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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Capacidade do parque gerador de energia aumentou em 8 mil megawatts com PAC 2

10/06/2013 - 12h39
Nacional
Pedro Peduzzi*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) aumentou em 8.457 megawatts (MW) a capacidade do parque gerador de energia do país, com a entrada em operação das hidrelétricas de Simplício (333 MW), no Rio Paraíba do Sul (entre os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro), e da 13ª unidade geradora da Usina de Santo Antônio, em Rondônia, que já está gerando 908 MW - ou 29% da capacidade total da usina (3.304 MW).

De acordo com o balanço do programa, divulgado hoje (10) por uma equipe interministerial do governo, 28 usinas eólicas (UEE) entraram em operação desde 2011. Isso agregou uma capacidade instalada de 727 MW a mais para o sistema. Entre os parques eólicos concluídos estão o Parque Eólico de Mangue Seco, no Rio Grande do Norte (104 MW de capacidade instalada); e o da Fazenda Rosário, no Rio Grande do Sul (42 MW).
Nove hidrelétricas estão em construção. Juntas elas agregarão mais de 18 mil MW ao sistema. Entre elas está a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, com 25% das obras concluídas. Há ainda 11 usinas termelétricas em construção, que poderão agregar 3.525 MW ao sistema; e 99 eólicas (2.575 MW). Somados aos 100 MW de energia a serem produzidas a partir de cinco pequenas centrais hidrelétricas, a expectativa é que, ao serem concluídas as obras, o país aumente em mais de 24 mil MW sua capacidade de geração.
Foram concluídas 22 linhas de transmissão que totalizam 5.256 quilômetros de extensão, para possibilitar que a energia gerada chegue aos consumidores. Há outras 33 linhas em obras (10.704 km de extensão), e 30 subestações de energia em construção.
No setor petrolífero, o balanço do PAC destaca os 142 blocos arrematados na 11ª rodada de licitação de blocos. Em termos de investimentos, isso corresponde a R$ 7 bilhões. Segundo o governo, foi iniciada a perfuração de 329 poços no pós-sal. Destes, 153 estão localizados no mar e 176 em terra. Foram concluídas 257 perfurações de poços.
Na área do pré-sal, o documento destaca as descobertas nas áreas de Iara, Sul de Tupi e Florim. Foram concluídas também dez obras de modernização e melhoria da qualidade de combustíveis em oito refinarias.
A indústria naval já concluiu e entregou cinco navios de grande porte. O último deles, Zumbi, tem capacidade para transportar 1 milhão de barris. Isso corresponde à metade da produção diária de petróleo no país.
Fonte - Agência Brasil  10/06/2013

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Invenção que pode ser atribuída a um brasileiro, rádio se integra às novas tecnologias

Comunicação   📻

A exemplo do que ocorreu com outras grandes invenções, a invenção do rádio foi fruto de uma sucessão de descobertas e tentativas, que, na época, nem sempre alcançaram a devida repercussão. Esse foi o caso do padre gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928), um pioneiro que o Brasil hoje começa a reconhecer e que antecedeu em dois anos à experimentação de Marconi, datada de 1895.

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Foto ilustração -  radiotaruma
Brasília - Atribuída comumente ao italiano Guglielmo Marconi, a paternidade do rádio - cujo dia mundial é comemorado hoje (13) - é motivo de polêmica. A exemplo do que ocorreu com outras grandes invenções, ela foi fruto de uma sucessão de descobertas e tentativas, que, na época, nem sempre alcançaram a devida repercussão. Esse foi o caso do padre gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928), um pioneiro que o Brasil hoje começa a reconhecer e que antecedeu em dois anos à experimentação de Marconi, datada de 1895.
Alguns anos antes, em 1873, o físico britânico James Maxwell havia constatado a existência de ondas eletromagnéticas que se propagavam pelo espaço. Em 1887, o físico alemão Heinrich Hertz, a partir da hipótese de Maxwell, conseguiu fazer a transmissão e a recepção de ondas eletromagnéticas, ainda que com equipamentos colocados a poucos metros de distância um do outro.
De acordo com o jornalista e escritor Hamilton Almeida, autor de quatro livros sobre o tema, há indícios de que Landell de Moura fez suas experiências pioneiras de transmissão da voz humana de 1893 a 1894, em São Paulo, cobrindo uma distância de 8 quilômetros. “Tais experiências aconteceram entre dois locais altos da cidade, a Avenida Paulista e o pátio do Colégio Santana, ainda existente”, diz Hamilton Almeida. “O fato é que Landell inventou o rádio porque transmitiu a voz – se dizia radiotelefonia, na época – enquanto Marconi inventou a telegrafia sem fio [radiotelegrafia] e não o rádio como o conhecemos”, explica.
O padre Landell de Moura também aperfeiçoou a já existente invenção do telégrafo sem fio, conforme atesta patente obtida nos Estados Unidos, em 1904. Hamilton Almeida destaca a preocupação de Landell de patentear seus inventos. “Ele também obteve nos EUA uma patente intitulada wireless telephon, que se refere à transmissão de mensagens sem fio através de um feixe luminoso, o mesmo princípio das fibras ópticas, desenvolvidas a partir dos anos 1980, e no Brasil, em 1901, conseguiu a patente que pode ser considerada a certidão de nascimento do rádio no mundo”, relata.
Para o radialista Cristiano Menezes, gerente-geral das rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro, “Landell era um sacerdote, uma pessoa recatada, e talvez por isto foi posto de escanteio, à margem desse processo, enquanto o Marconi, um europeu, um acadêmico, conseguiu repercussão para o seu invento e ficou na história como o criador do rádio”, disse. Juntamente com o veterano radioator e apresentador Gerdal dos Santos e o jornalista Luis Augusto Gollo, Cristiano Menezes participou do programa especial sobre o Dia Mundial do Rádio que as emissoras da EBC veicularam nesta quarta-feira (13).
Já como meio de comunicação, e não mais apenas como invento, o rádio chega ao Brasil em 1922, pelas mãos do cientista e educador Edgard Roquette Pinto. Ele faz a primeira transmissão no dia 7 de setembro daquele ano, durante a inauguração da exposição internacional comemorativa do Centenário da Independência. Menos de um ano depois, em 20 de abril de 1923, entrava no ar a primeira emissora, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje Rádio MEC, uma das emissoras da EBC.
Mais de um século após sua invenção, o rádio demonstra uma imensa capacidade de renovação e adaptação às novas tecnologias, como destaca a professora Sonia Virginia Moreira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), autora de livros sobre a história do veículo. Para ela, o rádio é sempre aberto, democrático e sensível a todas as transformações.
“É um meio que consegue se adaptar a situações muito distintas. Quando surgiu a televisão, o rádio viveu seu maior momento de crise, mas conseguiu se superar em pouco tempo, renovando sua linguagem, como meio de comunicação prestador de serviços e canal de entreternimento. Mais recentemente, o rádio integrado à internet vem comprovar essa maleabilidade do meio”, diz a professora.
Para Cristiano Menezes, o rádio digital é o futuro, em matéria de tecnologia, mas a linguagem característica do veículo se manterá, por mais que surjam diferentes plataformas. “Há um novo ouvinte, que já procura o novo rádio, pela internet, os vários meios de comunicação hoje se complementam, há toda uma convergência de mídias, a digitalização já se anuncia, é o futuro, mas o veículo será sempre rádio”.
Fonte - Agência Brasil  13/02/2013