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domingo, 23 de novembro de 2014

Para preservar a água, MPF quer proibir novas obras em rios da Amazônia

Meio ambiente

Os procuradores ingressaram na última terça-feira (19), com ações em tribunais federais do Amapá, Pará, Amazonas, em Mato Grosso, Rondônia e Roraima.“Rigorosamente, a ação inviabiliza qualquer empreendimento futuro [nos rios da região amazônica], pois, para fazer qualquer coisa é preciso a outorga da ANA.

Agência Brasil
Foto: Divulgação
Procuradores da República de seis estados pedem que a Justiça Federal proíba a Agência Nacional de Águas (ANA) de autorizar novos empreendimentos em importantes rios da Amazônia brasileira sem que, antes, sejam criados os chamados comitês de bacia hidrográfica. São colegiados com a participação da sociedade civil que, entre outras coisas, definem os mecanismos de uso compartilhado da água e o plano de recursos hídricos de cada bacia.
Os procuradores ingressaram na última terça-feira (19), com ações em tribunais federais do Amapá, Pará, Amazonas, em Mato Grosso, Rondônia e Roraima. Eles pedem que a agência seja proibida de emitir a Declaração de Reserva de Disponibilidade Hídrica para quaisquer empreendimentos que estejam em fase de licenciamento nas bacias dos rios Tapajós, Teles Pires, Madeira, Ji-Paraná, Negro, Solimões, Oiapoque, Jari, Araguaia, Tocantins e Trombetas, antes que os comitês de bacia sejam criados, e seus membros nomeados e empossados. No total, foram ajuizadas nove ações.
“Rigorosamente, a ação inviabiliza qualquer empreendimento futuro [nos rios da região amazônica], pois, para fazer qualquer coisa é preciso a outorga da ANA. O propósito é assegurarmos que tenhamos água suficiente e de qualidade para a população”, explicou a subprocuradora-geral da República, Débora Duprat, que coordena a 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF – órgão setorial do MPF, responsável por tratar dos temas relacionados às comunidades tradicionais, como índios, quilombolas, ribeirinhos e ciganos.
A subprocuradora garantiu que, se aceitos pela Justiça, os pedidos dos procuradores não afetarão os empreendimentos em curso. Não está descartada, no entanto, a hipótese de ajuizamento de outras ações, inclusive em outras regiões do país. Segundo Débora, a iniciativa foi motivada pela preocupação do MPF com os rios amazônicos, com a disponibilidade de água e com a má gestão dos recursos hídricos.
“Estamos vivendo uma crise hídrica sem precedentes [em outras regiões] devido à má gestão desses recursos. Para nossa surpresa, ao começarmos a trabalhar com os rios amazônicos, descobrimos que a bacia amazônica não tem comitês. Ou seja, não tem um plano de uso e de gestão da água”, acrescentou a subprocuradora, revelando que os próprios procuradores da 6ª Câmara decidiram ingressar com as ações considerando que a Constituição Federal prevê a existência de um sistema nacional de gestão de recursos hídricos e que uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente estabelece que qualquer empreendimento leve em consideração os impactos para a bacia hidrográfica.
“Não é possível acumularmos empreendimentos sem sabermos a capacidade das bacias hidrográficas de suportar isso sem comprometer a existência d'água para seu principal fim, que é o uso humano”. De acordo com Débora, os procuradores da 6ª Câmara constataram que as bacias da região amazônica não dispõem de comitês hidrográficos enquanto analisavam os impactos da construção de usinas hidrelétricas nos rios Teles Pires e Tapajós.
Procuradora da República em Santarém, Fabiana Schneider destacou a importância dos comitês e do planejamento no uso da água. “Com tantos empreendimentos sendo planejados para a região, se não houver um planejamento mínimo, holístico, [outras exigências administrativas] quase não surtirão resultados concretos. O licenciamento ambiental, por exemplo, costuma ser concentrado em uma área e em um empreendimento, enquanto o comitê leva em conta a bacia hidrográfica”.
Procurada pela Agência Brasil, a Agência Nacional de Águas informou que não foi notificada sobre as ações e que só irá se pronunciar após analisar juridicamente as petições.
Fonte - Tribuna da Bahia   23/23/2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lagoa da Avenida Paralela está secando

Meio Abiente

Uma das maiores lagoas do canteiro central da Avenida Paralela, logo depois do antigo Posto 1, em frente ao Imbuí, está praticamente seca.
"Uma das providencias seria um projeto de urbanização com o plantio de arvores em suas margens e cabeceiras além de outros tipos de vegetação de pequeno porte para  amenizar os efeitos durante os períodos com escassez de chuvas."

TB
Compare a foto feita nesta quarta-feira (19/2), com a outra, tirada há quatro meses.
Foto: iG Bahia/Tribuna da Bahia

A lagoa fica no canteiro central da Av. Paralela onde funcionava  Posto 01 que foi desativado e onde atualmente funciona o canteiro de obras dos viadutos de ligação do bairro do Imbui com a av Paralela.
Fonte - Tribuna da Bahia 19/02/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Essa lagoa,muito bonita,sempre teve problemas depois da construção da Av.Paralela,pois a mesma não tem nenhuma outra fonte de alimentação (pelo fato de ficar isolada entra as duas pistas),que não seja as águas de chuvas,conheço-a a anos,pois morei por mais de duas décadas no Imbuí.Dependendo do período de estiagem ou de chuvas o seu nível desce bastante,ou pode se elevar já chegando inclusive algumas vezes quase a transbordar. A lagoa basicamente se abastece de águas pluviais que caem diretamente em seu espelho ou das águas de chuva coletadas do leito da Av.Paralela nos dois sentidos.Esse ciclo se repete a anos.........Com certeza alguma providência "deve ser tomada" no sentido de preserva-la e se manter  um melhor equilibro entre as fazes com diferentes volumes de água da mesma, durante as estações mais secas e mais chuvosas.Uma das providencias seria um projeto de urbanização com o plantio de arvores em suas margens e cabeceiras além de outros tipos de vegetação de pequeno porte para  amenizar os efeitos durante os períodos com escassez de chuvas.