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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cais I fica pronto no Estaleiro Enseada

Infraestrutura

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O processo de construção do Estaleiro Enseada cumpriu mais uma etapa. Depois de meses, as obras civis do Cais I foram concluídas O empreendimento ganha a possibilidade de receber navios. Com uma área total de 5,2 mil metros quadrados, o cais tem capacidade para atracar embarcações com até 210 metros de comprimento.
Com o primeiro cais pronto, será possível iniciar o recebimento de navios com equipamentos para descarga, diminuindo assim os custos e tempo de transporte. “Está sendo esperada a chegada do primeiro navio, dia 22 de fevereiro, vindo da Coreia. Ele trará o guindaste Goliath, que tem a capacidade de carga de 1.800 toneladas”, disse José Flávio.
Investimento
Segundo José Flávio Mendes, gerente de Produção de Mar, a construção do cais I foi um desafio vencido com a ajuda de toda a equipe “Esperamos obter o mesmo resultado com os cais II e III, com previsão de serem finalizados, respectivamente, em outubro e novembro deste ano”, afirmou o gerente.
O Estaleiro Enseada está com 50% de suas obras concluídas e tem a previsão de ser inaugurado em março de 2015. Porém, já está em fase de operação no canteiro de São Roque do Paraguaçu.
Considerado um dos maiores estaleiros do país, o Enseada é formado pelas empresas Odebrecht, OAS, UTC e a KHI (Kawasaki Heavy Industries Ltd.) e possui investimentos na ordem de R$ 2,6 bilhões. Sua carteira de contratos inclui a fabricação de seis navios sonda para a Sete Brasil.
A matriz do Enseada está localizada no município de Maragojipe (BA), com uma área de 1,6 milhão de metros quadrados, dos quais 400 mil são destinados à preservação ambiental.
Quando estiver operando a plena capacidade, poderá processar até 36 mil toneladas de aço por ano trabalhando em regime de turno único, o que permite uma maior margem de produção, construindo navios de altíssima especialização, que poderão ser fabricados simultaneamente.
Fonte - Tribuna da Bahia  11/02/2014

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A ILHA SALVADOR E A PONTE

Mobilidade

O que levara a ponte Salvador/Itaparica para a Ilha,e o que trara para a nossa cidade?...Que vantagens virão com um projeto tão caro e ambicioso?.....

A.Luis

Não existe nada de errado nem de medieval  no sistema Ferryboat,em muitas partes do mundo principalmente na  Europa,e até aqui mesmo no Brasil ele é muito utilizado muito comum e funciona muito bem.A questão não é o sistema em si mais sim a maneira como é administrado como qualquer outra empresa de qualquer outra natureza.O grande problema  foi justamente a maneira  equivocada e as diretrizes utilizadas no contrato quando foi feita a transferência do sistema a anos atrás para a iniciativa privada.Na década de 80 o sistema já funcionava com 8 ferrys,hj quando muito opera com 03 ou 04 barcos,tudo foi DEGRADADO E DELAPIDADO a partir do momento em que a sua administração foi entregue indevidamente a iniciativa privada que colocou a questão dos  lucros muito acima (ninguém aqui e contra uma empresa lucrativa) do que na realidade são os verdadeiros objetivos de qualquer sistema de Transportes Público,como bem diz o nome "Publico" é um serviço Essencial de utilidade Pública e Social,pois dele depende a maioria da  população para os deslocamentos nas suas atividades cotidianas principalmente nesse caso,a população mais carente da região da Ilha de Itaparica e circunvizinhas.Vejo como um grande equivoco (e não estou sozinho,além do mais convenhamos,esse enorme trambolho irá comprometer a bela imagem da Baia de Todos os Santos) achar que a ponte será a solução para todos os problemas da Mobilidade entre a Ilha e o continente,e é preciso acabar com essa idolatria a esse equivocado conceito de americanização" enchendo a cidade de concreto,carros,pontes elevados e viadutos.Na Europa que é um grande e bom exemplo nesse tema ( Mobilidade Urbana ) existe um bom planejamento e um bom sistema de transportes público multimodal com integração física e tarifária em todo ele que é muito bem administrado,organizado,eficiente,rápido e moderno (e la o sistema é  público,não é privatizado inclusive os trens,os TGVs e TAVs) ancorados em sistemas troncais sobre trilhos (Trens,Metrôs e VLTs) e  complementados com trólebus,ônibus,funiculaires (Transportes verticais),carros, bicicletas, viagens a pé e hidrovias.Ocorre que a dita ponte poderá sim agravar mais ainda o caos urbano dentro de Salvador,pois se fosse construída hj estima-se que despejaria aqui dentro da cidade,cerca de 60 mil veículos diários canalizados da BR 101,que usariam a cidade como um corredor para alcançarem o litoral norte,a linha verde,e outros destinos no Nordeste e no sentido inverso também.Existem outras alternativas,a serem previamente estudados e discutidos,como uma via radial em torno da baia de Todos os Santos (respeitando estudos ambientais prévios quanto a sua viabilidade) que atingiria inclusive com mais abrangência e menor custo uma grande parte do Recôncavo baiano ou até mesmo o antigo projeto que já foi cogitado,de  uma 2ª linha de Ferry Boat ligando o porto de São Roque ao porto de Aratú com preferência para os veículos pesados, de carga, que chegariam a Br 324 e a região do CIA  ao polo industrial de Camaçari e em direção ao Nordeste sem passar por dentro de Salvador desafogando o sistema atual S.Joaquim/Bom Despacho.Um sistema de Ferry Boat bem administrado com barcos modernos e eficientes com boa manutenção funcionando com sistema de hora marcada bem organizado e programado além do sistema convencional de espera,em conjunto com as  tradicionais lanchas da travessia Salvador/Mar Grande,funcionaria a contento e inclusive preservaria a "histórica" ilha de Itaparica que pode ser explorada de maneira equilibrada através da implantação do turismo sustentável aproveitando as belezas naturais do local e suas praias,com a criação de museus náuticos e históricos,na sede do município, gerando emprego e renda para os seus habitantes sem expulsa-los dos seus locais de origem para dar lugar a especulação imobiliária e a grandes e milionários empreendimentos nesse setor,além disso não sobrecarregaria o já adensado e comprometido transito de Salvador.A que se "relevar principalmente as  questões de ordem sociais ambientais e econômicas" de interesse da população da Ilha e região.Apenas "ACHAR" que a ponte será uma solução para resolver o ir e vir para Ilha sem que haja uma ampla discussão com a população,principalmente a que será afetada diretamente pelo tal projeto e sem estudar profundamente,conhecer e compreender as consequências que podem ocorrer, gerando graves prejuízos para o futuro das partes envolvidas,Salvador/Itaparica,juntamente com sua população,não é uma atitude louvável inteligente,sensata,recomendável,e além de tudo democrática,não se pode simplesmente abrir a boca ao vento e dizer"eu quero a ponte"....antes tem um PORQUE...antes tem um PORÉM....antes tem o DEPOIS,alem do mais trata-se se um projeto "grandioso" e muito caro para uma cidade,cuja urbanidade e a mobilidade a muito  já estão comprometidas,uma cidade literalmente estrangulada,que sequer tem um sistema de transporte público que funcione em condições minimas e necessária para atender os seus usuários e nem ao menos,até então,uma única linha de Metrô ou e de VLT,além do estado de calamidade em que se encontram atualmente o sistema de transportes verticais (Elevadores e planos inclinados) e O TREM DO SUBÚRBIO.......Salvador é hj uma cidade degradada,estrangulada,emperrada e estagnada, num eterno paciente e incompreensível compasso de espera....ATÉ QUANDO??????????
Pregopontocom - 09/01/2013