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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Senado e Polícia Federal do Brasil querem ouvir Edward Snowden

Internacional


foto - ilustração
Ex-agente da CIA relatou que Estados Unidos espionavam autoridades e empresas brasileiras

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Espionagem do Brasil, que está sendo conduzida pelo Senado Federal, e a Polícia Federal do país pretendem conversar com o ex-técnico de Informações dos Estados Unidos, Edward Snowden, que desde 1º de agosto está em asilo temporário de até um ano na Rússia.

Senadores e policiais federais querem ouvir Snowden através de vídeo conferência. A CPI apura as denúncias do ex-agente da CIA de que o Brasil é um dos alvos preferenciais da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. A Polícia Federal está encarregada de investigar os meios que possibilitaram à inteligência norte-americana monitorar as comunicações da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, de ministros de Estado, assessores e de grandes empresas brasileiras, como a Petrobras.
Fonte - Diário da Russia  16/10/2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Papa Francisco - "Primeiro o povo, as autoridades depois"

Os primeiros e depois

Janio de Freitas
foto ilustração - acidigital
A mudança no programa pedida pelo papa Francisco, para os seus primeiras contatos no Rio, justificou-se por sua doutrina pontifical, mas carregava também um oportuno efeito político.
"Primeiro o povo, as autoridades depois", como o papa pediu, na visão do mundo restaura um ofuscado sentido cristão; para as tais autoridades brasileiras, inclusive as religiosas, lembrou-as dessa entidade da vida vulgarmente chamada de povo e por elas esquecida, talvez pela força do hábito, na elaboração do programa para o primeiro dia da visita. Daí a mudança do programa.
As modificações sucessivas que o papa fez, lá de Roma, nos preparativos brasileiros de sua visita -a troca da suíte com móveis de estilo por um quarto simples, a alimentação sem requintes, o papamóvel aberto- mostraram que acompanhava com atenção tudo que ocorria por aqui. Logo, também a preocupação, para muitos uma certeza, com hostilidades diante do Palácio Guanabara durante sua estada ali.
A última intervenção do papa nos preparativos foi para retirar a ida direta do desembarque ao Guanabara. E no seu lugar introduzir um bom giro pelo centro da cidade, em carro aberto. Primeiro o povo. Mas, com isso, a aclamação nas ruas seria uma neutralização antecipada de eventuais manifestações negativas no Guanabara. Um indicativo de que manifestação negativa, ali, tinha outro destinatário que não o papa.
Para tranquilidade geral a respeito de hostilidades, a nossa brava Armada está com um vaso de guerra navegando em idas e vindas diante das praias, até o final do Leblon. É a mesma vigilância feita durante a Copa das Confederações, dado nunca se saber se o Equador, o Uruguai ou outra potência dos mares, valendo-se de momentânea distração dos brasileiros com um jogo ou com um visitante, decide tomar a zona sul do Rio.
No Guanabara, a manifestação que aproveitou a recepção ao papa eclodiu, como de suas tentativas anteriores, depois que o governador Sérgio Cabral não estava mais no lugar. Ainda assim, ficou um resultado importante da luta com a PM: a evidência de que os delinquentes fizeram um aumento inquietante na sua agressividade. Os coquetéis molotov deixam de ser esporádicos e se tornam usuais. É a intenção explícita de incendiar, sejam edificações, sejam pessoas, como método de baderna.
A quantidade de coquetéis molotov que as câmeras captaram em voo, naquela arruaça, indica que as prisões feitas pela PM foram em número insignificante, outra vez. Sobretudo de incendiários potenciais, caso, ao que se saiba, de um só preso com recipientes preparados.
Entregue ao planejamento do Exército, a "segurança" da visita do papa Francisco está baseada na hipótese de terrorismo. Mas o problema nem está na figura do papa, nem está no terrorismo. É pouco provável a burrice inominável de um ataque terrorista ao papa que prenuncia uma prática, e não só o gasto discurso, de maior compreensão das realidades atuais, para atenuar seus embates.
O problema é o risco de que violências baderneiras, aproveitando-se de prometidas manifestações contra determinadas intransigências da Igreja Católica, atinjam desprevenidos e indefesos. A PM ainda não dá conta desse tipo de risco. Depoimentos de pessoas presentes à recepção no Guanabara falam de momentos muito aflitivos na hora da saída.
Se as tais autoridades decidissem não ir a mais eventos do papa, seria muito bom para todos. Pode-se lançar um novo slogan: lugar de autoridade é em casa.
Fonte - Janio de Freitas (FSP) 24/072013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Os voos nos aviões da FAB

Renan diz que vai devolver R$ 32 mil por uso de avião da FAB


Agência Brasil
Karine Melo
O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que vai devolver o dinheiro equivalente ao custo do uso de um avião da FAB. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, ele utilizou a aeronave para ir ao casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga, na Bahia. Nessa quinta-feira (4), Renan havia dito que não devolveria o valor, por ter usado o avião para cumprir compromisso oficial  


Ministro da Previdência vai ressarcir custos por usar avião da FAB para ir à final da Copa das Confederações


Luana Lourenço
Brasília - O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, vai ressarcir os cofres públicos pelo uso de avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em viagem pessoal para assistir à final da Copa das Confederações, no último dia 30, no Rio de Janeiro.
Garibaldi comunicou a decisão ao Palácio do Planalto na noite de hoje (5) e disse que vai ressarcir o Erário para eliminar qualquer dúvida ou questionamento sobre o episódio. Informações sobre o valor e a data do ressarcimento serão detalhadas pelo Ministério da Previdência.

Fonte - Agência Brasil  05/07/2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Observadores russos avaliam eleições na Venezuela

Comissão da Rússia afirmou que tudo correu conforme a legislação do país

Em entrevista exclusiva para o programa Voz da Rússia, o secretário da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Evgueny Konkin, comentou o processo de votação das eleições presidências da Venezuela, durante a missão de autoridades russas como observadores internacionais.

Voz da Rússia – Como o senhor avalia as eleições realizadas na Venezuela?

Evgueny Konkin – A nossa observação durante a realização das eleições, junto aos observadores internacionais, constatou que o processo eleitoral transcorreu exatamente de acordo com a ordem prevista pela legislação venezuelana. Nós estivemos no estado de Carabobo, no Centro Administrativo de Valencia, visitamos seis centros eleitorais e, aproximadamente, 60 locais de votação. Quanto ao processo eleitoral, ocorreu tudo de acordo com o previsto pela legislação da Venezuela. Apenas em dois locais vimos filas na porta dos locais de votação, portanto as eleições transcorreram tranquilamente, não observamos nenhuma perturbação. A maioria dos cidadãos conhecia o processo de votação. Eles apareciam nas suas respectivas zonas eleitorais, mostravam seu cartão de eleitor, depois faziam a identificação digital e votavam no complexo de votação eletrônica. De noite, comparecemos à seção eleitoral, já em Caracas, onde já estava ocorrendo a conclusão da votação. Neste centro de votação no qual nos encontrávamos, não houve qualquer prorrogação do prazo para o fim da votação, ao contrário do que era constantemente declarado pelo candidato da oposição. Em seguida, após o fim da votação, houve a entrega dos dados para a impressão dos votos, que foram depositados nas caixas e feita a contagem. Portanto, perto de 19h30, os assim chamados participantes da votação já tinham terminado o seu trabalho por completo.

VR – Então, pela sua experiência, não houve nenhuma violação que poderia justificar uma revisão dos resultados?

EK – Nós não observamos, mas o que nós vimos na televisão em um dos canais que transmitiu o processo e o que foi relatado pelo Presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Vladimir Churov, aquele que faz alarde sobre as infrações normalmente é o mesmo que as comete. Houve um caso no qual uma pessoa que, de forma bem expressiva, começou a acusar de alguma coisa a pessoa que estava atrás da parede onde ocorria a votação, portanto, superficialmente, foi assim que pareceu.
Fonte - Diário da Russia  16/04/2013