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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Avaliação inicial aponta viabilidade para implantação do VLT em Maringá

Transportes sobre trilhos  🚄

Phillipe Grizses, diretor de Engenharia de Ferrovias e Transporte Urbano, e Alexandre Seixas, gerente de Consultoria, executivos da Egis no Brasil, entendem que as condições topográficas da cidade, em particular da avenida Brasil, reúnem as características adequadas para implantação do projeto. O traçado não exige grandes obras, como viadutos, e desapropriações, o que reduz o custo do empreendimento. Diferente do que ocorreu com as obras do VLT no Rio de Janeiro e Cuiabá. 

ODiario.com - Abifer
foto - ilustração
Executivos da Egis, empresa francesa de engenharia e estruturação de projetos, considerada uma das maiores do mundo em sua área, estiveram em Maringá semana passada, percorreram o traçado proposto para instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e concluíram pela viabilidade inicial do projeto. O traçado liga a Praça Ivaí, no Fim da Picada, ao aeroporto velho, deslocando-se em duas mãos por trilhos instalados no canteiro central da avenida Brasil. Ainda não há custo estimado para obra.
O secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Gilberto Purpur, defende o projeto como indispensável para modernizar o transporte coletivo Urbano. Argumenta que o VLT não apenas reforça a capacidade de deslocar pessoas com conforto e segurança, mas também representa importante intervenção que valoriza o espaço urbano. "Não se trata apenas de um meio de transporte, mas também de instrumento de reorganização do espaço urbano, promovendo a modernização do entorno", afirma.
Phillipe Grizses, diretor de Engenharia de Ferrovias e Transporte Urbano, e Alexandre Seixas, gerente de Consultoria, executivos da Egis no Brasil, entendem que as condições topográficas da cidade, em particular da avenida Brasil, reúnem as características adequadas para implantação do projeto. O traçado não exige grandes obras, como viadutos, e desapropriações, o que reduz o custo do empreendimento. Diferente do que ocorreu com as obras do VLT no Rio de Janeiro e Cuiabá.
A estimativa da Secretaria de Mobilidade é movimentar 30 mil pessoas/dia no trecho de 8 km entre a Praça ivaí e o antigo aeroporto. O projeto prevê expansão de ramais para Sarandi e Paiçandu, além da ligação norte/sul, passando pela UEM. O VLT se integraria ao transporte coletivo feito por ônibus, o que demandaria reorganização logística de toda a rede. O empreendimento começaria com um estudo de viabilidade, avançaria para validação do projeto e finalmente licitação. Essas etapas durariam cerca de 10 meses.
A consultoria, cujo trabalho inicial não implica em custo algum para o município, desaconselha o investimento no projeto no formato Parceria Público-Privada (PPP), com o argumento de que o modelo depende da saúde das empresas participantes.
Eventuais problemas financeiros com os investidores privados repercutem negativamente no cronograma de execução da obra. A saída recomendada é a captação de recursos internacionais para financiar o projeto.
Fonte - Abifer  24/08/2017

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Ligação Londrina a Maringá (PR) por trilhos poderá ser feita por etapas

Transportes sobre trilhos

Para viabilizar a construção da nova linha de transporte por trilhos, o governo do Paraná, por meio da Secretaria Estadual de Planejamento e Coordenação Geral, anunciou na segunda-feira (19) o chamamento para o "Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI)". 

Folha de Londrina
foto - ilustração
Discutido pelo governo do Paraná desde o ano 2000, o projeto do "Trem Pé Vermelho", que servirá ao transporte de passageiros entre as regiões de Maringá e Londrina, agora começa a dar passos no sentido de sua realização.
Para viabilizar a construção da nova linha de transporte por trilhos, o governo do Paraná, por meio da Secretaria Estadual de Planejamento e Coordenação Geral, anunciou na segunda-feira (19) o chamamento para o "Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI)". No documento, as empresas deverão definir se preferem assumir a concessão do empreendimento ou fazer a gestão por meio de parceria público-privada (PPP).

Desmembrado
O projeto foi desmembrado em três subprojetos, que precisam ser assumidos em conjunto. Um de 24 km que ligará Paiçandu a Sarandi; o outro com 36 km, entre Ibiporã e Cambé; e um terceiro, ligando os dois trechos, com 93 km. "Existem trechos mais viáveis de início do que outros e é possível implantá-los em etapas. Mas o que definirá isso serão os estudos", disse o assessor técnico Guatassara Boeira, da Secretaria Estadual de Planejamento.


Segundo Boeira, uma possibilidade é aproveitar linhas férreas pré-existentes para a adoção de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLTs) em conjunto com Veículos Leves sobre Pneus (VLPs) nas áreas urbanas. “É algo comum em muitas regiões da Europa e dos Estados Unidos, ou mesmo do Brasil, como em Santos, Rio de Janeiro e Natal”, lembrou.
Para o diretor executivo da Agência Terra Roxa de Desenvolvimento, Alexandre Farina, a ferrovia “daria maior acesso a serviços, lazer, estudo e empregos na região, o que pode atrair empresas pelo maior acesso à mão de obra”, sugere. Ele lembra ainda que a agência busca também enquadrar o projeto no Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2).

Edital
O edital de chamamento para a PMI está disponível no site www.casacivil.pr.org.br, no banner "Conselho Gestor de Concessões", no link "Resolução de Chamamento". Os interessados têm de encaminhar as manifestações para elaboração de estudo de viabilidade em até 30 dias a partir de ontem.
Fonte - Mobilize  23/10/2015

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Projeto do trecho de Maringá terá R$ 4,2 milhões

Transportes sobre trilhos

O maior valor destinado à região de Londrina se deve a uma maior extensão do trecho a ser projetado, que é de 36,47 quilômetros.Os recursos foram incluídos no Orçamento Geral da União, confirmou na ultima sexta-feira (24) a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, que aprovou a inclusão do projeto no PAC da Mobilidade Urbana.

Por Murilo Gatti - odiario.com

A Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística (Seil) vai receber R$ 4,29 milhões para contratar o projeto executivo do trecho do trem de passageiros "Pé-Vermelho" que inclui as cidades de Paiçandu, Maringá e Sarandi. Os recursos foram incluídos no Orçamento Geral da União, confirmou na última sexta-feira (24) a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, que aprovou a inclusão do projeto no PAC da Mobilidade Urbana.
Para o trecho urbano que inclui as cidades de Ibiporã, Londrina e Cambé, vão ser destinados outros R$ 6,44 milhões. O dinheiro vai ser liberado por meio da Caixa Econômica Federal, o que deverá acontecer até meados do próximo ano.
O maior valor destinado à região de Londrina se deve a uma maior extensão do trecho a ser projetado, que é de 36,47 quilômetros. Na região de Maringá, o projeto contempla um trecho de 24,3 quilômetros. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério, a partir de agora, a "Caixa Econômica Federal dará inicio a análise da documentação entregue pelo proponente para o início do processo de contratação".
Apesar da liberação dos recursos para os projetos, ainda não há garantias de que o governo federal irá liberar recursos para a execução das obras de implantação do trem de passageiros nas duas regiões. "Ainda não há previsão de apoio do Governo Federal para as obras do empreendimento", informou o Ministério das Cidades, por meio de nota.
O Estudo de Viabilidade Técnica, Ambiental e Econômica do empreendimento indica que a implantação do trem é viável. Na região de Maringá, a perspectiva é ter uma demanda de quase 15 mil passageiros por dia. Na região de Londrina, a estimativa é que o trem vai ser usado diariamente por 13,5 mil pessoas. O projeto inicial prevê seis estações de embarque e desembarque em cada região.
Fonte - STEFZS  29/10/2014

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Publicada seleção do Trem Pé-Vermelho como obra do PAC

Transportes sobre trilhos

O documento publicado no Diário Oficial não estabelece prazos, nem dá detalhes do projeto. Mas, segundo Alexandre Faria, da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa, trata-se de uma autorização para o governo contratar o projeto executivo da obra, estimado em R$ 10 milhões. A obra propriamente dita deve custar R$ 700 milhões.

Folha de Londrina
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Foi publicada ontem no Diário Oficial a portaria 338, do Ministério das Cidades, tornando pública a proposta do Trem Pé-Vermelho, a "ser apoiada com recursos do Orçamento da União". O trem de passageiros vai ligar as cidades de Londrina e Maringá. A portaria diz que o projeto foi aprovado pelo Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 27 de fevereiro.
O documento publicado no Diário Oficial não estabelece prazos, nem dá detalhes do projeto. Mas, segundo Alexandre Faria, da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa, trata-se de uma autorização para o governo contratar o projeto executivo da obra, estimado em R$ 10 milhões. A obra propriamente dita deve custar R$ 700 milhões.
"É uma formalidade que a gente estava aguardando. É uma um passo para a concretização do projeto", afirma o executivo. O solicitante da obra é o governo do Estado. "As próximas etapas serão definidas entre os governos do Estado e o federal", conta. A execução depende de convênio entre os dois entes federativos e de licitação.
O estudo de viabilidade do Trem Pé Vemelho foi feito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e seria submetido a uma audiência pública marcada para Apucarana, em junho do ano passado. Mas, o evento foi suspenso pelo Ministério dos Transportes e ainda não foi remarcado.
Inicialmente, o traçado do Ferrovia ia de Maringá a Londrina, mas, durante o estudo, foram incluídas no extremo oeste a cidade de Paiçandu e, no lado contrário, Ibiporã. São 152,6 km de trilhos, servindo a 13 cidades que concentram juntas 1,8 milhão de pessoas.
O trem faz parte do Programa de Resgate do Transporte Ferroviário de Passageiros, do governo federal. Foram estudados 68 trechos no País e 14 selecionados como viáveis. A proposta é que a composição saia de Paiçandu, passe por Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e Ibiporã.
Contrariando estimativa inicial, o estudo de viabilidade concluiu que não será possível aproveitar os trilhos hoje existentes no trecho. Segundo apurou a FOLHA junto à UFSC em junho do ano passado, o programa prevê o tráfego mútuo de cargas e passageiros, desde que um não prejudique o outro. E o estudo concluiu que a Ferrovia hoje existente já está com sua capacidade esgotada. Ou seja, será necessário construir uma outra ao lada da atual.
Os técnicos da universidade fizeram uma viagem entre Londrina e Apucarana e só este trecho demorou nove horas. Entre os 14 projetos selecionados no País, o trem Pé-Vermelho é o segundo com processo mais adiantado.
A reportagem tentou contato ontem à tarde com os ministérios do Transporte e das Cidades, mas não conseguiu entrevistas devido ao jogo do Brasil na Copa do Mundo. Também não foi possível localizar o prefeito Alexandre Kireeff para repercutir a divulgação da portaria.
Fonte - Revista Ferroviária 25/06/2014