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quarta-feira, 25 de março de 2020

Justiça determina que Metrô do Recife seja usado apenas por trabalhadores de serviços essenciais

Transportes sobre trilhos/Saúde   🚇  💉

O TRT6, atendendo parcialmente a uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), decidiu, nesta terça-feira (24), que o Metrô do Recife opere apenas para atender aos trabalhados dos serviços essenciais (profissionais da saúde e comércios que seguem em funcionamento, a exemplo de supermercados, farmácias, postos de gasolina e concessionárias de serviços básico, como Celpe e Compesa)

Folha PE
foto - ilustração/arquivo
O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6), atendendo parcialmente a uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), decidiu, nesta terça-feira (24), que o Metrô do Recife opere apenas para atender aos trabalhados dos serviços essenciais (profissionais da saúde e comércios que seguem em funcionamento, a exemplo de supermercados, farmácias, postos de gasolina e concessionárias de serviços básico, como Celpe e Compesa).
A determinação sugere que a Polícia Militar do Estado faça o controle do acesso às estações e que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) adote o modelo catraca livre, evitando que os funcionários do Metrô tenham contato com os usuários. A decisão sugere também que os funcionários acima de 60 anos e grávidas sejam afastados das atividades. No momento estão afastados todos aqueles com idade acima de 65 anos, os maiores de 60 que possuam alguma doença crônica e as gestantes.
O superintendente do Metrô do Recife, Tiago Pontes, disse que recorrerá dessa determinação, alegando que "da forma que está, é impossível de cumprir". "Além de determinar a suspensão parcial do Metrô com relação aos outros usuários, tem outras determinações inviáveis. O Metrô do Recife não é autônomo. Então, tem que ter contato para funcionar. Existe uma contradição, pois como eu vou fazer controle restritivo abrindo as catracas? E outra, colocar a PM para fazer esse controle só vai aumentar a aglomeração", contestou Pontes, reclamando que decisão judicial foi tomada sem ouvir a CBTU.
"Se ele tivesse nos ouvido, não teria tomado uma decisão tão contraditória quanto essa. Até complicou a operação do Metrô do Recife. A gente está recorrendo, pedindo uma outra discussão e, se o Tribunal confirmar essa decisão, da forma como está, existe a possibilidade de termos que parar. Nesses moldes não dá. Como não fomos intimados oficialmente ainda, estamos em operação. Mas, havendo a notificação, não vamos poder fazer nada", adiantou.
A decisão, no entanto, agradou ao Sindmetro-PE. "Temos todo respeito do mundo com a população, mas existe também a preocupação dos nossos colegas de trabalho. Somos uma família, alguns convivem há mais de 30 anos. O momento é gravíssimo. Não é de brigar, é de dar as mãos. Fizemos essa ação e esperamos que a empresa cumpra. Fizemos algo que o Estado deveria ter feito, manter o povo em casa", disse o presidente do sindicato, Adalberto Ferreira.
"Tem algumas determinações que deveriam ser cumpridas e os terceirizados ocupam basicamente os mesmos espaços que os funcionários da empresa, então partimos para essa ação. Vemos bilheteiros sem usar luvas. Os funcionários receberam equipamentos de proteção, mas não em quantidade suficiente, visto que é preciso trocar a máscara a cada duas horas. Mas tem companheiro terceirizado que não recebeu nada", reclamou ele, classificando a decisão judicial como correta. "Achei muito pertinente. O juiz foi de uma sensibilidade muito grande."

Horário reduzidoO Metrô do Recife está operando das 6h às 9h e das 16h30 às 20h, uma determinação para diminuir o fluxo de usuários. Segundo Tiago Pontes, na última sexta-feira (20), a demanda foi de 170 mil usuários. Nesta segunda (23), 66 mil. Com os afastamentos recomendados (idosos, portadores de doenças crônicas e gestantes), diminuiu em cerca de 30% o número de funcionários da CBTU em atividade.

Funcionário em isolamentoNo último fim de semana, um funcionário da estação Shopping, na Imbiribeira, foi encaminhado à UPA da Mascarenhas de Morais apresentando sintomas semelhantes aos da Covid-19. Ele fez o teste para a doença, mas o resultado ainda não saiu. No domingo (22), a estação ficou fechada para limpeza geral, seguindo as normas sanitárias das autoridades, e reabriu na segunda (23).
Segundo Tiago Pontes, o mesmo se encontra estável, em isolamento domiciliar, bem como os demais funcionários que tiveram contato com ele. "Me comunico sempre com ele. Ele apresentou febre e dor de garganta. Não teve tosse. E disse que se sente bem melhor. A gente acredita que não seja Covid-19, mas atendeu a recomendação de afastamento." Até a presente data, nenhum funcionário do Metrô do Recife foi diagnosticado com a doença.
Fonte - Revista Ferroviária  25/03/2020

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Deputado diz que Brasil venderá presente para pagar passado e serviços ficarão piores

Política  👀

O deputado federal Elvino Bohn Gass, do PT do Rio Grande do Sul, criticou em entrevista à Sputnik Brasil o programa de privatizações que vem sendo conduzido pelo governo do presidente Michel Temer, afirmando que isso criará monopólios privados e resultará em serviços piores para os consumidores.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
"É alardeado que a privatização do setor de telecomunicações possibilitou que todo mundo tenha um celular, mas a que preço? As pessoas pagam 4 linhas, uma de cada operadora, para conseguir falar com a avó, com a tia, primo. Você até tem mais linhas, mas a um preço exorbitante. Outro problema é a troca de um monopólio estatal por um privado. O Estado deixa de participar na regulação de preços e o 'tal mercado', com sua 'mão invisível', atinge em cheio o consumidor. O setor de telefonia é também o campeão de reclamações dos consumidores. Então, a privatização venderá o presente para pagar o passado, criará monopólios privados, reajustará os preços e prestará piores serviços", disse Bohn Gass, relembrando o processo de privatização das telecomunicações, ocorrido no final dos anos 1990, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
De acordo com o deputado, esses problemas já estão acontecendo no Brasil hoje, e, para piorar a situação, o dinheiro arrecadado com a venda de bens estatais para a iniciativa privada não é investido em áreas básicas, como educação, saúde ou segurança.
"Com o Teto de Gastos, o valor excedente de uma receita extra, por exemplo, é abatido da dívida. Não pode aumentar o orçamento acima da inflação, e isso por mais 19 anos. Esse dinheiro extra, em qualquer quantia que entrar, será usado para abater o déficit, que segundo o próprio governo será do mesmo tamanho desse ano, de R$ 159 bilhões. Se pagar tudo isso, ele será usado para abater os juros da dívida. Educação, saúde, segurança? Não receberão nenhum centavo a mais."
Fonte - Sputnik  24/11/2017