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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pesca desenfreada nos oceanos pode causar impacto maior que poluição, diz ONG

Ecologia

Nesta segunda-feira (8), comemora-se o Dia Internacional dos Oceanos.
A diretora-geral da ONG, Oceana no Brasil,afirmou que o Brasil precisa investir na produção de dados e no manejo da pesca no país. "No Brasil, temos um problema muito grave de falta de manejo, de falta de dados, de falta de pesquisas necessárias para manejar bem essa atividade.


Vinicius Lisboa 
Repórter da Agência Brasil* 
Vista aérea da Península Antártica
Arquivo/Agência Brasil
A pesca desenfreada pode ser mais prejudicial a ecossistemas marinhos que a poluição, alertou a diretora-geral da organização não governamental (ONG) Oceana no Brasil, Monica Peres. Nesta segunda-feira (8), comemora-se o Dia Internacional dos Oceanos.
A diretora-geral da ONG afirmou que o Brasil precisa investir na produção de dados e no manejo da pesca no país. "No Brasil, temos um problema muito grave de falta de manejo, de falta de dados, de falta de pesquisas necessárias para manejar bem essa atividade. Hoje em dia, não se sabe bem quantos barcos de pesca existem no país. Não sabemos, há muitos anos, sobre o que desembarca da pesca no Brasil. Isso é um problemão, e a pesca não manejada e intensa, acima da capacidade de as espécies se reporem, é um impacto talvez maior que o da poluição."
Para Monica, muitas pessoas pensam que os oceanos têm uma distribuição uniforme das formas de vida em toda a sua extensão quando, na verdade, há grandes agregações de seres vivos em espaços restritos e áreas gigantescas sem vida. Quando a pesca é feita sem o manejo adequado nessas áreas em que a vida se concentra, o equilíbrio dos ecossistemas é ameaçado. "Às vezes, a pesca é feita para retirar uma espécie que é abundante, mas vem junto com ela uma espécie que vive muitos anos, que fica adulta muito tarde, que tem poucos filhotes. Essas espécies mais vulneráveis não aguentam a intensidade de pesca que a espécie-alvo aguenta", disse Monica, destacando que é preciso proteger as espécies que são pescadas e usadas como alimento e as demais, que, quando acabam caindo nas redes de pesca, são devolvidas mortas ao mar sem que haja qualquer benefício com isso.
"A gente precisa respeitar a capacidade daquelas populações de se reporem. Toda extração de recursos vivos precisa ser feita dentro da capacidade do organismo de se repor".
Ações de preservação e de manejo, na visão da pesquisadora, servirão também para que os ecossistemas marítimos sejam mais capazes de resistir às mudanças climáticas no planeta. "O que se sabe hoje é que os ambientes marinhos e oceânicos serão os mais afetados pelas mudanças climáticas", disse. Mudanças na temperatura, explica Monica, podem provocar alterações, por exemplo, nas correntes marítimas e na disponibilidade de oxigênio e nutrientes na água. A falta de sódio, por exemplo, poderia levar à morte de corais.
*Colaborou Mara Régia, das Rádios EBC
Fonte - Agência Brasil  08/06/2015

terça-feira, 31 de março de 2015

Aquecimento global afeta desenvolvimento dos peixes na zona equatorial

Meio ambiente

A investigação, feita por cientistas da Universidade James Cook, analisou o impacto do aumento da temperatura da água em larvas de peixes recolhidas em área de 2 mil quilômetros entre o sul da Grande Barreira de Coral e o Norte da Papua Nova Guiné, próxima da linha equatorial.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Sydney (Austrália) - O aumento da temperatura da água do mar está prejudicando o desenvolvimento dos peixes na zona equatorial, ameaçando a sua sobrevivência e a das comunidades que vivem da pesca, alerta estudo divulgado hoje (31) na Austrália.
A investigação, feita por cientistas da Universidade James Cook, analisou o impacto do aumento da temperatura da água em larvas de peixes recolhidas em área de 2 mil quilômetros entre o sul da Grande Barreira de Coral e o Norte da Papua Nova Guiné, próxima da linha equatorial.
“Descobrimos que onde as temperaturas aumentaram acima de 1 ponto perto do Equador, para 29 graus, o ritmo de desenvolvimento das larvas atrasou-se”, disse o autor do estudo, Ian McLeod, em comunicado da universidade.
A maioria dos peixes marinhos atravessa uma etapa de desenvolvimento da larva em mar aberto que os torna mais vulneráveis aos predadores. Se passam muito tempo nessa situação, têm menos possibilidades de sobreviver.
“O crescimento rápido durante a etapa de larva dá vantagens de sobrevivência porque podem desenvolver-se mais cedo e sair com mais rapidez dos perigosos ambientes marítimos", explicou o cientista australiano.
O coautor do estudo, Philip Munday, alertou para a vulnerabilidade dos peixes equatoriais ao aquecimento global, enquanto outro investigador, Geoffrey Jones, advertiu que milhões de pessoas nas zonas equatoriais dependem da pesca para viver.
"Muita gente nas regiões equatoriais, como a Papua Nova Guiné, depende dos peixes, que são a sua principal fonte de proteínas. O estudo leva a uma reflexão sobre o futuro da segurança alimentar nesses lugares”, destacou Jones.
Fonte - Agência Brasil  31/03/2015

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dique do Tororó receberá 5 mil peixes nesta sexta-feira

Meio Ambiente

O repovoamento com cinco mil peixes será feito nesta sexta-feira, 19 e será feito pela Bahia Pesca, autarquia da Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), e contará ainda com palestras de educação ambiental para estudantes de escolas públicas e atividades lúdicas....

ATarde
Da redação
Joá Souza | Ag. A TARDE
A lagoa do Dique do Tororó será preenchida com cerca de cinco mil juvenis de tilápias a partir das 9h desta sexta-feira, 19. O repovoamento será feito pela Bahia Pesca, autarquia da Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), e contará ainda com palestras de educação ambiental para estudantes de escolas públicas e atividades lúdicas, como um Pesque e Solte exclusivo para as crianças.
As atividades fazem parte de um estudo de viabilidade técnica nos lagos e aguadas da capital baiana que tem como objetivo introduzir novos peixes nos ambientes hídricos de Salvador, promover o equilíbrio do meio ambiente e contribuir para o incremento das áreas de lazer da cidade. A escolha do Dique do Tororó para inaugurar o projeto em Salvador foi feita após o monitoramento dos parâmetros físico, químico e biológico de suas águas, além de um levantamento das espécies que já coabitam a área.
A Bahia Pesca pretende ampliar o projeto para as lagoas de maior relevância do ponto de vista social e ambiental para cidade, como as Lagoas de Pituaçu, do Abaeté, dos Frades, Vela Branca.
"Inicialmente será feita uma avaliação destas lagoas, onde observaremos a qualidade da água. Em seguida, vamos calcular a quantidade de peixes que aquele lago poderá receber", conta o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto.
Fonte - A Tarde  19/09/2014

quarta-feira, 22 de maio de 2013

No Dia Mundial da Biodiversidade, Rio faz repovoamento de peixes

Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Dia Mundial da Biodiversidade, celebrado hoje (22), foi marcado pelo início da quarta etapa de repovoamento de peixes no Rio Paraíba do Sul, no sul do estado. A ação foi promovida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que pretente realizar até o próximo dia 6 de junho mais três ações, quando 44 mil filhotes de peixes serão soltos.
Foto ilustração - ultadownloads 
O programa de repovoamento foi lançado após o vazamento de 8 mil litros do inseticida endosulfan, produzido pela empresa agroquímica Servatis, no município de Resende, no dia 18 de novembro de 2008. O acidente que atingiu o Paraíba do Sul, em uma extensão de cerca de 400 quilômetros, provocou a morte de 150 mil toneladas de peixes. Responsável por 85% do abastecimento de água da região metropolitana do Rio, o Paraíba de Sul corta 37 municípios do estado
De acordo com a presidenta do Inea, Marilene Ramos, mais de 1.700 pescadores, que sobrevivem exclusivamente da atividade no rio, foram afetados pelo acidente ambiental. Ela informou que o incidente ocorreu justamente no período reprodutivo dos peixes, o que comprometeu a produção nos últimos anos
"Estamos tentando resgatar essa área, que ficou bastante comprometida após o acidente com a Servatis. Essas ações de repovoamento contribuem para a manutenção da biodiversidade e para a melhoria da produção pesqueira na região. Temos ainda a intenção de implementar medidas ambientais para preservar a vegetação das margens do Paraíba do Sul", disse Marilene.
Nas novas operações de repovoamento foram utilizados 1.000 surubins-do-Paraíba, que constam da lista de espécies mais ameaçadas no estado, 2 mil curimbatás-de-lagoa, 1.000 piabanhas e 40 mil lambaris, todos fornecidos pela Estação de Hidrologia e Aquicultura de Paraibuna, das Centrais Elétricas de São Paulo.
O presidente da colônia de pescadores de Barra Mansa, Aurélio Dias, disse que aos poucos o trabalho dos pescadores vai voltando ao normal.
"Estamos bem contentes com essas medidas que estão sendo tomadas. Favorecem o meio ambiente e nos dão melhores condições para desenvolver o nosso trabalho, que ficou tão prejudicado nos últimos tempos".
Os eventos que integram o Programa de Recuperação da Fauna Nativa do Rio Paraíba do Sul incluem a comemoração pelos seis anos do projeto de pesquisa e prevenção ambiental que monitora as águas do rio, desenvolvido pela Votorantim Siderúrgica em parceria com o Inea e a Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento, ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Até agora, foram realizadas três operações de repovoamento, em 2009, 2010 e 2012, que resultaram na soltura de cerca de 175 mil filhotes no Paraíba do Sul.
Fonte -  Agência Brasil 22/05/2013

sábado, 11 de maio de 2013

Golfinho pede ajuda a mergulhador para livra-lo de um anzol preso em sua barbatana

Um mergulhador que observava peixes no mar no Havaí foi surpreendido por um golfinho que praticamente lhe pediu ajuda para que retirasse um anzol com uma linha que se encontrava espetado nele e que por certo o incomodava muito.Uma bela demonstração de uma boa relação do homem com um animal....bem racional diríamos...