Diretor da RF fala sobre o renascimento das ferrovias
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Toller explicou que a crise de 30 e as grandes guerras levaram a uma grande nacionalização das ferrovias em todo o mundo, entre os anos 30 e 40 as estradas de ferro foram estatizadas e perderam seu poder de competição e inovação, enquanto as rodovias estavam em expansão. Essa situação prevaleceu até o fim do século XX, quando houve um movimento de restabelecimento dos operadores privados.
Segundo dados da International Union of Railways (UIC), no fim de 2010 existiam 861 operadores ferroviários privados só na Europa. A Alemanha é o país com o maior número de operadores como 228 seguido pelo Reino Unido com 111.
Toller explicou que países que os operadores privados não tem força como França e Espanha o TKU (toneladas transportadas por quilômetro útil) caiu significantemente. No Brasil, desde 1977, quando foram concessionadas as ferrovias brasileiras, até 2011, o volume de carga é medido em (TU) Toneladas Úteis, cresceu 87,6 %, segundo dados da ANTF.
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O terceiro motivo seria a questão ambiental. Na Europa, os custos externos dos transportes são precificados, e para os 27 países da Comunidade, o custo ambiental fica entre 660 e 670 bilhões de euros por ano. “Não só em relação à emissão de gases e à poluição atmosférica, mas com respeito a acidentes, congestão, ruído, ocupação do solo, poluição de cursos d’água e outros problemas” disse Toller, concluindo com um exemplo da Suíça, que instituiu a Heavy Vehicle Fee – Taxa sobre caminhões pesados. A receita gerada tem sido usada para custear o projeto Alp Transit e seus túneis ferroviários, o Loetschberg e o Gotthard, construídos sob os Alpes para evitar o trânsito de caminhões pesados sobre os passes alpinos.
Fonte - Revista Ferroviária 08/11/2013
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