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domingo, 12 de outubro de 2014

Consumo no Brasil está ficando cada vez mais sofisticado

Economia

“O brasileiro está mais consciente, não compra mais por impulso, e está de olho na inflação, mas já conquistou um padrão de vida que não deve abandonar. - Segundo o estudo, 33% dos brasileiros querem reformar a casa. Esse desejo é maior (47%) nas classes D e E. Comprar a casa própria é o desejo de 37% da população e 31% querem comprar um automóvel.

iG - O Tempo
foto - ilustração
Em toda a América Latina, apenas no Brasil consta um item considerado supérfluo entre os produtos cujo consumo mais cresceu de 2008 a 2013. A pesquisa, realizada pela Kantar Worldpanel, traz o impacto da ascensão social no consumo no continente. “O que observamos é que o brasileiro está tentando manter uma cesta básica mais refinada”, analisa Carolina Andrade, executiva de marketing da Kantar Worldpanel.
O grupo de produto supérfluo presente no top 5 brasileiro foi o do enxaguante bucal. As outras categorias que mais cresceram no consumo, nos últimos cinco anos, foram: congelados, sorvetes, bolo pronto industrializado e leite fermentado. A definição se uma categoria é supérflua, necessária ou básica é a penetração nos lares. “Um produto para ser considerado básico precisa ter 60 pontos ou mais de penetração; de 40 a 60 pontos é uma categoria de produtos necessários, e são supérfluos aqueles com 40 ou menos pontos”, explica. “O top 5 é formado pelos produtos cujo consumo mais cresceram se compararmos 2008 com 2013”, complementa Carolina.
Segundo a executiva de marketing, outros itens também merecem destaque na atual cesta de consumo no país. “Os produtos práticos ganham muito espaço, como os alimentos pré-prontos ou o sabão líquido de lavar roupa”, revela. “Hoje a maioria das famílias não tem tempo para cozinhar e busca praticidade”, avalia Carolina.
A bancária Raquel de Paula Martins, 23, concorda com a pesquisadora. “Hoje em dia, estamos buscando praticidade. Lotamos o congelador de bobagens para garantir as refeições”, ironiza.
O consumo de produtos de limpeza também cresceu 56% nos últimos cinco anos.
“Desengordurante e aromatizador de ambientes são produtos que gosto de comprar para casa”, diz Raquel Martins.
“O brasileiro está mais consciente, não compra mais por impulso, e está de olho na inflação, mas já conquistou um padrão de vida que não deve abandonar. Ele está buscando um equilíbrio”, afirma Carolina.
Doce lar. O aumento de gastos com produtos de limpeza e alimentos mais práticos reflete, segundo a executiva, uma tendência do brasileiro de voltar seus gastos para a casa. “No Brasil, a população está centrada na residência. Os gastos estão diminuindo com alimentação fora de casa, por exemplo”, avalia.
Segundo o estudo, 33% dos brasileiros querem reformar a casa. Esse desejo é maior (47%) nas classes D e E. Comprar a casa própria é o desejo de 37% da população e 31% querem comprar um automóvel.
Pobreza na América Latina está estável
A pesquisa da Kantar Worldpanel traz dados de toda a América Latina:
34,3% da população está na classe média, e a pobreza está estável.
5% dos latinos acham que a situação econômica do seu lar melhorou em cinco anos.
22% da população recebeu alguma forma de assistência social em 2013
26% dos latinos acreditam que a situação econômica de seu país melhorou.
Gastos com educação crescem 44%
Segundo a pesquisa Kantar Worldpanel, o brasileiro está mais preocupado com educação. Entre 2008 e 2013, esse tipo de gasto teve um crescimento de 44%, alcançando um valor médio de R$ 2.272 em 2013.
Com relação a eletrodomésticos, a população do país está trocando seus aparelhos antigos por aparelhos mais modernos. Um exemplo disso é que 48% dos brasileiros compraram refrigeradores novos e de melhor qualidade, 33% dos brasileiros compraram lavadoras de roupas e 21% dos brasileiros compraram fornos de micro-ondas de melhor qualidade, substituindo os velhos pelos novos.
Fonte - Tribuna da Bahia  12/10/2014