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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Vila de Paranapiacaba é opção de passeio

Turismo ferroviário

Para receber o turista, a Vila de Paranapiacaba dispõe ainda de serviços de hospedagem, alimentação e monitoria cultural e ambiental.

Repórter Diário

Paranapiacaba é uma ótima opção de passeio para o período de férias para os moradores da região. Localizada a cerca de 30 km do Centro de Santo André, a Vila ferroviária construída por uma companhia inglesa no fim do século 19, é considerada patrimônio histórico nacional e oferece série de atividades relacionadas ao turismo cultural e ambiental.
Entre as atrações estão o Circuito Museológico na Parte Baixa, com o Museu Castelo (Rua Caminho do Mendes, s/nº - ingresso R$ 3,00), que resgata a história da Vila e da ferrovia, o CDARQ (Centro de Documentação de Arquitetura e Urbanismo), o Antigo Mercado (Rua Campos Salles, s/nº) e o Clube União Lyra Serrano (Avenida Antonio Olyntho, s/nº), onde eram realizados bailes e shows, entre outras atividades. Nestes locais, a entrada é gratuita. O horário de funcionamento no sábado e domingo, é das 10 às 16h.
O passeio de maria-fumaça, que funciona junto ao Museu Funicular, também é bastante procurado pelos turistas. O trem é operado pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, com apoio da Prefeitura de Santo André e da MRS Logística. O museu e o passeio de maria-fumaça funcionarão no sábado e domingo, das 10h às 16h, com ingressos a R$ 5,00 e R$ 3,00, respectivamente. O acesso se dá pela passarela.

Trilhas e o Caminho do Sal
O visitante pode ainda se aventurar pelas seis trilhas do Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba em meio à Mata Atlântica. No local, encontram-se exemplares de cedros, bromélias e orquídeas, além da fauna silvestre, com sanhaços, beija-flores, pica-paus, tangarás e macucos, entre outros. Outra atração são as nascentes do Rio Grande, principal formador da Represa Billings, e que dão o nome à unidade de conservação. As trilhas só podem ser feitas com o acompanhamento de monitores credenciados pela Prefeitura de Santo André. O serviço custa a partir de R$ 12 por pessoa.
Outra opção é o Caminho do Sal, antigo percurso da época colonial brasileira, que cortava a região para transportar o sal. A atração para o público aficcionado em atividades relacionadas ao ecoturismo foi desenvolvida em parceria entre as prefeituras de Santo André, São Bernardo e Mogi das Cruzes. No total, o roteiro tem uma extensão de 53,5 km, entre São Bernardo, Paranapiacaba e Mogi das Cruzes. O percurso pode ser feito em sua totalidade ou então percorrendo os diferentes trechos que o compõem: o Caminho do Zanzalá (16 km, entre São Bernardo do Campo e Santo André), o Caminho dos Carvoeiros (10 km, em Santo André) e o Caminho de Bento Ponteiro (27,5 km, entre Santo André e Mogi das Cruzes). Os trajetos podem ser percorridos a pé ou de bicicleta. Há sinalização turística, o que permite ao público perfazê-lo por conta própria. Mais informações podem ser obtidas no Centro de Informações Turísticas de Paranapiacaba, no Largo dos Padeiros, tel. 11 4439-0109.
Para receber o turista, a Vila de Paranapiacaba dispõe ainda de serviços de hospedagem, alimentação e monitoria cultural e ambiental.

Como chegar
Para chegar à Vila de carro, o visitante deve seguir pela Via Anchieta até o Km 29 (placa para Ribeirão Pires), entrar na SP 148 (estrada Velha de Santos) até o Km 33 e pegar a Rodovia Índio Tibiriçá (SP 31) até o Km 45,5. Após, o motorista deve pegar a SP 122 até Paranapiacaba. Também é possível chegar de ônibus, ele sai do Tersa (Terminal Rodoviário de Santo André), localizado na Estação Prefeito Saladino (CPTM), ou da estação ferroviária de Rio Grande da Serra a cada hora (Viação Ribeirão Pires (11) 4828-9646).

Serviços
Passeio de maria-fumaça: saída da passarela que liga a Parte Alta à Parte Baixa da Vila, sábado e domingo, a partir das 10h. O passeio custa R$ 5.
Parque Nascentes de Paranapiacaba: Funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 16h. As visitas só podem ser realizadas com o acompanhamento de monitores cadastrados. As trilhas custam a partir de R$ 12 por pessoa.
Fonte  - STEFZS  31/12/2014

sábado, 5 de julho de 2014

Expresso Turístico fomenta rotas turísticas

Turismo

Por viagem, a capacidade é para o recebimento de até 174 passageiros nos dois carros. - “A média de ocupação do Expresso para Mogi tem demonstrado que a periodicidade mensal atende a atual demanda, constatação que permitiu ampliar o serviço para os roteiros mais procurados, que são Luz-Paranapiacaba e Luz-Jundiaí.

O Diario de Mogi 

O Expresso Turístico “Luz - Mogi das Cruzes” a partir de maio passou a funcionar todo segundo sábado, em vez de domingo como ocorria antes. A mudança, em função das obras da CPTM de modernização das Linhas 11-Coral e 12-Safira, contribuiu para melhorar o leque de opções aos visitantes porque alguns atrações funcionam neste dia da semana. Mesmo assim, a taxa de ocupação do trem é de 60%, de acordo com Fábio Barbosa, coordenador de Turismo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento.
Desde 2011, houve a necessidade de reduzir a viagem turística para Mogi das Cruzes, de duas para uma por mês, por causa das obras. Por viagem, a capacidade é para o recebimento de até 174 passageiros nos dois carros.
“A média de ocupação do Expresso para Mogi tem demonstrado que a periodicidade mensal atende a atual demanda, constatação que permitiu ampliar o serviço para os roteiros mais procurados, que são Luz-Paranapiacaba e Luz-Jundiaí. Assim, em abril deste ano, o calendário das viagens foi remodelado para atender às demandas dos turistas”, esclarece nota da assessoria de imprensa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que ressaltou também que o objetivo das obras é oferecer um serviço melhor para os usuários, com intervalos menores e maior oferta de lugares.
Em Mogi das Cruzes há, entre outras opções turísticas, visita ao Museu Igreja do Carmo (que fica aberto especialmente para isso) e ao Orquidário Oriental, onde pode se conhecer estufas de orquídeas. Esses roteiros opcionais são comercializados pela Rizzatour – operadora turística local autorizada – no balcão da Estação da Luz. Os passeios não estão inclusos na tarifa da viagem de trem. O telefone para mais informações é 11 4527-2000.
Fonte -  STEFZS   05/07/2014 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nos trilhos do passado - Trens de passageiros

Transportes sobre trilhos

Por dentro, os vagões eram luxuosos, com bancos acolchoados e toalhas bordadas com o símbolo da companhia, possibilitando passeio confortável e veloz. Há duas semanas, seis carros de passageiros, dois veículos de serviço e 17 vagões que fizeram parte dessas composições viraram sucata depois de passar em torno de 50 anos abandonados nos pátios da MRS Logística na Vila.

Diário do Grande ABC
Este trem fazia parte da "constelação" Cometa, Estrela, 
Planeta e Satélite. Durante testes, alcançou 150 km/h 
na serra e 165 km/h no planalto. Fonte - Blog Ferroviário
No auge das operações, entre as décadas de 1930 e 1940, as composições Cometa, Satélite, Estrela e Planeta, que compunham a Constelação da SPR (São Paulo Railway), transportavam, juntas, até 438 passageiros. Eles vinham do interior de São Paulo e se deslocavam até a Baixada Santista entre 60 e 80 km/h, admirando as belas paisagens da descida da serra e, como não poderia deixar de ser, da ativa Vila de Paranapiacaba.
Por dentro, os vagões eram luxuosos, com bancos acolchoados e toalhas bordadas com o símbolo da companhia, possibilitando passeio confortável e veloz. Há duas semanas, seis carros de passageiros, dois veículos de serviço e 17 vagões que fizeram parte dessas composições viraram sucata depois de passar em torno de 50 anos abandonados nos pátios da MRS Logística na Vila.
Os trens já faziam parte da paisagem local, apesar de demonstrar sinais evidentes de abandono. Eram como antigas estrelas de uma constelação apagada pela ferrugem. A MRS ainda planeja preservar cinco vagões, mas depende de como as estruturas reagirão ao serem arrastadas para as proximidades do Museu Funicular. “Se elas se despedaçarem, tudo terá sido destruído”, afirmou o conselheiro do Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André) e vice-presidente do Instituto do Patrimônio do ABC, Adalberto Dias Almeida.
O memorialista nasceu na Vila e acompanhou o auge da ferrovia e dos trens. É autor do projeto que irá criar memorial na Rua da Estação para abrigar o motor da última locomotiva que ainda não foi desmontada pela MRS, que pertencia à composição Estrela.
Almeida explica que o memorial terá dados técnicos, fotos de diversas épocas e informações históricas da composição ferroviária. “Será uma exposição permanente para os visitantes, que poderão visualizar um pouco da elegância, requinte, qualidade, velocidade, evoluções e diferenciais das composições com motores a diesel elétrico em relação ao sistema anterior, movido a vapor.” A MRS confirmou a construção do espaço, mas não deu prazo para início e finalização do processo.
Enquanto isso, a locomotiva Estrela jaz, solitária, em terreno da MRS na Rua da Estação, com a palavra ‘motor’ escrita na lateral e aguardando o apagar definitivo do seu antigo brilho.

História
Trem Unidade Diesel Elétrico "Estrela" DE nº2 - 1940
Fonte -  Blog Ferroviário  

O primeiro motor a diesel elétrico foi adquirido pela SPR na década de 1930 para testes no trajeto Santos-Jundiaí, e surpreendeu ao vencer os 800 metros de altura da Serra do Mar sem a ajuda do sistema funicular. A composição foi chamada de Cometa, por conta da velocidade, e mais tarde ganhou os irmãos Estrela e Planeta, ainda mais modernos.
Por 30 anos, esses gigantes dominaram os trilhos paulistas. Na década de 1960 e com o avanço da indústria automobilística, foram se tornando obsoletos. Planeta pegou fogo dentro das oficinas, Satélite virou ambulância para os trabalhadores da Vila e Cometa foi mutilado pela falta de peças. Foram largados nos pátios, então, para virar sucata com a ação da neblina característica de Paranapiacaba.

Acordo
Segundo o promotor do MPF (Ministério Público Federal) em São Bernardo, Steven Shuniti Zwicker, que mediou o processo, a decisão de destruir os trens foi feita de comum acordo entre a MRS e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). O órgão nacional autorizou a destruição de outras 786 peças semelhantes às de Paranapiacaba em todo o Estado. “O que foi levado em consideração foram as questões ambientais, sociais e paisagísticas. Esse material rodante não foi incluso em nenhum processo de tombamento dos órgãos de patrimônio federal, estadual ou municipal, por isso, permaneceu por anos abandonado ali e se tornou um problema”, explica Zwicker.
Da forma como estavam, os trens poluíam o solo e poderiam servir de abrigo para moradores de rua e usuários de drogas, além de dar à paisagem aspecto de abandono, como explica o promotor.
Durante vistoria do material rodante, Zwicker afirma que a AMA (Associação de Monitores Ambientais de Paranapiacaba) e a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) solicitaram que cinco peças fossem preservadas pela MRS. “Mas se no momento em que elas forem arrastadas se deteriorarem, não há o que fazer e serão destruídas também.” É o adeus definitivo de Paranapiacaba ao que a caracteriza como uma vila ferroviária: os trens.

Museu Funicular é próximo alvo do Ministério Público
Além de acompanhar a destruição dos materiais rodantes de Paranapiacaba, o promotor do MPF em São Bernardo, Steven Shuniti Zwicker, trabalha para tentar reativar o Museu Funicular, fechado a pelo menos dois anos por falta de energia elétrica. No período, o prédio teve diversos itens históricos ligados à ferrovia furtados.

“Na terça-feira teremos reunião para definir o perímetro do Museu Funicular, que a MRS concordou em ceder para a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) a fim de que ela faça a administração do local, o primeiro passo para o retorno do espaço ao funcionamento”, destaca.

Detalhes técnicos e jurídicos para que a ABPF assuma o local, porém, ainda precisarão ser discutidos.
O promotor também garante que acompanhará de perto as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas na Vila, que devem começar no segundo semestre. “Temos de garantir que as obras caminhem para que as parcelas do recurso sejam disponibilizadas.” Paranapiacaba foi contemplada com R$ 42,42 milhões.
Fonte - Revista Ferroviária  02/06/2014