terça-feira, 20 de outubro de 2020

Metrô de Teresina completa sete meses parado e volta depende de laudo técnico

Transportes sobre trilhos  🚄

As operações dos VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foram suspensas em decreto estadual como medida para evitar a propagação do novo coronavírus ainda em março. A maioria das atividades já retornaram no Estado, mas o metrô segue sem previsão de volta. 

Cidade Verde*
foto - ilustração/arquivo
Apesar das promessas de retornar no mês de setembro, na próxima quinta-feira, 22 de outubro, o metrô de Teresina completa sete meses sem funcionar. As operações dos VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foram suspensas em decreto estadual como medida para evitar a propagação do novo coronavírus ainda em março. A maioria das atividades já retornaram no Estado, mas o metrô segue sem previsão de volta. A direção da Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP) informou ao Cidadeverde.com que solicitará à equipe um laudo técnico para saber se o VLT tem condições de voltar a operar com segurança. A diretora Josiene Marques explica que a logística de retorno do VLT é ampla e as medidas devem ser adotadas com segurança. Por causa do não funcionamento, vândalos aproveitaram o "deserto" das estações para depredar, arrombar portas e danificar pontos de iluminação. Seis das nove estações do metrô estão sem condições de uso. Somente os pontos da Avenida Frei Serafim e a estação Alberto Silva, que ficam no Centro, não foram alvos dos ataques. Ainda de acordo com direção, uma empresa foi contratada e já deu início ao reparo das estruturas. Além do vandalismo, a direção afirma que as constantes queimadas danificaram as estruturas dos trilhos. "Nossa logística é bem maior que o transporte coletivo. No metrô temos 13 quilômetros de extensão de via onde essas vias tem que ser limpas e vistorias. Por causa da queimadas teve perda de dormentes, que são madeiras que ficam no trilhos, e tivemos que fazer uma nova operação", explica Josiene. Enquanto o metrô não volta, usuários que pagavam R$1 [valor do bilhete do VLT], estão sendo obrigados a desembolsar R$ 4 para pagar a tarifa do transporte coletivo. Antes da pandemia do coronavírus, o metrô transportava cerca de 6 mil passageiros por dia. Eles lamentam a demora do retorno das operações. "Sou usuária do metrô, trabalho todos os dias e , sinceramente, gostaria de saber a real data que o nosso metrô voltará a funcionar. Todos dizem' final do mês, mas até agora nada. Estou indignada com tantos prejuízos que estou tendo pagando uma passagem de ônibus num valor absurdo em vez de pagar somente R$ 1 no metrô", lamenta Joed Lillian. "Eu como teresinense, trabalhadora da área da saúde, não tive quarentena do trabalho, porém o transporte que eu utilizava era o Metrô de Teresina que ficou sem funcionar por tempo indeterminado. Mas, desde agosto que ouço falar no seu retorno. Primeiro seria em setembro, depois falaram em outubro e até agora nada. Precisamos de esclarecimento, de uma notícia real. O motivo do meu interesse não é apenas o valor da passagem, mas sim o compromisso para conosco, tínhamos um horário certo, e uma certa comodidade, uma vez que o nosso transporte públic,o que deveria ter aumentado a frota para que não houvesse aglomeração, fez o contrário, diminuiu e os horários não nos ajuda muito, tendo que passar de 40 minutos a uma hora em uma parada de ônibus, correndo risco e com o serviço de baixa qualidade. Somos trabalhadores, pagamos impostos e merecemos pelo pelo menos consideração. A zona Sudeste exige que o metrô retorne o quanto antes",desabafa Diana Magalhães. Nesta terça-feira (20) a direção se reúne com equipes para solicitar laudo técnico e poder definir quando haverá condição dos VLTs voltarem a operar. "A gente sabe do anseio da população, mas gente não voltar de qualquer jeito porque nossos VLTs transportam vida e não podemos colocar a vida das pessoas em risco", acrescenta a diretora Josiene.
*Izabella Pimentel
Fonte - Cidade Verde 20/10/2020

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