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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Um "balde de água fria" no debate da TV Bahia

Eleições

Será que não temos aqui em Salvador bons jornalista,capazes, competentes, com mais ânimo e disposição para apresentar e mediar um debate politico que ao invés de provocar interesse do público provocou sono???...... 

Da redação
foto - ilustração
Por um dever de ofício (como sempre para conhecer e avaliar as propostas de todos os candidatos),assisti  ontem a noite (30) a mais um debate entre os candidatos ao cargo de Governador do Estado, dessa vez realizado pela TV Bahia emissora afiliada da Globo em Salvador.Nada de muito novo,o mesmo de sempre,de um lado alguns candidatos mais enérgicos e atuantes se esforçando para dar um tom mais vibrante ao debate,sempre provocando os seus oponentes com cobranças,as vezes cutucadas mais duras,questionamentos diversos e até apresentando suas propostas de governo,do outro lado uns outros,e nem será preciso nomina-los,sempre mornos quase frios,repetitivos,cansativos,inconsistentes e com memória curta,com a mesma lenga lenga de sempre,rodavam rodavam e sempre paravam no mesmo lugar. Mais não é esse o nosso propósito aqui nessa matéria,julgar ou avaliar a atuação e o comportamento dos debatedores,hoje mudamos o foco..
O que mais nos chamou a atenção,e talvez tenha passado despercebido pelo público que acompanhou o debate,realmente foi a "pobreza da produção" do referido programa político realizado pela emissora local,muito abaixo da critica, e dos já realizados pelas suas concorrentes.
A ausência de jornalistas convidados para participar e arguir os debatedores de maneira imparcial e democrática,somada a uma aparente falta de interesse pelo mediador escolhido e importado diretamente da bancada do Jornal da Globo, transformou o debate em um autêntico suco de "jambo" sem açúcar (pra quem não sabe "jambo" é aquela fruta que da o ano inteiro e não tem gosto de nada).Antes porém uma pergunta....será que nos quadros do jornalismo da emissora local não teria alguém mais interessante com capacidade e competência suficiente para exercer tal função com um pouco mais de ânimo e dinamismo???...Foi de dar sono....era visível e aparente o desânimo do mediador,comportando-se de maneira quase que indolente e quebrando quase sempre a dinâmica e a evolução do debate,parecia deixar transparecer um certo desinteresse e o seu desconforto com o que ali estava acontecendo,como se estivesse ele ali a contra gosto,e apenas cumprindo friamente uma obrigação,a qual pelo visto julgava não ter muita importância.Para que fique bem claro não cobramos aqui nenhum tipo ação inquisitória e ante democrática seja contra quem for,o que alias tem ocorrido costumeiramente em eventos dessa natureza,sempre mirando suas baterias preferencialmente em uma única direção no intuito de desossar um alvo previamente determinado e selecionado,a critica é unica e simplesmente voltada ao comportamento do mesmo durante a condução do referido debate,de maneira desinteressada e apática.
Talvez quem sabe qual foi a real motivo,será que esfriar o confronto constaria da pauta?... ou pelo fato de ter sido escolhido para mediar um debate em Salvador na Bahia?...e não em outra praça do seu agrado e preferência,tendo vindo apenas por força do seu ofício?...A sua participação foi pífia,opaca e fria,com uma aparente manimolência para conduzir o debate e até mesmo muito econômico no falar.Claro que os atores principais em um programa como este sempre serão os debatedores,mais o mediador nesse caso agiu como um autêntico freezer.No ar ficou a impressão de uma aparente desconsideração para com os participantes do programa e os telespectadores que se prestaram a assistir o debate até lá pras tantas,apresentado pelo mediador importado ontem a noite em Salvador.
O ancora do JG o Sr. William Waack, jogou "um balde de água fria no debate da TV Bahia.
Pregopontocom  01/10/2014 -  atualizado as 16:52h

quinta-feira, 20 de junho de 2013

ONU solicita ajuda do Brasil contra crise Síria

Negociador das Nações Unidas vai propor que País seja mediador em encontro sobre conflito na Síria


Oslo. O enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe à Síria, Lakdar Brahimi, vai sugerir a participação do Brasil nas negociações sobre a Síria que devem ocorrer em breve em Genebra. A promessa foi feita durante encontro com o chanceler Antonio Patriota em Oslo, na Noruega, ontem.
FOTO: REUTERS

O formato da conferência que será proposto por Brahimi é uma primeira reunião com vários participantes - entre eles, o Brasil- e uma segunda com membros do governo e da oposição sírios.
Brahimi vai apresentar o nome do Brasil como possível mediador durante a reunião preparatória que terá com os governos americano e russo em Genebra na próxima semana. A sugestão também será apresentada ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
"Ele (Brahimi)agradeceu muito a disposição do Brasil em ajudar. Ele acha que há um papel para o Brasil, e vai propor isso no ambiente de preparação da conferência", disse o porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes, durante entrevista.
Diálogo - 
A conferência, que vem sendo chamada de "Genebra 2", é uma iniciativa dos EUA e da Rússia e pretende retomar as discussões para a solução do conflito sírio iniciadas em Genebra em junho de 2012.
O formato da conferência que será proposto pro Brahimi é uma primeira reunião com vários participantes -entre eles, o Brasil- e uma segunda com membros do governo e da oposição sírios.
Até agora, especula-se que participem do encontro em Genebra -que ainda não tem data definida- os membros do Conselho de Segurança (EUA, Rússia, Reino Unido, França e China) e alguns países da região.
A grande indefinição ainda é a participação do Irã, um dos únicos aliados do regime de Bashar al Assad. Segundo Brahimi, os europeus já teriam aceito a entrada de Teerã nas negociações -mas os EUA resistem.
Apesar de não ter visto muita "novidade" sobre o tema no comunicado divulgado pelo G8 nesta semana, na Irlanda do Norte, Brahimi disse a Patriota estar "otimista" sobre as conversas entre o secretário de Estado americano, John Kerry, e o chanceler russo, Sergey Lavrov.
Refugiados - 
Com a escalada da violência, o número de sírios refugiados no Brasil disparou desde março de 2011, início da guerra civil no país. Há atualmente 202 refugiados sírios no Brasil, sendo que 189 indivíduos chegaram ao país em virtude do conflito.
Somente entre abril e maio deste ano, houve um aumento de 46% no número de refúgios sírios reconhecidos pelo governo. Há ainda 50 solicitações pendentes. Os dados foram divulgados ontem pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça
"Entre os pedidos de sírios, todos foram aprovados pelo governo brasileiro", afirma João Guilherme Granja, diretor do departamento de estrangeiro do Ministério da Justiça.
Fonte - Diário do Nordeste  20/06/2013