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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Metrô integrará ônibus de Salvador aos ônibus metropolitanos

Transportes sobre trilhos  🚇

O uso do cartão é obrigatório e individual para que a integração ocorra com o pagamento de apenas uma tarifa. São aceitos os cartões do Metrô, Metropasse ou SalvadorCARD, sendo possível utilizá-los para acessar os três meios de transporte.

Da Redação
Divulgação/CCR Metrô Bahia
A partir deste domingo (1° outubro), será possível pagar apenas uma tarifa se deslocando em ônibus metropolitanos, integrando com o metrô e concluindo o percurso com ônibus urbanos e vice-versa. Além de Salvador, outros 12 municípios compõem a RMS, somando mais de 1 milhão de habitantes. Hoje, a CCR Metrô Bahia transporta diariamente cerca de 15 mil passageiros integrados entre metrô e ônibus metropolitanos.
O uso do cartão é obrigatório e individual para que a integração ocorra com o pagamento de apenas uma tarifa. São aceitos os cartões do Metrô, Metropasse ou SalvadorCARD, sendo possível utilizá-los para acessar os três meios de transporte.
Quem sai de Camaçari, com destino a Salvador, por exemplo, terá a tarifa de R$ 5,20 debitada do seu cartão e poderá usar o metrô sem a cobrança de uma nova passagem usando o mesmo cartão. A viagem poderá incluir ainda mais um ônibus municipal de Salvador, após o uso do metrô, sem nova cobrança de tarifa desde que as utilizações integradas ocorram em um prazo de até 3 horas.
Outro exemplo desta fase da integração é quem sai de Salvador com destino a Candeias. O usuário pode utilizar uma linha municipal de Salvador pagando R$3,60, por exemplo, até a Lapa, embarcando no metrô sem pagar tarifa adicional, indo até a Estação Pirajá. No Terminal de Ônibus de Pirajá, o passageiro terá debitado do seu cartão apenas a diferença de R$1,60 ao embarcar em um coletivo metropolitano com destino a Candeias, que tem a tarifa de R$5,20.
Outra mudança marcada para este domingo, inclui a determinação do Governo do Estado alterar o ponto final de linhas que chegam a Salvador. As linhas que acessam Salvador por meio da Avenida Paralela terão como ponto final o terminal de ônibus Mussurunga. Já a linha de Simões Filho, que acessa Salvador pela BR 324 terá como destino final o terminal de Pirajá. A modificação proporciona o acesso do passageiro metropolitano ao metrô e, posteriormente, ao sistema urbano de ônibus de Salvador sem pagar nada a mais. “Essas mudanças são importantes avanços para a oferta de um transporte de qualidade, com mais economia e mais conforto para a população baiana”, afirma Júlio Freitas, gestor de Arrecadação da CCR Metrô Bahia. “A partir destas alterações, os usuários da Região Metropolitana passarão a ter acesso a todas as localidades de Salvador, atendidas pelas linhas municipais, por meio do metrô, sem pagar mais nada por isso” acrescenta o gestor.
Desde o início das operações do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, administrado pela CCR Metrô Bahia, mais de 45 milhões de pessoas já foram transportadas. Atualmente, são 29km de malha ferroviária em operação, com 19 estações, por onde circulam uma média de 190 mil passageiros por dia. Até dezembro, mais uma estação será entregue à população de Salvador e RMS, possibilitando o deslocamento entre o Centro de Salvador até o Aeroporto, em pouco mais de 30 minutos.
Confira abaixo as linhas metropolitanas que passavam por Mussurunga e, a partir de 1/10, terão o ponto final no Terminal Mussurunga:
Com informações da CCR Metrô Bahia   29/09/2017



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sem lugar para tantos carros, transporte por trem seria uma solução - CURITIBA

Edilson Pereira

Marco Andre Lima
Para veterano profissional, solução passa pelo aproveitamento do traçado da malha existente.

O veterano engenheiro e arquiteto Lolô Cornelsen acredita que a solução para o crescente problema do trânsito em Curitiba - com número de carros perto da saturação e malha de linha de ônibus que não atende a demanda - está no transporte ferroviário. Ele acha que a solução passa pelo aproveitamento do traçado da malha ferroviária existente e a introdução do metrô de superfície. “Eu fico estarrecido! Se foi feito assim na Europa, por que não pode ser feito no Brasil? O caso de Curitiba é o mesmo de Edimburgo, na Escócia. Lá deu certo, em todos os lugares deram certo, porque aqui não pode dar?”, pergunta ele, que lançou um projeto com esta finalidade em 1985 e ainda hoje, aos 90 anos, continua defendendo a mesma ideia.

Marco Andre Lima
Proposta era implantar três linhas independentes.

O projeto desenvolvido em 1985, quando Cornelsen estava como superintendente adjunto da Sudesul (Superintendência do Desenvolvimento da Região Sul), era considerado barato e revolucionário. Naquela época, o projeto levou o nome de Expresso Metropolitano de Curitiba, com três linhas independentes: linha vermelha (Araucária, Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais e Curitiba), com 38 quilômetros; linha verde (Piraquara, Pinhais e Curitiba), com 36 quilômetros; e linha amarela (Curitiba, Cachoeira e Almirante Tamandaré com possibilidade de se estender até Rio Branco do Sul), com 26 quilômetros.
De acordo com a proposta, as linhas usadas pelos trens de carga seriam mantidas e outras duas seriam construídas paralelas à linha central - uma para ir e outra para vir -, destinadas ao transporte urbano de passageiros. O sistema seria protegido por alambrados, haveria ciclovias acompanhando as linhas e estudava-se a adoção de um comboio moderno, reciclado dos países desenvolvidos, que seria trocado por commodities.
A estação central seria no Terminal Rodoferroviário de Curitiba, que seria ampliado para comportar o aumento do fluxo de pessoas na área. A proposta, à época, foi ignorada. E com o despertar do interesse no Brasil pelo transporte ferroviário e também na busca por soluções para o transporte urbano de massa nas grandes metrópoles, Cornelsen resolveu tirá-lo da gaveta para, pelo menos, dizer: “Eu falei, não falei?”.
Fonte -  Paranáonline  21/01/2013

Comentário Pregopontocom: Pois é....se o projeto feito em 1985 pelo Eng. e Arqt. Lolô Cornelsen era considerado "barato e revolucionário" porque a cidade de Curtíba insiste tanto nesse modelo "defasado do BRT"???.....qual será o grande mistério???!!...

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