personalidades da Argentina também foram vítimas de espionagem eletrônica, disse Timerman, na última reunião de presidentes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em julho, no Uruguai.
Fonte  - Agência Brasil 12/09/2013