Mostrando postagens com marcador refrigerantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador refrigerantes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Óleo vegetal bromado: o perigo dos refrigerantes, isotônicos e outros alimentos industrializados

Saúde

Conheça sobre esse ingrediente que está tão presente em nossas vidas e os riscos que causa em nossa saúde Usado na indústria química como retardante de chamas em espumas de móveis, o BVO é muito utilizado na indústria alimentar e em grande quantidade, pode vir a ser prejudicial à saúde....

RA

O óleo vegetal (de milho ou soja) pode ser muito utilizado na indústria alimentar e química, principalmente quando são adicionados átomos de bromo em sua estrutura. Com essa adição, o novo composto, chamado de óleo bromado ou óleo vegetal de bromo (BVO, na sigla em inglês - brominated vegetal oil), fica muito mais denso (chegando a ser tão denso quanto a água), isso porque os átomos de bromo são muito mais pesados que os átomos de carbono ou hidrogênio.
Usado na indústria química como retardante de chamas em espumas de móveis, o BVO é muito utilizado na indústria alimentar. Alimentos cozidos, farinhas para padarias, conservantes e corantes contém elevado nível de bromato, mas são os refrigerantes e isotônicos, principalmente aqueles de sabor citrus, que se destacam por conter o óleo vegetal bromado que, em grande quantidade, pode vir a ser prejudicial à saúde. O óleo vegetal de bromo atua como aditivo estabilizante, a fim de evitar que outros ingredientes se separem durante o processo de fabricação, garantindo assim a estabilidade, cor e o sabor da bebida.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso de óleo vegetal bromado em bebidas não alcoólicas é permitido, respeitado o limite máximo exigido de 0,0015 g/100 ml. Apesar da FDA, órgão de vigilância sanitária dos EUA, ter retirado esse ingrediente da lista de ingredientes seguros, algumas indústrias ainda utilizam o composto com baixa restrição.
No entanto, devido aos inúmeros riscos causados pelo brometo, a tendência é que asindústrias de bebidas comecem a substituir o BVO por ingredientes similares, mas menos prejudiciais. O acetato isobutirato de sacarose (SAIB) é derivado do açúcar de cana e já vem sendo usado pelas indústrias devido à característica estabilizante, e aresina éster de glicerol para a conservação da bebida - esses ingredientes, que são encontrados em gomas de mascar, já estão substituindo o óleo vegetal bromado nas indústrias de bebidas.

Efeitos na saúde
O excesso de Bromo no organismo pode desencadear diversos riscos à saúde dos consumidores. Ele compete com os mesmo receptores que são usados para captar iodo pelo organismo, portanto quanto mais bromo no corpo, menos iodo será absorvido. Dessa forma o organismo não consegue fixar a quantidade de iodo que necessita para a produção do hormônio da tireoide. A falta de iodo, consequentemente, irá causar problemas como hipotiroidismo.
O bromo tem ainda outros efeitos tóxicos no organismo. Ele atua como depressor do sistema nervoso central, causando distúrbios de memória, enfraquecimento, tremores e pode desencadear sintomas psicológicos, como paranoia aguda e outros sintomas psicóticos. A intoxicação pelo excesso de bromo no corpo é chamada de bromismo que pode ser ocasionada quando seu consumo ultrapassa a quantidade de 0,05 g/100 ml e é identificada pelos seguintes sintomas:
• Perda de apetite e dor abdominal;
• Fadiga;
• Rash cutâneo e acne severo;
• Arritmias cardíacas;
• Infertilidade;
• Hipotiroidismo.
Para reverter esses sintomas, é recomendado ingerir vitamina C, iodo e sal não refinado. E claro, a consulta ao médico é imprescindível em caso de apresentação de alguns dos sintomas.
Devido aos riscos que esse ingrediente pode causar na saúde humana, é aconselhável evitar consumir elevadas doses de produtos que contenham brometo, como osrefrigerantes, principalmente os citrus e isotônicos, que não somente têm óleo vegetal de bromo, como também altas concentrações de açúcares que podem causar obesidade. Verificar os rótulos dos refrigerantes e produtos alimentares que contém conservantes e corantes antes de consumi-los é uma maneira fácil para determinar a existência de bromo e evitá-lo. Opte por alimentos orgânicos sempre que possível.
Fonte - Revista Amazônia  16/07/2014

domingo, 19 de maio de 2013

Golpe da Coca-Cola não é manchete

Por Altamiro Borges

A Coca-Cola é uma das maiores anunciantes do mundo e do Brasil. Isto talvez explique o silêncio da mídia comercial diante de uma decisão da Justiça na semana passada. A fábrica da multinacional estadunidense em Minas Gerais foi multada em irrisórios R$ 460 mil por reduzir a quantidade de refrigerante nas embalagens de 600 ml para 500 ml. A multa, aplicada originalmente pelo Procon-MG, foi mantida pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que "a informação da alteração da embalagem foi prestada de forma insuficiente diante da força das marcas, o que causou dano aos consumidores".
Ainda segundo a sentença, "fala-se, aqui, de produtos altamente conhecidos – Coca-Cola, Fanta, Sprite e Kuat –, em relação aos quais o consumidor já desenvolveu o hábito de guiar-se mais pela marca e menos pelos detalhes do rótulo. Exatamente por isso, o fornecedor deveria ter zelado, preventivamente, para que a informação sobre a redução de volume fosse deveras ostensiva, clara e precisa, preservando a confiança do consumidor... A redução do volume dos refrigerantes, sem qualquer mudança da embalagem já reconhecida há vários anos pelo consumidor, implicaria violação do direito do consumidor à informação clara, precisa e ostensiva".
Segundo a fabricante, a mudança no tamanho da embalagem ocorreu em 2006 em partes de Minas Gerais e na região serrana do Rio de Janeiro. A maquiagem do produto, que resultou em "aumento disfarçado" do preço dos refrigerantes, segundo denúncia do Procon, garantiu maiores lucros à filial da multinacional ianque. O roubo, porém, não mereceu as manchetes dos jornalões e nem foi motivo de comentários ácidos dos "calunistas" de plantão das emissoras de rádio e televisão. Um tipo de corrupção passiva!
Fonte - Blog do Miro  19/05/2013