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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Moradores cansam de esperar pela Prefeitura e arborizam bairro

Salvador

A iniciativa além de deixar as ruas com cores e o ar mais saudável mostra que com boa vontade é possível viver em harmonia com a natureza mesmo nos grandes centros urbanos.

Rivânia Nascimento - TB
Foto: Romildo de Jesus
Insatisfeito com o descaso e a manutenção do bairro onde mora, no Alto do Itaigara, o médico gaúcho Mario Neutzling fundou o movimento Apita (Amigos pelo Itaigara) e, junto com os vizinhos, começou a arborizar o bairro há um ano. Com o apoio da comunidade, entre eles adultos e crianças, ele já conseguiu plantar cerca de 95 árvores no local.
A iniciativa além de deixar as ruas com cores e o ar mais saudável mostra que com boa vontade é possível viver em harmonia com a natureza mesmo nos grandes centros urbanos.
De acordo com o médico, ao ver mais um prédio sendo construído no bairro que contempla uma das maiores reservas de Mata Atlântica da cidade, e a falta de conscientização dos moradores que costumavam jogar lixo nas ruas, ele decidiu envolver toda comunidade no projeto.
“Nosso objetivo é somar-se ao poder público na busca de soluções criativas, ecologicamente corretas e economicamente viáveis para as necessidades locais. É importante motivar as pessoas a saírem das bolhas do condomínio e de trás das janelas espelhadas dos automóveis e passar a caminhar na rua e desfrutar a beleza que é viver em uma cidade e conhecer pessoas”disse o médico.
Neutzling conta que organizou um encontro em que foram convidados todos os síndicos de mais de 20 edifícios do Alto do Itaigara, alem de administradores de shoppings e escolas,oportunidade em que expôs suas ideias de criar uma identidade de bairro, com um mobiliário urbano próprio verde, valorizando elementos de arborização urbana, coleta seletiva de lixo, arte e manutenção externa dos prédios e dos passeios.
Em seguida foram feitas pesquisas sobre a espécie e porte apropriado das árvores. A forma e época correta de plantio e o melhor gradil protetor também foram estudadas. Ainda foi idealizada uma intervenção artística em cada moldura das árvores, executadas pelo Atelier de mosaicos Eliezer Nobre.
A primeira rua a ter as calçadas decoradas com as primeiras árvore foi a Antônio Monteiro. A prefeitura, por sua vez, fez a doação de 30 mudas para o projeto que atualmente somam quase 100 árvores plantadas pela comunidade.
Fonte - Tribuna da Bahia  06/08/2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Imbuí está esquecido pela Prefeitura de Salvador

Salvador

Falta de infraestrutura urbana no Imbuí continua causando problemas a quem vive no local - Há cerca de quatro meses, a Tribuna denunciou o descaso do poder público com a população que mora nas ruas Mestre Manoel, Jayme Simas, Bombeiro Eliezer Alexandrino e da Mangueira, próximas ao Empório do Imbuí, localidades que nunca receberam asfalto, mas nenhuma medida efetiva foi tomada no local.

Kelly Cerqueira - TB
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
Alvo de reclamação dos moradores, principalmente em período de chuvas como o enfrentado nos últimos dias na capital baiana, a falta de infraestrutura urbana nas ruas secundárias do Imbuí continua causando problemas a quem vive no local.
Há cerca de quatro meses, a Tribuna denunciou o descaso do poder público com a população que mora nas ruas Mestre Manoel, Jayme Simas, Bombeiro Eliezer Alexandrino e da Mangueira, próximas ao Empório do Imbuí, localidades que nunca receberam asfalto, mas nenhuma medida efetiva foi tomada no local.
“Há mais ou menos dois meses a prefeitura começou a colocar restos de asfalto, retirados do recapeamento de outros locais da cidade aqui nas ruas. Não sei qual é o objetivo disso, só sei que não resolve o nosso problema”, afirmou o motorista Cássio de Jesus Guimarães, 36 anos, que mora na região há 11.
Além da falta de asfalto, ele também denuncia outros problemas da região, como a falta de sistema de drenagem da água da chuva e o mau cheiro causado pela parte aberta que ainda restou do canal do Imbuí. Moradores alegam que a região também não foi beneficiada no calendário da limpeza de canais do município.
Sobre os restos de asfaltos espalhados na região, a prefeitura explicou que se trata de uma ação paleativa, utilizada em locais onde, por conta de algum empecilho, não seja possível a chegada do asfalto definitivo. Ainda segundo o município, este é o caso das ruas da Mangueira, Mestre Manoel, Jayme Simas e Bombeiro Eliezer Alexandrino. Em nota, a Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop) informou que, em 2005, a região recebeu vistoria do órgão “quando à época ficou constatada a inexistência de qualquer saneamento básico no local”.

Jogo de empurra
Por meio da assessoria de comunicação, a superintendência confirmou ainda que a região não possui pavimentação e não consta registro de realização de nenhuma obra nesse sentido, nos controles da SUCOP. “Para a realização de obra de pavimentação, antes, é primordial que exista saneamento básico na área a ser pavimentada”, ressalta a nota.
Enquanto o município diz que o asfalto na região está condicionado a implantação de saneamento básico, a Empresa Bahiana de Abastecimento e Saneamento (Embasa) informou que todas as ruas reclamadas são atendidas com redes de esgotamento sanitário e de abastecimento de água. A informação foi confirmada por Cássio e outros moradores da região.
“Desde época do projeto da Bahia Azul todas as casas tiveram o esgoto interligado como sistema da Embasa, esta justificativa não se aplica”, reclama o motorista, lembrando que o IPTU na região é cobrado todos os anos, assim como nos demais bairros que recebem melhor atenção do município.
Fonte - Tribuna da Bahia 30/06/2014

sábado, 9 de novembro de 2013

Bondes de Santa Teresa podem voltar a funcionar em junho de 2014

Transportes sobre trilhos

Agência Brasil
EBC
Rio de Janeiro - Dois anos após um grave acidente que interrompeu a circulação dos bondes pelo bairro de Santa Teresa, centro da capital fluminense, o governo do estado anunciou hoje (8) mudanças no tráfego da região para as obras de reestruturação do sistema, com previsão para retomar as atividades em junho de 2014. O bairro já começou a receber faixas com informações sobre as mudanças no trânsito, informações das novas rotas de ônibus e adesivos para indicar os pontos que foram desativados e criados.
As alterações no trânsito começam na segunda-feira (11). Trinta agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) ficarão espalhados pelos pontos de mudanças para orientar os motoristas. O subsecretário estadual de Projetos Especiais da Casal Civil, Rodrigo Vieira, disse que a proposta de reestruturação levou tempo para ser elaborado porque precisou de um estudo profundo sobre a topografia da região, conciliando com questões históricas.
"O projeto foi amplamente discutido, teve um estresse técnico muito grande, e a solução adotada atende as questões de segurança que o governo do estado sempre defendeu. Estamos atendendo as questões históricas que os órgãos de patrimônio defendem e a população, com certeza, vai receber um presente que é a volta do bonde de Santa Teresa. Estamos fazendo uma reestruturação completa do sistema, estudada para ser feita com rapidez e impactar o mínimo possível a vida no bairro", disse o subsecretário.
A previsão é que a segunda parte das obras de reestruturação, entre a Praça Odylo Costa Neto até o Dois Irmãos, fique pronta em junho de 2014 quando a circulação dos bondes voltará à tempo para Copa do Mundo. O terceiro trecho, até o Silvestre, que não funciona desde 1990, será entregue no segundo semestre do ano que vem.
O governo estima gastar R$ 100 milhões com as obras de reestruturação, entre a troca de dez quilômetros dos trilhos atuais pelos originais do sistema, assim como a rede aérea, os novos 14 bondes e reformas nas paradas e na oficina. Os bondes serão testados a partir de março do ano que vem, na primeira parte da via que será reformada, entre os Arcos da Lapa e a Praça Odylo Costa Neto.
Em 27 de agosto de 2011 um acidente com um bonde deixou seis mortos e mais de 50 pessoas feridas após uma falha no sistema de freios, paralisando a circulação dos bondes em Santa Teresa. Entre os mortos, estava o motoneiro, que chegou a ser apontado como culpado pelo descarrilamento do bonde.
Na época, foi constatado a falta de manutenção e condições precárias dos bondes. O motoneiro Gilmar Silvério de Castro; o coordenador de Manutenção e Operação, José Valladão Duarte; o chefe de Manutenção da Garagem, Cláudio Luiz Lopes do Nascimento; além de Zenivaldo Rosa Corrêa e João Lopes da Silva, assistentes de manutenção dos bondinhos de Santa Teresa, respondem processo que apura o acidente.
Fonte - EBC  08/11/2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ônibus voltam ao final de linha de Tancredo Neves no sábado

Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Ponto de ônibus improvisado a cerca de um quilometro do final de linha




A Tarde
Da Redação

Os ônibus que circulam pelo bairro de Tancredo Neves devem voltar a cumprir roteiro até o final de linha a partir deste sábado, 10, conforme informações do Sindicato dos Rodoviários da Bahia (Sinttroba). A decisão foi tomada após reunião com o major Enéas Estrela, responsável pelo policiamento da região, que, segundo o sindicato, se comprometeu a manter policiamento no local a partir das 4h da manhã, quando os ônibus começam a circular, até as 2h, no último horário.
Os rodoviários deixaram de fazer o roteiro completo das linhas na tarde de quinta, 9, depois que cinco ônibus foram incendiados após uma operação realizada pela polícia contra o tráfico de drogas na região. Segundo o sindicato, até a noite desta sexta, os veículos retornam do ponto em frente ao Condomínio Arvoredo, localizado a cerca de um quilômetro do final de linha.
Vandalismo - Cinco ônibus e uma motocicleta foram incendiados em Tancredo Neves, após uma operação realizada pela polícia no bairro de Engomadeira, com o objetivo de combater o tráfico de drogas na localidade. A polícia disse que no momento também houve um arrastão no local.
A ação dos criminosos, que até a tarde desta sexta não foram identificados, ocorreu no final de linha do bairro, por volta das 15h30 desta quinta, logo após o encerramento da operação. Unidades da Polícia Militar foram acionadas e enviadas ao local. Segundo a Soldado Débora, da Polícia Militar, os atos de vandalismo teriam sido uma resposta à ação da polícia na localidade.
Fonte - A Tarde  09/08/2013