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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Cabo submarino da Google vai ligar Brasil aos EUA

Internacional

O sistema será construído e gerenciado por um consórcio multinacional de empresas de tecnologia e telecomunicações formado por Antel (Uruguai), Algar Telecom (Brasil), Angola Cables e Google.

DN
REPRODUÇÃO/GOOGLE
A empresa Google anunciou nesta quinta-feira (09) a construção de um cabo submarino que ligará a costa do Brasil aos EUA. A América Latina possui, atualmente, cerca de 300 milhões de internautas, que demandam a cada dia mais de capacidade em banda de internet.
De acordo com publicação do jornal "O Globo", a nova rota vai conectar Boca Raton, na Flórida, às cidades de Santos e Fortaleza, somando 10.556 quilômetros de cabeamento.
O sistema será construído e gerenciado por um consórcio multinacional de empresas de tecnologia e telecomunicações formado por Antel (Uruguai), Algar Telecom (Brasil), Angola Cables e Google.
O valor do novo empreendimento ainda não foi divulgado pela empresa. Em nota, o Google informa que serão investidos “milhões de dólares para construir e, em seguida, para manutenção”.
O acordo assinado entre as quatro empresas torna efetivo a partir desta quinta-feira (10). A expectativa é que a construção comece de imediato e a conclusão da instalaçãoestá prevista para o final de 2016.

Europa
No início de 2014, a Telebras anunciou a construção de um cabo submarino que ligará o Brasil a Europa. O sistema partirá de Fortaleza e deve chegar em Portugal ou Espanha a partir de um investimento de US$ 185 milhões. Para viabilizar a rota, a Telebras fará uma parceria com a espanhola IslaLink Submarine Cables, além de um terceiro investidor, de capital nacional, cujo nome é ainda mantido em segredo. Os prazos para início das obras ainda não foram marcados.
Fonte - Diário do Nordeste   09/10/2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Empresas estudam criação de ferrovia ligando América do Sul

Ferrovias 

Banco Interamericano de Desenvolvimento financia estudo para o projeto do Corredor Ferroviário Central, que pretende ligar Brasil, Bolívia e Peru

Exame.com

La Paz - Empresas consultoras espanholas, francesas e bolivianas desenvolvem estudos para o projeto do Corredor Ferroviário Central, que pretende ligar Brasil, Bolívia e Peru, informou nesta segunda-feira em La Paz o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O especialista em transporte do BID na Bolívia, Ramón Muñoz-Raskin, afirmou à Agência Efe que foi dado um crédito de US$ 6,8 milhões para o estudo de interconexão das redes ferroviárias bolivianas do oeste e do leste, e para o início de uma Unidade Técnica de Ferrovias do governo boliviano.
"Os estudos, atualmente em desenvolvimento, identificarão as alternativas para o traçado do corredor em diferentes escalas de projeto. Cada alternativa será avaliada de acordo com suas respectivas vantagens e inconvenientes econômicos, sociais, ambientais e estratégicos", disse Muñoz-Raskin.
Os estudos incluem um de assessoria estratégica para que a Bolívia possa realizar acordos internacionais que garantam a viabilidade do Corredor Ferroviário Bioceânico Central, e apoio para organizar e coordenar reuniões com o Brasil e com o Peru.
Segundo Muñoz-Raskin, na região não há antecedentes de projetos de corredores bioceânicos ferroviários liderados por uma nação e apoiados pelo BID.
Mas já existe um estudo semelhante liderado pelo setor privado para a construção do Corredor Bioceânico Aconcágua entre Chile e Argentina.
A Bolívia receberá informação técnica, econômica, ambiental e estratégica necessária para poder tomar uma decisão embasada sobre o investimento nesse corredor e a interconexão das redes ferroviárias bolivianas, explicou o especialista do BID.
O programa também está de acordo com os objetivos gerais e estratégicos do BID para a promoção da integração internacional competitiva em nível regional e mundial, acrescentou.
As redes ferroviárias bolivianas andina e oriental, nas mãos de empresas privadas, estão separadas pela falta de infraestrutura, problema que este projeto pretende resolver para consolidar a integração ferroviária nacional.
Há poucos dias, o governo boliviano antecipou que um dos estudos, o referente ao traçado da ferrovia internacional e da interconexão das ferrovias bolivianas andina e oriental, será entregue este mês.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, já havia dito que sugeriu ao presidente chinês, Xi Jinping, co-financiar a construção de uma ferrovia da fronteira entre Bolívia e Brasil até o porto peruano de Ilo.
Caso se transforme em realidade, a ferrovia internacional facilitará o envio da carga brasileira ao Pacífico, através do território da Bolívia e dos portos do Peru.
Fonte - STEFZS  03/05/2014