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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O desalento do desemprego

Ponto de Vista/Desemprego  👷

Um dos maiores dramas enfrentados pelo trabalhador brasileiro nos dias atuais é, sem qualquer dúvida, o desemprego, ou a possibilidade de vir a passar por tal situação. Quem tem seu emprego, e nunca vivenciou tal cenário, talvez não consiga dimensionar a reviravolta na vida de um trabalhador, um chefe de família que, repentinamente, se vê impossibilitado de pagar as contas de sua casa, adquirir aquilo que se fizer necessário ou trazer o sustento para si próprio e para os seus.

Miguel Torres
foto - ilustração
Miguel Torres é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e presidente interino da Força Sindical
Um dos maiores dramas enfrentados pelo trabalhador brasileiro nos dias atuais é, sem qualquer dúvida, o desemprego, ou a possibilidade de vir a passar por tal situação. Quem tem seu emprego, e nunca vivenciou tal cenário, talvez não consiga dimensionar a reviravolta na vida de um trabalhador, um chefe de família que, repentinamente, se vê impossibilitado de pagar as contas de sua casa, adquirir aquilo que se fizer necessário ou trazer o sustento para si próprio e para os seus.
Hoje, o número de desempregados em nosso País ultrapassa a casa dos treze milhões de trabalhadores, e o número de trabalhadores no mercado informal – sem registro em Carteira e sem qualquer direito trabalhista – é quase idêntico. Se, acrescido ao número de trabalhadores fora do mercado de trabalho, contabilizarmos, também, os familiares que deles dependem, o número torna-se estratosférico, impossível de ser calculado com exatidão ou mesmo aproximadamente.
O Brasil necessita, urgentemente, que nossas autoridades atuem no sentido de, efetivamente, formalizar políticas que favoreçam a geração de postos de trabalho e a distribuição de renda. Mas o que assistimos recentemente, incrédulos, foi a criação de uma reforma trabalhista que, em vez de alavancar a geração de emprego, precariza os formais sobreviventes ao holocausto trabalhista à custa da supressão de direitos, o achatamento de salários, jornadas intermitentes e as frequentes tentativas de enfraquecimento da atuação sindical, entre outras aberrações igualmente perniciosas que só trazem desalento.
Para que o Brasil retome o seu caminho do desenvolvimento pleno e do crescimento econômico, os brasileiros precisam ter trabalho e ser amparados por uma legislação que verdadeiramente os proteja e os ampare.
A nossa luta é justamente para que este quadro seja alterado, os postos formais de trabalho ressurjam com vigor, a renda seja distribuída da forma que deve ser feita, os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e ampliados e as famílias não se desagreguem por conta de uma situação pela qual elas não têm nenhuma culpa. A luta é árdua, mas temos de galgar um degrau por vez para que as coisas voltem à normalidade. Só não podemos – e não vamos – parar de lutar!
*Miguel Torres é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e presidente interino da Força Sindical
Fonte - Portogente  22/10/2018

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Número de horas pagas na indústria fica estável, mas salário real cresce - IBGE

Economia

No índice acumulado no primeiro bimestre de 2014, o valor da folha de pagamento real na indústria avançou 3,1% e reverteu a queda de 1,6% observada no último trimestre de 2013. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, cresceu 1,6% em fevereiro de 2014, repetindo o índice acumulado em janeiro último.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Depois de acumular quedas consecutivas em novembro e dezembro do ano passado e apresentar uma ligeira alta em janeiro deste ano, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, em fevereiro, já descontadas as influências sazonais, não apresentou variação, em relação ao mês de janeiro – quando a alta no número de horas pagas cresceu apenas 0,1%.
Em novembro e dezembro do ano passado, o número de horas pagas chegou a acumular queda de 0,6%. Em comparação a fevereiro do ano passado, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria recuou 2,1% em fevereiro deste ano, assinalando a nona taxa negativa consecutiva neste tipo de comparação.
Também no resultado acumulado do primeiro bimestre deste ano, o número de horas pagas na indústria mostra diminuição, alcançando redução de 2,1%, o que repete o valor da queda observada no último trimestre de 2013, sempre tendo como base de comparação igual período do ano anterior.
A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -1,4% em janeiro para -1,3% em fevereiro de 2014, interrompeu a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).
A queda de 2,1% no número de horas pagas em fevereiro, ante igual mês do ano anterior, reflete taxas negativas no número de horas pagas em 11 dos 14 locais e em 14 dos 18 ramos pesquisados.
Já no que diz respeito ao valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria em fevereiro deste ano, ajustado sazonalmente, houve avanço de 1,6% ante o mês imediatamente anterior, após assinalar recuo de 0,6% em janeiro último com relação a dezembro de 2013.
O IBGE destacou, no mês, a influência positiva da indústria de transformação (0,5%) para o resultado geral, já que o setor extrativista recuou 0,5%. Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real assinalou crescimento de 2,5% em fevereiro de 2014, segundo resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, com resultados positivos em nove dos 14 locais investigados. O principal impacto positivo sobre a média global foi observado em São Paulo (3,1%).
No índice acumulado no primeiro bimestre de 2014, o valor da folha de pagamento real na indústria avançou 3,1% e reverteu a queda de 1,6% observada no último trimestre de 2013. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, cresceu 1,6% em fevereiro de 2014, repetindo o índice acumulado em janeiro último.
De acordo com a metodologia do IBGE, o número de horas pagas ao pessoal ocupado assalariado inclui as horas extras do mês de referência e o pagamento a trabalhadores afastados do serviço ativo por prazo não superior a 30 dias. O valor da folha de pagamento leva em conta, entre outros, salários contratuais; horas extras; décimo terceiro salário; aviso prévio e indenizações; comissões e porcentagens; e participação nos lucros.
Fonte - Agência Brasil  11/04/2014

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Criação de empregos no país tem crescimento de 26,46% em agosto

Trabalho

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Foram criados 127,6 mil postos de trabalho com
 carteira assinada no mês passado, de acordo com
 (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho.
Brasília – Foram criados 127,6 mil postos de trabalho com carteira assinada em agosto deste ano, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado hoje (20) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Esse saldo representou uma melhora em relação a julho, quando foram registrados os piores índices para o mês desde 2003. Com relação a agosto de 2012, quando foram criados 100,9 mil postos, a performance representa crescimento de 26,46%.
O balanço de agosto foi resultado de 1.845.915 admissões e 1.718.267 demissões. No acumulado do ano, nos oito primeiros meses, foram gerados mais de 1 milhão de postos com carteira assinada.
De acordo com os dados do MTE, os setores com os melhores desempenhos em agosto foram serviços (com geração de 64,2 mil empregos), comércio (50 mil) e indústria de transformação (11,3 mil). Os setores com o desempenho mais fraco no mesmo período foram agricultura (-12 mil) e serviços industriais de utilidade pública (-448).
Segundo o ministério, o fechamento de postos na agricultura ocorreu devido a motivos sazonais, especialmente relacionados ao cultivo de café e de sementes em Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
Regionalmente, o Sudeste registrou a maior quantidade de empregos gerados em agosto (com 51,1 mil), seguido pelo Nordeste (33,1 mil); pelo Sul (27,8 mil), pelo Centro-Oeste (9,2 mil) e pelo Norte (6,2 mil). Os estados com os melhores desempenhos foram São Paulo (39,5 mil), Paraná (12,2 mil) e Rio de Janeiro (10,1 mil). Os piores foram Minas Gerais (-1,7 mil) e Acre (-47).
Fonte - Agência Brasil  20/09/2013