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domingo, 1 de novembro de 2015

Show de fogos de artifício encerra primeiros Jogos Mundiais Indígenas

Jogos Indígenas

Diversas etnias indígenas participam do encerramento dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas.Foi uma semana intensa de descobertas e trocas culturais. Nações de várias partes do mundo se reuniram em Palmas e entraram para a história como integrantes dos primeiros jogos mundiais. 

Marcelo Brandão  - Enviado
Especial da Agência Brasil
Ag.Brasil
Um show pirotécnico encerrou os primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI) na noite desse sábado (31), em Palmas. Fogos de artifício cobriram o céu da Arena Verde ao final da cerimônia de encerramento dos jogos, sob aplausos de milhares de indígenas e não indígenas nas areias e nas arquibancadas. Uma verdadeira maratona de jogos, debates, manifestações e muita celebração chegou ao final.
Foi uma semana intensa de descobertas e trocas culturais. Nações de várias partes do mundo se reuniram em Palmas e entraram para a história como integrantes dos primeiros jogos mundiais. Foram 1.695 indígenas do Brasil e de outros 22 países disputando provas e demonstrando seus esportes típicos.
Os palmenses, turistas e imprensa do mundo inteiro puderam ver, conversar e tirar fotos com pataxós, manokis, karajás, Kuikuros e vários outros índios do Brasil. Os estrangeiros também foram bem recebidos. Mexicanos, bolivianos, neozelandeses, canadenses, dentre outras nações, conquistaram e foram conquistadas pelo público presente. Ganhando ou perdendo, todos eram aplaudidos e celebrados.
A população de Palmas abraçou o evento. A vila dos jogos recebeu uma média de 13 mil pessoas por dia. Até sexta-feira (30), foram 104.856 mil visitas ao complexo, que abrange a Oca da Sabedoria, a Feira de Artesanato, a Feira de Agricultura, o Estádio Nilton Santos e a Arena Verde. Só na última semana, foram 51.492 visitas. Enquanto as últimas provas eram disputadas no início da noite de ontem, visitantes formavam filas enormes para entrar na Feira de Artesanato.
De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Feira de Artesanato movimentou, só até a última quarta-feira (28), mais de R$ 300 mil em vendas de produtos produzidos por indígenas de várias etnias. Um grande comércio também foi montado em frente à feira, por iniciativa de diversas etnias, entre elas, Karajá e Pataxó. No local, o movimento também era intenso.
“Do ponto de vista da organização, a gente tem que dizer que foi um sucesso. A gente esperava um público de 100 mil pessoas até o final do evento. Passamos desse número”, avaliou o diretor-geral dos JMPI, Luiz Lobo. Para ele, a maior herança do evento é o encontro de várias culturas. “Mais positivo é essa oportunidade que povos do mundo inteiro tiveram de se encontrar em um só lugar e discutir questões como demarcação de terra, água, sustentabilidade. Acho que esse é o legado maior”.
O articulador dos jogos, Marcos Terena, também comemorou o resultado do evento sobretudo na afirmação das diferentes culturas que existem no mundo. “Não só nós, como organizadores, mas todas as delegações indígenas perceberam a importância do evento com essa grandeza. Afirmamos nossa grandeza, nossa inteligência e nossos direitos de sermos diferentes”.
Terena também lembrou o viés político dos jogos, a visibilidade para as questões indígenas. “Nós mostramos que a medalha principal é o direito à vida. Se não tivermos demarcação das terras, não terá vida e essa riqueza plástica e cultural que nós temos não vai sobreviver no futuro”.
A próxima edição já tem ano e local para acontecer. Indígenas do mundo inteiro se reencontrarão no Canadá, em 2017. “Poderemos receber vocês com toda honra e alegria com que vocês nos receberam aqui. Já convido vocês para participarem dos segundos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas”, disse o líder da etnia Cree, do Canadá, Willy Littlechild.
Fonte - Agência Brasil  01/11/2014

domingo, 28 de dezembro de 2014

Comissão da Verdade encerra trabalhos em 2014 com a entrega relatório final

Política

Para Pedro Dallari, a confirmação das violações por parte do Estado foi uma das conclusões mais importantes do relatório

Michèlle Canes 
Repórter da Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil
Depois de 2 anos e sete meses de trabalho, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) publicou seu relatório final sobre as violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985). No dia 10 de dezembro deste ano, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a CNV entregou o documento à presidenta Dilma Rousseff. Dividido em três volumes, com mais de 4 mil páginas, o relatório traz as conclusões e as recomendações da comissão.
No dia em que recebeu o relatório, a presidenta, emocionada, disse que o trabalho realizado pela CNV vai permitir que a população brasileira conheça a história do seu país e que novas violações, como as ocorridas durante a ditadura, não se repitam. “Nós, que acreditamos na verdade, esperamos que esse relatório contribua para que fantasmas de um passado doloroso e triste não possam mais se proteger nas sombras do silêncio e da omissão”, destacou a presidenta.
Na avaliação do coordenador da CNV, Pedro Dallari, uma das conclusões mais importantes do relatório é a confirmação de que as violações foram praticadas de forma sistemática pelo Estado. “Diferentemente do que sempre alegaram os militares, as violações não foram produto de uma ação individual e de excessos, mas foram produto de uma ação organizada do Estado com cadeias de comando que iam do gabinete do presidente da República até os porões da repressão onde se torturava”, disse Dallari à época da divulgação do relatório.
O documento recomenda a responsabilização de mais de 300 agentes responsáveis pelas violações, entre eles, os cinco generais que foram presidentes da República durante a ditadura militar. “Nós listamos 377 pessoas em relação às quais há indícios muito consistentes de autoria de violações de direitos humanos”, disse Dallari.
O relatório apresentado pela comissão traz ainda a trajetória de 434 pessoas que tiveram a morte ou o desaparecimento atribuídos à ditadura militar, segundo investigação conduzida pela CNV. “Buscamos e pesquisamos documentos em todos os arquivos públicos e privados a que tivemos acesso. Realizamos visitas muito significativas a unidades policiais e militares que abrigaram atividades de tortura e execução e repressão, na companhia de vítimas que puderam fazer a identificação dos locais”, disse o coordenador.
A pesquisa trouxe ainda casos de violações ocorridas no exterior como a restrição à emissão de passaportes e o monitoramento de brasileiros que viviam fora do país. Segundo o documento, as embaixadas eram obrigadas a enviar informações trimestrais sobre os brasileiros exilados, cassados, banidos ou punidos pela ditadura. O relatório cita ainda a existência de alianças entre os regimes ditatoriais da América do Sul nas décadas de 1970 e 1980 – que ficou conhecida como Operação Condor.
O documento dedica um capítulo aos métodos e às práticas usadas para tortura das vítimas.
O relatório trouxe 29 recomendações, entre elas, a modificação do conteúdo curricular das academias militares e policiais, a retificação da causa da morte no documento de óbito dos mortos por graves violações de direitos humanos, o aperfeiçoamento da legislação brasileira com relação aos crimes contra humanidade e desaparecimento forçado, além de medidas para a preservação da memória.
Criada pela Lei 12.528/2011, a CNV foi instalada em 2012 e extinta no dia 16 de dezembro deste ano.
Fonte - Agência Brasil  28/12/2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Selecionados no ProUni têm até amanhã para comprovar informações

Educação

Os estudantes deverão apresentar, entre outros, documento de identificação, comprovante de residência, de rendimento e de conclusão do ensino médio. Uma lista completa com a documentação necessária está disponível na página do ProUni.

Mariana Tokarnia 
Repórter da Agência Brasil 

Amanhã (11) é o último dia para que os estudantes pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) comprovem as informações prestadas na hora da inscrição. Os estudantes deverão apresentar, entre outros, documento de identificação, comprovante de residência, de rendimento e de conclusão do ensino médio.
Uma lista completa com a documentação necessária está disponível na página do ProUni. Também na página do programa é possível consultar a lista dos selecionados, disponível desde a última sexta-feira (4).
O candidato pode verificar na internet o horário e o local em que deve comparecer para comprovar as informações. Caso perca o prazo, ele é automaticamente retirado do processo.
O ProUni oferece bolsa de estudo integral ou parcial (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior. O estudante precisa comprovar renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a bolsa parcial.
Esta edição do programa ofereceu 115.101 bolsas e teve 653.992 inscritos. Quem não foi selecionado, poderá participar da lista de espera nos dias 21 e 22.
Fonte - Agência Brasil  10/07/2014

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Empresa de Ônibus Barramar encerra sua operaçâo em Salvador

Transportes

Quinze empresas já operam as 55 linhas da Barramar - Passageiros esperavam pelos coletivos na Estação Pirajá - Nas ruas, já não se vê mais ônibus com o selo da empresa.

Yuri Silva
Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE
Teve início, domingo, 1º, a operação do sistema de transporte urbano sem a Barramar, que parou de rodar em Salvador por questões financeiras. O dia foi de adaptação na Estação Pirajá, onde a empresa atuava com maior expressividade.
Nas ruas, já não se vê mais ônibus com o selo da empresa. Na garagem, havia muitos veículos estacionados. A empresa sergipana, do grupo Viação Senhor do Bonfim, era responsável por 55 linhas (com 218 veículos).
O secretário de Urbanismo e Transportes de Salvador, Fábio Mota, e o titular da Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador), Fabrizzio Muller, fizeram vistoria na estação de transbordo. "Vai melhorar sensivelmente. Antes, a população estava a mercê de uma única empresa, agora serão várias operando aqui", explicou Fábio Mota.
Divisão
Desde ontem, 15 das 17 empresas que circulam na cidade começaram a operar as linhas que eram da Barramar: União (sete linhas), Expresso Vitória (seis), Praia Grande (cinco), Central, Transol, São Cristóvão (quatro cada), BTU, Vitral, Verdemar, Ondina, Rio Vermelho, Modelo, Axé (três cada), Boa Viagem e Joevanza (duas cada). As exceções foram a Capital e a Ilha Tropical, que, segundo Fábio Mota, não apresentavam condições para operar novos trechos.
Segundo agentes da Transalvador, a procura dos passageiros por informações foi grande nas primeiras horas do dia. A principal reclamação foi sobre a parada em pontos errados, por motoristas que ainda estavam se adaptando aos itinerários.
foto - ilustração
Usuários avaliaram as alterações com cautela. "Demorava muito. Já fiquei uma hora aqui. Espero que melhore", torceu Hamilton Freitas, 47, que aguardava ônibus para a Estação Mussurunga.
A expectativa para Selma Silva, 38, é ruim. Ela projeta que o serviço deve piorar com a expansão do número de linhas para cada empresa. "Vai ter menos ônibus", acredita.
Segundo o diretor de operações da Barramar, José Alves, todos os direitos trabalhistas serão pagos pela empresa. "É uma questão de honra para o dono", afirmou o diretor, lembrando que os rodoviários serão absorvidos por outras empresas.
Fonte - A Tarde  02/06/2014