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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Governo da Bahia certifica 100 pessoas em projeto de matriz africana

Ações Sociais

Considerado o maior do gênero firmado por um ente público no Brasil, o Edital de Matriz Africana da Setre tem um investimento de R$ 9 milhões. Lançada em março de 2014, a iniciativa oferece apoio institucional e técnico-financeiro a projetos apresentados por pessoas jurídicas de direito privado e sem fins lucrativos.

Da Redação
foto - Marcelo Reis/Ascom Setre
Uma exposição com roupas, adereços, ferramentas de orixás e instrumentos sagrados de religião de matriz africana marcou a solenidade de encerramento do Projeto Rede Ardecente, realizada nesta sexta-feira (26), na Casa do Benin, no Pelourinho, em Salvador. Parte do Edital de Apoio a Empreendimentos Econômicos Solidários de Matriz Africana da Secretaria do Trabalho Emprego Renda e Esporte (Setre), o projeto formou 100 pessoas de comunidades do entorno de cinco terreiros de candomblé de Salvador. A Organização Social Filhos de Marujo foi a entidade executora dos cursos.
Moradora do bairro de São Cristóvão, Ana Marlene Torres, 44 anos, é uma das concluintes. Ela fez o curso de acessórios e costura. “Já tinha certa aptidão para esse ramo, o curso só reforçou isso”, conta Ana Marlene, que já confecciona tocas e aventais pra comercialização. “Nosso próximo passo é formar uma associação para confeccionar e produzir roupas, biojóias e acessórios”, planeja.
Presente na solenidade, o secretário do Trabalho e Esporte, Álvaro Gomes, destacou que “o objetivo do edital, além de difundir e preservar as raízes culturais e a religiosidade de matriz africana, contribui com a melhoria de vida, gerando emprego e renda nas localidades beneficiadas”.

foto - Marcelo Reis/Ascom Setre
O curso beneficiou jovens da Associação Religiosa e Cultural Santo Antônio de Pádua do Ilê Axé Ogum Osim Omolé (com oficinas de instrumentos/atabaques), Ilê Axé Iba Lugan (bordados e richilieu), Onzó Kanzuá Monaleuci Umguzo de Um Zambe, (vestimenta), Centro Cabloco Eru da Aldeia de Jequiriçá (ferramentas de orixás), Ilê Axé Opo Onirê (adereço de orixás). Essas instituições estão localizadas nos bairros de São Tomé, São Cristóvão, Paripe, Engenho Velho da Federação e Pau da Lima.
Considerado o maior do gênero firmado por um ente público no Brasil, o Edital de Matriz Africana da Setre tem um investimento de R$ 9 milhões. Lançada em março de 2014, a iniciativa oferece apoio institucional e técnico-financeiro a projetos apresentados por pessoas jurídicas de direito privado e sem fins lucrativos. O edital recebeu 80 propostas e classificou 54 instituições não-governamentais (ONGs), sendo conveniadas 36 entidades. Os recursos são oriundos do Fundo de Combate e Erradicação à Pobreza (Funcep).
Com informações da Secom Ba.  26/08/2016

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fundação Palmares certifica 15 comunidades quilombolas

Direitos humanos

A certificação das comunidades que se definem como remanescentes de quilombos é a primeira etapa do processo de titulação, que pode culminar com a posse definitiva do território, após o reconhecimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Da Agência Brasil
foto - ilustração
A Fundação Cultural Palmares certificou 15 comunidades como remanescentes de quilombos. Oito das comunidades quilombolas ficam em Minas Gerais; cinco no Tocantis; uma na Bahia e uma em Rondônia. A decisão foi publicada hoje (3) no Diário Oficial da União.
A certificação das comunidades que se definem como remanescentes de quilombos é a primeira etapa do processo de titulação, que pode culminar com a posse definitiva do território, após o reconhecimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
A certificação da Fundação Palmares, no entanto, já assegura às comunidades contempladas benefícios como o direito à moradia, a saneamento básico e à participação em programas sociais como o Bolsa Família.
As comunidades mineiras são: Marobá, na cidade de Almenara; Pradinho, em Bertópolis; Macaúbas Palmito, Macaúbas Bela Vista, Mocambo e Sítio, em Bocaiúva; Serrinha, em Frutal; e Córrego do Meio, no município de Paula Cândido.
No Tocantins, a fundação certificou como remanescentes quilombolas as comunidades Água Branca e Matões, localizadas na cidade de Conceição de Tocantins; Carrapiché, Ciriáco e Prachata, que ficam em Esperantina. Já na Bahia, a comunidade certificada foi a de Carreiros, no município de Mercês. Em Rondônia, a comunidade contemplada foi a de Santa Cruz, na cidade de Pimenteiras d'Oeste.
Fonte - Agência Brasil  03/12/2015