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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Papa "está determinado" em avançar com reformas na Igreja

Internacional

O secretário-geral da Conferência dos Bispos Italianos, Nunzio Galantino, disse à cadeia TV2000 que o papa deve estar se sentindo traído no episódio que levou à detenção, neste fim de semana, de dois suspeitos de extraviar informações e documentos: o religioso espanhol Lucio Angel Vallejo Balda, de 54 anos, e uma perita italiana, Francesca Chaouqui, de 33.

Agência Brasil
foto - ilustração
O papa Francisco "está determinado" em avançar com as reformas na Igreja, depois do extravio de documentos sobre escândalos financeiros no Vaticano. A informação é do "número três" da Igreja Católica, Angelo Becciu.
"Avancemos com serenidade e determinação", afirmou Jorge Bergoglio, de acordo com informação publicada na conta de Angelo Becciu na rede social Twitter, após o novo escândalo de extravio de documentos confidenciais sobre desvio de fundos destinados aos pobres e doentes, para financiar o estilo de vida luxuoso de alguns cardeais. O escândalo ficou conhecido como Vatileaks 2.
"Estive com o papa. As suas palavras foram: avancemos com serenidade e determinação", escreveu Becciu, substituto da Secretaria de Estado do Vaticano para Assuntos Gerais.
O secretário-geral da Conferência dos Bispos Italianos, Nunzio Galantino, disse à cadeia TV2000 que o papa deve estar se sentindo traído no episódio que levou à detenção, neste fim de semana, de dois suspeitos de extraviar informações e documentos: o religioso espanhol Lucio Angel Vallejo Balda, de 54 anos, e uma perita italiana, Francesca Chaouqui, de 33.
"Coloco-me no lugar do papa. Nenhum filho da Igreja pode ficar indiferente perante estes ataques", disse Galantino, sublinhando que "algumas pessoas têm claramente medo do processo de reformas que o papa está realizando".
Vallejo Balda continua detido, enquanto Francesca voltou a ser interrogada hoje, depois de ter sido liberada ao garantir que vai cooperar com as autoridades. De acordo com a imprensa italiana, foram roubados dados do computador do controlador-geral de finanças do Vaticano, o italiano Libero Milone.
Libero Milone, nomeado pelo papa Francisco em 5 de junho passado para a reforma das finanças, está encarregado de uma auditoria das contas do conjunto das administrações do Estado do Vaticano.
Duas obras que vão ser publicadas em breve e prometem revelações sobre os casos financeiros do Vaticano são assinadas pelos jornalistas Emiliano Fittipaldi, do jornal L'Espresso, e Gianluigi Nuzzi, da Mediaset.
As publicações das obras remetem ao escândalo do sumiço de documentos, denominado Vatileaks, que marcou o fim do pontificado de Bento XVI, em 2012. As informações foram reunidas e publicadas pelo jornalista Gianluigi Nuzzi.
No comunicado, o Vaticano faz referência ao Vatileaks e sublinha a "grave traição de confiança" do papa, não excluindo a possibilidade de um processo pelo tribunal do Vaticano.
Fonte - Agência Brasil  04/11/2015

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Visita do papa Francisco ao Brasil é destaque na imprensa internacional

Vinda do papa Francisco é destaque na imprensa internacional


Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A vinda do papa Francisco ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude é destaque, nesta segunda-feira (22), em veículos da imprensa internacional. O pontífice deve chegar ao Rio de Janeiro, local escolhido para sediar o evento, hoje à tarde. A jornada começa amanhã (23) e vai até o próximo domingo (28).
A agência de notícias argentina Telam informou que "milhares de jovens" portenhos participarão do encontro no Rio. Eles partiram da capital Buenos Aires "com bandeiras argentinas, chimarrões e violões para amenizar as longas horas de viagem". A agência pública também informa que parte do grupo deve participar de um encontro com jovens de favelas brasileiras.
Já a agência portuguesa Lusa ressalta que o papa chega ao Brasil em um momento "em que as manifestações no maior país católico do mundo preocupam as autoridades nacionais", referindo-se aos recentes protestos no país, quando a população foi às ruas cobrar, principalmente, maior rigor no combate à corrupção e melhorias nos serviços públicos. A Lusa destaca ainda que a jornada ocorre em um período de "forte declínio no número de católicos no país" e informa que até domingo, o papa vai presidir várias celebrações, entre as quais uma missa campal que deve contar com 1,5 milhão de pessoas, vindas de todo o mundo.
Na BBC Brasil, o destaque foi a "dupla missão" que o pontífice terá pela frente: tentar conter o crescimento das denominações evangélicas pentecostais e arrebanhar fiéis afastados da Igreja Católica que, em número cada vez maior, se declaram "sem religião". Segundo a agência, a tarefa é especialmente desafiadora no Rio de Janeiro, já que "a cidade, que apresenta uma das menores proporções de católicos entre as capitais brasileiras, reflete, em maior grau, a crise por que passa o catolicismo no país".
Em sua conta na rede social Twitter (@pontifex), o papa expressou hoje a alegria por viajar ao Rio de Janeiro para participar da jornada. "Chego ao Rio daqui a algumas horas e meu coração está cheio de alegria porque em pouco tempo estarei com vocês para celebrar a 28ª JMJ", disse.
De acordo com autoridades, são esperados 800 mil turistas para a jornada, considerado o maior encontro internacional de jovens católicos. O ápice do evento deve ser a encenação da Via Sacra, na orla de Copacabana, na sexta-feira (26), e a missa de encerramento do evento em Guaratiba, no domingo (28). São esperadas mais de 1,5 milhão de pessoas nos eventos com o papa. A agenda do pontífice no país inclui ainda visita a comunidade pobre no Rio e ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.
Mais de 20 mil agentes e militares vão trabalhar na defesa e na segurança pública, durante o evento, sendo que 40 homens da Polícia Federal acompanharão Francisco em todos os compromissos no Brasil. Do total de militares, cerca de 7 mil homens do Exército farão a segurança em Guaratiba, na zona oeste. No Campo da Fé (Campus Fidei), os militares não vão carregar nenhum tipo de arma, mas podem abordar e retirar quem se comportar de maneira ofensiva.
Fonte - Agência Brasil  22/07/2013