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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Ações para evitar novos desastres ambientais

Meio ambiente/Política  🐟  🐬

Foi realizada na quarta-feira (11/12) mais uma audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara dos Deputados, sobre o derramamento de óleo nas praias do Nordeste.  Na oportunidade, três cientistas de procedências diferentes relataram os efeitos do desastre ambiental e propuseram medidas para evitar novos acidentes.

Portogente
Imagem do site da
Agência Câmara dos Deputados.
Depois do desastre ambiental que atingiu diversas praias da região Nordeste, há que se pensar em ações preventivas, principalmente.
Por isso, foi realizada mais uma audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara dos Deputados, sobre o derramamento de óleo nas praias do Nordeste. Foi na quarta-feira (11/12). Na oportunidade, três cientistas de procedências diferentes relataram os efeitos do desastre ambiental e propuseram medidas para evitar novos acidentes.
Yara Schaeffer-Novelli, do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (USP), criticou a demora do governo em agir para conter as manchas de óleo no litoral nordestino. A especialista questionou porque o Plano Nacional de Contingência, criado em 2013, não foi acionado a tempo. “A autoridade nacional operacional do Plano Nacional de Contingência teria sido, pela própria estrutura da lei, o Ministério do Meio Ambiente. Ele jogou a criança nos colos da Marinha”, disse.
Francisco Kelmo, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), apresentou dados de um estudo feito em uma amostra de recifes de corais próximo à Praia do Forte. Entre abril e outubro deste ano, o número de espécies caiu quase 47% e o número de animais diminuiu em quase 66%. O índice de branqueamento, que revela a contaminação dos corais e que tem média de 5 a 6% habitualmente, subiu para quase 52%.

Rede de satélites
O representante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ronald de Souza, detalhou a ação de correntes marinhas, dos ventos na costa brasileira e do regime de ondas. Ele enfatizou a importância de ações preventivas para evitar que desastres semelhantes aconteçam no futuro, pois reconheceu que, atualmente, não existe um sistema eficiente.
“A nossa proposta é instalar antenas de satélite que recebem dados de (outros) satélites que estão voando já, de outros países ou nossos mesmos, desde a ilha dos Açores, com a colaboração do governo de Portugal, até o sul do Brasil. Nós temos um sistema que já está didaticamente entendido de como tratar essas imagens e, principalmente, saber se aquele alvo colocado como óleo é realmente óleo, se é um falso óleo ou um alvo verdadeiro”, observou.
Fonte - Portogente  13/12/2018

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Omissão do governo no derramamento de óleo no Nordeste

Sustentabilidade  🌊

Foi aprovado, por unanimidade, o relatório parcial da Comissão Externa que acompanha as investigações do derramamento e óleo no Nordeste. O parecer do grupo concluiu que os órgãos federais foram omissos diante do desastre e que o atraso na tomada de decisões reduziu as possibilidades de minimizar os impactos ecológicos e socioeconômicos.


Portogente*
Agência Câmara de Notícias
É o que aponta texto aprovado na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (10/12), que também conclui que não houve alerta e pronta orientação às prefeituras e às comunidades locais, nem informação clara acerca da toxidade do óleo
Foi aprovado, por unanimidade, o relatório parcial da Comissão Externa que acompanha as investigações do derramamento e óleo no Nordeste. O parecer do grupo concluiu que os órgãos federais foram omissos diante do desastre e que o atraso na tomada de decisões reduziu as possibilidades de minimizar os impactos ecológicos e socioeconômicos.
“A demora de seu acionamento e a articulação deficiente entre atores mostram que não se trata de um sistema apto e preparado para atuar em suas funções. A forma de atuação do Governo assemelhou-se, muito mais, a uma forma de experimentação das ações de resposta, as quais, lamentavelmente, apresentaram diversas falhas graves facilmente identificáveis”, aponta o documento.
O relatório parcial também conclui que não houve alerta e pronta orientação às prefeituras e às comunidades locais, nem informação clara acerca da toxidade do óleo e dos riscos de contaminação. Outra crítica levantada pelo relator é que não houve informações sobre estudos de previsão de chegada das manchas.

Ajuda tardia
Quanto à ajuda emergencial às famílias afetadas, o parecer também aponta atraso do governo, especialmente para os pescadores e os marisqueiros. O relatório afirma que a ajuda veio somente em 28 de novembro de 2019, três meses depois de iniciado o desastre.
“O óleo derramado impactou diversos ecossistemas sensíveis – praias, mangues, recifes, arrecifes e estuários, cuja conservação é essencial para a perpetuação da vida marinha. Mangues e recifes são verdadeiros berçários naturais, constituindo o local de reprodução de inúmeras espécies de peixes e mariscos. Adicionalmente, pelo menos quinze unidades de conservação foram atingidas, incluídos Parques Nacionais, Reservas Extrativistas e Áreas de Proteção Ambiental”, diz o parecer.
* Com informações da Agência Câmara de Notícias
Fonte - Portogente  11/12/2019