UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador governo do Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo do Brasil. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Corte o gasto social,torre o dinheiro em prisões

Ponto de Vista  🔍

Como bem descreveram Julita Lemgruber e Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, não há solução estrutural para o problema prisional que não passe pela redução do número de presos provisórios, cuja maior parte está presa ilegalmente, e pela revisão da atual política de drogas, que, além de superlotar presídios com usuários e pequenos traficantes, confere cada vez mais poder a facções criminosas.

Laura Carvalho - Portogente
foto - ilustração
Depois de 134 mortes registradas nos últimos 15 dias em prisões brasileiras, o presidente Michel Temer anunciou a liberação das Forças Armadas para atuar em presídios estaduais, lembrando os tempos da monarquia, que reservava ao Exército tarefas típicas dos capitães do mato, como a prisão de escravos em fuga.
Além da falta de preparo dos militares para esse tipo de situação, a medida recebeu a mesma crítica que o anúncio da abertura de novas vagas em prisões feito anteriormente: nenhuma delas ataca a origem do problema.
Como bem descreveram Julita Lemgruber e Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, não há solução estrutural para o problema prisional que não passe pela redução do número de presos provisórios, cuja maior parte está presa ilegalmente, e pela revisão da atual política de drogas, que, além de superlotar presídios com usuários e pequenos traficantes, confere cada vez mais poder a facções criminosas.
A experiência internacional aponta uma terceira precondição para evitar o problema da superlotação carcerária, algo que certamente não está no horizonte do governo Temer ou, o que é ainda mais grave, do debate político-econômico brasileiro atual.
Conforme sugere o estudo empírico seminal dos sociólogos Katherine Beckett e Bruce Western, que utiliza dados dos Estados norte-americanos entre 1975 e 1995, a taxa de encarceramento costuma ser maior onde o Estado de Bem-Estar Social é mais fraco.
A conclusão dos autores é que a redução dos programas sociais nos EUA durante os anos 1980 e 1990 refletiu a emergência de um novo sistema de administração do que chamam de “a marginalidade social”.
O achado vai na linha do que havia exposto o sociólogo Loïc Wacquant em “As prisões da miséria”.
Em vez da redução da intervenção estatal na vida social, a opção por “menos Estado” econômico e social, que é a própria causa da escalada generalizada da insegurança objetiva e subjetiva nos vários países, leva à necessidade de “mais Estado” policial e penitenciário.
As evidências apresentadas por Richard Wilkinson e Kate Pickett no best-seller “The Spirit Level”, publicado em 2009, parecem conferir generalidade a tais argumentos. Os dados compilados para um conjunto de países ricos indicam que, quanto maior o nível de desigualdade, maior também é a taxa de encarceramento por habitante.
O cruzamento de dados mais recentes de encarceramento apresentados pelo ICPR (Institute for Criminal Policy Research) com o índice de Gini divulgado pelo Banco Mundial sugere que essa relação positiva vale para o conjunto de países do G20 e que o Brasil não foge à regra.
Em uma sociedade como a nossa, que nunca deixou de estar entre as mais desiguais do mundo, a opção por medidas de redução estrutural da rede de proteção social, em vez da via da tributação mais justa e do fortalecimento do Estado de bem-estar social, renova a escolha por uma abordagem exclusivista e punitivista de administrar a marginalidade social.
A proteção aos mais vulneráveis sempre pode caber no Orçamento, mas o genocídio jamais caberá na civilização.
Enquanto a insustentabilidade do sistema previdenciário em meio à elevação da expectativa de vida for vista pela maioria como mais dramática do que a insustentabilidade de um sistema penitenciário em meio à produção de um número cada vez maior de excluídos, estaremos condenados à barbárie.
*Laura Carvalho e economista pela UFRJ e PhD pela New School For Social Reseach, em Nova York. Professora na FEA-USP.
Fonte - Portogente  03/02/2017

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Em discurso no Parlatório, Dilma promete governar com o povo

Política

Ela começou saudando o povo presente na Praça dos Três Poderes e agradeceu a todos que foram recebê-la em no primeiro dia de seu segundo mandato. Dilma ainda exaltou os últimos 12 anos, quando o Brasil foi governado pelo PT.“Eu represento um projeto de nação que é o mais duradouro. Esse projeto, que começou no governo de Lula e continua no meu governo, pertence a cada um de vocês.

Marcelo Brandão e Mariana Jungmann 
Repórteres da Agência Brasil* 
foto - ilustração
Após tomar posse Congresso Nacional, a presidenta reeleita Dilma Rousseff discursou no Parlatório do Palácio do Planalto, na tarde de hoje (1º), em Brasília. Ela começou saudando o povo presente na Praça dos Três Poderes e agradeceu a todos que foram recebê-la em no primeiro dia de seu segundo mandato. Dilma ainda exaltou os últimos 12 anos, quando o Brasil foi governado pelo PT.
“Eu represento um projeto de nação que é o mais duradouro. Esse projeto, que começou no governo de Lula e continua no meu governo, pertence a cada um de vocês. E é com este povo que nós vamos governar”, disse Dilma às milhares de pessoas que a aguardavam sob o sol quente.
Antes de discursar no Parlatório, a presidenta Dilma subiu a rampa do Palácio do Planalto ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer, diante das milhares de pessoas que acompanham as festividades de posse na Praça dos Três Poderes. Ela chegou no Rolls Royce presidencial junto com a filha, Paula, e acenou para o público durante todo o trajeto entre o Congresso e o palácio.
No alto da rampa, Dilma recebeu a faixa presidencial do cerimonial da Presidência e ouviu o Hino Nacional ao lado de Temer. Assim que chegou ao alto da rampa, a presidenta recolheu do chão flores que foram jogadas pelas pessoas que assistiam à solenidade. Ao entrar no palácio, Dilma parou para abraçar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cumprimentar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowiski. Em seguida, ela foi para o Parlatório, para fazer o discurso. Dentro do Planalto, cerca de 3 mil pessoas, entre autoridades brasileiras e estrangeiras, acompanharam a cerimônia.
Mais cedo, quando saiu do Congresso Nacional, onde assinou o termo de posse e discursou, a presidenta Dilma Rousseff foi saudada por uma salva de 21 tiros de canhão. Na rampa principal do Parlamento, Dilma também acompanhou a execução do Hino Nacional e, em seguida, passou em revista a tropa de militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
* Colaborou Yara Aquino
Fonte - Agência Brasil  01/01/2015