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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Brasil conquista recorde de medalhas na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

Ciência

“Para o Brasil, [o resultado] não podia ter sido melhor. Foi o nosso recorde. Já obtivemos quatro de ouro, no passado, mas com uma [medalha] de bronze. Esta é a maior premiação que já tivemos”, disse o astrônomo João Batista Garcia Canalle, presidente da olimpíada.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O Brasil conquistou o primeiro lugar na 7ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa), encerrada no último domingo, nos municípios do Rio de Janeiro e Barra de Piraí e estabeleceu um novo recorde de medalhas para o país. A delegação de estudantes do Brasil conseguiu quatro medalhas de ouro e uma de prata.
“Para o Brasil, [o resultado] não podia ter sido melhor. Foi o nosso recorde. Já obtivemos quatro de ouro, no passado, mas com uma [medalha] de bronze. Esta é a maior premiação que já tivemos”, disse o astrônomo João Batista Garcia Canalle, presidente da olimpíada. Dois medalhistas - Gustavo Guedes Faria, de São José dos Campos (SP) e Vítor Gomes Pires, de São Paulo (SP), tiveram a melhor prova em grupo, ficando a melhor prova individual com outra brasileira, Ana Paula Lopes Schuch, de Porto Alegre (RS). O Brasil foi eleito ainda o melhor companheiro da disputa.
A abertura da Olaa e a prova de planetário ocorreram no Planetário da Gávea, na capital fluminense, de onde as delegações seguiram para o Hotel Fazenda Ribeirão, em Barra do Piraí, para as demais atividades. Os estudantes visitaram o Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis (MG) e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Antes, eles estudaram com especialistas no Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), e aprenderam mais sobre a disciplina, posteriormente, no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Brazópolis (MG), onde fizeram treinamentos. “O treinamento surtiu efeito”, avaliou Canalle.
O presidente da olimpíada disse que, além de estimular o estudo das ciências, o evento reforça a integração entre os países. “Não temos provas em grupos de países, porque isso só aumentaria o nível de competição entre nações. Temos duas provas em grupo de três ou quatro alunos, mas cada aluno é de um país diferente. Com isso, você mostra para eles que é assim que se faz ciência, de forma coletiva e com cooperação realmente internacional, diminui as barreiras e aproxima os alunos e os cientistas”.
Incluindo o resultado da 7ª Olaa, o Brasil soma um total de 20 medalhas de ouro, 13 de prata e duas de bronze. Essa foi a terceira vez que o Brasil sediou o evento. Em 2016, a olimpíada deverá ter como sede a cidade argentina de Córdoba. Nos anos seguintes, o evento ocorrerá no Chile (2017), Paraguai (2018) e México (2019).
A 7ª Olaa reuniu 38 estudantes do ensino médio de oito países latino-americanos (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai). Todos os alunos se classificaram por meio das olimpíadas nacionais de astronomia e astronáutica de seus respectivos países. As provas foram divididas em teoria, prática e reconhecimento do céu. Canalle acredita que nas próximas edições poderá aumentar o número de países participantes. “Este ano, tivemos o Peru como observador”.
A Olaa foi fundada na cidade de Montevidéu (Uruguai), a partir de uma proposta do Brasil, e é feita desde 2009 sob a coordenação de astrônomos de vários países.
Fonte - Agência Brasil  06/10/2015

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Brasil conquista quatro medalhas na Olimpíada Internacional de Matemática

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Com seis estudantes competindo, o Brasil conquistou três medalhas de prata e uma de bronze na 54ª Olimpíada Internacional de Matemática. No ranking de classificação, o Brasil ficou em 28° lugar entre os países participantes. O evento reuniu 528 competidores de 97 países e terminou ontem (28), em Santa Marta, na Colômbia.
Nesta edição, participaram estudantes brasileiros do ensino fundamental e médio que tiveram treinamento de um mês. Durante a competição, os jovens enfrentaram provas durante dois dias consecutivos quando resolveram problemas de matemática envolvendo álgebra, teoria dos números, análise combinatória e geometria.
Os estudantes que representaram o Brasil no evento internacional foram selecionados pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), competição que ocorre todos os anos nas escolas públicas e privadas do país. Para integrar a equipe, os jovens passam por um processo de seleção, que considera a colocação na disputa nacional, além dos resultados obtidos em cinco provas seletivas e de listas de exercícios que são resolvidas ao longo de seis meses.
As medalhas de prata são dos estudantes Rodrigo Sanches Ângelo (SP), Rafael Miyazaki (SP) e Victor Reis (PE). Franco Severo (RJ) ficou com o bronze. Os estudantes, Alessandro Pacanowski (RJ) e Victor Bitarães (MG) receberam menção honrosa. A equipe foi liderada pelos professores, Edmilson Motta (SP) e Onofre Campos (CE).
Fonte - Agência Brasil  29/07/2013