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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Carro-forte capota após colidir com VLT em Fortaleza

Transportes sobre trilhos  🚄

De acordo com o condutor do VLT, o trem vinha numa velocidade de 25km/h quando o carro-forte, que trafegava da avenida Lauro Vieira Chaves, dobrou na avenida Luciano Carneiro. Assim que percebeu a colisão, o maquinista freou,mais ainda assim, a composição do trem ultrapassou a passagem de nível,o cruzamento de carros pelos trilhos.

O Povo on line
foto - Whatssap leitor/O Povo
Um carro-forte de empresa de segurança colidiu com um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) em Fortaleza, na avenida Luciano Carneiro, em frente à empresa de vigilância na manhã desta segunda, 11, por volta das 9h20. Segundo os agentes da Autarquia Municipal de Trânsito de Fortaleza (AMC) que atenderam à ocorrência, o VLT vinha da estação na Av.Borges de Melo em direção à Parangaba quando o carro forte avançou e foi atingido e captou. Quatro funcionários da empresa de segurança que estavam no interior do carro forte, ficaram feridos,e foram encaminhados para atendimento médico em dois hospitais da cidade.
De acordo com o maquinista do VLT,o trem vinha numa velocidade de 25km/h quando o carro-forte, que trafegava da avenida Lauro Vieira Chaves, dobrou na avenida Luciano Carneiro. Ainda segundo o condutor do VLT, todos os sinais sonoros e luminosos estava acionados no momento do acidente. Assim que percebeu a colisão, o maquinista freou,mais ainda assim, a composição do trem ultrapassou a passagem de nível,o cruzamento de carros pelos trilhos.
O maquinista, que teve pequenas escoriações nas mãos, informou que o VLT vinha com cerca de 20 pessoas. Os passageiros tiveram apenas ferimentos leves. Por meio de nota, a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra) afirmou que a passagem de nível onde ocorreu o acidente estava devidamente sinalizada e que possui, inclusive, cancela em funcionamento.A Seinfra informa também que a operação assistida foi suspensa nesta segunda-feira e volta nesta terça-feira (12), a partir das 6 horas. As causas da colisão ainda vão ser apuradas.
A Seinfra esclarece que a sinalização (cancela) é um conjunto de elementos e não só o “braço” que fecha o cruzamento com a linha férrea (passagem de nível). São sinais luminosos, sonoros, placas indicativas e até mesmo a buzina do próprio VLT que sinalizam uma passagem de nível. "Por isso, a falta do braço da cancela não caracteriza, em nenhuma hipótese, sinalização deficitária", informou. A assessoria de imprensa afirmou ainda que é importante ressaltar que a peça que estava faltando na cancela é alvo constante de furto e depredação. Só nesse cruzamento do acidente, esse “braço” já foi reposto mais de uma vez.
O artigo 212, prevê que “deixar de parar o veículo antes de transpor linha férrea” é uma infração de natureza “gravíssima”, passível de multa.
Fonte - O Povo on line  11/09/2017

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nova colisão de trens em SP expõe riscos do sistema, nicho do Propinoduto Tucano

Transportes sobre trilhos

Caros Amigos

A colisão entre um trem de cargas da MRS e outro de passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ocorrida na manhã dessa quarta (18) na entrada da estação de Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, é mais um evento provocado pelo que muitos chamam de “gestão mortal” do sistema ferroviário paulista. O assunto é tema da reportagem de capa da edição daCaros Amigos que está chegando às bancas, em que metroviários e ferroviários dão relatos impressionantes e assustadores de como um cartel - e a corrupção - levou a uma sistemática redução das ações de manutenção e de segurança em prol do aumento do faturamento, colocando em risco a vida de quem usa o transporte ferroviário.
No acidente dessa quarta, um trem carregado com bauxita descarrilou e terminou batendo em outra composição que estava desembarcando passageiros na estação. A primeira questão levantada pelos envolvidos no acidente foi a pequena distância entre as duas composições. O gerente de relacionamento da CPTM, Sérgio de Carvalho Junior, reconhece, em depoimento dado aos portais de notícias na internet, que a proximidade realmente não é a recomendada, mas alega que isso pode ter ocorrido em virtude do descarrilamento. Mas o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias em Transporte de Passageiros da Zona Sorocabana (Sinferp), Everson Craveiro, tem outra explicação. “Quando a linha está ocupada, o sinal imediatamente anterior fica vermelho, mas a central libera a composição para ‘aproximação com cautela’ para agilizar a movimentação”, explica.
Segundo Everson, isso ocorre com certa frequência especialmente nas passagens de trens transportando bauxita. “E também quando há equipes de manutenção na via. O correto é bloquear o trecho até que a via esteja completamente livre, seja de equipes de manutenção, locomotivas ou composições como a que havia hoje”, afirma. Segundo o ferroviário, além de contrariar a sinalização, a Central de Operações também não bloqueia mais a circulação quando há equipes trabalhando em pequenos reparos e sequer avisa aos maquinistas sobre elas. “Eles serão avisados pelo funcionário que fica de ‘vigia’, munido de apito – para alertar os trabalhadores para que saiam dos trilhos – e de bandeira – para sinalizar ao maquinista a presença de pessoas na via”, conta.
A direção da CPTM promete investigar as causas do acidente, que feriu 13 pessoas, uma delas em estado grave (com fraturas expostas). A circulação está interrompida entre Franco da Rocha e Baltazar Fidélis desde as 11h20, horário aproximado da colisão.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  20/09/2013