segunda-feira, 13 de março de 2017

Sintonia em movimento, por Renato de Souza Meirelles

Transportes sobre trilhos  ūüöÉ

A ado√ß√£o progressiva de modais mais eficientes para o transporte de passageiros, como as composi√ß√Ķes el√©tricas de metr√īs, VLTs e trens suburbanos, que emitem 60% menos poluentes que os √īnibus ou 40% que os autom√≥veis, deve ser perseguida.Al√©m dos efeitos na redu√ß√£o da emiss√£o de gases, os trens urbanos ocupam 20 vezes menos espa√ßo e transportam muito mais pessoas.

Renato de Souza Meirelles
Revista Frotas & Fretes Verdes

foto - ilustra√ß√£o/Metr√ī de Salvador
O transporte de cargas e de passageiros pode evoluir muito no conceito de sustentabilidade, independentemente do modal. A simples diversificação dos sistemas, diminuindo a dependência do rodoviário em detrimento do ferroviário, com melhor eficiência e menor consumo de combustíveis fósseis, é um caminho, mais que sustentável, necessário.
China e EUA, grandes poluidores, já assinaram o Acordo de Paris se comprometendo a consumir menos derivados de petróleo. Com a matriz energética mais limpa do mundo (64% de fonte hídrica), o Brasil deve incentivar cada vez mais o uso de fontes renováveis, como biocombustíveis, motores elétricos e/ou híbridos, em suas frotas.
A ado√ß√£o progressiva de modais mais eficientes para o transporte de passageiros, como as composi√ß√Ķes el√©tricas de metr√īs, VLTs e trens suburbanos, que emitem 60% menos poluentes que os √īnibus ou 40% que os autom√≥veis, deve ser perseguida.
Al√©m dos efeitos na redu√ß√£o da emiss√£o de gases, os trens urbanos ocupam 20 vezes menos espa√ßo e transportam muito mais pessoas. O sistema ferrovi√°rio, hoje, representa menos de 4% dos transportes p√ļblicos urbanos no Brasil, em poucas regi√Ķes metropolitanas.
Enquanto at√© a d√©cada de 70 cerca de 80% das viagens intermunicipais de passageiros eram sobre trilhos, hoje elas praticamente inexistem. Alternativas mais sustent√°veis e econ√īmicas no transporte de bens e passageiros revelam grandes oportunidades neste setor.
Inova√ß√Ķes tecnol√≥gicas, uso de materiais mais leves e recicl√°veis, com otimiza√ß√£o do consumo energ√©tico e custos operacionais, conferem maior equil√≠brio financeiro aos novos empreendimentos.
Sustent√°vel tamb√©m pode ser o neg√≥cio em si, se o operador, por exemplo, investir em autoprodu√ß√£o energ√©tica, consumindo o quanto produz. A medida incentivaria mais esse tipo de investimento, resultando em redu√ß√Ķes tribut√°rias que melhoram a margem do neg√≥cio e permitem redu√ß√£o tarif√°ria.
O custo multibilionário da imobilidade do tráfego urbano é outro desafio à sustentabilidade. Autofinanciar projetos por parcela da redução do custo deste desperdício, com modelos de project-finance, representa tremendas oportunidades de negócios.
*Renato de Souza Meirelles -Engenheiro com especializa√ß√Ķes em Administra√ß√£o e Economia na FGV e NYU, √© presidente da CAF no Brasil
 
Fonte - ABIFER  13/03/2017

Apoiamos e louvamos toda e qualquer iniciativa em prol do transportes sobre trilhos


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