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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ganhadeiras de Itapuã abrem programação de aniversário da Casa da Música no Abaeté

Arte & Cultura  🎶

Nesta quarta-feira (6), às 18h, o Luau Viva o Abaeté abre a programação especial com as apresentações de Mateus Aleluia, as Ganhadeiras de Itapuã e Roberto Mendes. Às margens da Lagoa do Abaeté, ao brilho do luar, o público vai curtir toda a potência e riqueza do samba e da música popular brasileira.

Da Redação
foto - Camila Souza/GOVBA
Em 2017, a Casa da Música completa 24 anos. Essa idade representa a construção de um lugar que está em constante transformação e que atua sempre através do diálogo com sua comunidade. De um local destinado à preservação da memória da música na Bahia, hoje o espaço tem uma programação que transversaliza cultura, ecologia e responsabilidade social. Portanto, durante todo o mês de setembro, o espaço proporciona ao público uma programação inteiramente gratuita de celebração à data com a ocupação do Parque do Abaeté, um dos principais cartões postais de Salvador.
Nesta quarta-feira (6), às 18h, o Luau Viva o Abaeté abre a programação especial com as apresentações de Mateus Aleluia, as Ganhadeiras de Itapuã e Roberto Mendes. Às margens da Lagoa do Abaeté, ao brilho do luar, o público vai curtir toda a potência e riqueza do samba e da música popular brasileira.
As Ganhadeiras de Itapuã nasce do desejo de manter acesos os costumes e tradições desse tradicional bairro de Salvador. O premiado grupo é composto por músicos, crianças e senhoras, que ganharam esse nome por homenagear as mulheres rendeiras do final do século XIX e início do XIX, através de cantigas e sambas de rodas.
O compositor, cantor e instrumentista Mateus Aleluia é remanescente do grupo vocal Os Tincoãs, que trabalhou o sentimento ancestral do perfil cultural da região de Cachoeira através da música. Esta mescla de cultura responsável pela amálgama dos hábitos do município explodiu através do grupo em sua fase afrobarroca, sintetizado em cinco LPs, quatro compactos e algumas participações especiais.
Natural de Santo Amaro da Purificação, Roberto Mendes estuda o samba chula há mais de três décadas. Já lançou nove CD’s e tem músicas gravadas por diversos nomes da MPB, entre os quais, Gal Costa, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Maria Creuza, Raimundo Sodré e Zezé Motta. Muitas músicas de Bethânia, inclusive, são composições dele, a exemplo de “Filosofia pura”, “A bela e o mar”, “Vida vã” e “Vila do adeus”.

Um mês de celebrações

Além do Luau, a Casa da Música preparou diversas atividades de aniversário ao longo do mês de setembro. O Sarau de Itapuã – evento que acontece há dez anos, quinzenalmente, às segundas-feiras – recebe diversos convidados no dia 18 de setembro, a partir das 18h.
No dia 22, a partir das 9h30, a Casa da Música forma uma ala dentro do Desfile Cultural da Primavera, que no passado embelezava a orla de Itapuã com a participação dos moradores que acompanhavam com aplausos. No mesmo dia, às 18h, acontece a Fogueira Filosófica - Antigas Serestas da Lagoa do Abaeté, que conta com a participação de alunos dos cursos da Casa da Música em uma apresentação aberta para todo o público.
A Caminhada Viva o Abaeté acontece no dia 23, às 7h, como um convite a compartilhar vivências no ecossistema de dunas e lagoas da APA Abaeté, com performances culturais e orientações sobre a trilha e o meio ambiente local. Mais tarde, às 14h, o professor Juracy Costa promove a palestra “A Educação Através do Xadrez - Benefícios Para A Saúde, Diversão e Ocupação para as crianças”.
Para finalizar, no último sábado de setembro, dia 30, acontece uma edição especial da Sabadeira Musicada na Casa da Música, a partir das 14h.

Sobre o espaço cultural
“O Museu da Imagem e do Som do Abaeté” era o título do projeto inicial da Casa da Música, inaugurada em 3 de setembro de 1993. Situada numa Área de Proteção Ambiental, o Parque Metropolitano Lagoas e Dunas do Abaeté, a Casa atua recebe atividades artísticas de diversas linguagens. O Espaço realiza exposições temporárias, saraus e bate-papos musicados, sempre com temas ligados à música e a preservação do complexo do Abaeté. Além destes eventos culturais, o Espaço oferece oficinas gratuitas para a comunidade.
A Casa da Música é um dos dezessete espaços culturais administrados pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), através da Diretoria de Espaços Culturais (DEC), setor da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), que tem como principais desafios fomentar a produção cultural da comunidade e contribuir para a democratização do acesso à cultura.
Com informações da Secom Ba.  05/09/2017

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Governo da Bahia articula parceiros para revitalização da Lagoa do Abaeté

Meio Ambiente

Ao lado do diretor da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), Deusdete Fagundes de Brito, o secretário foi recebido pela presidente da Associação dos Comerciantes, Ambulantes e Baianas do Acarajé, Neucy Pereira Gonçalves, permissionários, comerciantes e moradores da área.

Da Redação
foto - Tatiana Azeviche
A articulação de agentes públicos que podem contribuir para acelerar a revitalização da Lagoa do Abaeté, um dos mais belos cartões-postais da capital baiana, foi assegurada pelo secretário de Turismo da Bahia, Nelson Pelegrino, durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (28). “Temos feito reuniões periódicas com as equipes da Conder, Secretaria do Meio Ambiente [Sema] e Segurança Pública [SSP], a fim de mobilizar esforços pela requalificação desta área, valorizada por baianos e turistas”, disse Pelegrino.
Ao lado do diretor da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), Deusdete Fagundes de Brito, o secretário foi recebido pela presidente da Associação dos Comerciantes, Ambulantes e Baianas do Acarajé, Neucy Pereira Gonçalves, permissionários, comerciantes e moradores da área.

foto - Tatiana Azeviche
Eles listaram as ações transversais mais imediatas, ao mesmo tempo em que a Conder designa a execução da reforma da área externa e dos equipamentos existentes, como quiosque, centro comercial, sanitários e reparo da pavimentação em pedra portuguesa, com investimento de R$ 1,6 milhão.
“Em breve, a Lagoa do Abaeté enriquecerá nosso roteiro turístico, e os baianos também ficarão satisfeitos ao visitá-la”, acrescentou o secretário. O plano também inclui intervenções na Baixa do Soronha (comunidade vizinha ao Parque do Abaet
Com informações da Secom Ba.  28/04/2016

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Aeroporto de Salvador deve ser duplicado, segundo Infraero

Infraestrutura

Atualmente, o aeroporto ocupa uma área de 5,7 milhões de m². Com a duplicação passará a dispor de praticamente o dobro com 10 milhões de m² Ele salientou, todavia, que parte desse terreno pertence à Conder.Segundo o documento divulgado no período pela Unidunas, “a ampliação do Aeroporto de Salvador extinguiria uma grande parte do parque e do ecossistema do Abaeté,

Albenísio Fonseca - TB
foto - ilustração/infraero
O superintendente da Infraero-Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, na Bahia, José Cassiano Ferreira Filho, anunciou, ontem, durante almoço promovido pelo Rotary Club, na Casa do Comércio, que um novo projeto de duplicação do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães encontra-se em fase de estudos e adequações na Diretoria de Planejamento da estatal. Atualmente, o aeroporto ocupa uma área de 5,7 milhões de m². Com a duplicação passará a dispor de praticamente o dobro com 10 milhões de m² Ele salientou, todavia, que parte desse terreno pertence à Conder.
O superintendente admitiu que a não obtenção do licenciamento ambiental para a duplicação, em 2009, “decorreu do entendimento do Inema-Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (à época era o IMA) de que a pista velha teria possibilidade de ampliação, o que tornava injustificável a construção de uma nova pista, à época”. Para Cassiano, contudo, “a duplicação da pista existente não contemplaria o redimensionamento da operacionalidade prevista para o aeroporto”. A assessoria da Infraero, em âmbito nacional, ficou de emitir hoje um posicionamento oficial sobre a obra, como se haverá ou não manutenção do custo da intervenção em R$ 200 milhões, conforme previsto naquele ano.
Para José Cassiano, somente uma nova pista permitirá pousos e decolagens simultâneos e a ampliação do terminal de passageiros. A pista tem extensão prevista em 2,4 quilômetros. Portanto, tendo como perspectiva o ano de 2039, Cassiano disse que “efetivada a duplicação, o aeroporto de Salvador terá capacidade para operar um movimento de até 42 milhões de passageiros por ano. Em 2014 a movimentação alcançou 9,1 milhões, compreendendo um acréscimo de 6,5% em relação ao ano anterior.
A propósito das obras no terminal de passageiros, que permanecem sem conclusão e que deveriam estar concluídas antes da Copa do Mundo de Futebol, transcorrida em 2014, Cassiano garantiu que, “embora a conclusão já tenha sido anunciada para maio próximo, ainda não será possível concluir nesse novo prazo”.
Ele atribuiu o atraso à “falta do repasse de recursos pelo governo federal”, além das “necessidades de adequação do projeto diante das demandas surgidas com o início dos trabalhos”. Conforme o superintendente, dos dias 9 a 18 – período do Carnaval em Salvador – estão previstos 290 vôos extras, além dos 130 operados normalmente, com um aumento de 25% na malha diária. A propósito da privatização do Luis Eduardo Magalhães, o dirigente da Infraero na Bahia, disse tratar-se de questão sobre a qual não poderia se pronunciar. Mas confirmou que estudo nesse sentido vem sendo desenvolvido pela Secretaria da Aviação Civil.
Nova pista
Embora conste do Plano Diretor do Aeroporto, elaborado em 1981, a construção da terceira pista para pouso e decolagem de grandes aeronaves em Salvador é fonte de polêmica desde 2009. O projeto previa, então, a utilização de cerca de 80% da Área de Preservação Ambiental Lagoas e Dunas do Abaeté. Os ambientalistas chegaram a questionar a obra, à época, como “mais um crime ambiental anunciado que envergonha a Bahia”.
Segundo o documento divulgado no período pela Unidunas, “a ampliação do Aeroporto de Salvador extinguiria a quase totalidade do manancial do Abaeté, aterraria 15 lagoas, erradicaria espécies em risco de extinção, além de centenas de espécies vegetais raras, como orquídeas que só acontecem naquele ecossistema”.
Fonte - Tribuna da Bahia  06/02/2015