UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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domingo, 27 de setembro de 2015

Soteropolitanos voltam a frequentar o Passeio Público

Salvador

A programação cultural, que contou com apresentações da Orquestra Neojiba, do Cortejo Coreográfico da Fundação Cultural do Estado (Funceb), grupo percussivo Quebales, entre outras atrações, deu uma noção do que o governo estadual está preparando com o intuito de atrair cada vez mais a população e turistas ao local.

Sedur
Mateus Pereira/GOVBA
Após quatro meses de trabalhos de restauração e conservação realizados pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Cultura, o Passeio Público, localizado na Avenida 7 de Setembro, no bairro do Campo Grande, em Salvador, foi reaberto neste domingo (27). A programação cultural, que contou com apresentações da Orquestra Neojiba, do Cortejo Coreográfico da Fundação Cultural do Estado (Funceb), grupo percussivo Quebales, entre outras atrações, deu uma noção do que o governo estadual está preparando com o intuito de atrair cada vez mais a população e turistas ao local.
O governador Rui Costa, acompanhado da primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), Aline Peixoto, do titular da Secult, Jorge Portugal, e demais autoridades, entregou, na manhã deste domingo, o conjunto de intervenções que mantiveram as características históricas do passeio e integram a primeira parte dos Serviços de Conservação Preventiva, executados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). Na ocasião, foi lançada a campanha #MusEuCuido, além do reforçada a campanha #MusEuCurto.
"Estamos buscando revitalizar os espaços para devolvê-los à sociedade. Aqui, para a criançada, aos finais de semana, sempre tem atividades de lazer. A cidade precisa de espaços públicos onde as famílias possam conviver. Este é um espaço para a família baiana", afirmou Rui.
O governador ainda ressaltou a necessidade de as regiões históricas da cidade receberem investimentos do poder público para que sejam usufruídas pela população. "Amanhã, estarei dando ordem de serviço para pavimentação e reurbanização de várias ruas aqui. Ou seja, estaremos resgatando o centro, a convivência dos baianos e baianas, incorporando ao seu cotidiano, ao seu lazer para que o espaço urbano não seja apenas dos turistas, mas do cotidiano da família baiana”.
O professor de educação física Jorge Silva é um frequentador antigo do local que havia deixado o hábito de lado. Agora, após a realização da primeira etapa das melhorias, Jorge retornou ao Passeio Público na companhia do filho Isael, 3 anos. “O que foi feito veio em boa hora. Vai acolher a população, vai ser um espaço em que as pessoas podem escolher um final de semana para passar uma hora, duas horas, cheio de árvores, um vento gostoso, cheio de frutas. Foi acertado este primeiro ponta pé”, avalia.

Atrações culturais
Mateus Pereira/GOVBA
O local, que é considerado um museu a céu aberto, teve as esculturas restauradas, calçamento reformado, passeios readequados ou reconstruídos. Além de obras de paisagismo, que realçaram o espaço contemplado pelas sombras das árvores, o parque infantil, as luminárias e os assentos também passaram por restauro. Resultado de parceria com a Polícia Militar da Bahia, uma câmera de videomonitoramento foi instalada no local, para a segurança dos visitantes.
A diretora da Funceb, Fernanda Tourinho antecipou que a fundação realizará nos próximos domingos, no Passeio Público, uma série de atividades culturais abertas ao público. “Nesse primeiro momento, a Funceb vai ocupar o espaço com os corpos artísticos do Estado, que são o balé, a orquestra e os alunos das escolas de música e dança. Em outubro, vamos dedicar a fundação e seus produtos ao Passeio Público”.
Tourinho informou ainda que, a partir de novembro, por meio de parceria com as secretarias municipais de Cultura, grupos tradicionais de dança, teatro, entre outras manifestações artísticas, também terão a possibilidade de divulgar seus trabalhos no Passeio Público. “Estamos com o projeto Minha Cidade é Cultura da Bahia. Devemos ter aqui a cultura de Santo Amaro, São Francisco do Conde, Alagoinhas, Juazeiro, entre novembro e dezembro, enquanto preparamos o edital que, para ficar pronto, demanda um tempo. Estamos definindo se será um edital, um chamamento ou cadastramento para que a sociedade civil possa fazer uso deste espaço maravilhoso”. Produtores culturais interessados em promover eventos no Passeio Público devem agendar a pauta junto à Diretoria de Museus (Dimus) do Ipac, através dos telefones(71) 3117-6444/6447.
Fonte - Secom Ba.  27/09/2015

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Trens da Supervia voltam a circular depois de 13 horas

Transportes sobre trilhos

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
O descarrilamento de um trem na zona norte do Rio provocou o colapso de praticamente toda a rede de transportes na capital fluminense nesta quarta, 22, impedindo que milhares de pessoas seguissem para o trabalho. Por quase onze horas, nenhuma composição chegou à estação ferroviária Central do Brasil, por onde passam diariamente 600 mil pessoas em média. O acidente ocorreu às 5h15, perto da estação São Cristóvão, quando um trem descarrilado atingiu a estrutura que sustenta os cabos da rede aérea, interrompendo o fornecimento de energia nos cinco ramais operados pela concessionária Supervia, controlada pela construtora Odebrecht.
O trem que descarrilou e o suporte da rede aérea que caiu estão em uso há cinco décadas, e os dormentes na região ainda são de madeira. Houve reforço na frota de ônibus e nos trens do metrô, mas isso não impediu a superlotação e o caos para o cidadão que depende do transporte público, principalmente os moradores das zonas norte e oeste, além da Baixada Fluminense. O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, foi cercado por seguranças depois de ser hostilizado por usuários de trem, revoltados com o descaso. Nas estações e nas ruas não havia informação nem orientação para passageiros. Muitos foram obrigados a caminhar pelos trilhos. Em entrevista, Lopes atribuiu os problemas a décadas de abandono, apesar dos sete anos da atual gestão, e disse que os problemas enfrentados pelos usuários só vão melhorar em 2016, com a prometida renovação completa da frota e ampliação da capacidade. Quero registrar que não tivemos vítimas. Quando há paralisação total do sistema, não há plano de contingência que resolva o problema. Em fotografia tirada durante vistoria no local do acidente, Lopes aparece dando uma gargalhada. Depois, um usuário de trem irado foi na direção dele: FDP, você não anda de trem, não sabe o que a gente passa.
O governador Sérgio Cabral (PMDB), que em 2010 ampliou em mais 25 anos a concessão da Supervia (até 2048), cancelou sua participação em compromisso público previsto para as 10h30 no centro. Constante alvo de críticas em manifestações de rua desde junho, a Supervia é responsável por repetidos problemas de superlotação, atrasos, sucateamento e até agressões a usuários. A agência reguladora de transportes do Rio (Agetransp) informou que irá multar a concessionária por falhas detectadas no plano de contingência, na comunicação e no atendimento aos usuários do sistema. O valor da multa ainda não foi definido - o teto previsto em contrato representa 0,5% do faturamento da empresa em 2013. O laudo sobre a causa do acidente só sai em 30 dias. Neste momento, o que podemos fazer para reduzir a incidência de casos como esse é aumentar as vistorias e cobrar cuidados de manutenção, disse o representante da Agetransp, José Luiz Teixeira.
Especialista em transportes da Coppe/UFRJ, Paulo Cezar Ribeiro criticou a falta de um plano de contingência efetivo. Não houve ação rápida e faltou informação e orientação para os passageiros. O sistema precisa ser integrado. Já o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, disse que a empresa agiu rápido diante da extensão do problema e que sua equipe está de parabéns. Foi uma situação completamente atípica. Em três anos, foi a primeira ocorrência desse tipo. Ainda temos problemas, como trens e sistema antigos, mas estamos evoluindo, em processo de transformação.
De acordo com a Supervia, os ramais de Saracuruna e Belford Roxo voltaram a operar às 16 horas e os outros três (Deodoro, Japeri e Santa Cruz), somente às 18h15, treze horas após o acidente. As viagens, porém, ocorriam em intervalos de 15 minutos. Empresas de ônibus fazem cerca de 3 milhões de viagens por dia em média no Rio, mas não foi informado o total de usuários do sistema nesta quarta.
Oficialmente, 100% da frota foi colocada nas ruas. A concessionária Metrô Rio informou que transporta normalmente 690 mil pessoas por dia, mas também não havia balanço de hoje - todos os 49 trens operaram ao longo do dia. Duas estações (Triagem e Pavuna) precisam ser fechadas por causa da superlotação.
Fonte - Revista Ferroviária  23/01/2014