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terça-feira, 9 de junho de 2015

Governos de MT, AC, RO e China se unem para construir Ferrovia

Ferrovias

O protocolo é resultado de uma parceria estratégica firmada entre os dois países e os 35 acordos assinados pela presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, no último dia 19 de maio. Um deles prevê o estudo de viabilidade de implantação da Ferrovia Transoceânica, que, pelo projeto, sai do Rio de Janeiro, passa por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre e termina no Peru.

G1
foto - ilustração
Um protocolo de intenções em prol da Ferrovia Transoceânica foi assinado em Ji-Paraná (RO), nesta segunda-feira (8), pelo governador de Mato Grosso, Pedro Taques, do Acre, Tião Viana, e de Rondônia, Confúcio Moura. A cerimônia de assinatura do protocolo de intenções contou com a presença do embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, e um grupo de 23 empresários chineses que fazem uma expedição pelas cidades que serão beneficiadas com a implantação da Ferrovia Transoceânica.
O protocolo é resultado de uma parceria estratégica firmada entre os dois países e os 35 acordos assinados pela presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, no último dia 19 de maio. Um deles prevê o estudo de viabilidade de implantação da Ferrovia Transoceânica, que, pelo projeto, sai do Rio de Janeiro, passa por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre e termina no Peru.
A China quer aumentar os negócios na América Latina, e facilitar o acesso à produção brasileira, principalmente de soja, sem depender do Canal do Panamá, que tem forte influência dos Estados Unidos. Mas para se tornar realidade, o projeto tem que enfrentar desafios de engenharia, ambientais e políticos.
Especialistas afirmam que os investimentos na ferrovia podem ficar próxima a R$ 30 bilhões. Os mais beneficiados seriam os produtores rurais do Oeste de Mato Grosso, que teriam um caminho mais curto para escoar a safra, principalmente de soja, reduzindo o transporte pelas rodovias. Em 2014, a China importou de Mato Grosso produtos no valor de US$ 4,9 bilhões, sendo que US$ 4,6 bilhões foram destinados à importação de soja, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Para o governador de Mato Grosso, que esteve com o representante da República Popular da China em Brasília para discutir sobre a ferrovia em maio, esta é uma obra importante para o Estado. “Nos anima mais ainda o fato do governo federal tratar publicamente da ferrovia como um projeto estratégico para o Brasil. Mato Grosso ajuda muito o Brasil, agora, o Brasil também precisa ajudar Mato Grosso e os estados produtores", disse na ocasião.
De acordo com o governo do Estado, a previsão é de que a comitiva chegue em Mato Grosso às 8h da terça-feira (9), em Comodoro, localizado a 644 km a Oeste de Cuiabá, onde os representantes serão recebidos pelo governador e o vice-governador, Carlos Fávaro.
A programação prevê que a comitiva visite ainda Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá, durante o almoço e siga para Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, onde na quarta-feira (10) a implantação da ferrovia será discutida em um evento, com a presença do governador e, possivelmente, do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, representando o governo federal.
Fonte - Revista Ferroviária  09/06/2015

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Revitalização da ferrovia Madeira-Mamoré (RO) recomeça no final de setembro

Ferrovias

Por meio de recursos de compensação social das usinas hidrelétricas instaladas no Rio Madeira, os ex-ferroviários executarão o projeto de revitalização do patrimônio histórico, danificado pela águas durante a cheia histórica.

G1
foto - ilustração
A revitalização do complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), em Porto Velho, será retomada no final de setembro, com a limpeza da oficina e das locomotivas. Por meio de recursos de compensação social das usinas hidrelétricas instaladas no Rio Madeira, os ex-ferroviários executarão o projeto de revitalização do patrimônio histórico, danificado pela águas durante a cheia histórica. A festa do centenário da capital de Rondônia, a ser comemorado no dia 2 de outubro deste ano, deve acontecer em outro local.
Toda a terra acumulada na oficina, rotunda, gerador e maquinários será retirada. Três locomotivas serão lavadas e, futuramente, reformadas para voltar a funcionar. "Estamos esperando a convocação dos órgãos para iniciar o trabalho", afirmou o presidente da Associação dos Ex-ferroviários, José Bispo de Moraes. A limpeza dos 10 metros ao redor da área da oficina também será feita pelos ex-ferroviários.
O trabalho compreende toda a área da EFMM até a Igreja de Santo Antônio e será acompanhado por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e do Ministério Público do Estado (MPE). O complexo será fechado para reforma dos galpões e prédios menores, bancos da praça, banheiros, deck e trilhos. Para isso, técnicos do Iphan devem discutir com a Prefeitura de Porto Velho a colocação de grades provisórias na entrada da praça, sem interferir na visibilidade da paisagem.
"Quando fecharmos, o funcionamento ocorrerá com horário fixo de visitação para o público. A rampa ficará fechada e a entrada será apenas pelas escadarias”, explicou o secretário Antônio Geraldo Afonso, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Turismo (Semdestur).
Após a reforma, um posto fixo da Polícia Militar deve ser instalado para atender a região central da cidade e realizar rondas na área.
De acordo com o presidente da Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural), Cristhian Camurça, o fechamento para a reforma ainda não tem data definida, mas deve acontecer em breve, por isso, a comemoração de 100 anos de criação da capital, em 2 de outubro, provavelmente não poderá ser realizada no complexo.
Fonte - Revista Ferroviária  07/09/2014