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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Tombamento dos bondes da Lagoa em Campinas é avaliado

Patrimônio Histórico

Condepacc iniciou processo estudo; circularam na região central da cidade entre 1910 e 1958 - Eles são remanescentes de uma frota que circulou em Campinas até 1968 e atualmente estão parados, à espera da conclusão da recuperação da caravela, o que deve ocorrer, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, em 15 dias.

Correio Popular de Campinas 
Foto: César Rodrigues/AAN | Correio Popular
Os três bondes da Lagoa do Taquaral, em Campinas (SP), entraram em processo de tombamento no Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e, se aprovado, se tornarão patrimônio da cidade como vestígios da história e da indústria do transporte. Eles são remanescentes de uma frota que circulou em Campinas até 1968 e atualmente estão parados, à espera da conclusão da recuperação da caravela, o que deve ocorrer, segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, em 15 dias.
Por causa da movimentação de guindastes usados nas obras da caravela, a rede de energia precisou ser seccionada, e interrompeu a circulação dos bondes. O quarto bonde da Lagoa, que teve o maquinário roubado, permanece com a carcaça em cima de cavaletes. Há um inquérito em andamento para investigar responsabilidades pelo sumiço do equipamento. O que se sabe até agora é que a empresa Empretec Indústria e Comércio Ltda. foi contratada em 2010 para fazer a reforma do bonde, mas teria terceirizado o serviço.
As apurações feitas apontaram que ele teria sido levado para uma oficina no Parque Oziel e nunca mais devolvido à Administração. Algumas incursões pelo Parque Oziel foram realizadas, mas o maquinário não foi localizado.

Tentativa de recuperação
Paulella disse nesta terça-feira (23) que estão sendo feitos contatos para tentar adquirir dois motores e um chassis para reequipar esse bonde e colocá-lo em circulação em 2015. Já os outros três passaram por recuperação mecânica para deixá-los em condições de circular, mas terão ainda que ser restaurados - uma equipe está fazendo os estudos para a recuperação desses equipamentos.
Os bondes começaram a funcionar em Campinas há 104 anos, como ícones da modernidade e do progresso no País. Eles fazem parte da história do município e foram além de um sistema de transporte coletivo. Tudo começou com a inauguração da Companhia Campineira de Carris de Ferro, em 1878 e, um ano depois, em 25 de setembro de 1879, a cidade passou a ter o serviço de bondes de tração animal, levado por mulas.

Itinerário
Na ocasião, estes bondes levavam os passageiros da ferrovia na Praça da Estação até a Praça José Bonifácio, no Largo da Catedral Metropolitana, através da Rua 13 de Maio. A revolução nos bondes de Campinas começou em 1910, quando foi criada uma nova empresa, a Companhia Campineira de Tracção, Luz e Força (CCTLF) para fazer um sistema elétrico de bondes. Em 1911 encomendou oito novos bondes com dez fileiras de bancos e iniciou a construção de uma nova linha.
Mas com a expansão do sistema viário e da popularização do automóvel, os bondes se aposentaram. O último passou na noite da sexta-feira do dia 24 de maio de 1968. O bonde elétrico funcionou por 56 anos. No dia 5 de novembro de 1972 a Prefeitura inaugurou uma linha interna circular com quatro bondes e pouco mais de 3 km ao redor da Lagoa do Taquaral.
Fonte - STEFZS  24/09/2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Tombamento do Teatro Castro Alves é aprovado pelo Ministério da Cultura

Salvador

A definição ratifica a proteção do local pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).A decisão havia sido tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em novembro do ano passado, com a inscrição do teatro nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes aprovada por unanimidade.

TB
Sala principal do Teatro Castro Alves
Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (19/9), uma portaria assinada pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, que homologa o tombamento do Teatro Castro Alves (TCA).
A definição ratifica a proteção do local pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
A decisão havia sido tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em novembro do ano passado, com a inscrição do teatro nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes aprovada por unanimidade.
Situado no bairro Campo Grande, em Salvador, o espaço do TCA tem formato de origami e sua estrutura foi executada pelo arquiteto José Bina Fonyat Filho na década de 1960.
Composto por três pavimentos, o teatro é distribuído em uma sala principal com capacidade de abrigar 1,5 mil espectadores; a sala do coro, outros 200 e a concha acústica que consegue abrigar em torno de 5,5 mil pessoas.
O teatro acolhe ainda dois grupos: a Orquestra Sinfônica da Bahia e o Balé do Teatro Castro Alves.
A iniciativa de pedir o tombamento partiu do Sindicato dos Arquitetos da Bahia (Sinarq).

A construção do TCA











História
Fruto de uma antiga reivindicação da classe artística baiana, o Teatro Castro Alves foi criado para ser um dos palcos mais importantes do Brasil. Sua construção foi iniciada no governo de Antônio Balbino, sendo entregue à população em 1958, no dia 2 de julho.
Sua inauguração estava prevista para o dia 14 de julho, mas na madrugada do dia 9, o TCA pegou fogo, num incêndio de causas até hoje desconhecidas, mas atribuídas a um curto-circuito na instalação elétrica.
Projetado inicialmente pelos arquitetos Alcides da Rocha Miranda e José de Souza Reis em 1948, o Teatro foi reprojetado por José Bina Fonyat Filho e Humberto Lemos Lopes, com projeto destacado na ocasião com uma menção honrosa na 1ª Bienal de Artes Plásticas de Teatro em São Paulo, por sua arquitetura moderna e ousada.
A construção ficou a cargo da companhia Norberto Odebrecht e foi entregue um ano depois, mas a inauguração do complexo foi adiada em nove anos após um incêndio.
O TCA foi inaugurado em 4 de março de 1967 e teve a presença do então presidente da República Castelo Branco e do então governador, Lomanto Júnior.
Fonte - Tribuna da Bahia  19/09/2014

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Governo do Rio desiste da demolição do Museu do Índio

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Foto ilustração
Rio de Janeiro - O governo do Rio de Janeiro recuou e decidiu manter o prédio do Museu do Índio, no Maracanã, zona norte do Rio. “O estado ouviu as considerações da sociedade a respeito do prédio histórico, datado de 1862, analisou estudos de dispersão do estádio e concluiu que é possível manter o prédio no local”, diz nota divulgada na tarde de hoje (28). A decisão do governo fluminense ocorre dois dias após a liminar concedida pela Justiça à Defensoria Pública do estado impedindo a demolição museu, localizado ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.
Segundo a nota, o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, irão declarar o tombamento do imóvel e definir qual será a destinação do mesmo. A restauração do prédio, de acordo com o governo estadual, ficará a cargo da empresa que vencer a licitação para as obras do Complexo do Maracanã, cujo edital sairá em fevereiro.
O comunicado diz ainda que “o governo está tomando às devidas providências para que o local seja desocupado dos seus invasores”. Desde 2006, o prédio é ocupado por índios que intitularam o local de Aldeia Maracanã. O grupo está reunido para discutir a decisão do governo do estado, informou um dos líderes do grupo, Afonso Apurinã, à Agência Brasil.
Fonte - Agência Brasil  28/01/2013