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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Estudo mostra aumento no número de jovens que só estudam

Educação

A proporção de jovens com idade entre 16 e 24 anos que só estudam pulou de 6,8%, no biênio 1986-1987, para 15,4%, no período de 2012 e 2013. Já a taxa de participação no mercado de trabalho caiu de 79,6%, em 1986, para 74,2%, em 1999, e 72,9%, em 2013.

Marli Moreira 
Repórter da Agência Brasil 

Um levantamento feito pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) mostra que os jovens estão adiando a entrada no mercado de trabalho. A proporção de jovens com idade entre 16 e 24 anos que só estudam pulou de 6,8%, no biênio 1986-1987, para 15,4%, no período de 2012 e 2013. Já a taxa de participação no mercado de trabalho caiu de 79,6%, em 1986, para 74,2%, em 1999, e 72,9%, em 2013.
“Esse adiamento da entrada no mercado de trabalho está associada a uma maior frequência à escola e ao aumento do nível de escolaridade”, diz o estudo comemorativo dos 30 anos da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), na região metropolitana de São Paulo.
Quase metade dos jovens de 16 a 24 anos (48,6%) só trabalhavam no período de 1986 a 1987, taxa que diminuiu para 39,1%, entre 2012 e 2013. A redução também é expressiva na faixa entre 16 e 18 anos (de 31,4% para 14,1%). Nesse grupo, os que conciliavam o estudo com o trabalho passou de 27,6% para 19,6% e a taxa dos que se dedicavam exclusivamente aos estudos dobrou ao atingir 35,9%.
Outro indicador relevante é a queda da parcela de jovens de 16 a 24 anos que não estudam nem trabalham (de 14,9% para 11,5%). O estudo aponta ainda que o percentual de jovens que só estudavam, entre 1986 e 1987, era bem menor entre os que tinham renda familiar baixa (6,1%) comparado aos de renda mais elevada (11,3%). Atualmente, a diferença entre eles caiu - 17% entre os mais pobres e 19,8% entre os mais ricos.
Quanto ao desemprego foram verificadas condições distintas entre as duas classes sociais. Enquanto essa situação afetava 17,3% dos jovens mais pobres entre 1986 e 1987, entre os mais ricos a taxa era de apenas 2,6%. Já no último período analisado, a proporção atingiu 18,6% nas classes de renda mais baixa e de 4% para os de renda mais elevada.
De acordo com a análise técnica da Fundação Seade, entre as dificuldades de inserção dos jovens no mercado de trabalho estão a falta de experiência bem como a distância entre a moradia e os locais onde existem vagas disponíveis, desinteresse pelo tipo de ocupação, remuneração insuficiente, desestímulos por causa da grande concorrência e falta de orientação sobre como buscar um trabalho.
No que se refere aos que não estudam nem trabalham constatou-se que, entre 1986 e 1987, 7,2% dos homens estavam nessa condição e que, no período de 2012 e 2013, a proporção aumentou para 13,9% com predomínio na faixa etária de 19 a 21 anos. O estudo atribui esse fato à convocação para o serviço militar obrigatório e também ao desalento em relação aos estudos e ao trabalho.
Fonte - Agência Brasil  10/12/2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

Brasil tem 18,8 milhões de assinantes de canais de TV paga

Brasil

Os dados mostram que a receita bruta de televisão por assinatura, incluindo mensalidade, banda larga e publicidade, chegou a R$ 7,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, um aumento de 15,4% ante o mesmo período do ano passado.

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 
foto montagem - ilustração
O Brasil fechou o mês de maio com 18,8 milhões de assinantes de canais de televisão paga, segundo dados apresentados hoje (29) pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA). Com relação a maio do ano passado, houve aumento de 10,8% no número de assinantes.
Os dados mostram que a receita bruta de televisão por assinatura, incluindo mensalidade, banda larga e publicidade, chegou a R$ 7,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, um aumento de 15,4% ante o mesmo período do ano passado.
Segundo o presidente da ABTA, Oscar Vicente Simões de Oliveira, um dos problemas enfrentados pelo setor atualmente é o roubo de sinal de TV, prática que, de acordo com ele, teve um aumento substancial no país.
“Essa prática cria uma evasão de receita para as empresas, danifica a qualidade para quem paga, cria evasão fiscal e alimenta o crime organizado. A ideia romântica do gatonet, do sujeito que puxava um fio para roubar o sinal da TV a cabo, já passou. Agora isso envolve uma complexidade imensa que envole quadrilhas internacionais, com uma sofisticação impressionante”, ressaltou Oliveira.
A associação divulgará dados sobre o assunto durante um painel do Congresso ABTA que começa na semana que vem na capital paulista. “Esses números são robustos e importantes. A preocupação é que isso inibe o crescimento, prejudica quem paga, estimula o crime organizado, atrapalha a sociedade inteira. Não é só a empresa que perde”, avaliou o presidente, ao defender ações em várias frentes para combater o problema, como aprimoramento tecnológico, mudanças na legislação e maior atuação do Estado.
Fonte - Agência Brasil  29/07/2014