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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Prefeito volta a defender retomada das obras do VLT

Transportes sobre trilhos  🚄

O objetivo do encontro no Instituto de Engenharia de Mato Grosso em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA- MT),foi de possibilitar um amplo debate sobre a situação das obras que encontram-se paralisadas desde 2014, sobretudo em função dos altos investimentos já realizados. Cálculos apontam para valores acima de R$ 1 bilhão.

Gazeta Digital
foto - ilustração/arquivo
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), participou nesta segunda-feira (12) da audiência pública promovida pelo Instituto de Engenharia de Mato Grosso em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA- MT) para debater a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
O objetivo do encontro foi de possibilitar um amplo debate sobre a situação das obras que encontram-se paralisadas desde 2014, sobretudo em função dos altos investimentos já realizados. Cálculos apontam para valores acima de R$ 1 bilhão.“Primeiramente temos que sentar à mesa e, de forma transparente, expor todos esses estudos que ninguém ainda sabe a realidade dos fatos, qual a projeção da tarifa e se esse a tarifa realmente tenha que ser subsidiada. Esse sistema, em tese, é intermunicipal e hoje tem um subsídio muito baixo, praticamente a gratuidade no intermunicipal inexiste, a não ser no caso dos idosos. Então, seria mantida a tarifa cheia, sem subsídios, que dá mais sustentabilidade para o sistema”, disse o prefeito.
Emanuel acredita que é necessário unir toda a classe política independente de partido e órgãos públicos para que todos conheçam os números de forma transparente. “Sozinho eu temo que o governo não vai conseguir sair desse emaranhado que foi herdado e pelo bem da população, além da grande transformação que ganharíamos no transporte coletivo e mobilidade urbana em geral, temos que nos unir”, disse.
Uma comissão foi montada pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério de Desenvolvimento Regional, em parceria com o Estado de Mato Grosso, e terá um prazo máximo de 120 dias para apresentar uma solução para a questão da mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande.
“A finalidade desse encontro é um debate sobre o que a população espera dessa realidade para que as demais entidades de classe pudessem ter uma base de pensamento e assim defender uma bandeira. Estamos aqui com profissionais da área de engenharia que irá nos dar a possibilidade e as condições para retomar a obra”, disse o vice-presidente do Instituto de Engenharia de MT, Jorge Rachid Jaudy.
Participaram da audiência o senador Wellington Fagundes, o deputado federal, Emanuel Pinheiro Neto, os deputados estaduais, Wilson Santos e Carlos Avallone, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão, os vereadores, Luís Cláudio, Adevair Cabral, o ex-governador, Júlio Campos, o presidente do CREA- MT, João Pedro Valente, o gerente de obras do consórcio VLT, Fernando Orsini, o coordenador do Movimento Pró-VLT, Vicente Vuolo Filho, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), engenheiros da UFMT, entre outros.
Fonte - Abifer  13/08/2019

domingo, 21 de setembro de 2014

Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande rebate TCE e nega desgastes em composições

Transportes sobre trilhos

Formados por sete carros cada um e com capacidade para até 400 passageiros, os vagões do VLT foram fabricados na Espanha e começaram a ser entregues no ano passado.

Lislaine dos Anjos
Midia News/Notícia Ferroviária

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, responsável pela implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região metropolitana, negou que os 40 carros já entregues na Capital possam apresentar algum tipo de defeito ou tenha a qualidade do material comprometida, quando o modal finalmente entrar em operação.
Os riscos foram expostos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) durante a apresentação de relatório sobre a obra, onde apontava os riscos da exposição dos carros às intempéries do tempo, uma vez que se encontram guardados fora de área coberta, no Centro de Operações e Manutenções do VLT, em Várzea Grande.
“Os carros contratados foram entregues e estão no pátio, ao relento, e podem estar obsoletos no momento do uso. As composições estão paradas no Centro de Manutenção e Operação, ao lado do Aeroporto [Marechal Rondon], e o Estado poderia ter comprado esse material com tecnologia mais avançada no final da obra”, disse o conselheiro João Batista, na ocasião.
Ao MidiaNews, o consórcio afirmou, por meio de assessoria, não há risco de deterioração dos carros enquanto a obra não é concluída, e que não teme prejuízos pela entrega antecipada dos carros.
“A fabricante dos trens, CAF Brasil, garante que os VLTs não sofrem prejuízo quanto à exposição a intempéries. Isso porque foram projetados para suportar as mais variadas condições climáticas como sol, chuva, ventos, raios, poeira, frio, entre outros, por um período de 30 anos, independentemente de estarem estacionados ou em circulação”, afirmou o consórcio.
Formados por sete carros cada um e com capacidade para até 400 passageiros, os carros do VLT foram fabricados na Espanha e começaram a ser entregues no ano passado.

Entrega antecipada
O TCE também apontou a suposta prática de “jogo de cronograma” por parte do consórcio, questionando a razão pela qual o Estado aceitou adquirir os vagões e trilhos no início da obra.
Isso porque, apesar de ter apresentado uma proposta global para execução da obra com valor 9% menos do que o estimado pelo Governo do Estado quando da época da licitação – que era de R$ 1,6 bilhão –, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande majorou o preço do seu material rodante (um dos itens do contrato) em 21,3% do que aquele previsto pela pasta.
Ou seja, apenas os trilhos e os vagões correspondem a R$ 498 milhões do valor global de R$ 1,477 bilhão do projeto.
O modal, porém, tem expectativa para começar a funcionar apenas em 2015 – prazo este que também é dúvida, uma vez que as obras ainda se encontram pela metade, após dois anos de execução.
A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) negou que a entrega antecipada possa resultar em prejuízo ao erário, uma vez que os carros não foram recebidos pelo Estado.
De acordo com a pasta, o recebimento apenas será feito quando a obra toda estiver pronta – trincheiras, viadutos, pontes, via permanente, estações e terminais.
O consórcio alegou que “a fabricação e entrega dos trens obedeceram ao cronograma elaborado pelo Consórcio VLT, entregue e aprovado pelo Governo de Mato Grosso”.
“Eles estão estacionados no pátio e recebendo os cuidados necessários, como as manutenções programadas, para sua conservação”, afirmou o consórcio.
Fonte - STEFZS  21/09/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom
Pois é.......seguindo esse raciocínio não haverá mais nenhum VLT no mundo em bom estado,dessa forma todos estariam imprestáveis,pois transitam todo o tempo ao ar livre debaixo de sol e chuva....esse VLT de Cuiabá ainda tá difícil........  

sábado, 30 de março de 2013

Várzea Grande é prioridade para Consórcio na implantação de obra do VLT

Consórcio do VLT prioriza implantação de obra em Várzea Grande

O Documento
O primeiro dos 6 trechos prioritários para implantação da via permanente do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) será em Várzea Grande, na avenida João Ponce de Arruda entre o aeroporto Marechal Rondon e a rua São Caetano.
Foto - ilustração

A implantação da rota alternativa está em fase final e prevista para a próxima semana. Em seguida, as atividades serão iniciadas na avenida da FEB, que terá obras a partir de 15 de abril até o dia 03 de dezembro. Em Cuiabá, o trecho que vai do Porto até o Morro da Luz, começará a ser trabalhado no dia 12 de maio com previsão de conclusão no dia 27 de janeiro de 2014. Outros 2 trechos têm prazo de finalização para os meses de fevereiro e maio do próximo ano, com a conclusão das obras nas avenidas Fernando Corrêa da Costa e do CPA.
A implantação do VLT em Cuiabá faz parte das obras de mobilidade urbana para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014. A previsão é de que nos meses de agosto e setembro deste ano, os primeiros dos 40 veículos já estejam em solo mato-grossense segundo o engenheiro civil e gerente do Contrato do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, Fernando Orsini Lima.
De acordo com ele, foram estabelecidos 6 trechos prioritários para as obras do VLT. Segundo Fernando, a opção por dividir as obras em etapas foi feita para facilitar o andamento do projeto, assim como a supervisão. As obras serão simultâneas em Várzea Grande e na Capital. Em junho começam as obras no trecho entre o Morro da Luz e o viaduto da Sefaz, na avenida do CPA. A conclusão está prevista para 2 de fevereiro de 2014. De 12 de julho a 28 de fevereiro as obras seguem no trecho do viaduto da Sefaz até o terminal de integração do CPA. “Não temos dúvidas de que os prazos são desafiadores, mas são possíveis”.
Além dos prazos estabelecidos pelo consórcio, o engenheiro deu detalhes sobre as rotas alternativas, estações e terminais de integração que serão construídos na Capital. Ao longo do trajeto de 22 quilômetros, o VLT terá 33 estações e 3 terminais de integração, localizados no Aeroporto, em Várzea Grande, CPA e Coxipó, além do Porto, que atenderá a demanda para a Arena Pantanal. De acordo com Fernando Orsini, seguindo uma exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa), uma linha de ônibus especial estará saindo do terminal do Porto até o estádio Arena Pantanal. “A Fifa determina que, preferencialmente, o público não vá a pé até o estádio. Por isso, a instalação dessa linha próxima ao terminal facilitará o acesso de torcedores que irão acompanhar os jogos na Arena”.
O engenheiro destacou a mudança positiva no trânsito da cidade com a implantação do modal. Segundo ele, o VLT irá diminuir consideravelmente o número de pessoas nas ruas, isto é, dentro dos carros. O que acarretará em uma redução nos índices de emissão de gases tóxicos, provenientes da fumaça dos veículos.
Com relação à integração do VLT com os demais carros, Fernando garante que o projeto prevê nos próximos meses o alargamento das avenidas pelas quais o modal irá passar.
Fonte - ABIFER   27/03/2013