Mostrando postagens com marcador redução de emissão de gases. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redução de emissão de gases. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Transportes estão comprometidos em reduzir emissão de gases, diz Viegas,sec-geral do Fórum Internacional do Transporte

Sustentabilidade

José Viegas ressaltou que se os transportes têm sido os vilões é porque são o único setor que tem que carregar a fonte de energia com ele. Mas, segundo o secretário, há, neste momento, a consciência de que, para além da inovação na tecnologia de tração dos veículos, há muitas outras coisas que podem ser feitas para reduzir as emissões de carbono, como os aumentos de eficiência na ocupação dos veículos e na organização do transporte.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Os transportes são considerados um dos vilões, mas avanços significativos em todas as frentes visam reduzir as emissões de gases de efeito estufa do setor, disse o secretário-geral do Fórum Internacional do Transporte, José Viegas, em Paris, durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21).
José Viegas ressaltou que se os transportes têm sido os vilões é porque são o único setor que tem que carregar a fonte de energia com ele. Mas, segundo o secretário, há, neste momento, a consciência de que, para além da inovação na tecnologia de tração dos veículos, há muitas outras coisas que podem ser feitas para reduzir as emissões de carbono, como os aumentos de eficiência na ocupação dos veículos e na organização do transporte.
"Há razões objetivas para que nos transportes o arranque da luta contra as emissões tenha sido mais tardio, mais difícil. Mas há neste momento um consenso muito forte de que é preciso fazer qualquer coisa, e várias iniciativas estão em andamento, em paralelo, em diferentes lugares do mundo. Há vários progressos significativos em todas as frentes", afirmou o representante do Fórum, que integra a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Viegas esteve ontem na COP21, em um painel sobre transporte sustentável, no qual foram anunciadas algumas medidas para reduzir as emissões no setor, como a Iniciativa Global para a Economia de Combustível.
"O conjunto da indústria – pressionado pelos cidadãos, pelas organizações não-governamentais, e também por nós, que fazemos parte dessa iniciativa – aceita que é possível ter, no ano 2050, toda a frota rodoviária consumindo 50% do que consumia em 2010. Há uma curva provável de redução de consumo de energia e de emissões nos motores de combustível", afirmou.
Outro projeto apresentado foi o MobiliseYourCity que pretende desenvolver planos de mobilidade urbana sustentável em 100 cidades e 20 países em desenvolvimento até 2020.
Por sua vez, o Fórum Internacional do Transporte também trouxe à COP21 algumas contribuições para ajudar a definir políticas de transportes que reduzam as emissões de carbono, nomeadamente no domínio da mobilidade urbana, com soluções partilhadas, ainda que haja impedimentos legais para o avanço das medidas.
“Temos trabalhado muito no Fórum uma coisa que, para simplificar, se pode chamar de táxis partilhados: acaba o congestionamento, reduz trinta por cento das emissões e pagando, cada passageiro, cerca de um terço do que paga hoje pela mesma distância num táxi. Há soluções. Só tem um pequeno inconveniente: hoje em dia, em todos os países europeus, o táxi partilhado é ilegal", destacou.
Do lado do transporte de cargas, José Viegas defende "a responsabilidade solidária das emissões ao longo de toda a cadeia de valor" e "não só para a parte marítima ou ferroviária", criticando as ferrovias na Europa que "tem deixado de lado o transporte de mercadorias".
"O que é que as ferrovias estão fazendo nos últimos anos na Europa? Orientando-se cada vez mais para o que eles chamam de transporte de comboio completo. Se a ferrovia diz: eu só aceito encomendas de pelo menos 40 contêineres, porque é isso que me faz um comboio completo, eu mando o meu conteiner de caminhão", continuou, explicando que isso "empurra muitos motoristas a fazerem mais quilômetros em caminhões", concluiu.
Fonte - Agência Brasil  04/12/2015

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

BHTrans quer testar ônibus a gás natural para reduzir custo e poluição ambiental

Transporte público

Proposta já foi feita a montadora, que ainda não se posicionou; combustível é menos poluente. A opção pela Iveco se deve ao fato de a fabricante já vender ônibus a gás para a Europa e produzir também modelos destinados ao transporte escolar.Em 2012, um veículo a gás da Iveco, chegou a ser testado em uma linha do transporte coletivo metropolitano, por meio de parceria com o governo do Estado.

Luciene Câmara - O Tempo
Avaliação. Governo de Minas chegou a analisar
um ônibus movido a gás natural veicular, em 2012
As mudanças climáticas observadas atualmente, como o aquecimento global, colocam sobre cidades e países a responsabilidade de reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. O grande “vilão” a ser contido é o dióxido de carbono, o CO2, derivado, por exemplo, da queima de combustíveis fósseis dos transportes. Na capital mineira, a busca por soluções menos poluentes ainda não rendeu nenhuma mudança efetiva. Mas a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) tem a intenção de testar o ônibus movido a gás natural, que, além de ganhos ambientais, promete até reduzir custos operacionais e, consequentemente, o preço das passagens.
Em 2012, um veículo a gás da Iveco, empresa com fábrica em Sete Lagoas, na região Central de Minas, chegou a ser testado em uma linha do transporte coletivo metropolitano, por meio de parceria com o governo do Estado. Agora, o diretor de planejamento da BHTrans, Célio Freitas, disse que a autarquia também quer fazer o experimento. “Fizemos uma reunião com a Iveco, antes da Copa do Mundo, e mostramos o tamanho do mercado de Belo Horizonte. A empresa ficou de avaliar se tem interesse comercial no projeto. Estamos aguardando a resposta”, afirmou Freitas. A Iveco foi procurada pela reportagem, mas não respondeu sobre a proposta.
Freitas contou que, para testar essa tecnologia na capital, buscou fornecedores até na Argentina. A opção pela Iveco, segundo ele, se deve ao fato de a fabricante já vender ônibus a gás para a Europa e produzir também modelos destinados ao transporte escolar. “O nosso objetivo é fomentar a tecnologia, ganhar escala para todos usarem. Mas nesse momento, todo esforço tem que passar pela oferta da indústria”, argumentou Freitas.
Vantagens.
Embora ainda não se saiba se o ônibus a gás chegará à capital e qual modelo seria usado aqui, a experiência de 2012 mostrou que essa tecnologia pode trazer ganhos ao meio ambiente e também econômicos. O veículo avaliado há cerca de dois anos foi o Eurorider, desenvolvido na Europa e movido a gás natural veicular (GNV). A capacidade do ônibus era para 42 passageiros sentados e 35 em pé, um total de 77 pessoas, 13 a menos do que um coletivo convencional usado hoje na capital.
Segundo informações divulgadas pelo governo de Minas em 2012, o ônibus a gás reduz entre 10% a 30% o custo operacional. Se os veículos fossem adotados no sistema, isso poderia se refletir em redução da tarifa futuramente, conforme previsto em contrato com as empresas do setor na capital.
Em relação ao meio ambiente, os motores a gás natural emitem 95% menos óxido de nitrogênio, substância que causa chuva ácida e agride a camada de ozônio, e 99% menos material particulado (poeiras, fumaça e partículas sólidas). E, ao contrário do diesel, a queima do gás natural não produz óxido de enxofre e reduz em 22% a emissão de CO2.
“O ônibus a gás, sem dúvida, produz menos poluentes. O que se precisa é de uma decisão política que caminhe para essa nova matriz”, afirmou o consultor de trânsito e transporte Francisco Magalhães da Rocha.

“Do ponto de vista de redução da poluição, o transporte não contribui em nada para o meio ambiente. Existem iniciativas isoladas, mas não há uma política nacional de incentivo a novas tecnologias.”
Francisco da Rocha - consultor

“O nosso objetivo é fomentar a tecnologia, ganhar escala para todos usarem. Mas nesse momento, todo esforço tem que passar pela oferta da indústria.
Célio Freitas - Diretor da bhtrans
Fonte - O Tempo 29/12/2014