Mostrando postagens com marcador biomassa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador biomassa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

China terá maior usina de geração de energia via biomassa do mundo até 2020

Sustentabilidade

As empresas responsáveis pelo projeto são a Gottlieb Paludan e a Schmidt Hammer Lassen, ambas dinamarquesas, que venceram uma competição que selecionava o melhor modelo para a usina. As companhias pretendem fazer do projeto uma referência mundial na produção de energia a partir do lixo

Revista Amazônia

Uma usina de conversão de lixo em energia será a maior do mundo, com capacidade de incinerar cinco mil toneladas de resíduos em apenas um dia. A construção deve ser iniciada até o fim de 2016, na cidade de Shenzen, na China,, e deve ser inaugurada até 2020.
As empresas responsáveis pelo projeto são a Gottlieb Paludan e a Schmidt Hammer Lassen, ambas dinamarquesas, que venceram uma competição que selecionava o melhor modelo para a usina. As companhias pretendem fazer do projeto uma referência mundial na produção de energia a partir do lixo, tanto no uso de tecnologia inovadora, quanto para ser exemplo de produção energética mais sustentável, já que a China costuma sofrer com altas taxas de poluição advindas de queima de combustível fóssil em carros e em geração de energia. A usina será construída numa região montanhosa da cidade chinesa.


O teto da usina possuirá um formato circular de 66 mil m² e terá mais da metade (44 mil m²) de sua extensão coberta por painéis fotovoltaicos para gerar energia, o suficiente para manter a usina em funcionamento. Caso os painéis gerem mais energia do que a demanda interna, ela será destinada à cidade.
A estrutura circular irá abrigar todas as partes do processo de tratamento do lixo em um único prédio. A mudança com relação à estrutura retangular tradicional em que os setores ficam distantes uns dos outros visa reduzir impactos ambientais e os trabalhos de escavação da região, afirmaram os arquitetos da Gottlieb Paludan.
A usina também será aberta para visitas do público. Assim, os cidadãos poderão conhecer os processos de produção de energia e também ser alertados sobre a necessidade de redução da produção diária de lixo.

Negócio da China
A China é o país que possui maior contingente populacional e detém o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos e o para o Japão. Além disso, ela também tem características marcantes em relação ao seu potencial energético.
Em 2010, a China consumia cerca de 14% de toda energia do mundo e possuía uma das maiores reservas de carvão (uma das mais poluidoras fontes de energia) responsável por 70% da distribuição global. Segundo o Banco Mundial, a nação abrigada 20 das 30 cidades mais poluidoras de todas.
Para tentar mudar essa imagem, a China vem investindo muito em formas alternativas de energia. Em 2009, foi feita uma aplicação de 35 bilhões de dólares nesse setor (superando até mesmo os Estados Unidos).
Com esse investimento, o país passou a utilizar, nesse mesmo ano, 9% de toda sua energia como limpa e pretendem alcançar a faixa dos 15% até 2020 (ano de conclusão da usina de Shenzen).




Fonte - Revista Amazônia  29/02/2016

domingo, 27 de janeiro de 2013

ENERGIA sem racionamento

Sem racionamento

MAURICIO TOLMASQUIM

Em 2013 o setor elétrico deverá quebrar dois recordes: o da maior capacidade de geração e a maior extensão de redes instaladas em um ano no Brasil
Foto  ilustração - Baixaqui
Não há razão para se temer o desabastecimento de energia elétrica no país. Afinal, a atual situação de equilíbrio estrutural do sistema elétrico foi conquistada com a retomada do planejamento, a partir da instituição do Novo Modelo, em 2004. Vamos aos fatos.
Em fins de 2011, o Sistema Interligado Nacional (SIN) superou 105 mil MW, instalados em hidrelétricas (77%), termelétricas e fontes alternativas. Nesse ano, a carga atendida foi de 56.000 MW médios. Isto significa capacidade de geração suficiente para atender às necessidades do mercado.
Durante a maior parte do ano produzimos energia a partir da água, sem consumir combustível. Esta é uma excelente vantagem que temos em relação a outros países. Em tempos de pouca água, acionamos as termelétricas, de operação mais custosa porque funcionam à base de combustível fóssil.
No entanto, não existe almoço grátis. Não se pode querer ao mesmo tempo segurança de abastecimento, hidrelétricas sem reservatórios e, além disto, não pagar pelo despacho de termelétricas quando necessário.
De 2001 até 2011 foram instalados no SIN mais de 11.200 MW de termelétricas convencionais (não contando aí nuclear e biomassa). Um aumento de 223%!
No passado, a falta de planejamento levou ao racionamento em 2001 justamente pela inexistência de termelétricas (e de outras fontes) em quantidade para atender à demanda quando não houve água suficiente.
Da capacidade instalada em 2001, as termelétricas convencionais representavam 7%; em 2011, este percentual superou 15%. A “correria” de 2001 levou ao aluguel intempestivo, por pouco tempo, de termelétricas emergenciais, a diesel e óleo combustível, caras e poluidoras.
A partir do novo modelo, as termelétricas passaram a ser licitadas via leilão e com contratos de longo prazo e custos menores.
Na transmissão, a capacidade instalada cresceu 55% entre 2001 e 2011. Foram construídos, em média, 4.000 km de linhas por ano, contra a média anual de apenas 1.000 km antes de 2001.
Além disso, em 2001 sobrava energia na Região Sul do país. Por falta de planejamento e de investimentos em transmissão, essa energia não pôde ser enviada ao Sudeste. De lá para cá, a capacidade de intercâmbio de energia entre o Sul e o Sudeste aumentou 80% e os limites de transferência para o Nordeste ampliaram-se em 2,5 vezes.
Em 2013 o setor deverá quebrar dois recordes: o da maior capacidade de geração e a maior extensão de redes instaladas em um ano no Brasil. Até o final de dezembro está prevista a incorporação de 9.000 MW de capacidade nova de geração e de mais de 8.000 km de linhas de transmissão.
De 2004 para cá, o planejamento do setor elétrico é, sim, o responsável pelo crescimento da capacidade de geração, pelo aumento da potência termelétrica, pela forte inserção da biomassa e da energia eólica na matriz energética brasileira, pela expansão da transmissão e pelo atendimento adequado do consumo adicional. Enfim, pelo equilíbrio estrutural do mercado e pela sustentabilidade da matriz elétrica.
Fonte -  O Terror do Nordeste  26/01/2013