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sábado, 6 de dezembro de 2014

Rádios comunitárias e livres lutam contra criminalização da atividade

Comunicação

Ainda hoje, quando o rádio para alguns se tornou coisa do passado, usar o transmissor para se comunicar é única opção para muitos grupos sociais. Para eles, é preciso valorizar a comunicação 

Helena Martins 
Repórter da Agência Brasil 
Rádios Comunitárias /Agência Brasil
Desde os anos 1970, as rádios sem fins lucrativos se multiplicaram pelo Brasil, seja como comunitárias, quando têm autorização para funcionamento, ou livres, termo que se refere àquelas que ocupam o espectro eletromagnético mesmo sem permissão legal. Desde sempre, a preocupação foi falar para públicos específicos, permitindo o debate e a discussão da cidadania.
Ainda hoje, quando o rádio para alguns se tornou coisa do passado, usar o transmissor para se comunicar é única opção para muitos grupos sociais. Para eles, é preciso valorizar a comunicação comunitária, garantindo espaço e meios para que esses veículos possam multiplicar as vozes que circulam na mídia e produzir um conteúdo que, muitas vezes, não entra na agenda dos meios comerciais.
A batalha para manter os veículos de comunicação em atividade, entretanto, é dura. As organizações apontam que as rádios e os comunicadores têm sido criminalizados. Grupos que reúnem ativistas ou veículos de comunicação comunitária, como a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), apontam dificuldades para a obtenção da outorga e criticam as restrições impostas pela Lei 9.612/98, que regulamenta o serviço. A lei proíbe veiculação de publicidade e estabelece limite de potência de 25 watts e abrangência de 1 quilômetro para a emissora comunitária.
Uma das rádios livres mais antigas e em operação no país, a Rádio Muda, desde meados dos anos 1980 funciona no interior da torre da caixa d'água da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). João Francisco*, que integra o coletivo que produz a rádio, conta que o veículo nasceu com o objetivo de lutar pela liberdade de expressão.
“É uma batalha contra grandes conglomerados econômicos, que ganham muito dinheiro com anúncios, mas também uma batalha de cunho estético-político, de fazer com que as pessoas possam se expressar livremente”, afirmaiba Mais
A Rádio Muda é um exemplo de criminalização. Segundo João Francisco, já houve várias tentativas de fechar a rádio ou lacrar equipamentos. Atualmente, parte das pessoas envolvidas na produção do veículo responde a dois processos judiciais, um na área criminal e outro na cível. O comunicador reclama da situação, pois considera que a rádio não causa interferências.
“É uma rádio de baixa potência, não há dano. A gente sempre buscou transmitir em uma frequência que não era usada por outro rádio. Isso é, a gente ocupava o espaço que estava vazio no espectro e a gente fazia a nossa transmissão”, disse.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os registros de processos dos últimos cinco anos mostram que 30 entidades autorizadas como rádio comunitária foram penalizadas devido à potência e 198 devido ao uso não autorizado de radiofrequência.
O número pode ser maior, se consideradas as livres, mas não há dados sistematizados que apontem quantas emissoras foram fechadas ou o total de equipamentos apreendidos. Também não há informação exata sobre o número de integrantes das associações responsáveis por esses veículos que acabou sendo processado por comunicar.
Segundo a organização Artigo 19, essa criminalização ocorre porque existem legislações que preveem sanções criminais para o exercício da radiodifusão. A organização também avalia que a situação decorre da política de fiscalização, que reprime a atividade, e do entendimento judicial de que contra ela devem ser aplicadas sanções criminais e não administrativas.
“A criminalização da rádio comunitária acaba acontecendo porque o juiz considera que, na possibilidade eventual de causar algum dano a outros meios, é justificável atribuir uma pena criminal a esse comunicador”, avalia a advogada da organização, Karina Ferreira.
Na opinião de Karina, as leis que tratam do tema, como o Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, estão defasadas e não se referem diretamente à prática da rádio comunitária, mas sim ao exercício clandestino da prática de telecomunicações. Por isso, na opinião dela, essas leis não deveriam ser tomadas como base de um processo penal contra as emissoras.
*O nome foi alterado, a pedido do entrevistado.
Fonte - Agência Brasil  06/12/2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Economia brasileira cresceu 2,52% em 2013

Economia

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) é considerado uma prévia do PIB
PIB é um indicador para medir a atividade econômica do país. Quando há queda de dois trimestres consecutivos no PIB, a economia está em recessão técnica. 


Daniel Lima 
Repórter da Agência Brasil 

O Banco Central (BC) divulgou hoje o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Pelo índice, a economia em 2013 cresceu 2,52%. É importante observar, no entanto, que o índice oficial de crescimento da economia do ano passado só deverá ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim deste mês.
Se for considerada a dessazonalização do índice, ou seja, sem efeitos momentâneos do período, o resultado foi ainda melhor. Pelo IBC-Br, o PIB brasileiro cresceu 2,57%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar como está a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária. O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica.
PIB é um indicador para medir a atividade econômica do país. Quando há queda de dois trimestres consecutivos no PIB, a economia está em recessão técnica. Os economistas costumam dizer que o PIB é um bom indicador de crescimento, mas não de desenvolvimento, que deveria incluir outros dados como distribuição de renda, investimento em educação, entre outros aspectos.
O PIB pode ser calculado de duas maneiras. Uma delas é pela soma das riquezas produzidas dentro do país, incluindo nesse cálculo empresas nacionais e estrangeiras localizadas em território nacional. Nesse cálculo entram os resultados da indústria (que respondem por 30% do total), serviços (65%) e agropecuária (5%). Entra no cálculo apenas o produto final vendido. Exemplo: uma geladeira e não o aço utilizado em sua fabricação. Assim, evita-se a contagem dupla de bens industriais.
Fonte - Agência Brasil 14/02/2014

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Atividade econômica cresce 0,84% em abril, mas em ritmo menor

Jornal do Brasil
A atividade econômica apresentou crescimento de 0,84%, em abril, na comparação com o mês anterior. Os dados são do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado hoje (14).
Esse foi o segundo mês seguido com expansão do indicador, mas em ritmo menor. Em março comparado com fevereiro, o crescimento ficou em 1,07%, de acordo com dados revisados. Na comparação de fevereiro com janeiro, houve retração de 0,26%.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, a economia cresceu 7,3% (sem ajustes). No ano, o IBC-Br apresentou expansão de 3,2%, e em 12 meses, 1,57%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.
O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo Banco Central para que haja maior compreensão da atividade econômica. Essa avaliação também contribui para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic.
Fonte - Jornal do Brasil  14/06/2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Banese - Um exemplo de um Banco público lucrativo atuante Social e moderno

Banese apresenta balanço de 2012
(Banco do Estado de Sergipe)
ASN

Banco do Estado se firma como uma instituição financeira competitiva em seu mercado de atuação


Presidente do Banese, Vera Lúcia de Oliveira / Fotos: Janaína Santos/Banese
Presd.do Banese,Vera L.de Oliveira/Fotos:Janaína Santos/Banese
O Banco do Estado de Sergipe (Banese) publicou nesta quinta-feira, 28, o Relatório da Administração e as Demonstrações Contábeis referentes ao exercício de 2012, período em que a instituição obteve resultados positivos. Segundo a presidente do Banese, Vera Lúcia de Oliveira, o balanço do desempenho do Banco no ano passado demonstra que a instituição continua cumprindo com a sua missão de promover o desenvolvimento de Sergipe, fornecendo soluções financeiras, de forma sustentável, e gerando valor para seus clientes e acionistas.
Em 2012, segundo a publicação oficial do Banese, seu lucro líquido foi de R$ 88 milhões. O patrimônio líquido do Banco, um dos principais indicadores de sustentabilidade financeira, registrou um crescimento de 13% em relação ao ano de 2011, atingindo a marca de R$ 258 milhões. Já a carteira de crédito total, que financia o consumo das famílias e a atividade produtiva empresarial, atingiu o valor de R$ 1,568 bilhão – um aumento de 10% em relação a 2011.
Para a presidente do Banese, os resultados de 2012 demonstram que o Banco soube se adequar às mudanças ocorridas no cenário econômico mundial e manter o empenho constante para alcançar sua visão de futuro de aumentar a participação no desenvolvimento de Sergipe.
“Com uma marca fortalecida, moderna e consolidada, o Banese se firma como uma instituição financeira competitiva em seu mercado de atuação, com projeções de avanço sobre áreas ainda não cobertas do Nordeste, sempre pautando suas ações na responsabilidade socioambiental da região, na maximização de resultados para os acionistas, no reconhecimento e respeito aos colaboradores e na geração de valor aos clientes”, disse a presidente.
Ainda de acordo com ela, o Banese pretende, em 2013, dar continuidade às conquistas obtidas nessa gestão, seguindo com as melhorias alcançadas e com a superação dos novos desafios que certamente surgirão.
Fonte - ASN Agência Sergipe de Noticias  28/02/2013

Pregopontocom: TAMANHO NUNCA FOI DOCUMENTO - O ESTADO DE SERGIPE É BEM MAIOR DO QUE AS SUAS PRÓPRIAS FRONTEIRAS