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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Falha em projeto causou queda de viaduto em Belo Horizonte, diz construtora

Belo Horizonte

O laudo mostra que o projeto, que teve aval da prefeitura, não previu o uso de aço suficiente para aguentar o peso demandado. - A queda do viaduto ocorreu no dia 3 deste mês, na Avenida Pedro I, uma das vias de acesso ao Aeroporto de Confins e ao Estádio Mineirão. 

Aline Leal
Repórter da Agência Brasil 
Queda do viaduto foi no início deste mêsMarcello Casal Jr/Agência Brasil
Depois de perícia técnica terceirizada, a Construtora Cowan reconheceu hoje (22) que houve falha no projeto executivo do Viaduto Guararapes, que desabou em uma movimentada avenida do bairro da Pampulha, na capital mineira, matando duas pessoas. O laudo mostra que o projeto, que teve aval da prefeitura, não previu o uso de aço suficiente para aguentar o peso demandado.
A queda do viaduto ocorreu no dia 3 deste mês, na Avenida Pedro I, uma das vias de acesso ao Aeroporto de Confins e ao Estádio Mineirão. No acidente, morreram duas pessoas e 23 ficaram feridas. Foram atingidos micro-ônibus, um carro e dois caminhões.
Em entrevista concedida nesta tarde, a construtora responsável pelas obras do viaduto recomendou que o local continue isolado, já que a segunda alça foi concebida e executada com as mesmas falhas da alça que desmoronou no início do mês.
Na entrevista, Catão Francisco Ribeiro, responsável pela perícia técnica da obra, recomendou a implosão da outra alça do viaduto. “O projeto executivo estrutural da fundação e do bloco do Pilar P3 foi equivocado e não atende aos esforços solicitantes previstos para a situação construtiva da obra“, divulgou em nota a construtora.
O viaduto estava em fase de acabamento e seria entregue no final deste mês.
Fonte - Agência Brasil  22/07/2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

Brasil é goleado pela Alemanha e dá adeus ao hexacampeonato

Copa no Brasil

Sem Neymar, que sofreu uma fratura na terceira vértebra lombar, Felipão apostou em Bernard. Para a vaga do zagueiro Thiago Silva, o técnico brasileiro colocou Dante. Mas as mudanças na equipe, que só foram divulgadas pouco antes do início da partida, não surtiram o efeito desejado.
Elaine Patrícia Cruz


Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
Em um Mineirão dominado pelas cores do Brasil, quem fez a festa no estádio foi a torcida alemã. Em apenas 30 minutos, ainda na primeira etapa de jogo, a Alemanha já vencia a partida por 5 a 0. Infelizes com o resultado, alguns torcedores brasileiros resolveram ir embora mais cedo, antes mesmo do intervalo para a segunda etapa. No final do jogo, a Alemanha venceu a partida por 7 a 1 e se garantiu para a final da Copa, que será disputada domingo, no Maracanã, no Rio de Janeiro, contra o vencedor do duelo de amanhã (9) entre Argentina e Holanda, em São Paulo.
Sem Neymar, que sofreu uma fratura na terceira vértebra lombar, Felipão apostou em Bernard. Para a vaga do zagueiro Thiago Silva, o técnico brasileiro colocou Dante. Mas as mudanças na equipe, que só foram divulgadas pouco antes do início da partida, não surtiram o efeito desejado. A equipe brasileira hoje não conseguiu controlar os equilibrados e eficientes alemães, que fizeram um primeiro tempo praticamente perfeito. O Brasil foi anulado na primeira etapa: além de não conseguir criar chances de gol, os brasileiros não seguraram a Alemanha, e permitiram que os adversários fossem construindo um placar bastante elástico, tirando quaisquer chances de o Brasil chegar à final.
Pouco antes do início do jogo, os torcedores gritaram muito o nome de Neymar. Ainda fora do estádio, diversas máscaras do jogador foram distribuídas para os torcedores, como forma de homenagear Neymar e pedir empenho dos demais jogadores da seleção.
O jogo até começou bastante disputado, com as duas equipes buscando o gol. A grande chance brasileira, uma das poucas em todo o primeiro tempo, aconteceu aos dois minutos, quando Marcelo arriscou um chute de fora da área e a bola passou perto do gol alemão.
Mas pouco a pouco a Alemanha passou a ditar o ritmo de jogo. Logo aos dez minutos, ela abriu o placar em cobrança de escanteio de Kroos, que sobrou para Müller, sem marcação na grande área, mandar para o fundo da rede.
O Brasil tentou equilibrar a partida, mas a forte marcação alemã e o meio de campo consistente impediram quaisquer jogadas da seleção. Aos 16 minutos, Marcelo caiu na grande área e pediu pênalti, não marcado pelo juiz. Iniciou-se então uma pequena confusão na grande área entre Marcelo e o zagueiro alemão Boateng, logo controlada pelo árbitro mexicano Marco Rodriguez. Depois disso, no entanto, o Brasil não conseguiu mais chegar à área alemã.
O que se viu foi um show do adversário brasileiro. Aos 22 minutos, a Alemanha ampliou o placar com Klose. Ele chutou uma vez ao gol, para defesa parcial do goleiro Julio Cesar, e recebeu o rebote, mandando a bola para o fundo da rede. Com esse gol, Klose virou o maior artilheiro das copas, ultrapassando o brasileiro Ronaldo, que tinha 15 gols.
Dois minutos depois, aproveitando nova falha e apagão do Brasil, a Alemanha fez o terceiro gol, com Kroos, que acertou um forte chute no canto direito de Julio Cesar. No minuto seguinte, o mesmo Kroos ampliou, após receber um passe de Khedira.
Aos 28 minutos, a Alemanha encerrou o placar do primeiro tempo, com um gol de Khedira, após roubar a bola no meio de campo e tabelar com Özil. Com o placar tão adverso, os torcedores brasileiros preferiram o silêncio. A festa então foi deixada para a torcida alemã, postada atrás de um dos gols. A torcida brasileira só voltou a se manifestar no final do primeiro tempo, com muitas vaias para a seleção.
Na entrada da segunda etapa, Felipão mexeu no time, tirando Hulk e Fernandinho para as entradas de Ramires e Paulinho. O Brasil voltou melhor em campo, mas não o suficiente para reverter um placar tão adverso.
Aos cinco minutos da segunda etapa o Brasil até tentou diminuir o placar, em uma tabela de Fred e Ramires na grande área, mas encontrando o goleiro Neuer à frente. Um minuto depois, o goleiro alemão fez outra boa defesa, após chute de Oscar. Minutos depois, Paulinho também arriscou, mas novamente o goleiro fechou o gol, fazendo a defesa.
Enquanto o Brasil sofria em campo para conseguir diminuir a diferença, a torcida alemã fazia a festa no Mineirão. Em um de seus gritos, eles cantavam "Rio de Janeiro ô ô ô ôô", como se estivessem cantando Vamos a la Playa. Mais calada, a torcida brasileira preferiu dirigir seus xingamentos à presidenta da República Dilma Rousseff.
Aos 23 minutos, a Alemanha fez o sexto gol, desta vez com Schuerrle, que tinha entrado no jogo há apenas dez minutos. O mesmo Schuerrle ainda fez um belo gol, aos 33 minutos, sem chance para o goleiro Julio Cesar. Após mais um gol, a torcida brasileira passou a apoiar a Alemanha, gritando olé a todo momento em que os jogadores alemães tocavam na bola. Já no último minuto de jogo, Oscar fez o único gol brasileiro, animando a torcida brasileira que ainda se mantinha no Mineirão. Apesar da derrota, ao fim do jogo os torcedores voltaram a gritar “Sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor”.
Fonte - Agência Brasil  08/07/2014

sábado, 28 de junho de 2014

Classificação do Brasil foi garantida em jogo sofrido no Mineirão

Copa no Brasil

As mais de 57,7 mil pessoas que foram ao Estádio Mineirão na tarde de hoje (28) presenciaram uma partida tensa, muito disputada no meio de campo e com direito à prorrogação e disputa por pênaltis antes da classificação do Brasil para as quartas de final da Copa do Mundo.

Elaine Patricia Cruz
Enviada especial

Muita gente apostou que seria um jogo difícil. E foi. As mais de 57,7 mil pessoas que foram ao Estádio Mineirão na tarde de hoje (28) presenciaram uma partida tensa, muito disputada no meio de campo e com direito à prorrogação e disputa por pênaltis antes da classificação do Brasil para as quartas de final da Copa do Mundo. Também houve muitas jogadas polêmicas, o que fez com que a torcida questionasse muito, inclusive com vaias e palavrões, o comportamento do juiz Howard Webb em campo. “Ele está vendido”, gritava a torcida brasileira durante a prorrogação.
Apesar de sofrer em campo, o Brasil eliminou o Chile nos pênaltis, após o empate em 1 a 1 no tempo normal, com gols de David Luiz e Sánchez. Nos pênaltis, o goleiro Julio Cesar brilhou, defendendo duas cobranças. O chileno Jara completou a festa brasileira ao mandar a bola no travessão.
No começo, o que se ouvia dentro do estádio era uma profusão de gritos das duas torcidas. Os brasileiros arriscavam um “O campeão voltou” e “Explode coração”, enquanto os chilenos respondiam com o seu grito mais famoso: “Chi chi chi le le le, Viva Chile”. O estádio era, em sua maioria, verde e amarelo, mas o número de pessoas vestindo o vermelho da seleção chilena era também muito grande. Na execução dos hinos, a torcida chilena se surpreendeu ao ver seu hino ser vaiado pelos brasileiros. E mostrou respeito quando o hino brasileiro foi executado.
Torcedores vibram com o jogo entre Brasil e Chile
no Mineirão em Belo Horizonte
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Durante a partida, a torcida foi ficando mais tensa e os gritos foram diminuindo dos dois lados. A torcida chilena só voltou a se empolgar antes do início da prorrogação. Mas também foi vencida pela ansiedade e o nervosismo.
O Brasil abriu o placar aos 17 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio de Neymar, Thiago Silva desviou de cabeça e a bola sobrou para David Luiz dividir com Vargas, que mandou para o fundo da rede. O juiz deu o gol para o brasileiro. David Luiz, que era dúvida na partida, se emocionou muito com o gol e o dedicou ao técnico Luiz Felipe Scolari.
Depois do gol, o Brasil passou a jogar mais recuado. Pressionando, o Chile chegou ao empate aos 31 minutos do primeiro tempo, após o Brasil ter errado na reposição de bola em sua área de defesa. Hulk errou na cobrança de lateral feita por Marcelo, Vargas roubou a bola, que acabou sobrando para Alexis Sánchez empatar o jogo. O gol animou a torcida chilena no Mineirão, que tentou abafar os gritos da imensa massa verde e amarela do estádio.
Nos minutos finais da primeira etapa, o Brasil voltou a pressionar o Chile, com a melhor chance aos 42 minutos, em chute de Daniel Alves que o goleiro Bravo espalmou. Aos 45 minutos, o Chile teve uma grande chance com Sánchez, após uma falha de Luiz Gustavo na saída de bola. Na confusão dentro da área, a bola acabou sobrando para escanteio.
O segundo tempo começou com Fernandinho arriscando um chute de fora da área. A bola passou próxima ao gol. Cinco minutos depois, Hulk fez um gol para o Brasil, mas o juiz invalidou o lance alegando que a bola tocou no braço do jogador antes de ir para o fundo da rede.
Aos 19 minutos, o Chile teve uma grande oportunidade com Aránguiz, que chutou forte e exigiu uma grande defesa do goleiro Julio Cesar.
Assim como na primeira etapa, o Chile manteve o controle e a posse de bola no segundo tempo e o Brasil encontrou muitas dificuldades para passar do meio de campo. Na metade do segundo tempo, o ritmo do jogo caiu bastante, com as equipes se arriscando pouco e criando poucas oportunidades de gol. A queda no jogo desanimou bastante a torcida no Mineirão, que só voltou a vibrar aos 35 minutos, quando Neymar arriscou de cabeça no meio do gol e Bravo defendeu.
Na primeira etapa da prorrogação, o Brasil entrou um pouco melhor em campo, mas com muitas dificuldades para enfrentar a defesa chilena. Com isso, poucos chutes a gol aconteceram. Na segunda etapa do tempo extra, já bastante cansados em campo, os jogo seguiu com poucas oportunidades. A grande chance da prorrogação só aconteceu aos 14 minutos, para o Chile, quando o chute de Piniilla explodiu no travessão.
Na cobrança de pênaltis, David Luiz, Marcelo e Neymar marcaram para o Brasil. Willian chutou para fora e Hulk teve a sua cobrança defendida por Bravo. Pelo Chile, Díaz e Aránguiz marcaram, mas o goleiro Julio Cesar fez duas defesas em chutes cobrados por Pinilla e Sánchez e, para alegria dos brasileiros, Jara errou a última cobrança mandando a bola no travessão.
Fonte - Agência Brasil  28/06/2014

Oitavas de final da Copa começam hoje com Brasil em campo

Copa no Brasil

A fase de mata-mata do torneio começa às 13h, horário de Brasília, com Brasil e Chile, em Belo Horizonte. A seleção brasileira virá com pelo menos uma mudança em relação ao time que começou a partida contra Camarões, na última segunda-feira (23).

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil
O técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari,
 e o jogador Thiago Silva concedem coletiva sobre
 o jogo contra o Chile, no Mineirão
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Começam hoje (28) as oitavas de final da Copa do Mundo. A partir de agora, os erros não serão mais tolerados e quem perder estará fora do torneio. Após a primeira fase, encerrada na última quinta-feira (26), 16 seleções já deixaram o país e 16 continuam na disputa. Entre as consideradas favoritas, Brasil, Alemanha, Holanda e Argentina continuam no páreo. Entre as sensações do torneio, França e Costa Rica, invictas até agora, Colômbia, com 100% de aproveitamento, e Bélgica, também vitoriosa nas três partidas que disputou, têm força suficiente para continuar brigando pela Taça.
A fase de mata-mata do torneio começa às 13h, horário de Brasília, com Brasil e Chile, em Belo Horizonte. A seleção brasileira virá com pelo menos uma mudança em relação ao time que começou a partida contra Camarões, na última segunda-feira (23). O volante Fernandinho, que entrou no segundo tempo diante dos africanos e teve boa atuação, vai ocupar a vaga que era de Paulinho.
De acordo com o técnico do Brasil, Luiz Felipe Scolari, o time alcançou 80% do que apresentou na Copa das Confederações do ano passado, quando saiu campeão. Ele enfatizou que o time vai tentar imprimir seu estilo de jogo e buscar as quartas de final. “Vamos montar nossa equipe de acordo com nosso padrão de jogo, independentemente de como o Chile vai se oferecer para nós. Se dá certo ou se dá errado, temos alternativas que vamos conversar antes do jogo para que saibamos nos portar em determinadas situações”.

Animados por boa campanha na primeira fase,
 torcedores chilenos devem disputar as arquibancadas
 do Mineirão com a torcida verde e amarela
Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil
O Chile vem credenciado por uma vitória incontestável sobre a Espanha na primeira fase, com boas atuações de Vargas e Sánchez. O time, comandado pelo argentino Jorge Sampaoli, vai tentar quebrar a sequência de eliminações do país para o Brasil em oitavas de final. Foi assim em 1998 e em 2010. Outro duelo que vale registro é o das arquibancadas. Os chilenos estão enchendo os estádios nos jogos do país e vão querer dividir o espaço com a torcida verde e amarela no Estádio Mineirão.
No outro jogo de hoje, a Holanda enfrenta o México, em Fortaleza, às 17h. Favoritos, os holandeses apostam nas boas atuações de Sneijer, Robben e Van Persie. Os mexicanos, que surpreenderam o Brasil e conseguiram sair com um empate na primeira fase, têm o talento de Giovanni dos Santos, Javier “Chicharito” Hernández e o goleiro Ochoa a seu favor.
Fonte - Agência Brasil  28/06/2014