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sábado, 16 de agosto de 2014

Rios da Amazônia ainda sofrem reflexo da cheia histórica de 2014

Meio Ambiente

Somente os rios Javari e Purus estão com níveis semelhantes aos registrados no mesmo período do ano passado

Izabel Santos 
Poratal Amazônia
Imagem aérea da BR-364, que liga Rondônia e Acre,
tomada pelas águas do rio Madeira na cheia de 2014.
 Foto: Marcos Freire/Agência Rondônia
MANAUS – Os rios da Amazônia Ocidental monitorados pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) continuam em vazante. As bacias do Javari e do Purus já apresentam pico de vazante. Já as bacias do Negro, Solimões, Amazonas e Madeira, também em vazante, apresentam níveis acima do registrado no mesmo período do ano passado. E em Roraima, o rio Branco continua enchendo, mas ainda está com níveis abaixo do normal para o período. As informações são do boletim hidrológico divulgado pelo órgão nesta sexta-feira (15).
Em Manaus, o rio Negro tem descido à média de 5,4 centímetros (cm) por dia desde 1o de agosto. Na última terça-feira (12), o rio chegou a baixar 10 cm. Ainda assim, ele está 1,22 metros acima do registrado no mesmo período do ano passado medindo 28,31 metros.
O rio Madeira enfrentou a maior enchente da história este ano. Atualmente, o rio está em vazante e com a cota em 14,55 metros. Segundo o boletim do CPRM, ainda está alta. Mas o comportamento ainda seria reflexo dos altos níveis alcançados durante a cheia de 2014.


Mapa da situação dos rios registrado em 15 de agosto de 2014. Imagem: Divulgação/CPRM
Fonte - Portal Amazônia  16/08/2014

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quase 30% dos moradores de favelas já sofreram discriminação,diz pesquisa

Cidadania


Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Cerca de 30% dos moradores de favelas brasileiras já sofreram preconceito, afirma a pesquisa Radiografia das Favelas Brasileiras, a primeira do Instituto Data Favela, lançada hoje (4) no 1º Fórum Nova Favela Brasileira. De acordo com o estudo, 59% dos moradores das comunidades concordam que quem mora em comunidades da periferia é discriminado.
Para 32% dos que se disseram vítimas de preconceito, a cor da pele foi a motivação e para 30%, morar em uma favela foi o motivo. Para 20%, o preconceito decorreu da falta de dinheiro e, para 8%, das roupas que vestiam.
A pesquisa mostra também que 37% dos moradores de favela já foram revistados por policiais, proporção que chega a 65% quando se trata de jovens de 18 a 29 anos. Entre os que já foram revistados, a média chega a 5,8 abordagens na vida. "Temos um lado da presença do Estado que ajuda e outro que mostra preconceito", disse Renato Meirelles, um dos fundadores do Data Favela.

Por outro lado, a pesquisa constatou que 75% dos moradores de favela são totalmente ou parcialmente favoráveis à pacificação. Ao todo, 73% dos moradores acham as favelas violentas, sendo que 18% as consideram muito violentas.
Para mais de 60%, no entanto, a comunidade melhorou nos últimos anos, e 76% acreditam que vai melhorar nos próximos anos. Sair da favela não é o desejo de 66% dos entrevistados, e 94% se consideram felizes, um ponto percentual a menos do que a média nacional, segundo o Data Favela.
A pesquisa entrevistou 2 mil moradores de 63 favelas do país entre julho e setembro, depois de treinar moradores de comunidades para participar da formulação e da aplicação do questionário. "Não basta produzir números sobre a favela, é necessário que ela produza e interprete esses números", ressaltou Meirelles.
Fonte - Agência Brasil  04/11/2013