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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Bastidores da política

Política

O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), publicou hoje (8) decisão revogando a deliberação do colégio de líderes partidários tomada na tarde de ontem (7).O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou soltar hoje (8) os presos investigados na Operação Saqueador, entre eles o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos.O juiz federal Sérgio Moro concedeu hoje (8) liberdade a quatro presos na Operação Abismo, a 31ª fase da Lava Jato, deflagrada na segunda-feira (4).  


Publicada decisão que revoga eleição para a presidência da Câmara no dia 12

Luciano Nascimento-Repórter da Agência Brasil

Wilson Dias/Agência Brasil
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), publicou hoje (8) decisão revogando a deliberação do colégio de líderes partidários tomada na tarde de ontem (7) de convocar para a próxima terça-feira (12) sessão extraordinária para a escolha do novo presidente da Casa. Com isso, Maranhão oficializa sua decisão de marcar a eleição para quinta-feira (14), às 16h.
Em seu despacho, o presidente interino disse que o regimento interno prevê que a escolha de novo integrante da Mesa Diretora, o que inclui o cargo de presidente, será feita “mediante eleição, dentro de cinco sessões”. A eleição teve que ser convocada depois que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou ao cargo ontem (7).
Maranhão argumenta que a decisão do Colégio de Líderes, mesmo sendo prevista no regimento, foi tomada depois de ele já ter publicado a convocação da eleição para o dia 14.


STJ manda soltar Cachoeira e Cavendish, presos na Operação Saqueador

André Richter - Repórter da Agência Brasil
O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou soltar hoje (8) os presos investigados na Operação Saqueador, entre eles o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta.
A defesa dos acusados entrou com habeas corpus pela manhã no tribunal, após a decisão que revogou prisão domiciliar concedida aos acusados.
A decisão, que não foi divulgada, vai beneficiar os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud, que também estão presos. Por meio de telegrama, o STJ já informou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que deverá determinar a soltura dos acusados e empregar medidas cautelares. Os acusados estão presos no presídio de Bangu 8.

Moro manda soltar quatro investigados na 31ª fase da Lava Jato

André Richter – Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro concedeu hoje (8) liberdade a quatro presos na Operação Abismo, a 31ª fase da Lava Jato, deflagrada na segunda-feira (4). Moro atendeu pedido dos investigadores da Polícia Federal e também entendeu que não há necessidade da prorrogação da prisão temporária, válida por cinco dias.
Com a decisão, serão libertados Genésio Schiavinato Júnior (diretor da empresa Construbase), Edison Freire Coutinho (ex-diretor da empreiteira Schain), Erasto Messias da Silva Júnior (empresário) e Roberto Ribeiro Capobianco (presidente da empresa Construcap).
Em troca de liberdade, Moro estabeleceu medidas cautelares, como comparecimento a todos os atos processuais e de investigação aos quais forem chamados. Na decisão, o juiz alertou que o descumprimento da medida acarretará na expedição de mandato de prisão preventiva.
Com informações da Agência Brasil  08/07/2016

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

TJ de Goiás aceita denúncia contra Demóstenes Torres por oito crimes de corrupção

Política

O ex-senador Demóstenes Torres, cassado pelo Senado em 2012 

Rodrigo Rodrigues
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) decidiu nesta quarta-feira (22) acatar denúncia do Ministério Público contra o ex-senador Demóstenes Torres (Ex-DEM) pela prática de oito crimes de corrupção.
A decisão aconteceu por unanimidade entre os desembargadores do TJ-GO, que também decidiram abrir processo contra o bicheiro Carlos Cachoeira, o Carlinhos Cachoeira, por corrupção ativa, ao lado de Cláudio Abreu, ex-diretor da Construtora Delta.
No texto da denúncia formulada pelo MP goiano, Demóstenes é acusado de receber vantagens indevidas como viagens em aeronaves particulares e quantias em dinheiro em virtude do cargo que mantinha de senador, entre o período que vai de junho de 2009 e fevereiro de 2012.
O ex-senador é acusado de receber R$ 5,1 milhões em dinheiro de Carlinhos Cachoeira e garrafas de bebidas de alto custo (R$ 14 mil), além de eletrodomésticos de luxo.
Na tese do MP, Demóstenes pode amargar até 16 anos de cadeia caso todos os crimes sejam acatados pela Justiça e as penas somadas.
Pelo crime de corrupção ativa Carlinhos Cachoeira e Cláudio Abreu também podem pegar entre dois e 12 anos de reclusão, além de multa, segundo cálculos do MP.
Os desembargadores do TJ-GO também decidiram derrubar a tesa de que as escutas telefônicas que incriminavam Demóstenes e os outros dois acusados, que a defesa alegava não terem autorização judicial em virtude do cargo de senador do acusado. Os advogados de defesa defendiam que o Ministério Público não tinha atribuição para comandar investigação criminal contra Demóstenes.
A versão foi rejeitada pelo relator do processo, desembargador Leandro Crispim, que votou também em favor da quebra do sigilo fiscal do ex-senador e pela perda do exercício do cargo de procurador de Justiça de Goiás.
Apesar da aceitação da denúncia, o TJ-GO decidiu analisar posteriormente os dois itens.

Histórico
Demóstenes e os dois réus são acusados de cometer crimes através de um esquema de exploração de jogos de azar em Goiás, revelado pela Operação Monte Carlo, em 2012.
Como prova contra os acusados, o MP-GO apresenta as gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal. As conversas revelam troca de favores pessoais entre Demóstenes Torres e Cachoeira, fato que levou o ex-senador a ser cassado pelo Senado naquele mesmo ano.
Demóstenes é acusado de repassar informações privilegiadas para o bicheiro e de trabalhar para favorecer o amigo com projetos, dentro do Congresso Nacional, de legalização de jogos de azar.
O ex-senador está afastado do cargo de procurador de Justiça desde outubro de 2012, devido às suspeitas levantadas pelo Ministério Público.
Fonte - Portal Terra  22/01/2014