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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Aeromóvel é retirado da orla do Guaíba em Porto Alegre

Transportes sobre trilhos  🚄

O primeiro veículo foi içado por volta das 11h30min. Durante a tarde, está prevista a retirada da segunda unidade. A estrutura foi montada para os testes dos protótipos do transporte que é movido a propulsão a ar. Hoje só existem dois aeromóveis em operação - o mais recente na ligação entre o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre - e em um parque em Jacarta na Indonésia. 

Jornal do Comercio
foto - divulgação
Um dia histórico. Depois de quase 40 anos instalado próximo à orla de Porto Alegre, o aeromóvel está sendo retirado do alto das vigas que formam o trilho onde o transporte foi instalado em 1982. A extensão dos trilhos é de 1,1 km, começando próximo à Câmara de Vereadores da Capital até a praça Júlio Mesquita, em frente a Usina do Gasômetro. O primeiro veículo foi içado por volta das 11h30min. Durante a tarde, está prevista a retirada da segunda unidade.
A empresa Coester, com efeitos em São Leopoldo e que desenvolveu o veículo, está fazendo a operação com um guindaste. São dois carros, que somam 12 toneladas. A via será recuperada. A empresa conversa com a prefeitura para que se amplie a estrada suspensa levando o transporte à área da orla, como opção de turismo.
A estrutura foi montada para os testes dos protótipos do transporte que é movido a propulsão a ar. Hoje só existem dois aeromóveis em operação - o mais recente na ligação entre o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre - e em um parque em Jacarta na Indonésia. A empresa dona da tecnologia já apresentou à prefeitura da Capital algumas ideias de como ocupar a via.
A remoção foi em parte acompanhada pelo fundador e criador do aeromóvel, Oskar Coester. Mesmo ainda se recuperando de problemas de saúde e aos 81 anos, Oskar fez questão de presenciar a retirada. "O aeromóvel tinha proposta de ser alternativa para transporte", comenta o fundador. Sobre o fato de nunca ter sido implantado para circular em meio à cidade, Oskar avalia que pode ser um desafio que outros poderão seguir.
A aposentada e moradora do Centro Histórico Maria Manoela Martins assistiu à operação sem esconder a tristeza. "O trenzinho fazia parte da minha vida, da minha paisagem. Todos os dias abria a janela e via ele. Vou sentir muito mesmo. Como se algo saísse da minha vida", descreveu Maria. A moradora espera que coloquem outro no lugar para servir de transporte. "Mas não vai ser como ele. Mas é importante que não fique mais uma obra sem utilidade." Ao ver Oskar Coester, a aposentada foi falar com ele e fez uma provocação: "Quem sabe o senhor não projeta um novo". O fundador recebeu com alegria o desafio.
Fonte - Revista Ferroviária  04/10/2019

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Após 35 anos empresa quer reativar Aeromóvel na orla de Porto Alegre

Transportes sobre trilhos  🚇

A empresa Aeromóvel Brasil S/A apresentou à prefeitura uma proposta de revitalização e ampliação do trecho de testes já existente, localizado nas proximidades da Usina do Gasômetro, para entrar em operação regular 35 anos depois de sua construção.

Gaúcha ZN - Mobilize
foto - ilustração/arquivo
O debate sobre a implantação de linhas de aeromóvel em Porto Alegre voltou a ganhar fôlego. A empresa Aeromóvel Brasil S/A apresentou à prefeitura uma proposta de revitalização e ampliação do trecho de testes já existente, localizado nas proximidades da Usina do Gasômetro, para entrar em operação regular 35 anos depois de sua construção.
A intenção é buscar o aval do município para que a iniciativa privada coloque em uso e opere a antiga linha depois de ser renovada e ampliada por uma distância ainda não definida. Estimativas de demanda, custos e o trajeto final ainda serão detalhados em estudos a serem realizados em um prazo estimado de seis meses.
"A ideia é achar um traçado viável e que tenha demanda, que se encaixe no sistema de mobilidade da Capital, para entrar em funcionamento como uma operação privada", afirma o CEO da Aeromóvel Brasil, Marcus Coester.
Na manhã desta segunda-feira (27), a empresa entregou a representantes da prefeitura uma proposta de manifestação de interesse para desenvolver o projeto na cidade sem necessidade de recursos municipais. É um primeiro passo para a proposta ser melhor estudada e ganhar contornos mais claros. Uma das definições pendentes é o modelo jurídico que poderia ser adotado caso a ideia avance, combinando o investimento e a operação privados com a gestão pública da mobilidade urbana.

Traçados
Em relação ao traçado, há diferentes possibilidades no horizonte — todas aproveitando o trecho de linha já existente. Uma delas prevê a interligação do Centro com a Zona Sul. Em 2013, mediante um acordo de cooperação entre a prefeitura e a Trensurb, chegaram a ser realizados estudos de demanda para esse eixo, que previa três fases de implantação: do Mercado até as proximidades do Praia de Belas Shopping, de lá até o Cristal, e um último percurso até a Juca Batista. Estimou-se que a ligação entre o Mercado e o shopping — uma das mais cotadas para sair do papel — movimentaria algo em torno de 30 mil passageiros por dia.
Outra possibilidade seria erguer um percurso em formato de anel seguindo o traçado da Primeira Perimetral — ao longo das vias Loureiro da Silva, Mauá, Conceição e do Gasômetro.
As linhas gerais do plano foram apresentadas durante o seminário Aeromóvel — Solução ou Utopia? realizado pela Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs).
Até pouco tempo, os vagões impulsionados por ar disputavam atenção e recursos com concorrentes como metrô e BRT. Como o metrô está momentaneamente descartado, e os BRTs previstos para a Copa de 2014 não foram implantados, o aeromóvel voltou a ganhar visibilidade. Os rumos da proposta vão depender, a partir de agora, dos novos estudos a serem apresentados ao município.
Fonte - Mobilize  27/11/2017