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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Aula pública da Orquestra Museofônica celebra o Dia do Indígena na Estação Pirajá de Metrô

Arte&Cultura  🎶

A Orquestra Museofônica, considerada como um verdadeiro museu cênico, foi criada em 2012 e surgiu a partir da ideia da museóloga Ana Liberato em criar uma orquestra com os colaboradores dos museus sob a direção da Diretoria de Museus (DIMUS/IPAC), objetivando um aprendizado sobre o manuseio e conhecimento de instrumentos musicais, suas possibilidades, musicalidades, histórico, restauração e a possível recriação destes, em princípio, com a ‘Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi’, em cartaz no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho).

CCR
Divulgação/CCR
Quem utiliza o metrô de Salvador vai vivenciar uma nova experiência na Estação Pirajá na próxima terça (18/04). Às 17h, a Orquestra Museofônica – que utiliza os instrumentos musicais tradicionais da etnomusicóloga Emília Biancardi - vai realizar uma aula pública para comemorar o Dia do Indígena (19/04). A atividade, intitulada de ‘Tributo ao indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam’, é uma homenagem da CCR Metrô Bahia em parceria com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).
A Orquestra Museofônica, considerada como um verdadeiro museu cênico, foi criada em 2012 e surgiu a partir da ideia da museóloga Ana Liberato em criar uma orquestra com os colaboradores dos museus sob a direção da Diretoria de Museus (DIMUS/IPAC), objetivando um aprendizado sobre o manuseio e conhecimento de instrumentos musicais, suas possibilidades, musicalidades, histórico, restauração e a possível recriação destes, em princípio, com a ‘Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi’, em cartaz no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho).
“Neste mês de abril, a CCR Metrô Bahia firmou uma parceria com o IPAC para homenagear os indígenas pela sua data comemorativa, e vamos dar uma aula pública para todos que queiram aprender um pouco sobre esta rica cultura”, pontua Emilia. “As pessoas vão poder participar e, além de aprender a tocar os instrumentos, vão poder dançar e cantar junto com os museólogos que são integrantes da orquestra”, completa.
A apresentação “Tributo ao Indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam” conta com alguns desses instrumentos, dentre eles os Chocalhos Maracás (instrumento de grande importância utilizado nos rituais da plantação e da pajelança de vários povos indígenas), as Buzinas (que servem basicamente para a comunicação) e também as Máscaras que tocam (utilizadas em cerimoniais e representam personagens da mitologia indígena). O Chocalho, o Batedor e o Peitoral são outros instrumentos que também se destacam.
Fátima Soledade, responsável pelo Núcleo de Articulação da DIMUS, ressalta a importância da parceria das instituições. “Além desta atividade, outras iniciativas foram realizadas, como Oficina de Turbantes no Novembro Negro, Oficinas de Máscaras do Carnaval de Maragogipe e, a mais recente, mostra itinerante ‘Salvador 468 anos: Uma Viagem no Tempo’. Todas foram realizadas nas estações do Metrô, promovendo mais participação da população em atividades culturais”, relata.
A comemoração do Dia do Indígena integra o calendário de eventos nas estações do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, que tem o objetivo de ampliar a aproximação entre a CCR Metrô Bahia e os usuários desse sistema de transporte, promovendo momentos de lazer e bem-estar. “A concessionária apoia parcerias como essa com o IPAC para que os usuários do metrô e o público em geral possam conhecer de perto a diversidade cultural. Projetos educativos e culturais, como a apresentação da Orquestra Museofônica, são apoiados pela CCR Metrô Bahia porque, ao contribuirmos para o desenvolvimento sociocultural, econômico e sustentável das regiões onde atuamos, também incentivamos o exercício da cidadania, possibilitado aos soteropolitanos o contato com a diversidade cultural brasileira”, afirma o gestor de Atendimento da CCR Metrô Bahia, Hamilton Trindade.

Serviço: ‘Tributo ao indígena Brasileiro: Máscaras que Tocam’ - Aula pública da Orquestra Museofônica

Quando: 18/04 (terça-feira)
Hora: 17h
Onde: Estação Pirajá de Metrô
Atividade gratuita

Coleção de instrumentos musicais tradicionais Emília Biancardi 
Emília Biancardi é etnomusicóloga, professora, compositora, pesquisadora da música folclórica brasileira e especialista nas manifestações tradicionais da Bahia. Criou em 1962 o ‘Grupo Viva Bahia’ (o primeiro e mais importante grupo parafolclórico do Brasil) e com ele levou para os palcos do mundo a materialização de sua incansável pesquisa sobre o repertório musical tradicional indígena e afrobaiano.
Nas viagens pelo mundo acompanhando o grupo, adquiriu instrumentos em países da Europa, África, Américas e do Oriente, e o seu interesse pelos instrumentos fez surgir a “Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi”, doada ao Governo do Estado em 13 de junho de 2011, e atualmente exposta no Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Matos, nº 45, Pelourinho) vinculado a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural – DIMUS/IPAC.
A coleção é composta por mais de 1000 instrumentos, com destaque para as relíquias musicais de povos indígenas brasileiros, a exemplo dos Camaiurás e Kalapalos do Xingu e Carajás da Ilha do Bananal no estado de Tocantins, além de instrumentos representativos da Diáspora Africana e de povos da Ásia, América e Europa, e ainda outros criados ou recriados pela própria Emília Biancardi.
Com informações da CCR Metrô Bahia  13/04/2017

domingo, 11 de setembro de 2016

Resistência indígena é tema de exposição em cartaz em São Paulo

Cultura/Indígena

“A exposição gira em torno da questão do adorno como elemento de resistência simbólica. Não é uma mostra simplesmente sobre artefatos indígenas, mas sim tem um recorte específico, que é entender esses artefatos, em particular aquilo que serve de adorno, seja pintura, objeto, escarificação, como um elemento de resistência simbólica”, disse Moacir dos Anjos, um dos curadores da exposição.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil
Divulgação/Sesc/Alexandre Nunis
A exposição Adornos do Brasil Indígena: resistências contemporâneas leva um conjunto de 200 peças ao Sesc Pinheiros. São objetos e documentos de 23 etnias indígenas preservados no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE), pelos quais os índios reafirmam sua cultura e identidade, além de uma seleção de obras de arte contemporânea de diversos artistas, que se entrelaçam com a temática indígena, como o mural de grafite do artista Nunca, pintado na fachada do Sesc.
“A exposição gira em torno da questão do adorno como elemento de resistência simbólica. Não é uma mostra simplesmente sobre artefatos indígenas, mas sim tem um recorte específico, que é entender esses artefatos, em particular aquilo que serve de adorno, seja pintura, objeto, escarificação, como um elemento de resistência simbólica”, disse Moacir dos Anjos, um dos curadores da exposição. Ele selecionou as obras dos artistas contemporâneos, enquanto uma equipe do próprio museu fez a curadoria dos objetos indígenas expostos.
Um dos destaques da exposição é o vídeo que mostra o líder indígena brasileiro Ailton Krenak em pronunciamento na Assembleia Nacional Constituinte, em 1987, quando protestava contra o retrocesso na luta pelos direitos dos índios no país. Nas imagens, Ailton pinta seu rosto de preto, com jenipapo, em sinal de luto, enquanto discursa em defesa de seu povo. Considerada um adorno, essa pintura, na ocasião, ficou marcada como sinal de resistência indígena.
“Os adornos são marcadores de identidade. Há uma importância deles para coesão coletiva desses diferentes grupos culturais. É uma maneira deles se afirmarem como pertencentes àquelas etnias e também de resistência perante ao outro”, explicou Carla Gilbertoni Carneiro, uma das curadoras da exposição e educadora do MAE. Segundo ela, os indígenas também se adornam quando estão em situação de reivindicação, de protesto e de luta tanto entre as etnias quanto diante de não indígenas.

Artistas contemporâneos
“A partir do acervo selecionado da coleção do MAE, a ideia era escolher obras de arte contemporâneas que dialogassem com esse acervo, não meramente como um espelho dele”, informou Moacir. Segundo ele, o objetivo ao escolher as obras foi criar um contato e um entrelaçamento de significados, como se fossem uma teia.
As obras contemporâneas de artistas brasileiros como Claudia Andujar e Lygia Pape se alinham aos objetos da exposição, ajudando a mostrar a importância dos adornos indígenas no processo de resistência desses povos.
“As obras ora são referências explícitas à questão do adorno indígena, ora são referências mais sutis”, disse o curador. Moacir acrescentou que selecionou obras de diversos formatos, incluindo pintura, vídeo, desenho, colagem e fotografia.

Divulgação/Sesc/Alexandre Nunis
Celebrações e resistência
A exposição é dividida em três módulos, um deles foi chamado de Adornos: as celebrações como resistência e apresenta as diversas funções e significados das celebrações indígenas. Os adornos assumem o protagonismo nas cerimônias e nos rituais. “Apresentamos alguns rituais, algumas festas relacionadas a diferentes sociedades indígenas, mostrando a importância dos adornos, constituindo os corpos que participam dessas celebrações, a importância da sua identidade, da sua coesão coletiva, [o adorno] como um marcador de identidade das diferentes etnias”, explicou Carla Gilbertoni Carneiro.
Outro destaque são as referências à Festa da moça nova, um ritual da etnia Ticuna, do estado do Amazonas, em que utilizam diferentes máscaras. “É a festa mais importante para esse grupo, que é a passagem da menina para a fase adulta. O marco disso é a primeira menstruação. Escolhemos essa festa para aprofundar um pouco mais, porque ela é um símbolo de resistência”, esclareceu Carla.
Segundo ela, a presença religiosa na região, tanto de católicos quanto de evangélicos, pressionou os Ticuna para que a festa deixasse de ser realizada. “Em um certo período, [a festa acabou] sendo um pouco abafada por essa presença religiosa, mas, pela força deles e pela resistência, ela continua sendo feita e ganhando força.”
“As máscaras representam seres sobrenaturais que estão protegendo as meninas nesse momento da transição. Fizemos um filme mostrando as cenas desse ritual e um pouquinho dessa pressão externa para que a festa deixasse de acontecer. É bem emblemático nessa perspectiva de resistência”, completou a curadora.
Já o módulo Adornos: o corpo como suporte de resistência trata a questão das sociedades indígenas terem no corpo suas formas de defesa, proteção e extermínio, que se reflete no vídeo do líder indígena Ailton Krenak.
Um terceiro módulo da exposição, denominado Adornos: os testemunhos de resistência, traz manifestações indígenas do presente misturado a vestígios e testemunhos de ocupações anteriores. Nichos etnográficos da etnia Karajá (GO) e peças arqueológicas como Muiraquitãs dividem espaço com trabalhos contemporâneos de Claudia Andujar, Anna Bella Geiger e Bené Fonteles, além de um filme sobre a resistência indígena ao longo do tempo.
A exposição fica em cartaz até 8 de janeiro de 2017, de terças a sábados, das 10h30 às 21h30, e domingos e feriados, das 10h30 às 18h30, no Sesc Pinheiros. A entrada é gratuita
Fonte - Agência  Brasil  11/09/2016

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Indígenas brasileiros e estrangeiros já estão em Palmas para os Jogos Mundiais

Jogos Mundiais Indígenasnotícias

Índios Karajá Xambioá se reúnem em área próxima da Aldeia Okara, onde as etnias brasileiras estão hospedadas em Palmas para os Jogos Mundiais Indígenas.Até a abertura oficial, marcada para sexta-feira (23), atividades exclusivas aos indígenas são realizadas.No Festival Internacional da Cultura Indígena, eles apresentam danças e costumes.

Marcelo Brandão
Enviado especial da Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Milhares de indígenas do Brasil e do exterior já estão em Palmas, capital do estado do Tocantins, para a disputa dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Jmpi). Os organizadores dão informações divergentes sobre o calendário do evento, como no caso do futebol, que tem início previsto para hoje (21), segundo o Ministério do Esporte, mas só deve começar amanhã (22), conforme o dirigente do Comitê Intertribal (ITC), Carlos Terena.
Os jogos de futebol serão disputados no Estádio Nilton Santos e Terena disse que só vão começar amanhã devido a problemas de logística. "Mas teremos outras atividades e faremos alguns ajustes técnicos. Tentaremos fazer uma oficina de cada modalidade para que as etnias possam aprender atividades não inerentes a eles”.
Até a abertura oficial, marcada para sexta-feira (23), atividades exclusivas aos indígenas são realizadas. Nos congressos técnicos, eles discutem formas de disputa, regras e modalidades a serem apresentadas, como demonstração e competição. No Festival Internacional da Cultura Indígena, eles apresentam danças e costumes.
Nenhuma dessas atividades, no entanto, é aberta à imprensa. Segundo os organizadores, muitos indígenas não se sentem à vontade na presença do “homem branco”, como é o caso dos jornalistas. O cacique Davi Kaiapó também ressaltou a necessidade de privacidade em certas atividades, sobretudo na Aldeia Okara, onde as etnias brasileiras estão instaladas.
“Existem certas regras em nossas comunidades que não podemos revelar. Nós, indígenas, praticamos um ritual muito forte. Praticamos há muito tempo e queremos ficar em privacidade”, disse o cacique. Ele falou sobre a importância de conhecer outras culturas e trocar conhecimentos com outros indígenas brasileiros e estrangeiros, a quem chamam de “parentes”. “Muitos já foram inimigos, mas hoje são amigos. E conhecer outros parentes de fora também [é importante]. Não é apenas o jogo: é mostrar a cultura e as tradições”.
Enquanto os envolvidos na organização do evento definem o dia e a hora das disputas, mais indígenas chegam a Palmas. Em frente à vila onde os jogos, feiras e outras atividades serão feitos, várias culturas se misturam. Enquanto pataxós e kamayurás dançavam e cantavam suas tradições, tribos neozelandesas e filipinas assistiam e conversavam. O clima de interação e troca cultural deve se intensificar ao longo do evento.
Para garantir isso, a vila conta com espaços específicos para apresentações espontâneas. Dentro da vila, as obras estão em fase de acabamento. A Arena Verde, onde ocorrerá a maioria dos jogos, é ampla e cercada de arquibancadas com capacidade para até 10 mil pessoas. Apesar de elogiar a decoração da vila dos jogos, Marcos Terena disse que a ideia dos indígenas era fazer algo mais alusivo à celebração e menos à competitividade.
“A construção da arena é um padrão não indígena. A gente quer fugir desse formato de "rodeio”, de campeonato de índios. Como são os primeiros jogos mundiais, todos esses ingredientes que a gente não conhecia fugiram do nosso controle. A ideia inicial era fazer uma coisa mais aberta, mas tem a questão de segurança, bombeiros. Todas essas situações fizeram com que houvesse um desenho essencialmente urbano”.
Fonte - Agência Brasil  21/10/2015

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Questão indígena ganha destaque no terceiro dia da Flip

Cultura

A primeira mesa que a Flip dedicada aos índios e à Amazônia reúne, às 15h, a fotógrafa suíça Claudia Andujar e o xamã indígena Davi Kopenawa, pajé e presidente da Hutukara Associação Yanomami. Ela fez um trabalho de saúde preventiva em terras Yanomami, em Roraima.

Flávia Villela 
Enviada Especial 
Exposição Millôr, 90 Anos de Nós Mesmos,
 na Casa de Cultura de Paraty faz parte da Flip
Fernando Frazão/Agência Brasil
Ditadura no Brasil, questão indígena e culinária são alguns dos destaques de hoje (1º) da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que termina no domingo (3).
A primeira mesa que a Flip dedicada aos índios e à Amazônia reúne, às 15h, a fotógrafa suíça Claudia Andujar e o xamã indígena Davi Kopenawa, pajé e presidente da Hutukara Associação Yanomami. Ela fez um trabalho de saúde preventiva em terras Yanomami, em Roraima.
Cada índio foi marcado com uma numeração no intuito de ajudar a combater o avanço de epidemias causadas pela abertura de uma estrada, em meados dos anos de 1970. Ela transformou o trabalho no livro Marcados – nome também escolhido para a mesa. A publicação serviu de alerta para o mundo sobre a situação dos índios que pareciam “marcados para morrer”, segundo ela.
No circuito paralelo da FlipMAis, a mesa Em Nome do Pai reúne às 20h o engenheiro Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, morto durante a ditadura militar, e o escritor Marcelo Rubens Paiva, filho do deputado Rubens Paiva, torturado pelo regime militar e ainda desaparecido. A medição será feira por Zuenir Ventura.
Mais tarde, às 21h30, o cineasta Cacá Diegues e o músico Edu Lobo, que lançam livros de memórias durante a Flip, falam de seus desafios pessoais e profissionais ao longo de 50 anos.
A culinária também tem lugar na programação principal deste terceiro dia de mostra, com o ensaísta norte-americano Michael Pollan que falará ao meio-dia da importância do ato de cozinhar e de fazer refeições ao redor da mesa, como bases de nossa noção atual de civilização.
Na Flipzona, programação dedicada aos jovens, estão previstas leitura dramatizada da obra de Millôr Fernandes – homenageado desta edição – por jovens de Paraty e mesas sobre imagem e texto e astronomia. Na programação infantojuvenil da Flipinha, as escritoras Bia Bedran e Marilda Castanha falam de música e literatura e, durante todo o dia, haverá musicais e peças de teatro encenadas por alunos de escolas da cidade.
Fonte - Agência Brasil  01/08/2014