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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

VLT Carioca transporta quase 5 milhões de pessoas no período de férias

Transportes sobre trilhos  🚄

Ao todo, quase 5 milhões de pessoas andaram de VLT, com destaque para o início de dezembro, em que o pico de usuários por dia se aproximou dos 120 mil. Já no mês de janeiro, foram quase 2,5 milhões de passageiros, recorde dos três anos e meio de operação do sistema.

VLT Carioca
foto - ilustração/arquivo
Se é comum grandes centros ficarem mais vazios no período de férias, para o VLT Carioca os meses de dezembro e janeiro foram de alta movimentação. Novos recordes foram registrados nesse ciclo, com a média de passageiros transportados ultrapassando os 110 mil/dia útil.
Ao todo, quase 5 milhões de pessoas andaram de VLT, com destaque para o início de dezembro, em que o pico de usuários por dia se aproximou dos 120 mil. Já no mês de janeiro, foram quase 2,5 milhões de passageiros, recorde dos três anos e meio de operação do sistema.
Com cada vez mais cariocas e visitantes incluindo as regiões central e portuária no roteiro turístico, o crescimento foi impulsionado também pela inauguração da Rio Star. A maior roda-gigante da América Latina ajudou paradas como Cidade do Samba e Utopia-Aquario a multiplicarem o fluxo durante os fins de semana.
Os números ajudam a reforçar uma das vocações do VLT. Ainda que 70% das pessoas utilizem o modal para deslocamentos de trabalho nos dias úteis, as viagens de lazer são cada vez mais frequentes. Principalmente aos fins de semana, quando cerca de 50% do público é voltado ao turismo.
Fonte - ANPTrilhos  14/02/2020

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rio espera com obras atrair empresas para investir no VLT

Transportes sobre trilhos

Projetos representarão um verdadeiro motor para as companhias que se instalarem - A previsão é da especialista em Competitividade Industrial e Investimentos da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Júlia Nicolau.

Por Mauricio Athayde 
Diário Comércio Indústria e Serviços

As parcerias público-privadas que estão alavancando os investimentos em infraestrutura no Rio de Janeiro não deverão se limitar aos projetos voltados para os grandes eventos esportivos marcados para a cidade. Essa tendência deverá se firmar e novos investimentos deverão ser feitos com recursos das grandes empresas. A previsão é da especialista em Competitividade Industrial e Investimentos da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Júlia Nicolau.
"Acho que é uma tendência que veio para ficar com o setor público ficando cada vez mais no planejamento e os recursos privados sendo investidos em novos projetos", afirma Júlia, que destaca o projeto do Porto Maravilha que não está ligado diretamente aos eventos esportivos, mas pegou carona nas Olimpíadas e deverá mudar radicalmente o perfil de uma área totalmente degradada.
Júlia ressalta ainda, como exemplo de investimento da iniciativa privada, que nos próximos cinco anos o estado terá uma infraestrutura portuária a cada 40 km de sua cos¬ta. "Serão 14 instalações desse tipo, com vários tamanhos e finalidades, dando ao Rio a condição de porta de entrada e de saída do país", afirma ela.
Os projetos de infraestrutura que estão sendo desenvolvidos na cidade, afirma Júlia, representarão um verdadeiro motor para novas empresas se instalarem no Rio, além das que já se encontram no estado e que poderão ampliar suas plantas. "Lugares com melhor infraestrutura certamente atraem mais investimentos", diz.

Porto Maravilha
A revitalização da área portuária do Rio de Janeiro, que vem sendo feita pelo projeto Porto Maravilha poderá se tornar o maior legado de infraestruura urbana resultante das obras e ações iniciadas visando os grandes eventos esportivos que vão ocorrer na cidade. A iniciativa é uma ação com recursos públicos e privados que totalizará cerca de R$ 8 bilhões até 2022. Com cerca de cinco milhões de metros quadrados, esse pedaço da Cidade Maravilhosa estava esquecido por seus habitantes e vinha sofrendo com a degradação e o abandono. O projeto representa uma retomada das grandes obras de infraestrutura visando a melhoria da qualidade de vida dos cariocas.

VLT
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Rio de Janeiro deverá começar suas operações bem antes do início das Olimpíadas, que serão realizadas em 2016. Quem garante esse compromisso é o secretário de Concessões e Parcerias Público-Privadas do Município, Jorge Arraes. Segundo ele, duas linhas deverão entrar em funcionamento bem antes de 2016 em caráter experimental. Arraes explica que o novo meio de transporte não exige uma implantação com alto grau de complexidade.
"O VLT não é um transporte de implantação complicada como metrô e trem que precisam de infraestrutura complexa para ser implementado. Ele transita no nível da rua e por ser leve, sua infraestrutura de rodagem é bem mais simples de ser implantada. Além disso, na instalação da infraestrutura não precisa isolar toda a rua para fazer as obras, basta um trecho que já é possível trabalhar na colocação dos trilhos", afirma Arraes.
O VLT, que vai operar no Centro, mas principalmente na nova área do Porto, poderá se tornar também um novo ícone do legado das Olimpíadas para a cidade pela integração desse transporte, com carros de design moderno, em meio a prédios antigos e vários centenários que se encontram ao longo do trajeto de suas linhas. O novo "bondinho" deverá se integrar de forma harmoniosa por não possuir rede elétrica aérea. A energia é fornecida pelo sistema APS (alimentação pelo solo) durante as paradas por um terceiro trilho. Esse sistema já foi implantado com sucesso em diversas cidades europeias e vem a ser uma forma de alimentação de energia pelo solo combinado a um supercapacitor, espécie de bateria que fica no próprio bondinho.
O investimento para implantação do bondinho é de R$ 1,164 bilhão, sendo R$ 532 milhões em recursos do Ministério das Cidades e R$ 632 milhões de contrapartida da Prefeitura do Rio. O projeto será executado por parceria público-privada (PPP). As empresas Actua - CCR (24,4375%), Invepar (24,4375%), OTP - Odebrecht Transportes (24,4375%), Riopar Participações, sócia do Grupo CCR na CCR Barcas (24,4375%), Benito Roggio Transporte (2%) e RATP do Brasil Operações (0,25%) serão responsáveis pelas obras de implantação, compra dos trens e sistemas, operação e manutenção do VLT por um período de 25 anos.
Fonte - STEFZS  02/06/2014 

domingo, 8 de dezembro de 2013

VLT Rio: meta é tirar mais de 60% dos ônibus do Centro

VLT

O Globo
foto - ilustração
Um advogado com escritório na Avenida Rio Branco precisa ir ao Fórum e, em vez de táxi, de ônibus ou a pé, suando sob o terno no calor do Centro, vai de bonde elétrico, numa temperatura de 24 graus. Uma executiva de salto alto faz o mesmo entre a estação das barcas, na Praça Quinze, e o Aeroporto Santos Dumont, sem enfrentar engarrafamento e o risco de perder a ponte aérea: nos horários de pico, a espera pelo transporte chega a somente três minutos. As cenas fazem parte de um futuro próximo com muito menos ônibus e a presença do chamado (VLT), que interligará todo o Centro e a Zona Portuária.
Pelas estimativas da Secretaria municipal de Transportes, a frota de ônibus do Centro será reduzida em mais de 60% até 2016, quando todo o novo sistema de transporte já estará operando.
O secretário de Transportes, Carlos Roberto Osorio, diz que esse total pode ser ainda maior: neste caso, dos 3.500 ônibus que circulam pelo Centro, 2.310 deixariam a região, desafogando as vias e abrindo espaço para o VLT. Também há a meta de reduzir em, pelo menos, 15% o total de carros que transita pela área central, percentual que representa cinco mil veículos por hora.
— A última simulação mostrou uma redução de 60%, podendo chegar a 66% — afirma ele, acrescentando que a mudança se deve ao VLT e ao BRT Transbrasil, que comunicará Deodoro ao Centro (substituindo os ônibus de longa distância) e estará integrado aos novos bondes, assim como outros modais. — Teremos integração com os ônibus intermunicipais na Rodoviária Novo Rio, outra na Central e Terminal Américo Fontenelle, com as estações do metrô da Uruguaiana, Carioca e Cinelândia e barcas.
Obras de infraestrutura começarão em janeiro
As obras de infraestrutura para receber os bondes, previstas inicialmente para o segundo semestre deste ano, começam agora em janeiro, segundo o cronograma divulgado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) e pelo consórcio VLT Carioca. Na Zona Portuária, a Via Binário já conta com o leito por onde passará o trilho do VLT delimitado. O transporte ligará a Rodoviária Novo Rio ao Santos Dumont e contará com 32 bondes, distribuídos em seis linhas, e 42 estações espalhadas em 28 quilômetros de extensão do sistema.
Com tudo pronto, os VLTs poderão transportar 285 mil passageiros/dia, que pagarão tarifa de bilhete único.
A primeira etapa começa a operar no segundo semestre de 2015 e corresponde ao trecho Vila de Mídia (imediações da Novo Rio)-Santo Cristo-Praça Mauá-Cinelândia. A segunda etapa ficará pronta no primeiro semestre de 2016. Para as Olimpíadas, serão concluídos os trechos Central-Barcas, Santo Cristo-América-Central-Candelária, América-Vila de Mídia e Barcas-Santos Dumont.
Cinco trens virão da Espanha
Diante de tantas promessas de VLT para o Rio — desde o início dos anos 90 que projetos do tipo são apresentados, sem nunca andar para frente —, Osorio tenta passar firmeza, dizendo que a população já pode ver o leito dos bondes preparado na nova Via Binário:
— A obra já foi licitada, temos os recursos assegurados e as intervenções começaram com a revitalização da Zona Portuária, onde está pronto o leito do VLT.
As composições já foram encomendadas pelo consórcio à empresa francesa Alstom. As cinco primeiras unidades virão da fábrica, na Espanha. Os outros 27 trens serão fabricados em São Paulo. Simulações já mostram os bondes (com o design que será visto nas ruas do Rio) circulando pela cidade. O transporte, com rede elétrica subterrânea, sem fios expostos na parte de cima, segue o padrão visto nas cidades de Bordeaux, Reins e Orleans, na França — embora lá não seja totalmente sem cantenária (fiação exposta). O sistema carioca se aproximará mais do que está em fase de implantação em Dubai, nos Emirados Árabes.
Fonte - Revista Ferroviária  08/12/2013

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Câmara do Rio vota amanhã repasse para construção do VLT

Extra - 24/11/2012
A Câmara do Rio vota, na próxima terça-feira (27), o pedido da prefeitura para repassar dinheiro à empresa que será responsável pela implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) que circulará no Centro e Região Portuária.
De acordo com o projeto de lei 1.552/2012, o projeto será financiado pelo PAC-2. O governo federal vai repassar R$ 2,4 bilhões.
O edital ainda não foi lançado, mas a previsão é de que a primeira etapa seja concluída em 2015, com duas linhas em funcionamento. A segunda, que incluiu mais quatro linhas, deve terminar até 2016.
Fonte - Revista Ferroviária 24/11/2012