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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Portugal põe estações de trem abandonadas à venda

Internacional

As opções são diversas. Existem estações às margens do Rio Douro, no meio do campo de Trás-os-Montes, ou com vista para o oceano Atlântico.Elas podem ser transformadas em hotéis, albergues, restaurantes, sedes de associações ou edifícios para a administração.

Yahoo Notícias
Foto - ilustração
estação Cantanhede/jominfefotos
As estações de trem abandonadas de Portugal estão à venda, e qualquer cidadão ou empresa pode comprá-las graças a uma iniciativa da empresa pública de infraestruturas ferroviárias Refer para tentar atenuar seu déficit.
As opções são diversas. Existem estações às margens do Rio Douro, no meio do campo de Trás-os-Montes, ou com vista para o oceano Atlântico.
Elas podem ser transformadas em hotéis, albergues, restaurantes, sedes de associações ou edifícios para a administração. O preço depende do uso que se queira dar ao espaço e será estabelecido com a própria Refer, segundo fontes da empresa pública, que terá que ser convencida pelo projeto para dar sinal verde à transação.
O objetivo desta iniciativa, afirmaram fontes da Refer à Agência Efe, é evitar "a degradação dos espaços e os atos de vandalismo" aos quais estão submetidas as estações à venda e, para isso, serão colocadas "a serviço do povo, complementando e valorizando as economias e comunidades locais".
A empresa que administra as infraestruturas ferroviárias do país prevê, com esta venda de patrimônio, "evidentes lucros no referente à imagem" da própria Refer.
Em algumas das estações ainda se pode escutar, de vez em quando, a passagem dos trens. Em outras, o barulho é bem menor porque as locomotivas há muito tempo não ressoam em sua passagem pelos trilhos, e os novos usuários são ciclistas e pedestres.
Também estão sendo oferecidos outros ativos, hoje inutilizados e pertencentes à empresa ferroviária, um armazém na região do Alentejo ou um terreno no centro da turística cidade de Sintra, próxima a Lisboa.
A empresa pública, por meio de sua divisão Refer Patrimônio, conta em seu site com catálogos que incluem todos os ativos à venda ou que são oferecidos em regime de concessão por um número determinado de anos.
No caso da estação à margem do Douro, o site indica que o local pode ser transformado em um imóvel residencial ou comercial, ou mesmo para oferecer serviços adicionais à via verde para bicicletas que agora lá existe, depois que os trilhos caíram em desuso.
O site também exibe fotografias de todos os imóveis e terrenos, que em muitos casos têm um aspecto que revela vários anos de abandono.
É o caso de outra antiga estação de trem no pequeno povoado de Fortunho, a 100 quilômetros do Porto, que não tem mais o telhado; ou o de outro edifício ferroviário em Casa Branca, entre Lisboa e Évora, que tem a maior parte de suas janelas quebradas.
Outros imóveis mostram, no entanto, bom aspecto, como é o caso de um edifício em desuso do bairro de Santa Apolonia, em Lisboa. A empresa ferroviária sugere um futuro uso como alojamento turístico em seus 1.200 metros quadrados de terreno.
Também ficaram em desuso armazéns, escritórios, apartamentos e até mesmo extensos terrenos com vias de trem onde há anos manobravam ou estacionavam as locomotivas e os vagões portugueses.
Perto da capital lusa, na linha de trem de Cascais, a praia dos lisboetas por excelência, é oferecida a casa que antigamente pertencia ao encarregado de fazer funcionar um dos trechos da linha, muito perto do mar.
E para quem preferir uma propriedade na própria Lisboa, a Refer oferece terrenos em pleno centro da capital, ao lado das turísticas e comerciais Praça dos Restauradores e Avenida da Liberdade.
Fonte - Revista Ferroviária  30/01/2015

COMENTÁRIO Pregopontocom

Pois pois.....fico aqui a comentar com os meus botões:estações abandonadas,trilhos desativados,patrimônio público sendo privatizado...quanta coincidência.....

domingo, 4 de novembro de 2012

Deputado qualifica ferrovia no Algarve, Portugal, como do terceiro mundo

Publico P  03/11/12

O deputado social-democrata Mendes Bota questionou neste sábado o Governo acerca da degradação da maioria das estações de comboios e apeadeiros da Linha Regional do Algarve, que classifica como sendo de “terceiro mundo”.
Em carta dirigida ao ministério da Economia, o deputado pergunta se o Governo tem consciência da situação, quais as medidas que tenciona tomar e quais os investimentos neste sector previstos para o próximo triênio.
Num comunicado, Mendes Bota aproveita para desafiar responsáveis políticos, cidadãos, elementos das empresas Refer (Rede Ferroviária Nacional) e CP (Comboios de Portugal) a percorrerem o roteiro ferroviário da Linha Regional do Algarve e refletirem sobre o que vêem.
“Não é demais salientar: a situação das estações de comboios e apeadeiros do Algarve é vergonhosa para a região. É uma sensação de Terceiro Mundo”, afirma, acrescentando que a região “não se pode dar ao luxo de fazer montra destas autênticas chagas paisagísticas”.
Entre os problemas com que se deparou, Mendes Bota enumera o facto de a maioria das casas de banho públicas se encontrarem vedadas, a proliferação de lixo, as dificuldades de acessibilidade e a deficiente sinalização no acesso às estações e apeadeiros.
“Sem condições, não há credibilidade. Sem credibilidade, perdem-se clientes. Sem clientes, corre-se o risco de desaparecer toda uma matriz econômica que durante décadas foi fomentada à custa desta linha e que foi erigida em torno desta e doutras estruturas semelhantes”, sublinha.
Mendes Bota lembra ainda que a linha que liga o Algarve de ponta a ponta, de Vila Real de Santo António a Lagos, e que no seu percurso estabelece um elo de ligação entre a vasta zona litoral do Algarve.
“Infelizmente, a situação de penúria financeira a que o país chegou, não augura tão cedo um pacote de investimento público que permita inverter em profundidade a estratégia do setor de transportes na região”, conclui.
Fonte -  São Paulo Trem Jeito  03/11/2012